Páginas

Os falsos doutores entre nós


Qualquer pastor, diácono, presbítero ou liderança religiosa pode, de posse de seus recursos e impressões pessoais, escrever um livro, um artigo, sobre o assunto que desejar. Porém, sem o chamado e a inspiração do Espírito Santo, o que, a princípio, serviria como fonte abençoadora, transformar-se-á em um grande abismo para milhares de vidas.

De uns anos para cá, muitas foram as lideranças religiosas que se atreveram a escrever e a publicar livros ou artigos, sob o pretexto de serem a boca de Deus para o Seu povo, tratando de assuntos extremamente delicados, como, por exemplo, o divórcio de pessoas cristãs. Poucos, porém, verdadeiramente foram chamados e capacitados pelo Espírito Santo para determinado fim. Os demais não imaginam os prejuízos que têm causado a eles mesmos e aos seus leitores incautos. DEUS cobrará de todo aquele que usou o Seu Santo Nome em vão e que executou uma obra indevida.

A inspiração do SENHOR anula qualquer possibilidade do escritor emitir uma opinião meramente fruto de sua mente, do que acha ou do que concebe como certo. Esse é o diferencial. Quem escreve sob o chamado e a inspiração de DEUS apenas se serve de canal, aqui na terra, para transmitir conselhos e correções do SENHOR, sem a genuína preocupação de agradar A ou B. O apóstolo Paulo, um dos grandes escritores da Bíblia, não deixou de emitir suas opiniões pessoais, mas, quando realizou, fez questão de dizer que elas eram fruto do Espírito Santo na vida dele: “A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor. Será, porém, mais bem-aventurada se ficar assim, segundo o meu parecer, e também cuido que tenho o Espírito de Deus” (1 Coríntios 7:39-40) (grifo meu).

Há pastores-escritores que estão se escondendo por trás de uma aparente Graça e de um falso amor para traduzir o que eles pensam acerca de determinado assunto, com a finalidade de se apresentarem bonzinhos e amorosos à frente do seu rebanho e dos leitores em geral. As estantes das livrarias estão repletas de manuais religiosos, espirituais e protestantes com o mero objetivo de massagear o ego de alguém que esteja atravessando determinado problema na vida. E há livros para todos os gostos e heresias. Quem procurar um embasamento, supostamente bíblico, a favor do divórcio que esteja enfrentando e de um provável recasamento, certamente, vai achar aos montes. Esses, a quem chamo de falsos líderes, estão tão sedentos para massagear o ego de um incauto e perdido, apresentando-o a um caminho de felicidade, “sem sair” da presença de DEUS, quanto os demônios também estão em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. E a semelhança não para por aí: usam de forma leviana a Palavra de DEUS, sob o auto-convencimento de estarem sendo usados por ELE.

Quais os recursos persuasivos que esses falsos pastores-escritores se utilizam para ludibriar os seus leitores? Vou listar cinco:

1) Jamais admitir, em público, que são a favor do divórcio, ainda que, nas entrelinhas, sejam favoráveis, pois isso os revelaria explicitamente como hereges e os tornaria impopulares.

2) Não admitem ser a favor do divórcio, afirmam que DEUS o odeia (usando o famoso texto de Malaquias 2:16); porém confessam que, em alguns casos, os cristãos, repudiados e traídos pelos seus cônjuges, estão livres, se quiserem, a buscarem um novo casamento, com o consentimento e a aprovação de DEUS. Irmãos, com DEUS não existe concessões, não. Ou é ou não é. Essa história de meio-termo não é do SENHOR, mas do diabo.

3) Não cansam de explorar versículos da Graça e do Amor de DEUS de forma isolada, como pretexto de encobrir a heresia disfarçada que ora estão apresentando. Dizem, dentre outras coisas, que DEUS é amor e misericórdia e que ELE quer ver os Seus filhos felizes (a palavra felicidade já ocupou o lugar da palavra santidade há muito tempo).

4) Taxam os pastores que se posicionam radicalmente contra o divórcio e o novo casamento de pessoa divorciada de ortodoxos, intransigentes, radicais e legalistas. Ou sejam, apresentam-se com uma face de anjos, bonzinhos, amorosos, ao mesmo tempo, que procuram apresentar aqueles que são contrários aos seus pontos de vista como adversários na fé. Tentam, o máximo, transformar a mentira deles em verdade, usando palavras de conforto para agradar quem está a sua volta, como também todo o universo de leitores que eles irão alcançar através dos livros impressos ou da Internet.

5) Escondem-se por trás de um discurso relativista do “não é bem assim”; que tudo é uma questão de ponto de vista; que os conselhos do SENHOR não são tão duros como os outros querem apresentar.

Os demônios, na verdade, estão dentro de muitos templos protestantes, vestidos de pastores, usando uma linguagem suave, comprometidos apenas com a bandeira denominacional a que pertencem e em agradar as pessoas que pagam os seus salários com os dízimos e ofertas. As estantes das livrarias, especialmente na seção “RELIGIOSO” ou “LIVROS CRISTÃOS”, estão impregnadas de autores a serviço do diabo com suas heresias sutilmente encobertas. Elas contêm quase tudo de filosofia de homens e quase nada dos pensamentos de DEUS. Essa é a verdade infeliz e preocupante que deve ser dita. As editoras, por outro lado, não se interessam em publicar livros de autores radicais ao Evangelho, porque isso não traria o retorno comercial almejado por elas.  

Muito cuidado: a Graça e o Amor de DEUS não anulam a Sua Justiça, o conjunto doutrinário estabelecido pelo PAI para que os santos possam obedecer e perseverar nela até o fim. JESUS disse “Nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21) (grifo meu). Especialmente nos tempos que estamos vivendo de muita apostasia e heresia encoberta, faz-se necessário andarmos com essa advertência do SENHOR em nosso coração e pendurada no pescoço. E não nos custará nada considerarmos também a advertência que o apóstolo Pedro fez para a igreja: “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2 Pedro 2:1-3). De quem Pedro está falando? Não é, acaso, desses falsos pastores a quem me refiro? Eles estão em nosso meio, com voz de anjo, mas a sua mente religiosa está completamente contaminada pelo diabo. Ao negarem a doutrina do Reino, eles negam o SENHOR que os resgatou das trevas. O caminho da verdade já foi blasfemado. Basta ouvirmos atentamente o que está sendo dito na maioria dos púlpitos dos templos protestantes e o que está espalhado na Internet e nas livrarias do mundo todo. Muitos estão seguindo os passos desses falsos pastores e já estão com a mente contaminada igualmente à deles. Mas o apóstolo escreveu que não tardará a perdição desses hereges.

Uma maneira de você se ver livre desses homens perigosos é estar motivado (a) a ler ou a ouvir o que você não gostaria. Busque, ao máximo, os pastores e os escritores que sejam radicais em relação à Palavra de DEUS; que apresentem o caminho estreito e de renúncia, sem objeções alguma. Valorize aquele que te corrige, te disciplina, te leva à renúncia e ao caminho de santidade. Valorize aquele que te diz duramente: “Não! Você não deve seguir por esse caminho porque ele não agrada a DEUS”. Pastores que vivem, disfarçadamente, em cima do muro e que se omitem à confrontação, não são pastores chamados e ungidos pelo SENHOR. Os pastores que DEUS levantou são minoria e serão odiados por defenderem a radicalidade do Evangelho.

Morrerei defendendo aquilo que o Espírito Santo, através da Palavra e de um lindo testemunho, me ensinou: O SENHOR DEUS NÃO SÓ É CONTRA O DIVÓRCIO COMO TAMBÉM ABOMINA O RECASAMENTO DE PESSOA DIVORCIADA; ainda que, com isso, eu seja odiado, apedrejado ou morto. Quem já está nessa situação e deseja um dia morar no Céu, fuja urgentemente dela, arrependa-se e espere pacientemente pela resposta de DEUS para a sua vida. Relação sexual que não seja com o primeiro cônjuge, estando ele ainda vivo, é adultério, caminho de morte. Aquele que é comprometido com o Reino de DEUS tem que falar ou escrever sem rodeios e de forma clara e direta.

Que o SENHOR abra os seus olhos espirituais e te dê temor!

ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR  FERNANDO CÉSAR 

0 comentários:

Postar um comentário

 

© - 2014. Todos os direitos reservados.Imagens Crédito: Valfré