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O olhar adúltero

“Ouviste que foi dito: não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:27-28).
O pecado do adultério não é mais nem menos que qualquer outro pecado descrito na Bíblia Sagrada, porém, ele é a razão maior da dissolução das famílias que o SENHOR uniu.

Qualquer ser humano está sujeito a deslizes espirituais e morais, até mesmo os que já experimentaram o novo nascimento; aqueles que se consideram mais santos aos, obviamente, fracos na fé. Todos, neste mundo, indistintamente, podem ser atraídos e enganados pelo pecado, do ímpio ao cristão: “Porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os ímpios ficarão prostrados na calamidade” (Provérbios 24:16); com uma grande diferença: quem é cristão, nascido de novo, não vive mais preso ao jugo do pecado, não se torna mais escravo daquilo que foi liberto, pois o Sangue de JESUS o libertou da servidão do pecado e lhe deu a verdadeira liberdade em CRISTO JESUS. “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não nos tornei a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gálatas 5:1). Em JESUS somos verdadeiramente livres: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres” (João 8:36). Costumo dizer sempre que o problema não está simplesmente em adulterar, mas em como reagimos ao adultério cometido. Davi e tantos outros grandes homens de DEUS, em boa parte da vida, foram escravos do adultério, porém, quando se prostraram aos pés do SENHOR, encontraram a justificação necessária para que se tornassem livres espiritualmente. O salmo 51 é uma profunda declaração à liberdade espiritual do homem face ao adultério.

Na velha aliança, a palavra adultério era utilizada com dois sentidos diferentes: o primeiro, na questão sexual ilícita; o segundo, em trair o SENHOR DEUS, contaminar-se com outros ídolos. Sobre esse segundo significado, encontramos uma advertência no livro do profeta Jeremias: “E, quando, por causa de tudo isso, por ter cometido adultério, a rebelde Israel despedi e lhe dei o seu libelo de repúdio, vi que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu, mas foi-se e também ela mesma se prostituiu. E sucedeu que, pela fama da sua prostituição, contaminou a terra; porque adulterou com a pedra e com o pedaço de madeira” (Jeremias 3:9).

Porém, o adultério, de que vamos tratar neste estudo, refere-se somente ao ato sexual ilícito, que se estabelecia quando um homem repudiava a sua esposa e com outra mulher mantinha relação sexual, expondo a esposa a, também, tornar-se adúltera de outros homens. E era exatamente isso que acontecia: a mulher, repudiada pelo seu marido, quase sempre se tornava objeto de prazer sexual de inúmeros homens, que as subjugavam dentro de uma escravidão cruel. Como os casos de repúdio e de adultério se tornavam, dia-a-dia, cada vez maiores e comuns, a solução veio na tentativa de frear os altos índices desse pecado através de leis rígidas. Quem fosse pego em flagrante adultério deveria, agora, ser morto por apedrejamento: “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera” (Levítico 20:10).

À época da GRAÇA, as coisas ganharam uma nova feição. O projeto de DEUS da dissolubilidade do casamento apenas na morte, a validade apenas do primeiro casamento, antes perdido e desprezado pelos judeus de coração duro, fora recuperado e reavivado por JESUS, quando afirmou que “qualquer um que repudiar a sua esposa e se unir a outra comete adultério, e o que se unir à repudiada pelo marido, adultera também” (Lucas 16:18). Ou seja, qualquer segunda relação sexual de uma pessoa separada e/ou divorciada, para JESUS, constitui adultério, não tendo a menor proteção de DEUS. Mas os conceitos não pararam por aí. O sentido do adultério foi largamente ampliado: adultério não se constituiria, somente, quando um cônjuge manteria relação sexual com outra pessoa, mas, também, quando destilasse um olhar de cobiça, de desejo sexual, sobre o outro: “Ouviste que foi dito: não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:27-28). Ou seja, JESUS demonstrava com isso que, aquilo que se via como prática sexual ilícita tinha origem mais profunda, no coração: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mateus 15:19) (grifo meu).

É exatamente isso que ocorre dentro dos lares, nas famílias: maridos e esposas, frustrados no projeto divino da realização sexual mútua, terminam se tornando frágeis cristais, sem cobertura espiritual, a ponto de, logo, logo, serem enganados e atraídos pelo falso desejo de realização e felicidade pessoais com outrem. Buscam, em uma terceira pessoa, o anseio de apagar a frustração na alma, gerada por um casamento que, aparentemente, morreu, para tentar refazer a história e o projeto de vida, envolvendo-se na vida de um outro ser, ainda que isso venha a afastá-los da presença de DEUS. O fracasso sexual entre os casais casados abre uma enorme fresta para ação do inimigo nas famílias. Não foi por acaso que o apóstolo Paulo deu um destaque especial a importância da prática sexual constante e a busca do prazer sexual no leito dos cônjuges: “Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido. O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, apenas por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; depois vos junteis novamente para que satanás não vos tente por causa da incontinência” (1 Coríntios 7:1-5).

Pelas palavras detalhistas e cuidadosas do apóstolo, vemos que o sexo pode se tornar uma grande bênção no casamento, como também uma porta larga para a ação do diabo e as tristes consequências, como a escravidão de uma vida longe de DEUS e entregue ao adultério.

O mundo está repleto de pessoas possuídas de demônios de adultério, que vivem à caça em manter relação sexual com homens e mulheres casadas. Há aquelas que, sem o mínimo pudor e vergonha, declaram, escancaradamente, sentir mais prazer e segurança quando mantêm compromisso com pessoas já comprometidas com outras. Por isso, os cristãos devem ter uma vigilância redobrada na questão sexual para que os leitos preenchidos não se tornem leitos solitários. O sábio Salomão, em alguns dos seus textos, descreve todo o trajeto de um homem, que abandona a família, afasta-se dos propósitos de DEUS, para se unir a uma mulher adúltera em seu leito. Adverte sobre todos os perigos e aponta as consequências terríveis de quem está acomodado nessa relação sexual ilícita. Analisemos, agora, alguns dos seus ensinamentos:

“Filho meu, atende a minha sabedoria; à minha inteligência inclina os ouvidos para que conserves a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento; porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite; mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo, como a espada de dois gumes. Os seus pés descem à morte; os seus passos conduzem-na ao inferno. Ela não pondera a vereda da vida; anda errante nos seus caminhos e não o sabe” (Provérbios 5:1-6).

A mulher adúltera (tanto a casada, que trai o marido, como a solteira que se relaciona com homens casados) possui uma característica própria: ela atrai um perdido com uma aparência sedutora, com palavras doces, suaves, de carinho. Ela dá e faz o que, geralmente, as esposas em casa não tiveram o cuidado de fazer, ou seja, entra no vazio, na carência e na necessidade alheia. A mulher adúltera, na Bíblia, tem a mesma sagacidade e capacidade de seduzir e persuadir que a serpente no Jardim do Éden. DEUS tinha acabado de celebrar o primeiro casamento, de abençoar o primeiro homem e a primeira mulher, torná-los uma só carne: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam. Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: não comereis de toda a árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: é certo que não morrereis” (Gênesis 2:24-25; 3:1-4). A intenção da serpente era destruir o matrimônio puro, sem mácula, que o SENHOR DEUS havia criado para o homem e a sua esposa. Então, ela procurou persuadir o lado mais fraco, mais frágil, a mulher, distorcendo os conselhos de DEUS. DEUS havia ordenado: “não coma para não morrer”. Mas a serpente introduziu um conceito diferente em cima da mesma questão: “se você comer, não morrerá”. Assim, com essa mesma astúcia e sagacidade, age uma pessoa possuída de demônios de adultério. Ela apresenta-se com uma imagem bonita, como a serpente, seduz ou se permite a sedução, usa palavras de mansidão recheadas de fel. O curioso é que Salomão avisa que uma mulher assim “não sabe o que faz”, ou seja, não tem discernimento espiritual do mal que está causando para si nem para o próximo. É uma cega e morta, espiritualmente falando.

“Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e não te desvies das palavras da minha boca. Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa; para que não dês a outrem a tua honra, nem os teus anos a cruéis; para que dos teus bens não se fartem os estranhos, e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia; e gemas no fim da tua vida, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo, e digas: como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina! E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos!” (Provérbios 5:7-13).

Salomão, nesse trecho, adverte mais uma vez para que os filhos de DEUS ouçam os conselhos do PAI e não se aproximem do caminho do adultério. Quem vive na prática do adultério (ou o solteiro que se relaciona com uma pessoa casada; ou uma pessoa separada e/ou divorciada, que se dá em um segundo casamento com outra pessoa) perde a honra e a salvação em CRISTO JESUS; os dias passam a ser cruéis; os bens materiais são consumidos, a falência bate-lhe à porta; e há gemidos ao final da vida. Por fim, quem insiste em viver em adultério, lamenta-se em não ter obedecido à voz do SENHOR.

“Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade (primeira e legítima esposa), corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias” (Provérbios 5:18-19) (grifo meu).

Aqui há uma exortação ao arrependimento, ao retorno ao primeiro amor, à presença de DEUS, em desfazer o caminho do adultério e voltar aos braços da esposa legítima. Esta é maravilhosa e suficiente para ele e o prazer sexual sempre estará a sua disposição.

“Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o peito de outra? Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ELE considera todas as suas veredas. Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido. Ele morrerá pela falta de disciplina, e, pela sua muita loucura, pedido, cambaleia” (Provérbios 5:20-23).

A pergunta que introduz o texto acima parece buscar uma justificativa injustificável: “por que deixaria de estar no caminho que DEUS te colocou, um caminho seguro, para trilhar por caminhos de perdição e de morte?” Como um homem troca a salvação em CRISTO JESUS pela destruição de sua alma por causa de uma mulher adúltera? Este homem se prende cada vez mais no pecado, cambaleia, cambaleia, até encontrar a morte.

Em Provérbios 6 e 7 há outras sérias advertências contra a mulher adúltera: “Não cobices em teu coração a sua formosura, nem te deixes prender com as suas olhadelas. Por uma prostituta o máximo que paga é um pedaço de pão, mas a adúltera anda à caça de preciosa vida. Tomará alguém fogo no seio, sem que as suas vestes não se incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seu pés? Assim será com o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo todo aquele que a tocar. (…) O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa” (Provérbios 6:25-29 e 32);  A mulher adúltera “seduziu-o com as suas muitas palavras, com a lisonja dos seus lábios o arrastou. E ele num instante a segue, como um boi que vai ao matadouro; como um cervo que corre para a rede, até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida” (Provérbios 7:21-23).

Não são poucos os maridos e esposas cristãos que têm enveredado nos cárceres do adultério e se tornado cativo desse pecado. Não são poucos os que têm feito da sua vida “um caminho para a sepultura” e descido “para as câmaras da morte”. Porém, há uma importante e significativa diferença, que preciso mostrar aqui, entre a pena na velha aliança e a pena nos tempos da GRAÇA de DEUS para quem vive preso à prática do adultério: em CRISTO, um adúltero ou uma adúltera tem a possibilidade de regeneração, a esperança de cura, de libertação, enfim, de receber o Amor e o Perdão de JESUS. NOSSO SENHOR E REDENTOR olha para todo aquele que se arrepende e abandona o pecado e diz: “não te condeno! Vá e não peques mais” (João 8:11). O Sangue de JESUS e a possibilidade de regeneração na vida de um homem caído não deixaram que o casamento se desfizesse por causa da prática do adultério. A velha lei encontrara, enfim, o seu desfecho justo, quando da morte e do sacrifício do Filho de DEUS na cruz do calvário.


Por isso, em CRISTO, devemos orar, perseverar, esperar e confiar imensamente no plano de DEUS em refazer tudo aquilo que, um dia, o diabo fez na vida dos cônjuges e nos casamentos. JESUS CRISTO, o Filho do DEUS Vivo é Aquele que liberta também cônjuges opressos e possessos pelos demônios do adultério. Essa é a maior prova de Amor que podemos dar: ressuscitar a nossa esperança de restauração através da obediência à Palavra de DEUS, por aquele (a) que o SENHOR, conosco, nos fez uma só carne e nos selou com o verdadeiro amor para vivermos toda a vida. Descansemos o nosso coração no CRISTO que liberta e restaura famílias. Que DEUS nos abençoe!   

ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR  FERNANDO CÉSAR 

O que Deus uniu PARTE 1

Na sua resposta aos fariseus sobre o assunto do divórcio, Jesus usou um verbo de profunda significação quando concluiu: “…o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Marcos 10.9).
O verbo “ajuntar” na língua grega do Novo Testamento era: “sunezeugnumi”, composto da preposição ‘sun’, igual a ‘com’ no português e do substantivo ‘zeugos’, ‘um par’ ou ‘uma junta’ em português. Esta última palavra, por sua vez, oriunda de ‘zugos’, deu ‘jugo’ em português, ou ‘balança’.
Jesus assim representava o casamento em duas figuras: algo como uma junta de bois arando a terra sob o mesmo jugo; outra de dois pratos ou bandejas duma balança antiga – ambas suspensas da mesma barra transversal.
No matrimônio, Deus une duas vidas debaixo de Seu governo para realizarem a mesma tarefa entregue a Adão e Eva: a de estabelecer o reino de Deus até os confins da terra através da família (Gênesis 1.28; Atos 1.8).
Era comum ver uma junta de bois trabalhando nos tempos de Jesus. Lado a lado, os dois animais uniam suas forças para realizar a tarefa determinada pelo lavrador. Com um espaço confortável entre eles determinado pela carga, eles seguiam, cada um no seu trilho, sem atropelar um ao outro ou distanciar-se demais. Um dos bois liderava sob o toque de seu tratador.
No casamento, cada cônjuge precisa estar sob o domínio do Espírito Santo (Romanos 8.14) e ser cheio de seu poder. Só assim haverá o domínio próprio e a moderação para uma boa convivência um com o outro – o homem liderando e a mulher ajudando (Gálatas 5.22,23; 2 Timóteo 1.7).
É do Espírito Santo também que vem a unidade no propósito de Deus. A declaração divina que o casal, ao casar-se, torna-se uma só pessoa (ou carne – Gênesis 2.24) é vinculada ao Deus triuno. Existindo eternamente em três pessoas – Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo – a Trindade vive numa sintonia tão perfeita que, em essência, as três pessoas são um só Deus (Efésios 4.6).
Renovados no poder do Espírito Santo a cada dia (Efésios 5.18-20), o homem e a mulher casados crescem juntos num respeito mútuo e amor profundo, resultando daí uma vida harmoniosa no serviço de Deus.
Para que isto aconteça, Pedro, o apóstolo, aconselhou as mulheres casadas a se preocuparem em primeiro lugar com sua vida interior, a vida espiritual, e não com a beleza exterior. Dos homens ele exigiu o respeito às mulheres como o sexo mais frágil e como co-herdeiras da vida eterna – tudo para que suas orações não fossem impedidas (1 Pedro 3.3-8).
Em outra ocasião, Jesus declarou que seu jugo era suave e seu fardo leve (Mateus 11.28,29). Assim, a parceria debaixo do governo de Deus no matrimônio pode ser uma experiência muito gratificante. Além do companheirismo alegre e confortante “até que a morte os separe”, o casal evita os males tão tristes que afligem muitas famílias do mundo que tentam viver a vida sem auxílio divino.
Há constante provisão por estarem buscando em primeiro lugar o reino de Deus e Sua justiça (Mateus 6.33). O casal terá a satisfação de ver uma continuidade de talentos naturais e dons espirituais na vida dos filhos bem encaminhados. No porvir, aguarda-os o galardão por terem feito sua parte no avanço do reino de Deus na terra (2 Timóteo 4.8). Amém.
Parte II
Na Sua resposta aos fariseus acerca do divórcio, “…que o homem não separe o que Deus ajuntou”, Jesus trazia à mente dos seus ouvintes não somente a figura de uma junta de bois, mas também a de uma balança antiga no uso do verbo unir.
Com seus dois pratos ou bandejas suspensas da mesma barra transversal, a balança tem sempre sido a representação do equilíbrio. Na parceria do casamento, Deus concedeu ao homem a tarefa de liderança, mas em contraponto, deu à mulher a responsabilidade de auxiliadora idônea (Gn 2.18). Com os dois vivendo no Espírito, as virtudes produzidas pelo Espírito proporcionarão para o homem a capacidade de cumprir seu papel com amor e humildade, sem se exceder na sua autoridade, nem fraquejar. À mulher será dada a graça de respeitar a liderança de seu marido, ajudando-o sem tentar usurpar sua chefia, nem, ao contrário, anular sua própria personalidade e dons para viver a vida a dois.
Juntos, como casal e família, eles se empenharão na obra de Deus a partir do seu lar.
A balança também, segundo o dicionário “Aurélio”, tem simbolizado a prudência e a ponderação. Ao longo da vida, surgem muitas ocasiões que requerem a aplicação de discernimento e muita sabedoria para o bom êxito e a solução de problemas. Isto pode acontecer quanto ao relacionamento dos dois cônjuges, ou com os filhos, ou com a família mais extensa, ou com discípulos agregados, ou ao lidar com os que estão sendo evangelizados. Com os dois parceiros enfocados no mesmo assunto haverá um discernimento mais acertado e uma sabedoria mais ampla.
Feliz é o casal onde o homem sabe ouvir o parecer de sua esposa e a mulher valorizar o juízo do seu marido. Como Salomão disse na Antiguidade: “Melhor é serem dois que um, porque tem melhor paga do seu trabalho” (Ec 4.9). O apóstolo Paulo também referiu-se a esta participação recíproca quando disse: “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem independente da mulher” (1 Co 11.11).
Trabalhando juntos, o casal não somente goza a bênção e provisão de Deus nas suas vidas e no seu lar, mas faz sua parte para estabelecer “o reino de Deus e sua justiça” na terra (Mt 6.33).
Por: Mary F.B. Hemmons



Os falsos doutores entre nós


Qualquer pastor, diácono, presbítero ou liderança religiosa pode, de posse de seus recursos e impressões pessoais, escrever um livro, um artigo, sobre o assunto que desejar. Porém, sem o chamado e a inspiração do Espírito Santo, o que, a princípio, serviria como fonte abençoadora, transformar-se-á em um grande abismo para milhares de vidas.

De uns anos para cá, muitas foram as lideranças religiosas que se atreveram a escrever e a publicar livros ou artigos, sob o pretexto de serem a boca de Deus para o Seu povo, tratando de assuntos extremamente delicados, como, por exemplo, o divórcio de pessoas cristãs. Poucos, porém, verdadeiramente foram chamados e capacitados pelo Espírito Santo para determinado fim. Os demais não imaginam os prejuízos que têm causado a eles mesmos e aos seus leitores incautos. DEUS cobrará de todo aquele que usou o Seu Santo Nome em vão e que executou uma obra indevida.

A inspiração do SENHOR anula qualquer possibilidade do escritor emitir uma opinião meramente fruto de sua mente, do que acha ou do que concebe como certo. Esse é o diferencial. Quem escreve sob o chamado e a inspiração de DEUS apenas se serve de canal, aqui na terra, para transmitir conselhos e correções do SENHOR, sem a genuína preocupação de agradar A ou B. O apóstolo Paulo, um dos grandes escritores da Bíblia, não deixou de emitir suas opiniões pessoais, mas, quando realizou, fez questão de dizer que elas eram fruto do Espírito Santo na vida dele: “A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor. Será, porém, mais bem-aventurada se ficar assim, segundo o meu parecer, e também cuido que tenho o Espírito de Deus” (1 Coríntios 7:39-40) (grifo meu).

Há pastores-escritores que estão se escondendo por trás de uma aparente Graça e de um falso amor para traduzir o que eles pensam acerca de determinado assunto, com a finalidade de se apresentarem bonzinhos e amorosos à frente do seu rebanho e dos leitores em geral. As estantes das livrarias estão repletas de manuais religiosos, espirituais e protestantes com o mero objetivo de massagear o ego de alguém que esteja atravessando determinado problema na vida. E há livros para todos os gostos e heresias. Quem procurar um embasamento, supostamente bíblico, a favor do divórcio que esteja enfrentando e de um provável recasamento, certamente, vai achar aos montes. Esses, a quem chamo de falsos líderes, estão tão sedentos para massagear o ego de um incauto e perdido, apresentando-o a um caminho de felicidade, “sem sair” da presença de DEUS, quanto os demônios também estão em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. E a semelhança não para por aí: usam de forma leviana a Palavra de DEUS, sob o auto-convencimento de estarem sendo usados por ELE.

Quais os recursos persuasivos que esses falsos pastores-escritores se utilizam para ludibriar os seus leitores? Vou listar cinco:

1) Jamais admitir, em público, que são a favor do divórcio, ainda que, nas entrelinhas, sejam favoráveis, pois isso os revelaria explicitamente como hereges e os tornaria impopulares.

2) Não admitem ser a favor do divórcio, afirmam que DEUS o odeia (usando o famoso texto de Malaquias 2:16); porém confessam que, em alguns casos, os cristãos, repudiados e traídos pelos seus cônjuges, estão livres, se quiserem, a buscarem um novo casamento, com o consentimento e a aprovação de DEUS. Irmãos, com DEUS não existe concessões, não. Ou é ou não é. Essa história de meio-termo não é do SENHOR, mas do diabo.

3) Não cansam de explorar versículos da Graça e do Amor de DEUS de forma isolada, como pretexto de encobrir a heresia disfarçada que ora estão apresentando. Dizem, dentre outras coisas, que DEUS é amor e misericórdia e que ELE quer ver os Seus filhos felizes (a palavra felicidade já ocupou o lugar da palavra santidade há muito tempo).

4) Taxam os pastores que se posicionam radicalmente contra o divórcio e o novo casamento de pessoa divorciada de ortodoxos, intransigentes, radicais e legalistas. Ou sejam, apresentam-se com uma face de anjos, bonzinhos, amorosos, ao mesmo tempo, que procuram apresentar aqueles que são contrários aos seus pontos de vista como adversários na fé. Tentam, o máximo, transformar a mentira deles em verdade, usando palavras de conforto para agradar quem está a sua volta, como também todo o universo de leitores que eles irão alcançar através dos livros impressos ou da Internet.

5) Escondem-se por trás de um discurso relativista do “não é bem assim”; que tudo é uma questão de ponto de vista; que os conselhos do SENHOR não são tão duros como os outros querem apresentar.

Os demônios, na verdade, estão dentro de muitos templos protestantes, vestidos de pastores, usando uma linguagem suave, comprometidos apenas com a bandeira denominacional a que pertencem e em agradar as pessoas que pagam os seus salários com os dízimos e ofertas. As estantes das livrarias, especialmente na seção “RELIGIOSO” ou “LIVROS CRISTÃOS”, estão impregnadas de autores a serviço do diabo com suas heresias sutilmente encobertas. Elas contêm quase tudo de filosofia de homens e quase nada dos pensamentos de DEUS. Essa é a verdade infeliz e preocupante que deve ser dita. As editoras, por outro lado, não se interessam em publicar livros de autores radicais ao Evangelho, porque isso não traria o retorno comercial almejado por elas.  

Muito cuidado: a Graça e o Amor de DEUS não anulam a Sua Justiça, o conjunto doutrinário estabelecido pelo PAI para que os santos possam obedecer e perseverar nela até o fim. JESUS disse “Nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21) (grifo meu). Especialmente nos tempos que estamos vivendo de muita apostasia e heresia encoberta, faz-se necessário andarmos com essa advertência do SENHOR em nosso coração e pendurada no pescoço. E não nos custará nada considerarmos também a advertência que o apóstolo Pedro fez para a igreja: “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2 Pedro 2:1-3). De quem Pedro está falando? Não é, acaso, desses falsos pastores a quem me refiro? Eles estão em nosso meio, com voz de anjo, mas a sua mente religiosa está completamente contaminada pelo diabo. Ao negarem a doutrina do Reino, eles negam o SENHOR que os resgatou das trevas. O caminho da verdade já foi blasfemado. Basta ouvirmos atentamente o que está sendo dito na maioria dos púlpitos dos templos protestantes e o que está espalhado na Internet e nas livrarias do mundo todo. Muitos estão seguindo os passos desses falsos pastores e já estão com a mente contaminada igualmente à deles. Mas o apóstolo escreveu que não tardará a perdição desses hereges.

Uma maneira de você se ver livre desses homens perigosos é estar motivado (a) a ler ou a ouvir o que você não gostaria. Busque, ao máximo, os pastores e os escritores que sejam radicais em relação à Palavra de DEUS; que apresentem o caminho estreito e de renúncia, sem objeções alguma. Valorize aquele que te corrige, te disciplina, te leva à renúncia e ao caminho de santidade. Valorize aquele que te diz duramente: “Não! Você não deve seguir por esse caminho porque ele não agrada a DEUS”. Pastores que vivem, disfarçadamente, em cima do muro e que se omitem à confrontação, não são pastores chamados e ungidos pelo SENHOR. Os pastores que DEUS levantou são minoria e serão odiados por defenderem a radicalidade do Evangelho.

Morrerei defendendo aquilo que o Espírito Santo, através da Palavra e de um lindo testemunho, me ensinou: O SENHOR DEUS NÃO SÓ É CONTRA O DIVÓRCIO COMO TAMBÉM ABOMINA O RECASAMENTO DE PESSOA DIVORCIADA; ainda que, com isso, eu seja odiado, apedrejado ou morto. Quem já está nessa situação e deseja um dia morar no Céu, fuja urgentemente dela, arrependa-se e espere pacientemente pela resposta de DEUS para a sua vida. Relação sexual que não seja com o primeiro cônjuge, estando ele ainda vivo, é adultério, caminho de morte. Aquele que é comprometido com o Reino de DEUS tem que falar ou escrever sem rodeios e de forma clara e direta.

Que o SENHOR abra os seus olhos espirituais e te dê temor!

ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR  FERNANDO CÉSAR 

O TEMPO DE DEUS

Com certeza você já se perguntou, por que demora tanto para eu receber minha benção? Por que é tão difícil eu conseguir alguma coisa? Por que as vezes parece que Deus não está me ouvindo? Parece que eu vou passar minha vida toda no sofrimento e não conseguir nada? Será que Deus não está mesmo me vendo?

Nos tempos modernos tudo tem que ser para ontem, tem que ser pra já, o celular que era bom ontem hoje não vale mais, o computador que era bom ontem hoje já não tem o mesmo valor, as coisas estão mudando tão rapidamente que perdemos a noção do tempo, nós queremos alcançar tudo cada vez mais rápido, e acabamos esquecendo que Deus é Deus soberano, dono de toda Honra, Glória e Poder, e que também é o dono do tempo, que sabe a hora certa de nos presentear, sabe a hora certa de nos dar aquilo que tanto desejamos.

Então você me pergunta novamente, então Deus não está me ouvindo? Será que ele não quer me abençoar ? A própria Bíblia responde: "EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.” ( isaias 59:1), Deus te ama, ele quer te abençoar, ele tem um plano perfeito para você e na hora certa vai te mostrar.

E Porque demora tanto?
Deus é o dono de todo o tempo, ele sabe a hora certa de abençoar e de conceder a vitória, mesmo que pareça demorar seu plano é perfeito e ele chega na hora exata, dá a vitória muito além do que desejamos, pois a palavra diz " Se vós que sois maus sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais o nosso Pai no céu…”, viu? percebeu? Deus tem o melhor pra nós, mas é no tempo dEle, e não no nosso, vamos a alguns exemplos que vão lhe mostrar que o tempo de Deus é diferente do seu.

A mulher de Abraão não podia gerar um filho, porém Deus disse a Abrão que Ele tornaria a descendência de Abraão uma grande nação, mas como se ele nem filhos tinha? Então você imagina que depois que Deus disse a Abraão que ele iria gerar um filho e de seus descendentes nasceriam uma grande nação ele já pode gerar seu filho e multiplicar, não! Foram mais de 15 anos orando e esperando isso acontecer, isso mesmo mais de 15 anos, e você ainda acha que a sua vitória esta demorando?

Abraão Gerou seu filho Isaque, que significa Risada pois ao dizer que ele geraria um filho na sua velhice sua mulher Sara riu e não confiou no SENHOR, com 100 anos de idade teve então a benção de Deus, pode um velho com 100 anos gerar um filho? Para Deus, pode, pois o tempo dele é perfeito, com certeza Abraão esperou e esperou, não reclamou e confiou em Deus, mesmo que parecia demorar ele teve seu filho o viu crescer e a Bíblia ainda diz que Abraão morreu farto de dias.
Calma que ainda tem mais, esse filho de Abraão, casou-se com uma mulher chamada Rebeca e a surpresa, Rebeca também era estéril! Diz a Bíblia que Isaque orava insistentemente pedindo a Deus um filho, sabe quanto tempo ele orou até ter o seu filho? 20 anos !!! isso mesmo 20 anos em oração, e Isaque não desfaleceu, e Deus foi com ele e manteve a mesma promessa que havia dado a seu pai, transformando a sua semente em uma grande nação.

Quanto tempo está demorando sua prova? Um mês, quinze dias? Uma semana? E você já quer desistir? Espere um pouco mais Deus tem vitória pra você. Tem mais…
Você já deve ter ouvido a história de José, conhecido como José do Egito ( porém é José no Egito), o filho mais novo de Jacó que era filho do nosso irmão Isaque citado ai em cima, querido pelo seu pai, e por ciúmes de seus irmãos foi lançado em uma cova úmida, fria, nojenta, depois vendido como escravo ao Egito, passou frio, fome, além disso ainda sofreu calunia e foi preso por dois anos, acusado de ter atacado e assediado a mulher do seu senhor.
Você pode imaginar, você fiel, cristão, correto, e tudo isso acontecendo com você, você ora e louva e é jogado em uma cova, mesmo assim você bendiz o nome de Deus e é vendido como escravo, quando você já longe da sua familia, da sua casa, servindo um povo e um lar estranho como escravo, ainda é acusado como estuprador e é lançado na cadeia.

Quantas vezes você fez tudo certo e mesmo assim ainda deu tudo errado, e quanto mais perto de Deus você ficava mais acusado e atormentado você era, você não é o único, José ficou preso até que um mordomo, que esteve na cadeia se lembrou dele, trazendo-o perante a Faraó para interpretasse um sonho, sonho que nem mesmo o próprio Faraó se lembrava, então José pediu um tempo para orar, orou a Deus e voltou a Faraó não só com o sonho que ele tinha tido como também com a resposta para ele.

Todo aquele sofrimento, só para naquele momento estar na presença de Faraó, a história de José está em Gênesis, leia sobre ela atentamente e você irá entender melhor o que Deus quer falar pra você, por fim Faraó o pôs de Governador do Egito, sendo José o segundo no comando do Egito tendo apenas como chefe o próprio Faraó!!
E no fim da história José ainda salvou não só ele, como toda a sua familia e seu povo da fome que desolou aquela época. Sabe quanto tempo da sua venda como escravo até virar governador no Egito josé ficou cativo? 17 anos !!! Isso mesmo foram dezessete anos, sendo 15 anos como escravo e dois anos preso na cadeia. Será que hoje você suportaria passar dezessete anos na luta?
Pare e pense, Deus tem um mistério pra você, que você não consegue entender, nem enxergar mas que na hora certa vai ser revelado, não desista, não blasfeme contra Deus, no fim desse artigo vou te mostrar porque não devemos blasfemar. Agora mais um exemplo para mostrar que o Tempo de Deus não é igual ao meu e o Seu.

Jesus fora avisado que seu amigo Lázaro, a quem amava, estava muito enfermo na cidade de Betânia, mas diz a Bíblia que Jesus ouvindo isso ainda permaneceu dois dias no lugar onde estava, você percebe, Jesus amava Lázaro, sabia que ele estava doente e haveria de morrer antes de sua chegada, porém ele não foi de imediato para curá-lo, por que? “E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. ” ( João 11:4), compreendeu, mesmo quando estamos enfermos, doentes, passando provas, tribulações, o meu e o seu problema não é para a morte mas para a glória de Deus, que tempo glorioso, se fosse dizer hoje poderíamos dizer que Jesus tem o “timing” exato, e sabe a hora certa de agir, como todos já devem saber, quando Jesus chegou em Betânia lázaro já estava a quatro dias morto, então Marta foi ao seu encontro e disse: ” Senhor se tu estivesse aqui meu irmão não teria morrido “, quantas vezes nós dizemos a mesma coisa, Senhor se o senhor estivesse comigo não aconteceria isso, Senhor se estivesse comigo eu não passaria essa prova, mas o que não sabemos é que mesmo em meio as lutas, em meio as provas, Deus se faz presente e nos prepara para o milagre da ressurreição, seja ressurreição do seu casamento, do seu emprego, da sua vida familiar, da sua vida espiritual, não reclame com Deus pois ele sabe o tempo de todas as coisas.
E Jesus disse a Marta: “Quem crê em mim, mesmo que esteja morto viverá!” Crês tu isto? Creia, e viverás.

Mas parece que a vitória nunca chega?
Ainda há uma coisa que atrapalha a chegada da sua vitória, a murmuração; reclamar, fazer aquilo que não é da vontade de Deus e fraquejar atrasam a chegada da sua vitória, e como não podemos deixar de citar a Bíblia, você já leu no livro de Números que o povo de Israel depois de ser libertado do Egito, depois de Deus ter aberto o Mar Vermelho, depois de ter

Por que Deus vai trazer de volta o teu cônjuge e restaurar o teu casamento

“Os resgatados do Senhor voltarão. Entrarão em Sião com júbilo, perpétua alegria coroará as suas cabeças. Gozo e alegria alcançarão, e tristeza e gemido fugirão” (Isaías 51:11).




Estava eu orando de joelhos ao SENHOR DOS EXÉRCITOS, o Grande EU SOU, por todas as pessoas que estão passando por um grande deserto em seu casamento. E o Espírito Santo de DEUS me incomodou para escrever esta Palavra. Não consegui me conter. Fui tomado de um incômodo santo tremendo, irresistível. DEUS já tem contemplado as lágrimas de todas as esposas e maridos que foram abandonados, que hoje choram e clamam dia e noite pela restauração do casamento, para que seu cônjuge volte para casa. Muitas dessas pessoas estão prestes a ficar frente a frente com o divórcio. Quase todas estão com o marido em adultério. Mas há também maridos que estão sofrendo devido à infidelidade conjugal de suas esposas. Para todas essas pessoas DEUS está dizendo: “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3:14). “ANTES QUE HOUVESSE DIA, EU SOU. NINGUÉM HÁ QUE POSSA ESCAPAR DAS MINHAS MÃOS. AGINDO EU, QUEM IMPEDIRÁ?” (Isaías 43:13).

É possível crermos que o cônjuge vai voltar ainda que aos olhos humanos tudo pareça impossível. DEUS tem mostrado na Bíblia Sagrada e também em nossos dias o quanto ELE é Poderoso para fazer o impossível se tornar possível realização. Vou citar alguns casos de impossíveis que se tornaram possíveis:

1)  O MAR REVOLTO: “Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que já estava a encher-se. Jesus estava na popa, dormindo sobre uma almofada. Os discípulos o despertaram dizendo: Mestre não se te dá que perecemos? Ele despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: cala-te! Aquieta-te! Então o vento se aquietou, e houve grande bonança” (Marcos 4:37-39).

2)  A FIGUEIRA INFRUTÍFERA: “De manhã, ao voltar para a cidade, teve fome. Avistando uma figueira à beira do caminho, dirigiu-se a ela, mas não achou nela senão folhas. E disse-lhe: nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente” (Mateus 21:19).

3)  O MILAGRE DA RESSURREIÇÃO: “Quando Jesus chegou, já fazia quatro dias que Lázaro havia sido enterrado. Betânia distava cerca de quinze estádios de Jerusalém, e muitos judeus tinham vindo visitar Marta e Maria, para consolá-las acerca de seu irmão. (…) Jesus, comovendo-se profundamente outra vez, dirigiu-se ao sepulcro. Era uma gruta, com uma pedra posta sobre ela. Disse Jesus: tirai a pedra. Disse Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, pois é o quarto dia. Então Jesus lhe disse: não te disse que se creres verás a glória de Deus? Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves, mas eu disse isso por causa da multidão que me rodeia, para que creiam que tu me enviaste. Tendo dito isso, Jesus chamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! O morto saiu, tendo as mãos e os pés enfaixados, e o rosto envolto no lenço. Disse Jesus: desatai-o e deixa-o ir” (João 11:17-19 e 38-44).

4)  TRANSFORMAÇÃO DA ÁGUA EM VINHO: “Jesus e seus discípulos também haviam sido convidados para o casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: não tem mais vinho. Respondeu-lhe Jesus: mulher, que tenho eu contigo? Ainda não chegou a minha hora. Sua mãe disse aos serventes: fazei tudo o que ele vos disser. Estavam ali seis talhas de pedras que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava duas ou três metretas. Disse-lhes Jesus: enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. Então lhes disse: tirai agora, e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram, e logo que o mestre-sala provou a água transformada em vinho, não sabendo de onde viera, se bem que sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o noivo, e disse: todos põem primeiro o vinho bom e, quando já beberam fartamente, então o inferior, mas tu guardaste até agora o bom vinho” (João 2:2-10).

Muitas vezes, durante a nossa caminhada cristã, enfrentamos fortes tempestades e nos esquecemos do milagre que JESUS fez ao dar uma ordem aos ventos e às ondas do mar. Tudo se fez bonança. Pensamos que DEUS está dormindo, que não tem contemplado as nossas lágrimas, que tudo vai afundar e que nada tem mais jeito. Às vezes também vimos o nosso cônjuge como uma figueira infrutífera, ou aquela árvore que só dá frutos ruins, e achamos também que não há solução para a vida dele. JESUS pode e vai determinar uma palavra contrária a que ELE disse àquela figueira. Nosso SENHOR e SALVADOR vai determinar àquele marido rebelde ou àquela esposa desobediente, que só dão frutos apodrecidos aos olhos de DEUS: “que a partir de hoje apenas nasçam frutos saudáveis de ti!” DEUS pode e vai transformar o nosso cônjuge numa árvore frondosa, que dá flores e bons frutos. Já chegamos também a sepultar as nossas esperanças, a nossa fé nos milagres, já enterramos os nossos sonhos e os cobrimos com uma pedra enorme. E quando tudo aos nossos olhos não tiver mais jeito, estiver morto, eis que surgirá Aquele especialista em ressuscitar mortos, o grande EU SOU, e dirá: “retire o seu casamento da gruta, pois ele agora vive!” Um casamento que antes era regado somente por água, sem sal, sem alegria, cheio de frustrações e cicatrizes profundas, tornar-se-á um casamento verdadeiro, agradável aos olhos de DEUS. JESUS será o convidado. É ELE quem transformará a água do seu casamento em um bom vinho, onde todas as coisas se tornarão novas e o passado, esse sim, ficará sepultado para sempre.

O mesmo DEUS que fez o mar se acalmar, a figueira secar, o morto ressuscitar e a água ser transformada em vinho, soerguerá também a sua família; trará o seu marido ou a sua esposa de volta para casa. Não duvide disso, pois não há montanha que não estremeça na presença de DEUS e se torne como as areias do mar. Não há coração de pedra que não seja abatido e  transformado em um coração de carne, obediente ao PAI. Ainda que, para isso, o rebelde tenha que passar por situações amargas, difíceis na vida. Mas DEUS traz. DEUS faz. DEUS cumpre. Não por merecimento nosso, mas porque uma família unida, constituída e abençoada por ELE é a garantia e a esperança de salvação do amanhã. DEUS “(…) chama à existência as coisas que não são como se já fossem” (Romanos 4:17). Por isso, ELE encontrou Saulo no caminho de Damasco, um homem perseguidor da igreja cristã, inimigo do evangelho, e fez cair as escamas dos seus olhos, deu-lhe novo nome (passou a se chamar Paulo) e vida nova (foi o maior pregador da igreja primitiva). Esse mesmo DEUS fará o mesmo com o marido ou a esposa que deseja destruir a aliança matrimonial. “Por isso vos digo que tudo o que pedirdes em oração, crede que recebestes, e será vosso” (Marcos 11:24).

DEUS trará de volta o seu cônjuge porque eu sou um exemplo vivo disso. Antes fui adúltero, traidor, infiel à minha esposa e a DEUS. Vivia enlaçado com prostitutas, chegando ao cúmulo de manter sexo com três a quatro por dia. Bebi da lama podre e comi no esgoto espiritual. Minha esposa orava incessantemente por mim. Hoje estou aqui, resgatado pelas mãos poderosas do Nosso DEUS, liberto e, o que é melhor, com um Ministério voltado para a recuperação dos casamentos. Um dia, como Saulo, fui destruidor de vidas e de famílias. Hoje, como Paulo, eu sirvo ao meu SENHOR JESUS, porque tudo ELE pode e “nenhum dos seus planos pode ser impedido” (Jó 42:2). Dessa forma, tão certo como eu vivo, como o ar que respiro, creio na restauração de todos os casamentos. O tempo para isso dependerá da obediência e do saber esperar e crer de cada um. Para uns, o tempo demorará mais. Para outros, chegará mais depressa. Mas o que garanto é que, para todos, o tempo da colheita, onde toda lágrima cessará e dor não existirá mais,  chegará. E quando esse tempo chegar “saberás, pois, que o Senhor, teu Deus, o Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos” (Deuteronômio 7:9). Creia e espere. A vitória é certa em Nome de JESUS! Deus nos abençoe!


ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR  FERNANDO CÉSAR 

Por que não desistir do cônjuge que já desistiu de você?


As histórias são sempre as mesmas. Só mudam as personagens. Toca o telefone e uma voz, do outro lado da linha, com ar de desespero, começa a narrar tudo o que lhe está acontecendo. Geralmente as palavras começam meio cambaleantes, trêmulas, chorosas. Ao final da narrativa, o enredo se repete. “Pastor, meu marido me repudiou, está com outra mulher e diz que nunca mais voltará para casa”. Sempre finalizo a conversa deixando uma esperança: peço para a pessoa não desistir, em hipótese alguma, do seu cônjuge, especialmente em uma situação em que ele mais precisa. Não é uma esperança vazia, mas um exercício de fé, uma promessa que DEUS tem confirmado dia após dia através do nosso Ministério.

Talvez, um leitor menos experiente se pergunte o que leva uma pessoa cristã a não desistir do seu primeiro casamento e do marido da sua mocidade, quando este já a (o) repudiou e vive novas aventuras amorosas. A resposta, procurarei desenvolvê-la no decorrer do texto.

Primeiramente, não conheço outra instituição tão atacada e desejada pelo diabo como a família, criada por DEUS a partir dos casamentos lícitos (o primeiro do homem e da mulher). Essa assertiva é tão verdade que, hoje em dia, é difícil encontrarmos casais que estão juntos e em primeiro casamento. Quase todos já degringolaram, perderam o seu rumo, desajustaram-se na conjuntura social. Tudo isso é muito natural entre pessoas que não conhecem a DEUS e, por consequência, não possuem temor algum dos Seus mandamentos. Era para a chamada igreja de CRISTO aqui na terra, constituída de pessoas separadas do mundo (e por isso são chamadas santas), chegar ao século XXI em uma condição totalmente oposta à realidade do mundo. As pessoas que iam sendo agregadas a essa igreja, através do evangelismo, naturalmente, chegariam ao Corpo de CRISTO com suas vidas e situações totalmente desajustadas pelo mundo e pelos demônios, frutos do pecado, da desobediência. Mas não permaneceriam do mesmo jeito. Infelizmente não é isso que acontece. Pessoas do mundo e pessoas da igreja hoje são bem semelhantes, especialmente na área familiar. Há denominações iguais aos atores de novelas e artistas de televisão, em segundo, terceiro, quarto e até quinto casamento. Ou seja, muitos templos viraram cenários artísticos adaptados.

Fui apresentado, há muitos anos, a um Evangelho e a um DEUS que transforma, que converte, que muda radicalmente corações, mentes e caráter. Falaram-me de um DEUS, cuja presença do Seu Espírito juntamente com um coração quebrantado encorajariam as pessoas a procurarem essa mudança radical em suas vidas e um conserto imediato. Descobri, com um tempo, que tudo depende de quem te apresentou o Evangelho e como ele foi apresentado a você. Disso depende a qualidade da nossa caminhada cristã. Há pessoas, dizendo-se de DEUS, vendendo um evangelho barato, que se adquire em qualquer esquina e sem nenhum esforço. Elas pregam o que lhes é conveniente. Estão em busca de quantidade, número, de atrair fama e riquezas para si. Na Epístola aos Gálatas, Paulo chamou essas pessoas de anátema (leia Gálatas 1:8-9).

Cheguei a CRISTO com uma vida totalmente arruinada, destruída por uma série de pecados, onde o adultério ganhava destaque. Mas isso não significaria que eu deveria viver louvando e servindo a DEUS na mesma realidade que tinha anteriormente. Fui convencido que deveria mudar, e DEUS atuou em todas as áreas da minha vida, por infinita misericórdia e amor, convertendo-me de verdade. Fui liberto de prazeres que, aos olhos de muitas pessoas, eram “impossíveis” saírem da minha trajetória. Mas saíram porque DEUS me amou de maneira especial, porque ELE nunca desistiu de mim, ao permitir certas situações na minha vida, ao me constranger, ao me mostrar que para mim só haveria um ÚNICO caminho, que me faria chegar à glória eterna: arrependendo-me, abandonando tudo, começando uma vida diferente e perseverando em santidade. Perseverar é ter um coração desejoso de agradar a DEUS, descobrir o que é certo e errado e buscar a primeira opção. É como ensinou o apóstolo Paulo à igreja em Éfeso: “Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade. Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis: não se ponha o sol sobre a sua ira; e não deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais (…)” (Efésios 4:22-28). Para ser de CRISTO verdadeiramente um homem, escravo do pecado, tem que admitir para si mesmo e para DEUS, que vive na mentira, entregue as concupiscências do engano. Quando ele faz isso, DEUS o revela toda a Verdade e promove profundas transformações nas três áreas essenciais do seu ser: mente, coração e caráter. Mas enquanto ele achar que a mentira é verdade, a cada dia mais será entregue à escravidão e aos caminhos maus: “Bem-aventurado o homem que continuamente teme ao Senhor, mas o que endurece o seu coração virá a cair no mal” (Provérbios 28:14).

Se, como igreja do SENHOR, observamos que uma pessoa anda nos caminhos de morte, o que devemos fazer em relação a ela? Ignorá-la? Desprezá-la? Ou amá-la de uma forma diferente e especial, orando dia e noite pela vida dela? E se essa pessoa perdida for o seu marido ou a sua esposa que, em dado momento, abandonou a casa e foi viver pelo mundo segundo os deleites carnais? Reflita apenas um pouco. O que JESUS manda nós, como Sua igreja aqui na terra, fazermos? DEUS já te disse alguma vez que algo ou alguém não tem jeito? ELE já decretou essa sentença? É claro que não.

Encontro então, com isso, o princípio maior do cristianismo: o de amar alguém incondicionalmente, mesmo quando a pessoa não faça nada por merecer esse amor. O Amor de CRISTO é incondicional, sem interesses. Impossível ser de CRISTO sem viver esse Amor.


Agora, outra pergunta: há limites para amar alguém dessa maneira, ainda que a outra pessoa diga que não quer mais, que vai viver a vida segundo os prazeres do mundo? O fato de um cônjuge dizer que não quer mais é motivo de desistirmos dele?

Quantas vezes pedi ao SENHOR para morrer? Quantas vezes pedi ao SENHOR desistir de mim porque não encontrava forças para agradá-LO? Quantas vezes, de forma proposital, entreguei meu corpo e minha alma ao deleite dos demônios, e mesmo assim, o SENHOR se compadeceu de mim? Embora todos ao meu redor já tivessem desistido, tivessem me feito acreditar que eu não tinha mais jeito, mesmo assim, DEUS não desistiu. É com essa visão que a igreja do SENHOR deve caminhar. O meu testemunho não é o único do mundo. Todas as pessoas que um dia foram resgatadas pelo SENHOR, assim foram porque o SENHOR DEUS nunca desistiu de nenhuma delas, segundo os Seus propósitos. Vejo em Paulo um grande exemplo e motivo para vivermos a são doutrina e esse chamado maravilhoso: “Pois eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus. Mas pela graça de DEUS sou o que sou, e a sua graça para comigo não foi vã (…)” (1 Coríntios 15:9-10). Nos dias de hoje, talvez ninguém se atrevesse a apresentar o Evangelho de CRISTO a Saulo, pois ele tinha um coração muito duro, mas muito duro. Ele odiava crente. Essa história de novo nascimento não passava de um conto da carochinha. Mas, ainda assim, o SENHOR, no tempo determinado, foi ao seu encontro e o libertou. E não só o libertou, o salvou. E não só o salvou, mas o constituiu um dos principais da igreja de JESUS. DEUS tira o homem da lama e o faz assentar entre os príncipes nas regiões celestiais. Porque DEUS não desiste de ninguém.

Se hoje somos igreja, foi porque JESUS não desistiu de nós (pois fomos resgatados debaixo da insistência do SENHOR pela nossa vida). ELE teve muitos motivos para recuar da Sua missão maior, demônios, potestades, principados, fariseus, escribas, pouca fé dos apóstolos, fome, sono, fadiga, temporais. Mas JESUS não desistiu da morte de cruz, ELE não desistiu de mim e de você. JESUS focou a obediência, a perseverança, e venceu. Como marido e esposa, você também irá vencer, se não desistir do seu casamento e de lutar pelo seu cônjuge. Imagino que em cada passo de JESUS rumo ao Calvário, eu e você, entregues aos prazeres do mundo, dizíamos inconscientemente de que não queríamos DEUS, não queríamos ser transformados pelo Seu Espírito Santo. Mas ELE em nenhum momento desistiu de mim e de você. Por isso,  também, não devemos desistir do nosso cônjuge, embora a situação pareça impossível de ser revertida. Porque a família reflete a glória de DEUS. Não me refiro à estrutura familiar que o mundo criou juntamente com o diabo e seus demônios (segundo, terceiro, quarto casamento. JESUS disse que tudo isso é adultério – Marcos 10:11-12; Lucas 16:18 -, sem valor algum, pessoas perdidas ao deleite de suas ambições – 1 Coríntios 6:9-10), mas a família nascida do primeiro casamento de ambos, onde marido e esposa se tornaram cônjuges em suas mocidades. É essa família que DEUS quer restaurar. DEUS quer desfazer toda bagunça realizada pelo diabo. A casa, que está suja e destruída, DEUS quer restaurar, porque ELE não desiste de nenhuma esposa ou marido, unidos em primeira aliança.

Mas se toda essa bagunça foi criada no tempo em que o marido ou a esposa não conhecia o SENHOR JESUS, não era salvo (a), vivia no chamado tempo da ignorância? Ou seja, alguém pode perguntar: e se um marido repudiou a sua esposa e se uniu sexualmente a outra mulher no tempo da ignorância, e um dia ambos tiveram um encontro com JESUS? O que fazer nessa situação? Muitos costumam usar como justificativa a primeira parte do texto que está em Atos, capítulo 17, versículo 30: “Mas Deus não levando em conta o tempo da ignorância…” , E, pronto! Param aqui! Parece que o versículo acabou de maneira abrupta, repentina. É preciso lermos o versículo todo para entendermos em qual situação DEUS não leva em conta o tempo da ignorância do ser humano. Por isso, vou transcrever o versículo na íntegra: “Mas Deus não levando em conta o tempo da ignorância, manda agora que todos os homens, em todos os lugares, se arrependam” (grifo meu). Ah, agora está tudo muito bem explicado: para DEUS não levar em conta o tempo da ignorância, é preciso que o homem se arrependa, ou seja, conserte a sua vida naquilo que precisa ser consertado. Se ele chegou à igreja em segundo ou terceiro casamento e se JESUS diz que isso é adultério (“Qualquer que repudiar a sua esposa e se casar com outra comete adultério e o que se casar com a repudiada pelo marido repudia também” – Lucas 16:18. JESUS disse QUALQUER UM QUE FIZER ISSO, SEJA CRISTÃO OU ÍMPIO), então aquele que se propõe a fazer parte do corpo de CRISTO precisa se arrepender e abandonar esse adultério para poder receber a misericórdia de DEUS sobre a sua vida: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13). Se a tal pessoa insistir em permanecer no adultério e não quiser buscar a restauração com a família inicial, DEUS o julgará como ímpio, como ignorante, pois os tempos da ignorância serão contados para DEUS no Dia do Juízo.

O ímpio não obedece a DEUS, não sente desejo de renunciar a própria carne; ele desiste das pessoas na maior facilidade, repudia sua família, e sai por aí pelo mundo em busca de satisfazer as concupiscências da sua carne. O ímpio desconhece o que é RESTAURAÇÃO, AMOR, COMPAIXÃO, PERDÃO, LUTAR PELA VIDA DE ALGUÉM, porque ele vive a amontoar pecados e desgraças sobre si mesmo.

O cristão é bem diferente. Ele ora, chora, sofre por alguém, não desiste, obedece, submete-se, renuncia a si mesmo, carrega a cruz, sente prazer em agradar a DEUS. Observe que são pessoas de natureza e de atitudes bem distintas. Um cristão casado ama a sua família acima de qualquer emocionalismo e circunstância, porque ele entende que foi DEUS quem a criou para o louvor do Seu santo nome. E, por isso, jamais desiste dela.

Agora, você vai olhar para a sua volta e vê a quantidade de templos, de denominações, usando a Bíblia e o nome do SENHOR, que estão repletas de pessoas em segundo, terceiro, quarto casamento. Você vai se admirar e talvez até se espantar. São pessoas que vieram do mundo de um jeito e nos templos permaneceram do mesmo jeito, porque não lhes apresentaram a sã doutrina, a doutrina de JESUS e dos apóstolos, e até mesmo essas pessoas não se ocupam de examinar o que a Palavra diz. Todas essas pessoas (inclusive líderes) estão perdidas, cegas, e se não estão no adultério, compactuam com o adultério dos outros (leia Romanos 1:28-32). Todas, repito, estão cegas e inseridas naquela célebre passagem de Mateus 7:21-23.

Graça é ter a esperança de viver uma restauração familiar. Misericórdia é a benevolência de DEUS que vem sobre a vida de quem se arrepende e se liberta de todo pecado. Graça e misericórdia são palavras muito bonitas e bastante usadas nos templos, mas elas só são verdadeiras na vida de quem se sujeita aos ensinamentos de JESUS: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça aumente? De modo nenhum. Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:1-4).


Se você parou de orar por alguém, simplesmente porque você não viu mudança alguma na vida dessa pessoa, lembre-se de que você anda por fé e não por vista. Então, volte hoje mesmo a dobrar seus joelhos, a colocar essas vidas encarceradas no pecado diante do trono de DEUS. Não dê esse prazer ao diabo em desistir da vida de qualquer pessoa, seja seu cônjuge, seja um parente, um amigo ou até mesmo um inimigo seu. É prazer do diabo que você desista, porque ele quer povoar o inferno de espíritos que, aqui na terra, ninguém se ocupou de orar. Entenda: cada vez que você ora, a esperança de salvação é renovada no mundo espiritual sobre a vida de quem está perdido. DEUS contempla as lágrimas e as orações de um justo. Ore e logo encontrarás a graça de DEUS através de uma resposta poderosa para sua vida e sua família. Seu casamento pode até estar destruído, mas o importante é que você permaneça de pé diante de DEUS e não pague com a mesma moeda àquele que te repudiou. Não desista porque DEUS nunca desiste de você!

ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR  FERNANDO CÉSAR 

Por que os impiedosos prosperam?

“Vale mais o pouco que tem o justo do que as riquezas de muitos ímpios” (Salmos 37:16).

Uma das coisas que mais intrigam a mente de uma pessoa que deseja a restauração familiar é observar os constantes sofrimentos pelos quais ela passa e a felicidade e prosperidade material alcançadas pelo cônjuge oprimido, impiedoso, entregue absolutamente ao pecado do adultério.

Antes, vamos conceituar, à luz da Palavra de DEUS, o que é um justo e um ímpio. Justo é toda pessoa que pratica a justiça de DEUS, que foi transformada pelo Espírito Santo, que se aparta dos maus caminhos e vive uma vida de sanidade, em obediência a DEUS. Ela está muito além de placas denominacionais porque sabe que é membro do corpo de CRISTO, de Sua igreja aqui na terra. Já o ímpio toma uma posição exatamente contrária: busca, a todo custo, a própria felicidade pessoal, transgride a todo tempo os ensinamentos e conselhos de DEUS; é religioso, possui um coração duro, orgulhoso, cheio de soberba e impiedade, ou seja, sem misericórdia e sem capacidade de perdoar. Justos e ímpios vivem em vias diferentes. O justo é um santo, que anda em direção ao reino de DEUS, pois se preocupa com a salvação da alma. O ímpio, nas veredas da injustiça, segundo os conselhos do mundo.

 Refletindo sobre esses dois conceitos distintos, vamos analisar agora o que significa prosperar. Segundo o dicionarista Aurélio, “prosperar é tornar-se próspero, ir em aumento, progredir, desenvolver-se”. A Bíblia afirma que tanto os justos como os ímpios irão prosperar. A prosperidade dos justos vem mediante aquilo que o SENHOR acrescenta em sua vida, por ele (o justo) ter colocado o reino de DEUS como prioridade de vida: “Buscai o reino de Deus e a sua justiça (torne-se justo) e todas as outras coisas vos serão acrescentadas (e se tornará próspero)” (Mateus 6:33) (grifo meu). O fruto que nasce na alma de quem prospera com DEUS é a alegria. A prosperidade dos ímpios surge, unicamente, do seu esforço humano, fruto de suas preocupações com o futuro e com o dia seguinte, da sua força em querer, a qualquer custo, conquistar determinado objetivo. Esse aparente bem é facilitado pela força do mal. O diabo oferece caminhos, oportunidades, sugestões, para que o ímpio torne-se cada vez mais ímpio, cativo dessa sua individualidade, desse seu egoísmo. O resultado que nasce no coração ímpio de quem prospera é a felicidade pessoal. Há uma grande diferença entre ser alegre no SENHOR DEUS e estar feliz no mundo. A alegria como fruto do Espírito Santo é permanente na alma de quem busca a DEUS diariamente. Um justo, por caminhar na contramão do mundo, passa por grandes dificuldades e aflições, mas nem a Paz (quem vem de DEUS) nem a Alegria (que é fruto do Seu Santo Espírito) se apartam da vida do justo, mesmo em meio a grandes lutas. Já a felicidade dos ímpios é algo muito passageiro, temporário, movida por algo que está se vivendo naquele determinado momento. É uma sensação de bem-estar, que aprisiona mais o indivíduo no pecado. O justo prospera para deleite de sua alma e para louvor do Nome de DEUS. O ímpio prospera para a sua satisfação carnal.

Você certamente já assistiu a muitos ímpios prosperarem em seus negócios, tornarem-se ricos, bem posicionados socialmente, felizes, procurando apenas o que apraz a alma deles, e se perguntou: POR QUE ISSO ACONTECE COM ELE E NÃO COMIGO?

 A Palavra de DEUS afirma que “o caminho dos ímpios perecerá” (Salmos 1:6). Afirma também que o SENHOR os colocou em “lugares escorregadios” e que os lançará “em destruição” (Salmos 73:18). Davi escreveu: “O Senhor é conhecido pelo juízo que fez; enlaçado foi o ímpio nas obras de suas mãos. Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus” (Salmos 9:16-17).

A maior tristeza é ver um justo com inveja da prosperidade do ímpio, querendo se comparar a ele. Um justo, que sofre por amor à Palavra, mas que inveja um ímpio feliz em seus pecados, começa daí a perder a presença de DEUS na vida dele (do justo). Os justos são verdadeiramente ricos porque recebem todas as riquezas de DEUS: primeiramente espirituais, depois materiais. A prosperidade do justo vem conforme ele vai buscando a DEUS, servindo-O, fazendo a obra para o Seu Reino. Nenhum justo verdadeiro busca o SENHOR apenas por aquilo que ELE pode fazer em sua vida, pelas coisas acrescentadas. Isso seria interesse carnal, diabólico. Os justos buscam a DEUS pelo que ELE é, pela salvação da alma, desejosos em ser luz desse mundo e herdeiros da glória de DEUS. Todas as bênçãos surgirão naturalmente. A Bíblia diz que os ímpios trabalharão para fartar os justos em suas casas: “Porque ao homem que é bom diante dEle, Deus dá sabedoria, conhecimento e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte, e amontoe, para dá-lo ao que é bom perante Deus (…)” (Eclesiastes 2:26). Paulo conhecia bem quem O abençoava: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” (Filipenses 4:19).

Não tenha inveja da prosperidade de nenhum ímpio. Ter inveja do ímpio é querer estar no lugar dele (caminhos de morte): “há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são caminhos de morte” (Provérbios 14:12; 16:25). Davi aconselhou: “Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura. Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração” (Salmos 37:1-4). Quanto aos ímpios, sobre eles “fará chover laços, fogo, enxofre e vento tempestuoso; eis a porção do seu copo” (Salmos 11:6). Davi clamou ao SENHOR: “não me arremesses com os ímpios e com os que praticam a iniquidade; que falam de paz ao seu próximo, mas têm o mal no coração” (Salmos 28:3). Esse texto me fez lembrar de uma mulher no interior da Paraíba, que se dizia cristã e a todos na rua cumprimentava com a “Paz do SENHOR”, mas quando entrava em sua casa, tratava mal os filhos, chamava nomes sujos e feios e ouvia músicas do mundo. Assim há ímpios que pensam ser justos, vivem dentro da congregação, mas com a vida presa ao adultério e outros tipos de pecado. Querem ser corpo de CRISTO e escravos das concupiscências ao mesmo tempo. Davi nos alertou que esses também vão nos desejar a paz. No Salmo 73, Asaph diz que quase os seus pés se desviaram do caminho da salvação, “pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios. (…) Eis que estes ímpios, e prosperam no mundo; aumentam em riquezas. Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração; e lavei as minhas mãos na inocência. Pois todo o dia tenho sido afligido, e castigado cada manhã.” (versículos 3,12-14). Ao final ele conclui: “A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre. Pois eis que os que se alongam de ti, perecerão; tu tens destruído todos aqueles que se desviam de ti. Mas, para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor Deus, para anunciar todas as tuas obras” (Salmo 73:26-28).

O fim dos justos e dos impiedosos já está descrito em toda a Palavra de DEUS: promessa de salvação e bênçãos para os Seus filhos, os que perseveraram até o fim; destruição e morte para os ímpios. “Pois os braços dos ímpios se quebrarão, mas o SENHOR sustém os justos. (…) Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do SENHOR serão como a gordura dos cordeiros; desaparecerão e em fumaça se desfarão. (…) O SENHOR ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será desarraigada” (Salmos 37:17, 20 e 28). Salomão atestou: “Porque o desvio dos simples os matará, e a prosperidade dos loucos os destruirá” (Provérbios 1:32). Ele também escreveu: “melhor é o pobre que anda na sua sinceridade do que o de caminhos perversos, ainda que seja rico” (Provérbios 28:6). O autor aos Hebreus diz que DEUS é o galardoador dos que NELE buscam.

Nosso DEUS é DEUS de justiça e ELE nunca desamparará nem a mim nem a você, que temos procurado agradá-LO com a vida que ELE nos deu. Por isso, aconselho sempre ao justo se desvincular totalmente do cônjuge ímpio; apenas apresentá-lo em suas orações e esperar pacientemente pela resposta final do SENHOR. Nós, que somos justificados pelo Sangue de JESUS e que andamos em santidade e obediência à Palavra, somos como “a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperar” (Salmos 1:3).

Portanto, não tenha inveja da prosperidade do ímpio em seu caminho de morte. Os ímpios é que devem ter inveja de nós, que somos salvos. O apóstolo Paulo nos aconselhou: “sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; e não sejais sábios em vós mesmos” (Romanos 12:16). Olhe para JESUS, seja apaixonado por ELE, confie nas Suas promessas, faça a obra, espere e receba a vitória da parte do PAI. Todos os dias, o SENHOR escreve uma linda e perfeita história em sua vida com a tinta do Espírito Santo e tudo o que te prometeu, ELE cumprirá. Já os ímpios perecerão naturalmente pelos frutos de sua impiedade e prosperidade. Que

ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR  FERNANDO CÉSAR 
 

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