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Restaurando Famílias para Cristo

“Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé” (Hebreus 11:7) (grifo meu).

Estava me preparando no SENHOR para ministrar uma Palavra de DEUS em Brasília, Distrito Federal. Na verdade, um sentido mais amplo, mais completo, do que, para mim, à luz da Palavra de DEUS, significa a expressão restauração familiar. Não uma pura restauração de uma unidade familiar, encerrada em si mesmo, como muitos a concebem (o retorno para casa de um marido ou de uma esposa, depois de algum tempo separados); mas uma restauração plena, realizada por DEUS, ação exclusiva do Espírito Santo. Daí, o sentido do nome do nosso Ministério que o SENHOR DEUS nos deu: Ministério Restaurando Famílias PARA CRISTO. Talvez as pessoas que descobriram o Ministério pela Internet ainda não tenham atentado para o valor do sentido de finalidade presente ao final do nome: PARA CRISTO. Ele é infinitamente mais importante que o valor da própria família em si. Se eu tivesse colocado apenas “Ministério de Restauração Familiar” ou “Ministério Restaurando Famílias”, isso não diminuiria a quantidade de pessoas que me procurariam, dia-a-dia, para pedir socorro, auxílio, muitas das quais completamente desesperadas, perdidas, desorientadas, ansiosas, a qualquer custo, pela restituição da família, mas ocultaria o objetivo principal pelo qual tanto falamos em restauração. Entre “restaurar famílias” (como um objetivo fechado em si mesmo) e “restaurar famílias PARA CRISTO” há uma profunda diferença. Vejamos a razão a seguir.

Restaurar famílias, pura e simplesmente, pressupõe uma atitude interesseira, egoísta, unilateral, desprovida de qualquer compromisso com o reino de DEUS. É como uma pessoa que procura DEUS interessada apenas em obter algo DELE. Afinal, nos dias atuais, já existem muitos segmentos religiosos, disfarçados de igreja de JESUS, com o propósito único e demarcado de oferecer bênçãos e facilidades às pessoas. Dentro desses templos, qualquer agrupamento de pessoas (homens, mulheres e filhos envolvidos, convivendo juntos há algum tempo), é denominado de família, quando, na verdade, não é. Como também há muitas famílias verdadeiramente constituídas que estão muito distante do perfil de família almejado pelo nosso DEUS. Se eu tivesse algum interesse em obter benefícios financeiros em cima da dor e do sofrimento alheios, teria utilizado apenas a expressão “restaurar famílias”, oferecendo fórmulas prontas, varinhas mágicas, óleos, azeites, sal, correntes das mais variadas, “carnês” de restauração; e tudo para mim estaria bom e perfeito. Como ingredientes finais, usaria o nome de DEUS em vão, leria algumas passagens descontextualizadas da Bíblia, apresentaria alguns testemunhos de restauração (com o objetivo de persuadir os irmãos), e isso seria suficiente para eu ficar rico e famoso. Mas, graças a DEUS, esse não foi o coração nem essa a direção que o SENHOR DEUS me deu. ELE falou claramente ao meu coração: “qualquer restauração só terá valor se for para a minha honra e para a minha glória”.

E quando uma restauração familiar redunda na glória e no louvor do santo Nome do SENHOR?

Para responder a essa pergunta, o SENHOR me mostrou o texto bíblico, que introduz este estudo, transcrito no livro aos Hebreus. Noé fez parte da geração mais antiga da criação de DEUS. A sua breve história está comentada no primeiro livro da Bíblia, logo ao final do capítulo 5 e alguns outros seguintes, e a sua narração começa de uma forma, no mínimo, inusitada: diz que seu pai se chamava Lameque, que já tinha 500 anos quando gerou Sem, Cam e Jafé; mas não faz qualquer referência, no princípio, a mulher que gerou a esses três filhos, ou seja, a sua esposa. Não sabemos como foi a vida de Noé em 499 anos anteriores: o que fez, por onde andou nem com qual trabalho se ocupou. A sua história nos é conhecida com a apresentação dos nomes dos três filhos e acompanhada imediatamente da notícia de que toda a população humana havia se degradado moralmente. As primeiras páginas do livro da biografia de Noé são recheadas das atitudes desgraçadas da raça humana, que se encheu de sangue, de violência, de adultérios, de fornicação, de morticínios e de todo tipo de abominação aos olhos de DEUS. Ao ponto de o SENHOR DEUS ter se arrependido de ter feito o homem: “E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente. Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. E disse o SENHOR: destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até o animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de o haver feito” (Gênesis 6:5-7).

Quando a raça humana entrou em um nível de degradação moral sem controle e sem precedentes, DEUS escolheu a Noé para lhe fazer uma revelação acerca da realidade em que ele vivia, anunciando que destruiria tudo e todos por meio de um dilúvio violento. Em seguida, mandou-lhe construir uma enorme arca, através da qual a família dele escaparia. Podemos afirmar que a família de Noé era, àquela época de esfacelamento moral, a única família que andava de acordo com a vontade DEUS em toda a terra, e que, por isso, seria salva do grande dilúvio que DEUS enviaria para destruir toda a humanidade. Entenda o que é viver como única família santa em meio a centenas de outras totalmente corrompidas pelo pecado. A família de Noé, durante muitos anos, viveu em uma localidade completamente isolada de tudo e de todos. Ela era só. Mas o SENHOR, entre centenas de famílias e pessoas que mergulhavam na podridão do pecado, olhou, separou e salvou a família desse patriarca. Noé, como cabeça do lar, soube resistir e conduzir bem a sua família para os projetos de santidade que o SENHOR tanto desejava. Ele tinha um coração sincero com DEUS: “(…) Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus” (Gênesis 6:9). O segredo e a responsabilidade maior dessa condução pesam sobre os ombros masculinos, do homem, do marido, que é a cabeça da esposa, como bem explicitou o apóstolo Paulo, muitos anos mais tarde: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo” (Efésios 5:22-23). Acreditamos, assim, que a esposa de Noé, citada apenas pela primeira vez no versículo 18, do capítulo 6, do livro de Gênesis, era uma esposa submissa a ele em tudo, assim como os seus três filhos. Esse é o segredo para uma família que almeja a salvação em CRISTO JESUS: andar conforme a Palavra de DEUS. Se o marido é a cabeça da esposa, significa que, com ele, está o dever de amá-la incondicionalmente e a responsabilidade de pensar e decidir sobre os destinos da família.

Você pode imaginar o quanto é difícil para as famílias hoje em dia andar conforme a Palavra de DEUS, face a tudo que coopera para a destruição delas: leis humanas, prostituição fácil, corrupção geral, televisão, rádio, internet, religiosidade, dentre outra infinidade de coisas. Mas no tempo de Noé não havia sequer uma igrejinha para fortalecê-la, nem irmãos, nem amparo humano, nem nada. Não havia ninguém. Mesmo assim, ela andava agradando a DEUS, contra tudo e contra todos. A família de Noé olhava para o SENHOR, cria na indissolubilidade do casamento (pois o matrimônio único fora criado por DEUS algum tempo antes no Éden). Ela seguia fielmente a orientação que JESUS deu aos fariseus, quando esteve neste mundo: “abandonem as suas práticas abomináveis de repúdio e voltem a viver o princípio de tudo, exatamente como meu Pai criou” (ref. a Mateus 19:4 e 8). De certa maneira, JESUS nos instiga também a seguirmos o exemplo da família de Noé, que era modelo no princípio de tudo.

Por todos esses motivos, DEUS escolheu Noé para lhe revelar sobre os dias futuros e como ele deveria proceder. Então, pela fé, Noé creu e obedeceu. Apressou-se para os preparativos da construção da arca. Com ela, o mundo foi condenado e Noé foi feito herdeiro da justiça. A sua família foi a única, do gênero humano, a contar oito pessoas (Noé, a esposa, os três filhos e as três esposas), que foi salva:“e não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios” (2 Pedro 2:5).

 A arca para nós, cristãos, reflete a imagem de JESUS CRISTO. ELE é a porta estreita, pela qual apenas os justos, os escolhidos, entrarão: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens” (João 10:9); “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mateus 7:13-14). Quem ficar do lado de fora da porta, será destruído, consumido com fogo e enxofre e sofrerá a morte eterna. Só os santos, os separados, os transformados pelo Espírito Santo, entrarão: “Segui a paz e santificação com todos, sem a qual, ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14).

Quando olhamos para a arca de Noé, vimos, ali, a preocupação de DEUS em salvar uma família obediente a ELE. Todas as demais foram destruídas pelo dilúvio. A vontade do SENHOR DEUS, ainda nos dias atuais, é restaurar famílias, promover a reconciliação de maridos, esposas e filhos, mas, antes e muito acima disso, essa restauração compreende um processo de transformação humana para o SENHOR JESUS. DEUS não quer restaurar a sua família e deixá-la perdida, entregue ao “deus-dará”, sem a salvação da alma do marido, da esposa e dos filhos, pois o SENHOR deseja que todos entrem juntos pela porta da arca da salvação, que é JESUS, porque, como bem escreveu o apóstolo Paulo, o marido vai apresentar a DEUS, diante do Trono glorioso, a sua esposa imaculada, santa, sem mancha alguma, salva: “Vós, maridos, amai as vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5:25-27). Portanto, querer apenas a restauração, a volta para casa do marido ou da esposa, de qualquer jeito, é não querer compromisso com o reino de DEUS, e viver por aí, com o cônjuge e com os filhos ao deleite do mundo e dos pecados.

Enquanto, o dia do dilúvio não chegava, Noé ocupou-se, no deserto, em fazer a obra que DEUS lhe determinara, no caso, a elaboração de uma arca, do meio pelo qual sua família se salvaria. DEUS havia feito uma promessa de salvação a Noé e, por ele ter obedecido, o SENHOR o honrou. Nos anos em que esteve no deserto trabalhando para o SENHOR, Noé não encontrou dias fáceis, tranquilos. Ao contrário, recebeu muitas afrontas daqueles que paravam e lhe perguntavam a razão da construção daquela imensa obra arquitetônica. Todos, acredito eu, zombavam dele, chamavam-no de louco, de alienado, por ele, simplesmente, procurar fazer a vontade do SENHOR DEUS. Quantos dias de lágrimas Noé viveu no período em que construía a arca!! O final, todos nós já conhecemos: o “louco” se salvou, enquanto os “sábios” se perderam. Aquele, que antes sozinho chorava, recebeu grande vitória e galardão. Os que unidos, sorriam no pecado, nem tempo de chorar tiveram, porque as águas revoltas lhes tiraram a vida (esse é o fim dos adúlteros, fornicadores e demais que não querem obedecer a DEUS).

 Se você ainda não experimentou a transformação feita pelo Espírito de DEUS, entregue-se a ELE ainda hoje, permitindo que o SENHOR mude a sua vida completamente. Não adianta restauração familiar sem a salvação da alma dos cônjuges e filhos. No entanto, se assim já fez, veja se, no deserto, você tem produzido frutos dignos para o reino de DEUS (essa é a sua missão maior aqui na terra).

O tempo no deserto é o tempo de olhar e de trabalhar apenas para o SENHOR, de aprender, de amadurecer, de ser transformado pelo Espírito Santo. Lutas sempre virão mesmo para aqueles que trabalham e esperam pelo SENHOR, mas JESUS não os desamparará e cuidará de cada um dos Seus filhos nos mínimos detalhes. Descanse o coração e a alma completamente no SENHOR, pois saiba que ELE está no comando da sua vida, no controle da vida do seu cônjuge, trabalhando em favor da restauração plena (salvação) da sua família. DEUS reservou uma promessa especial para você (que está escrito no livro do profeta Isaías), que, como igreja de CRISTO aqui na terra, já nasceu do Espírito Santo. Gostaria que você meditasse atentamente e, logo em seguida, guardasse em seu coração:

“Por um breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias te recolherei. Com um pouco de ira escondi a minha face de ti por um momento, mas com benignidade eterna me compadecerei de ti, diz o SENHOR, o teu Redentor. Porque isto será para mim como as águas de Noé; pois jurei que as águas de Noé não passariam mais sobre a terra; assim jurei que não me irarei mais contra ti, nem te repreenderei. Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão abalados; porém a minha benignidade não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não mudará, diz o Senhor que se compadece de ti. Tu, oprimida, arrojada com a tormenta e desconsolada, eis que assentarei as tuas pedras com todo o ornamento, e te fundarei sobre as safiras. E farei os teus vitrais de rubis, e as tuas portas de carbúnculos, e todos os teus termos de pedras aprazíveis. E todos os teus filhos serão ensinados do Senhor; e a paz dos teus filhos será abundante. Com justiça serás estabelecida; estarás longe da opressão, porque já não temerás; e também do terror, porque não chegará a ti. Eis que seguramente poderão vir a juntar-se contra ti, mas não será por mim; quem se juntar contra ti cairá por causa de ti. Eis que criei o ferreiro, que assopra as brasas  no fogo, e que produz a ferramenta para a sua obra; também criei o assolador, para destruir. Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará, e toda a língua que se levantar contra ti em juízo tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR, e a sua justiça que de mim procede, diz o SENHOR” (Isaías 54:7-17).



Que o SENHOR te abençoe e te fortaleça,

Vendo O Casamento Pelos Olhos de Deus

"Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade..." (Malaquias 2:14).

"Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6).

"Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento...para que não se interrompam as vossas orações" (1 Pedro 3:7).

O casamento não é invenção humana que pode ser definida e destruída conforme os caprichos egoístas dos homens. O casamento foi criado por Deus. Ele é testemunha dos nossos votos e está preparado para julgar a nossa desobediência.

Desrespeito pelos compromissos do casamento destrói a nossa comunhão com o nosso Criador. É imprescindível que aprendamos a ver o casamento como Deus o vê.

"Cada um tenha a sua própria esposa"
Em 1 Coríntios 7:2, Paulo repete o princípio que Deus estabeleceu quando criou o primeiro casal. "Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2:24).
As palavras de Jesus em Mateus 19:4-6 afirmam que a intenção de Deus desde a criação de Adão e Eva era que o homem fosse fiel a uma esposa legítima até a morte. As palavras que descrevem o primeiro casamento mostram que o Senhor pretendia que outros seguissem o mesmo padrão.

Adão não tinha pais para deixar, mas os filhos de centenas de gerações posteriores têm cumprido este aspecto do princípio perpétuo estabelecido no Éden. Mesmo em sociedades corrompidas por anarquia e iniquidade, o casamento mantém uma posição honrada (Hebreus 13:4).

A relação do casamento: Dois se tornam um

Juntar duas pessoas numa união completa descreve vividamente a beleza do casamento que Deus planejou. Deus não pretendia deixar o homem sozinho; então ele lhe deu a companheira perfeitamente adequada. Quando um homem e uma mulher se casam, eles formam uma nova e única unidade. Eles dividem uma relação sexual especial que jamais deve ser compartilhada com outros (1 Coríntios 7:3-5).

Quando a mulher segue a liderança de amor do marido (Efésios 5:22-33), os dois participam juntos de sonhos e sofrimento, de conquistas e calamidades, do vigor da juventude e da fragilidade da velhice. Para este par privilegiado, a vida não se define mais com a palavra eu, e sim com a palavra nós.

Ao longo dos anos, a fusão de duas mentes na busca da mesma meta eterna cria uma intimidade e compreensão sem igual em relações humanas. A faísca de admiração no olhar de uma jovem noiva é apenas uma sombra do brilho constante no olho de uma mulher que superou décadas de desafios da vida com o homem que ela ama. O prazer que o noivo sente quando toma a mão da sua noiva é meramente um presságio do carinho que sentirá anos depois quando toma a mão de sua mulher, então envelhecida, para firmar os seus passos incertos.

O perigo de desconsiderar os princípios divinos
Aqueles que desprezam a perfeição do plano divino sofrem as tristes conseqüências de lares quebrados, corações esmagados, e espíritos quebrantados. Uma sociedade que apóia divórcios pecaminosos e incentiva casamentos ilícitos ceifará o que semeia. O sacrifício necessário para casamentos bem-sucedidos é sufocado pelo egoísmo que os destrói. O amor que fornece segurança é substituído pela lascívia que deixa esposas e filhos inocentes abandonados e desprotegidos num mundo cruel.

Nem leis humanas nem doutrinas engenhosas podem mudar o fato que Deus permite apenas dois motivos para contrair novas núpcias: morte do primeiro companheiro (Romanos 7:3; 1 Coríntios 7:8-9,39) ou divórcio porque o parceiro cometeu adultério (Mateus 19:9).

Outros abusos da vontade de Deus também causam destruição. O sexo antes do casamento, incluído no termo bíblico fornicação ou relações sexuais ilícitas, sempre está errado (1 Coríntios 6:9-11,18; 7:2; Gálatas 5:19; Hebreus 13:4). Mesmo quando perdoado pela graça de Deus, o sexo antes do casamento, muitas vezes, traz graves conseqüências. Além das possíveis conseqüências físicas, a fornicação pode roubar o casamento posterior da intimidade especial que Deus fez para ser dividida exclusivamente por pessoas casadas.

Relações homossexuais são outra perversão do plano de Deus. Todas as tentativas de "autoridades" humanas a defender a conduta homossexual como algo "natural" não podem apagar as palavras nítidas de Romanos 1:26-27 e 1 Coríntios 6:9-11. Homossexuais, como fornicadores, adúlteros e todos os outros pecadores, precisam se arrepender para buscar o perdão de Deus (Lucas 13:3; Atos 2:38; 8:22; Mateus 3:8).

Abençoados por nosso Criador
O casamento é uma das ricas bênçãos preparadas para nós pelo benevolente Criador. Quando seguimos o plano dele, gozamos das maravilhas do amor e da segurança nesta vida, e a expectativa de um lar perfeito na eternidade.

Por Dennis Allan

Não desista dos seus sonhos!

SEJA AMIGO DO SEU FILHO

Ser o exemplo, dar instrução e disciplinar são expressões de amor que muitas vezes não são compreendidas ou consideradas como tal. Nossos filhos têm sentimento e carências afetivas. É necessário que se somem a todas essas ações muito carinho, amizade e amor.
Amizade é o mesmo que afeto meiguice, docilidade, atenção e cuidado. São maneiras de tratamento que expressam sensibilidade para com aqueles a quem amamos. Nossos filhos sabem quando somos sensíveis a eles e a suas necessidades. Existem algumas maneiras de se demonstrar isso:

EXPRESSÃO VERBAL
Esta é a mais simples de todas, mas não menos importante. Dizer aos nossos filhos que os amamos é o mínimo que podemos fazer. Expressões como “Eu amo você”, “Você é muito importante para mim”, “Sou grato a Deus por sua vida”, “Você é um presente de Deus para nós”, são simples, mas produzem um resultado maravilhoso. Elogie seu filho. Não seja pão-duro nos elogios, anime, reconheça suas pequenas conquistas, estimule! O elogio dos pais é como um néctar saboroso para os filhos.

GESTOS CARINHOSOS
As palavras muitas vezes não conseguem expressar tudo. É preciso usar gestos! Um afago, uma carícia, passar a mão pela cabeça, segurar com carinho as mãos, beijar, carregar nos braços, carregar nas costas, rolar pelo chão, correr juntos, brincar de pega-pega e esconde-esconde, podem ser expressões mais fortes que as palavras. Juntas, produzem uma revolução de amor.
Abraçá-lo e dizer que o ama. Nada substitui e nada comunica tão bem o amor como o sentido do “toque”. Expresse carinho todos os dias e ele saberá que você o ama.

VALORIZE SUAS IDÉIAS E INTERESSES
Ouvir os filhos: suas idéias. Interessar-se pelo que eles se interessam. Buscar suas opiniões e sugestões. Dar oportunidade para que eles se expressem e participem das decisões. Tudo isso é uma forma de dizer: “O que vocês são e dizem é importante para nós”.
Respeitando seus gostos e desejos, levando-os a alcançar seus alvos, ajudaremos na formação da auto-estima deles. Nossos filhos precisam saber que são capazes e aceitos, respeitados como indivíduos.

COMPARTILHE SUA VIDA COM ELE
Ore com ele, estudem a palavra juntos, inclua-o nos programas e atividades. Ria com eles. O senso de humor é um elemento indispensável para uma família feliz e saudável. Saiba apreciar, juntamente com seus filhos, as coisas engraçadas da vida.

Enfim, ser amigo do seu filho é amá-lo, dar-se a si mesmo, gastar tempo com eles.

Lutando contra a inveja

O relato abaixo expressa uma opinião. Não é uma verdade absoluta e pode ser contestada.

Lutando contra a inveja
A inveja é um mal que começou no céu. Lúcifer o anjo mais bonito invejou o lugar de Deus, quis ser como Ele. Por conta disso, houve uma rebelião no céu e Lúcifer foi expulso do céu com os anjos caídos que passaram a ser chamados de demônios.
Mais à frente vemos Caim matar Abel por sentir, entre outros sentimentos, inveja de Abel por Deus ter se agradado mais de sua oferta.
Desde o nosso nascimento até a fase adulta passamos por diversas situações. Cada uma gera em nós sentimentos bons e ruins. Imagine quais sentimentos carrega um coração que sofreu abandono, rejeição, fome ou abusos?
Imagine ainda um filho que financeiramente teve tudo mas jamais desfrutou do amor dos pais.
Há aqueles que viveram sobre o peso de não poder errar, de ter que viver sobre a tensão de sempre acertar para não ser comparado com um irmão ou menosprezado pelos seus próximos.
Esses são apenas alguns poucos exemplos de situações que acontecem na vida de milhares de pessoas quer sejam evangélicas, espíritas, católicas ou atéias, ricas ou pobres.
É inevitável que tais situações produzam dentro das pessoas sentimentos de raiva, desilusão, baixa-auto-estima, rejeição, decepção, medo, raiva e amargura, entre outros.
Quando nos tornamos adultos e mais conscientes percebemos que essas experiências ruins geraram em nós maus hábitos que muitas vezes viraram pecados.
Identificar ter coragem de assumir e enfrentar tudo isso exige de nós um esforço muito grande, pois muitas vezes somos orgulhosos e não queremos admitir que carregamos tais sentimentos, mentir para si mesmo não resolve o problema, vestir “capa” de santo, puro também não .
A bíblia diz em Joaõ 8:32 que a verdade liberta, então nosso primeiro passo é sermos verdadeiros conosco mesmos, reconhecer nossas limitações, sermos humildes e nos colocarmos diante do Senhor para que Ele nos ajude a vencer todo mal que quer nos contaminar e destruir a nós e a nossas famílias.
Analisemos juntos um exemplo:
Veja uma pessoa que não recebeu amor dos pais. Ela tem um grande vazio dentro de si e pensa que será preenchida num relacionamento amoroso.
Quando enfim conseguem se relacionar, perseguida pelo passado tem um grande medo de ser rejeitada novamente ou de perder a pessoa. Isso a torna ciumenta, invejosa e controladora. Por causa disso, ela acaba destruindo, mesmo sem querer, vários relacionamentos e por fim desfruta o que mais temia, a rejeição.

Faça outra análise com base no exemplo acima:
- Não ter amor dos pais: fator desencadeante
- Vazio, medo de rejeição: sentimento plantado pelo fator desencadeante
- Ciúmes, inveja de relacionamentos bem sucedidos, necessidade de controlar: pecado
Mesmo pessoas boas, cristãs passam por isso. São situações inerentes a vida e cabe a cada uma buscar, no Senhor, forças para não ser vencida pelos sentimentos e ter vitória sobre o pecado que quer destruir a sua vida.
Identificando a inveja
Se você se sente desconfortável quando está perto de pessoas que você considera mais bonitas ou bem sucedidas que você. Se sente mal quando tem que estar junto de um casal super feliz, ou de alguém que na sua cabeça tem tudo que você queria ter e não tem, CUIDADO: você pode estar sento atacado pela inveja.
Este é um sentimento sutil que vai se infiltrando no nosso coração sorrateiramente e quando vemos estamos nos alegrando com a desgraça dos outros e nos entristecendo com as suas alegrias, vivendo o oposto que a Bíblia nos ensina: Alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Romanos 12:15)
Deus é nosso pai e nos ama. Ele mais do que ninguém sabe o que sentimos e se compadece de nossas fraquezas. Nele somos mais que vencedores (Romanos 8:35), e com Ele podemos vencer todas as coisas, desde as menores até as maiores, os gigantes visíveis e invisíveis.
Convide o Senhor para faze parte da sua história e das suas lutas. Com certeza Ele quer fazer parte das suas vitórias.
Não desista dos seus sonhos!

Onde está, na Bíblia Sagrada, a aprovação ao divórcio e ao recasamento de divorciados? (Parte 2)

 “Todavia, aos casados, mando não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do seu marido” (1 Coríntios 7:10).



O apóstolo Paulo foi um dos que mais escreveram sobre casamento e relacionamentos em geral. Não é de nos espantar, pois as igrejas, que ele liderava, estavam como as dos dias de hoje, repletas de pessoas com sérios problemas conjugais. Se muitos grupos cristãos, espalhados em diversas partes, enfrentavam tais problemas, os situados em Corinto, certamente, eram os mais problemáticos de todos.

Paulo já havia ido ali e ensinado pessoalmente o que é ser cristão e todo o conjunto doutrinário do Nosso Senhor JESUS CRISTO para que eles vivessem em novidade de vida. Os cristãos, em Corinto, ouviram do próprio apóstolo “in loco” os conselhos de JESUS para uma vida de santidade. Os firmes fundamentos haviam sido lançados sobre eles. E as relações conjugais não ficaram de fora. Em Carta escrita aos cristãos em Roma, Paulo já havia dito que somente a morte poderia desfazer um casamento: “Por exemplo, a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está ligada a ele pela lei (do casamento), mas morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se unir-se a outro homem. Mas, morto o marido, está livre da lei, e assim não será chamada adúltera, se for de outro marido” (Romanos 7:2-3) (grifo meu).

A igreja instalada em Éfeso também teve o privilégio de ser ensinada pelo apóstolo de CRISTO no tema do casamento: “Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor. Pois o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo Ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos (é um dever cristão). Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos (é dever cristão) amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; porque somos membros do seu corpo, da sua carne e dos seus ossos. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa só carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido” (Efésios 5:22-33) (grifos meus).

Paulo ensina que o marido, que repudia a família, além de pecar gravemente contra DEUS por desobediência, atesta que odeia a si mesmo, a própria carne. É uma pessoa morta espiritualmente. Assim como uma esposa que é insubmissa, que tem voz de autoridade sobre o marido, comete a mesma abominação contra o SENHOR.

Embora tais advertências tenham sido escritas às igrejas, ou seja, composição de pessoas que haviam experimentado o novo nascimento em CRISTO JESUS, os conselhos matrimoniais fundamentados em CRISTO serviriam também aos ímpios, pois eles, embora vivam na ignorância e não queiram obedecer a CRISTO, serão julgados pela mesma Palavra. Não haverá uma segunda via de julgamento para os ímpios e ignorantes! JESUS quando escreveu em Marcos e em Lucas, referiu-se à humanidade em geral: “Qualquer um que repudiar a sua esposa e se casar com outra comete adultério, e o que casar com a repudiada pelo marido, adultera também” (Lucas 16:18).

O ponto básico ensinado por JESUS e confirmado pelos apóstolos é de que o casamento é válido até o último respirar do marido ou da esposa; e que, quem repudiar, se separar, tentar fazer dois o que DEUS havia feito um, e se unir sexualmente a uma nova pessoa, estará cometendo adultério, lançado fora do Corpo de CRISTO e, automaticamente, do reino de DEUS. Voltando à Carta de Paulo aos irmãos em Corinto, ele bem atestou essa verdade: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas (os que praticam sodomia, sexo anal), nem os ladrões, nem os avarentos (os que são apegados ao dinheiro), nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns de vós têm sido (…)” (1 Coríntios 6:9-11) (grifos meus). Portanto, toda pessoa que se enquadra nessa lista de pecados, organizada por Paulo, não tem o Espírito de DEUS e anda sem a salvação da alma. Faz-se necessário arrependimento e abandono do pecado.

Os crentes em Corinto viviam mesmo incomodados por aquilo que Paulo havia ensinado para eles quando lá esteve. Não era possível que pessoas que um dia haviam conhecido e experimentado a luz do SENHOR, quisessem voltar às práticas da velha vida, no tempo em que eram separados de DEUS. Mas era exatamente essa a realidade que estava acontecendo no meio deles. A prova é que alguns deles voltaram a interrogar o apóstolo, por Carta, novamente sobre essas questões. Daí, Paulo, ao iniciar o capítulo 7, começa respondendo essas questões: “Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher” (vers. 1). Paulo inicia o conjunto de respostas afirmando que o ideal, o bom, o agradável, era que homem nenhum tocasse em mulher, ou seja, que não mantivesse relação sexual ilícita antes do casamento. Claro que o apóstolo não estava levantando a bandeira de que todos deveriam viver na solteirice e não gerassem filhos. Mas a advertência aqui é para que homens e mulheres solteiras preservem o corpo virgem, no temor ao SENHOR e só se entreguem, sejam uma só carne, após o casamento. No versículo seguinte, ele explica o porquê da afirmação anterior: “Mas, por causa da fornicação (do grego pornéia), cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido” (vers. 2) (grifo meu). Paulo está orientando para o seguinte: “solteiros, fujam da fornicação! Porém, quem não consegue se controlar, procurem ter a sua própria esposa e marido”.  Observe: o seu próprio marido e a sua própria esposa. Paulo toca mais uma vez no ponto crucial: casamento para DEUS apenas se for o primeiro de ambos, ou o segundo em caso de viuvez.

Nos três próximos versículos, o apóstolo de JESUS e grande líder das igrejas cristãs alerta sobre o valor da relação sexual para se obter um casamento forte e abençoado. O sexo lícito é o que sustenta o casamento e traz a bênção de DEUS sobre o casal e a família: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez para que satanás não vos tente pela vossa incontinência” (versículos 3 a 5). Maridos e esposas, licitamente casados por DEUS, pessoas que, quando solteiras, largaram pai e mãe para se darem em casamento, devem pagar um ao outro que é devido, ou seja, o preenchimento da necessidade sexual que um e outro terão no casamento. Pagar! Não dever sexo ao cônjuge para não oprimi-lo por satanás nessa área. A palavra benevolência quer dizer disposição favorável em relação a alguém, demonstrar tolerância, complacência, cordialidade etc. Se a esposa precisar e quiser sexo, o marido não deve criar resistência, pois quem passou a exercer domínio sobre o corpo dele, após o casamento, é a esposa. Assim a esposa deve agir em relação ao marido. Exceto, claro, em casos de doenças, fadiga, algo que realmente impossibilite à prática sexual prazerosa. Nesses casos, o cônjuge deve contar com a compreensão do outro. O versículo 5, Paulo começa com uma advertência muito séria: NÃO VOS PRIVEIS UM AO OUTRO, ou seja, NÃO DEIXEM DE ESTAR EM CONVIVÊNCIA ÍNTIMA, NÃO VOS ABSTENHAM DO SEXO. Se assim fizerem, que seja por consentimento mútuo, na concordância de ambos, por pouco tempo apenas, para orarem e jejuarem; mas, após isso, voltem outra vez a terem sexo, a serem uma só carne, PARA QUE satanás NÃO VOS TENTE, NÃO OPRIMA O CASAL, NÃO CONTAMINE O CORAÇÃO DE AMBOS, PARA QUE O CASAL NÃO DÊ ESPAÇO ALGUM PARA O PECADO DO ADULTÉRIO.

Essa é a brecha que o diabo tanto almeja e que muitos casais cristãos estão dando a ele. O problema sexual nos casais casados é, hoje, uma triste realidade nas igrejas. Irmãos sofrendo com isso dentro de casa, sem apoio dos líderes, que, muitas vezes, mantêm um distanciamento das ovelhas, não dando a cobertura e orientação necessárias. Os templos se tornaram gigantescos e os líderes perderam o controle sobre todos. Passar uma semana sem sexo não é normal para o casal cristão. Passar 15 dias também, não. Muito menos passar 1, 2, 3 meses, 1 ano. Estou escrevendo para pessoas cristãs, tementes a DEUS. A abstinência sexual as levará ao pecado do adultério, à morte espiritual.

O versículo 6, Paulo afirma que se casar não é um mandamento, mas uma permissão, uma escolha deixada por DEUS. E ele explica no versículo seguinte: “Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo (Paulo era solteiro e tinha uma vida dedicada ao SENHOR); mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra” (versículo 7). Não há de negar que o casamento não é uma obrigação, um mandamento deixado por DEUS para a humanidade. Mesmo na igreja primitiva, muitos líderes eram casados e isso não os impediam de servir ao SENHOR. Veja o que Paulo escreveu a Timóteo: “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar, não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento (essa é uma triste realidade de muitos líderes atuais); que governe bem a sua casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); não neófito (que não seja novo convertido), para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. Convém também que tenha um bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e no laço do diabo” (1 Timóteo 3:2-7) (grifos meus). Os versículos 8 e 9, da primeira Carta de Paulo aos Coríntios, estão reservados aos solteiros e às viúvas (pois estão na mesma situação para DEUS): “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se”. Esses versículos reafirmam tudo o que Paulo dissera anteriormente e demonstram a importância de ser fiel a DEUS, não só na alma, como também no corpo, abstendo-se da relação sexual ilícita. Se perceberem que não vão conseguir, antes de cair no laço do diabo, casem-se!

Os versículos seguintes são dirigidos por Paulo aos casados em primeiro casamento, não mais como um conselho apostólico, fundamentado na Palavra de DEUS, mas como uma ordem, um mandamento do próprio DEUS: “Todavia, aos casados, mando, não eu mas o Senhor (é DEUS quem manda, quem ordena) que a mulher não se separe do seu marido. Se, porém, se apartar (se, porém, ocorrer a separação), QUE FIQUE SEM CASAR ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher (versículos 10 e 11) (grifos meus). Já explicamos que esses versículos não se tratam de conselho ou de permissão apostólica, mas de mandamento da parte de DEUS. A vontade de DEUS é que marido e esposa não se separem, não se deem em repúdio, não se apartem. DEUS odeia quem repudia: “Porque o SENHOR, o DEUS de Israel diz que odeia o repúdio e aquele que encobre a violência a sua roupa, diz o Senhor dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito e não sejais desleais” (Malaquias 2:16). Ao mesmo tempo, DEUS sabe que separações serão possíveis entre pessoas falhas, errantes, que, muitas vezes, se desviarão da vontade DELE. Por isso, inicia o versículo 11, anunciando essa possibilidade de haver separação, com uma ressalva: se, porém, se separarem, não se casem de novo! Ou seja, não pratiquem relação sexual com nenhuma outra pessoa. O corpo do marido foi feito apenas para deleite da esposa e vice-versa. DEUS exige a preservação da santidade tanto da alma como também do corpo. Casais passarão por grandes tribulações no casamento e alguns até se separarão. Porém, muito cuidado: essa separação pode ocasionar grandes danos espirituais aos que repudiaram os seus cônjuges. A separação de corpos juntamente com a necessidade sexual do ser humano levará quem repudiou à escravidão do adultério e às tristes consequências: morte espiritual, filhos afetados, destruição dos bens construídos pelo casal, doenças, futuras crises financeiras etc. A Bíblia diz que um abismo atrai outro abismo. E essa verdade se vê claramente na vida de quem repudiou. Novo casamento não traz alegria para ninguém, mas apenas tristeza.

Logo após a ordem de DEUS para não se casarem de novo, surge a partícula OU: “…OU QUE SE RECONCILIE COM O MARIDO”. DEUS não está dando duas opções, duas alternativas para os separados, como muitos imaginam. ELE não está ordenando a pessoa escolher isso ou aquilo, a ficar sozinha ou a buscar a reconciliação. Não é isso. Não se trata aqui de uma partícula alternativa, mas de uma conjunção explicativa. A partícula OU só é usada com valor de alternância quando exprime duas ideias opostas para se escolher uma: OU CHUVA OU SOL; OU ALEGRIA OU TRISTEZA. A ordem de não se casar não é, linguisticamente, oposta a de se reconciliar. Não são duas ideias de natureza contrária. A conjunção OU presente no versículo exprime explicação e tem o mesmo valor do PORQUE. Assim o versículo deve ser entendido da seguinte maneira: “SE, PORÉM, OCORRER A SEPARAÇÃO, QUE FIQUE SEM CASAR, PORQUE DEVE SE RECONCILIAR COM O MARIDO. E QUE O MARIDO NÃO DEIXE A SUA ESPOSA”. DEUS mostra o quanto é a favor da restauração do casamento que ELE testemunhou, do perdão entre os cônjuges, da reconciliação de marido e esposas. Eles não se casaram para viverem distantes um do outro, com amargura no coração, mas para crescerem juntos em santidade ao SENHOR.

Os três próximos versículos são direcionados a outros tipos de casais: aos que vivem em jugo desigual (onde, um é crente e o outro, descrente) e não desejam a separação. O versículo 12, para o irmão crente que tem uma esposa descrente, ímpia. O 13, para a esposa crente que tem o marido descrente. Um e outro não devem abandonar seus cônjuges pelo simples fato de ainda não serem convertidos ao SENHOR: “Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam impuros; mas agora são santos” (vers. 14). Observe o grande cuidado de DEUS e do apóstolo para que os casais casados evitem o repúdio. Analise também como muitas denominações, que se dizem cristãs, estão em um padrão de religiosidade muito distante do padrão de DEUS para a Sua igreja, o Seu povo.

O versículo 15 é o texto áureo mais usado por algumas lideranças divorcistas, contra a família de DEUS: “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão ou a irmã não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz”. Onde DEUS e o apóstolo estimulam o divórcio e o novo casamento nesse versículo? Só uma mente cauterizada pelo diabo pode enxergar tal coisa, além do que, entraria em contradição com tudo o que até aqui foi ensinado por DEUS e ratificado pelo apóstolo. Qual o sentido real desse texto? Diferentemente dos versículos 13 e 14, onde um deles não é crente e não deseja a separação e Paulo os orienta a permanecerem juntos, o versículo 15 apresenta uma situação onde o descrente (seja o marido ou a esposa) queira de toda a maneira a separação. Paulo orienta que o cônjuge cristão aceite essa separação, pois não aceitando estaria correndo o risco de viver debaixo de servidão e chegar a se afastar dos caminhos do SENHOR. Aceitar uma separação é respeitar a vontade do outro. Aceitar uma separação proposta por um descrente não significa, pela Palavra de DEUS, que o repudiado está liberado para se casar novamente. Se assim fosse, Paulo estaria contradizendo JESUS, aquilo que ELE afirmou em Lucas 16:18: “…e o que casa com a repudiada pelo marido comente adultério também”. Paulo, assim como todos os outros apóstolos, sempre andou alinhado com os pensamentos de CRISTO. Forçar uma situação interpretativa apenas para agradar A ou B é uma atitude maligna que será, mais tarde, julgada e condenada por DEUS. A verdade tem que ser pregada para que o trigo e o joio se manifestem. Quem é de JESUS, ainda que tenha ouvido o que não gostaria de ouvir, será confortado (a) pelo Espírito Santo e será muito abençoado (a) por ter renunciado a própria vontade. Os que não são de DEUS ficarão irados, se apartarão, serão entregues pelo próprio DEUS às concupiscências dos seus corações. Quando Paulo encerra o versículo afirmando que DEUS chamou o cônjuge cristão para a paz (CHAMOU-NOS) significa que, forçando uma convivência contra a vontade de uma pessoa opressa, o cristão estará atraindo para si a ira, a revolta, a vingança, o ódio e até a violência do outro. Mas essa separação não significa que o casamento foi desfeito nem que a pessoa repudiada esteja liberada por DEUS para se casar com outra pessoa. Sempre que houver uma separação, todo casal deve se guiar no que está escrito no versículo 11 do mesmo capítulo 7 da primeira Carta aos Coríntios: “NÃO SE CASEM DE NOVO PORQUE DEVEM BUSCAR A RESTAURAÇÃO DA CONVIVÊNCIA”.

Alguém pode me perguntar: “Mas, Pastor Fernando, como buscar a restauração familiar, quando um dos cônjuges, usado pelo diabo, diz que não querer mais de jeito nenhum? Estarei condenado (a) a viver sozinho (a) pelo resto da vida, já que não posso me casar de novo?”. Essas respostas serão tema de um dos nossos próximos estudos. Aguarde!

No versículo 16, Paulo escreve, falando agora da salvação da alma dos cônjuges: “Porque, de onde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, de onde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?”. De fato, nem o marido cristão saberá se a esposa ímpia dele será salva nem a esposa cristã saberá se o marido dela ímpio se será salvo por DEUS. Mas em todos os casos, solteiros, viúvas e casados devem permanecer e andar com aquilo que DEUS deu, repartiu e chamou. O solteiro cuidando das coisas do SENHOR, buscando como em agradar a DEUS (ref. ao vers. 32). Aquele que está ligado à mulher pelo casamento, não busque separar-se dela (ref. ao vers. 27). E, por fim, “a mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (1 Coríntios 7:39). Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas!

Ao fim desse estudo, pergunto: onde DEUS aprova o repúdio, o divórcio e o segundo casamento de divorciados? Isso é doutrina de pessoa que ainda não é convertida ao SENHOR, que anda na contramão daquilo que DEUS ensinou e deixou para os Seus filhos. Como disse no início, Paulo foi um dos que mais escreveram sobre casamento cristão. Se adultério realmente desfizesse casamento, se, de fato, essa fosse uma cláusula de exceção no Evangelho de CRISTO, como o apóstolo iria se esquecer de tão preciosa e indispensável informação para a igreja de CRISTO? Terá dado amnésia no apóstolo? Só na cabeça dos hereges passa uma bobagem dessa…

No próximo estudo, iremos estudar minuciosamente o capítulo 19 de Mateus.


Que DEUS nos abençoe!

PARE PARA PENSAR

O que a Palavra de Deus diz a respeito do nosso cônjuge é mais real do que as circunstâncias. Precisamos buscar na Palavra a visão que Deus tem dele, e não aceitarmos passivamente ou conformados as situações contrárias (Romanos 12:2).

É necessário então declarar a Palavra a favor do nosso cônjuge e crer naquilo que ela diz a respeito dele (Isaias 55:11). Meditar nela dia e de noite (Salmos 1:2) e confiar que Deus cumprirá sua Palavra em nossa vida, na vida de nosso cônjuge e em nosso casameno.

Deixa Deus restaurar seu casamento

É preciso deixar Deus restaurar seu casamento pois quando nos queremos fazer do nosso jeito impedimos o agir de Deus!O casamento estabelece entre esposo e esposa a mais profunda aliança que pode existir entre duas pessoas. Os dois se tornam uma só carne, a união entre eles deveria ser a mais forte, a mais sólida e a mais resistente, capaz de suportar qualquer ataque interno ou externo.

Mas infelizmente muitas vezes não é assim todo casamento tem as suas crises e está sujeito ao fracasso. Um casamento pode entrar em crise, pode chegar à beira do abismo, pode até parecer irremediavelmente fracassado, mas também pode ser restaurado. Para isso, algumas atitudes são imprescindíveis:

É precisso ter o desejo de restauração – “Quando um não quer dois não brigam”. “Andarão dois juntos se não houver entre eles acordo?” Am 3.3. O ponto inicial para a restauração do casamento é a vontade de restaurá-lo. Quem deseja realmente restaurar o seu casamento e busca ajuda apropriada, ainda que não consiga alcançar o seu objetivo, não perde o tempo, pois ganha amadurecimento emocional, crescimento no caráter e aperfeiçoamento como ser humano.

A CONFISSÃO E O PERDÃO – Quando o casamento fracassa cada um dos cônjuges tenta jogar a culpa sobre o outro. Mas a verdade é que ambos são responsáveis pelo fracasso. E é necessário que eles reconheçam isso e peçam perdão um ao outro. Para o cristão, perdoar não é uma opção é uma obrigação. “Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda a malícia. Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou” (Ef 4.31,32). O amigo de Jó os acusou, mas Jó os perdoou: “Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra” (Jó 42.10).


A REDESCOBERTA DAS VIRTUDES – “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” Fp 2.3 – Os conflitos entre marido e esposa fazem afundar as virtudes e aparecerem os defeitos. Isso leva cada um a olhar pro outro e só ver os defeitos. Precisamos ter a humildade para reconhecer que o outro tem virtudes, virtudes estas que nos atraíram para o casamento e que precisam ser resgatadas e valorizadas.


A RECONCILIAÇÃO COM DEUS – A restauração do casamento tem de passar pelo caminho da reconciliação com Deus. As brigas, os desentendimentos, as mágoas e os ressentimentos causados pelos conflitos conjugais levam o casal a se afastar de Deus. Felizmente o nosso Deus é um Deus perdoador. Davi afundou espiritualmente em suas crises conjugais e existenciais. Adulterou, mentiu, adulou, tramou o mal, matou... Depois se arrependeu conforme relata em alguns salmos, como por exemplo, o Sl 32.1-5. Tentar restaurar um casamento sem restaurar a comunhão com Deus é candidatar-se ao fracasso.


CONCLUSÃO – O casamento pode entrar em crise, mas não precisa desfazer-se por isso. Casamentos danificados podem ser totalmente restaurados. Duas pessoas que iniciaram a mais importante e agradável aventura humana, que é o casamento, não precisam desistir diante dos empecilhos. Basta querer sinceramente e buscar de modo correto a solução.Deus não quer que acabe aquilo que foi santificado!
 

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