Páginas

Revolução feminista x Submissão bíblica

“O deus feminino vai se transformar. Nós, mulheres, transformaremos tanto o mundo que não haverá mais lugar para o Deus masculino” (Naomi Goldenberg, em A Troca dos Deuses: o Feminismo e o Fim das Religiões Tradicionais).
 “As mulheres estejam caladas nas igrejas. Não lhes é permitido falar, mas estejam submissas, como também ordena a lei. Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; pois é vergonhoso que as mulheres falem na igreja” (1 Coríntios 14:34-35).


A Bíblia Sagrada está repleta de histórias de mulheres que se destacaram em seu tempo como exemplos de superação e de fé, numa época em que eram predominantemente desprezadas e rechaçadas. Ao contrário de uma parcela significativa de líderes religiosos, JESUS CRISTO conviveu, sem olhar de desconfiança, com todas que dELE se aproximavam, chegando até, a “mudar de opinião” em certa ocasião (leia Marcos 7:24-30). Os próprios Evangelhos registram a participação importante de muitas dessas mulheres, destacando-se a figura de Maria Madalena, considerada por gigantes da teologia cristã, como Gregório de Antioquia e Pedro Abelardo, apóstola dos apóstolos, embora saibamos que JESUS nunca delegou tal autoridade a nenhuma pessoa do sexo feminino.
Bem no início da igreja primitiva, a participação feminina se fez novamente importante. Personagens como Lídia, Febe, Priscila, Junia, Evódia atestam a influência da mulher no desenvolvimento da história cristã.
No entanto, com o passar do tempo, a mulher, vendo-se relegada a segundo plano, muitas vezes completamente ignorada, face às manifestações machistas, toma uma postura radical, e procura assumir um papel longe daquele que JESUS a colocou. A voz claramente machista atrelada ao desejo da mulher de se igualar espiritualmente àquele que lhe subjugava resultou em profundos prejuízos sociais, familiares e espirituais.
No final do século XIX, o pensamento teológico feminista deu seus primeiros passos, tendo como ponta-pé inicial o projeto desenvolvido pela presbiteriana estadunidense Elizabeth Cady Stanton, denominado A Bíblia da Mulher. Importante líder abolicionista e feminista em seu país, Cady Stanton, mesmo como cristã, não aceitava a interpretação, segundo ela machista, das Sagradas Escrituras. Assim, Cady persuadiu e incentivou a dezenas de mulheres, a partir de reuniões, a interpretar a Bíblia de maneira que a mulher fosse vista com igual importância das lideranças masculinas. O apóstolo Paulo, por exemplo, em muitas dessas reuniões, foi taxado de machista; assim como o próprio JESUS fora colocado à prova à luz da nova consciência da mulher. Essas reuniões, datadas em 1895 e 1898, abalaram o mundo protestante americano e delas nasceu a famosa obra citada anteriormente, em dois volumes. Mas a atuação de Cady não se limitou a tirar a mulher apenas de sua posição inferior, dentro de uma visão religiosa tradicional e conservadora. No início de 1850, ela foi uma das principais vozes na promoção dos direitos das mulheres em geral, como o direito ao divórcio e ao voto. As teses de Elizabeth Cady logo se espalharam para diversos países, influenciando seus líderes a lutarem pelos mesmos objetivos. No Brasil, quase todos os movimentos feministas beberam dessa fonte. Não seria estranho, por exemplo, se soubéssemos que todos os que lutaram pela liberdade da mulher em permanecer casada ou não, tivessem sido influenciados pela líder feminista mundial. Voltando ao aspecto religioso, na verdade, o anseio feminino era pelo estabelecimento de uma teologia feminista, destinada, inicialmente, na construção de pequenas comunidades, onde a voz da mulher ecoasse com mais força que o habitual. Logo, fundou-se a Aliança Internacional Joana D’Arc, instituída na Grã-Bretanha, no meio católico, em 1911, que visava a “assegurar a igualdade dos homens e das mulheres em todos os campos”. No lado protestante, outro importante movimento surgiu no período de 1956 a 1965, quando alguns líderes decidiram, influenciados pelas igrejas livres dos Estados Unidos, admitir suas mulheres ao pastorado. O movimento teológico feminista em crescente ascensão se impôs também dentro da igreja católica, quando, no Concílio Vaticano II, um grupo de mulheres, liderado por Gertrud Heinzelman, dirigia-se publicamente aos padres conciliares com o livre-manifesto: “Não estamos mais dispostas a calar”. Após esse Concílio, muitos outros manifestos ganharam força, tais como: “O Segundo sexo” (1949), da escritora francesa Simone de Beauvoir; “A mística da feminilidade” (1963), de Betty Friend; “A Igreja e o segundo sexo” (1968), da teóloga Mary Daly; e “Política do Sexo” (1969), de Kate Millet; representam um conjunto básico do feminismo contemporâneo. Todos os livros migravam para os mesmos objetivos: apresentar uma nova Bíblia dentro de uma perspectiva amplamente feminista; propor uma profunda revisão e reforma doutrinárias à igreja e à sociedade; destacar que, apesar dos condicionamentos da história eclesiástica, “nos Evangelhos sempre permanecem uma mensagem de esperança e fé tanto para homens como para mulheres”.
O certo é que a teologia feminista, hoje vista nas igrejas, surgiu à proporção que as várias organizações feministas, empenhadas nas lutas pela igualdade dos direitos civis, também cresciam. A mulher cristã, antes calada e submissa, muitas vezes a uma autoridade do lar vil, encontrou, nos movimentos seculares feministas que lutavam por sua emancipação no âmbito civil, a possibilidade de também se emancipar espiritualmente. A consciência da mulher, que antes vivia presa apenas à ideia de ter nascido da costela de um homem, experimenta agora uma profunda transformação, que lhe exigem papéis, lugares, condições, no mínimo, iguais aos dos homens. As estruturas patriarcais aos poucos vão desaparecendo e os templos cristãos sentindo o reflexo dessas mudanças.
A Conferência Mundial das Nações Unidas Sobre a Mulher, realizada em Pequim, na China, deu uma amostra evidente da influência da mulher. O encontro simplesmente deu ordem a todas as mulheres a marcharem em busca de suas liberdades individuais, transpassando as barreiras dos lares, escolas, igrejas, serviços sociais, sociedade civil e cultura. Se o movimento feminista recebe aquilo que exige, ninguém escapará de sua influência. O feminismo simplesmente desfaz tudo o que o Novo Testamento diz para e sobre a mulher, como se os conselhos e as determinações apostólicas só valessem para as mulheres de suas épocas e de suas culturas, não abrangendo as mulheres de hoje. Aquelas verdadeiramente de DEUS, que guardaram em seus corações os mandamentos do Espírito Santo e procuram vivê-los, foram e ainda são taxadas de coitadas, alienadas, antiquadas, que não conseguiram acompanhar a “evolução” do seu tempo. As igrejas cristãs liberais caíram nessa mentalidade diabólica. O desejo de ser e de fazer-se submissa é algo totalmente fora do contexto e do calendário de estudos dessas instituições religiosas, como se a submissão fosse uma agressão, um conceito diminutivo, agressivo e machista, algo que a categorizasse como a pior das espécies.
O feminismo com suas mazelas pretende defender a mulher, mas o que faz, na verdade, é destruir os pilares das famílias e os conceitos sagrados de DEUS. Acho salutar a mulher buscar e lutar por uma posição social, profissional, intelectual e financeira melhor. Não há pecado algum nisso. Desde que ela aceite a sua posição espiritual, como parte mais frágil, e seja diligentemente fiel a tudo o que DEUS quer que ela seja. As correntes feministas, que destroem a comunhão dessa mulher com o Seu Salvador, são as mesmas que erguem a bandeira do homossexualismo, do lesbianismo, da mulher totalmente independente, e a inspiraram a invadir os púlpitos, sob o pretexto de terem recebido de DEUS o chamado para serem pastoras. Desafio alguém me provar, com fundamentação neo-testamentária, uma só linha defendendo isso. Nem no Novo nem no Antigo Testamento as mulheres foram chamadas para liderar sobre um povo, no aspecto espiritual. O SENHOR DEUS escolheu somente homens para serem cabeças nas tribos de Israel. Quando essa função, atribuída exclusivamente ao homem, foi violada, muitas desgraças surgiram como consequência: Jezabel, a rainha adoradora de Baal; a rainha Atalaia, sórdida e assassina. JESUS estava rodeado de grandes mulheres, e não chamou nenhuma delas para ser apóstola. Todos os escolhidos por JESUS foram homens! Não significa dizer que JESUS tivesse proibido as mulheres de serem suas discípulas. Muito pelo contrário. Muitas delas O serviram de forma magnífica.
A Bíblia foi escrita por cerca de quarenta autores. O livro de Salmos, por exemplo, por diversos desses, e o livro aos Hebreus, provavelmente por Paulo. Mas nenhum livro da Bíblia teve uma mulher como autora. Dois nomes de mulheres aparecem no Antigo Testamento. Rute e Ester. O livro de Rute, que foi bisavó de Davi, foi escrito por Samuel; e o de Ester é de autoria desconhecida.
DEUS criou a mulher com uma clara função: ser ajudadora do homem. Tal dever não a faz com menos valor que o homem. Função e valor são palavras completamente diferentes. Homem e mulher têm igualdade em valor e essência para DEUS, porém, funções diferentes. À mulher-esposa, a função de ajudadora, edificadora do lar, submissa em tudo ao seu marido. Aos maridos, a função de serem líderes amorosos, sábios, gentis; amarem as suas esposas como CRISTO amou a igreja. O descuido de um não dá direito ao outro de fazer o mesmo. O que vejo hoje são mulheres querendo pagar na mesma moeda o péssimo tratamento que elas recebem dos seus maridos. Isso cria ódio, discórdia, separação e impiedade. Quando Paulo escreveu, inspirado pelo Espírito Santo: “As mulheres estejam caladas nas igrejas. Não lhes é permitido falar, mas estejam submissas, como também ordena a lei. Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; pois é vergonhoso que as mulheres falem na igreja” (1 Coríntios 14:34-35); tal silêncio, no contexto, é o mesmo que proibir a mulher de ensinar à congregação, o que não a impede de louvar e de executar determinados trabalhos. A mulher que se torna pastora sobre um povo está em rebeldia contra DEUS. Ela exerce o mesmo papel de uma esposa rebelde que, pelo simples fato de ter um salário bem maior que o do marido, sente-se no direito de dominar sobre o lar. São igrejas e lares que sobrevivem à custa de doenças espirituais. Mulheres devem ensinar somente a outras mulheres e crianças, quando forem mais velhas que as ouvintes. Nunca devem exercer autoridade sobre homens. Esse é o ensinamento elementar presente no conjunto doutrinário cristão-apostólico. O que foge a essa realidade não merece atenção alguma, pois provém do diabo.
Foi por conta da inversão dos papéis de homens e de mulheres que toda sociedade se tornou inimiga de DEUS; a igreja, herética e adormecida; e a família seriamente comprometida. Uma sociedade, uma igreja, uma família, que não procuram seguir os conselhos de DEUS a ferro e fogo, tendem rapidamente a se desmoronar, pois procuram executar serviços para os quais não foram chamadas. É como bem ilustrou o sábio Gary Fischer: “uma máquina de lavar roupas é uma invenção bem útil, mas faz um péssimo serviço lavando pratos ou cozinhando o almoço. Isto porque a máquina de lavar nunca foi projetada para lavar pratos ou preparar uma refeição. Foi projetada para lavar roupas, e, nesse papel, ela é de muito auxílio”. Enquanto as máquinas de lavar insistirem em lavar pratos, a nossa vida será sem paz e sem esperança de vitória. Que DEUS nos abençoe!

ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR  FERNANDO CÉSAR 

8 comentários:

  1. A superioridade que vcs homens insistem em ter sobre as mulheres Enoja.um nojo sua supremacia masculina.somks iguais perante a lei e perante Deus. E fez deus homem e mulher a sua imagem e semelhança. Se dependesse de seres como vc seríamos mais ainda consideradas pessoas de segunda classe.por causa desses ensinamentos tem ainda esse absurdo de submissão a macho.gista tanto que mulheres sejam submissas mas não aguentaria uma semana sendo submisso a um homem como prega.alguem que prega submissão de uma pessoa para outra não merece nada.nem ser chamado de humano.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Essas feministas não se submete nem a Deus e nem a sua palavra vai ser submissa ao homem? ou as leis divinas? , submissão e algo que elas não sabe nem o que significa essa palavra ,pois elas não tem o Espirito de Deus , mais sim um espirito de rebelião todas elas são infelizes na suas vidas sentimental coitadas.ela sao digna de dó e pena.

      Excluir
    2. Isso e pra quem Deus chama

      Excluir
  2. Infelizmente poucos sabem sobre submissão, isto nota-se pelo argumento errôneo apresentado por algumas pessoas, tanto feministas, como os machistas. Há que se ter em conta que em uma sociedade á sempre hierarquia, e por sua vez existem aqueles que são os subordinados, porem, ambos lutam pela mesma causa o bem comum de uma nação. Nas empresas a sempre um líder ou chefe, que por sua vez as pessoas são submissas a ele, novamente lutando para o bem e o desenvolvimento da empresa. O mesmo acontece no lar. O homem é o cabeça e como cabeça deve amar a sua esposa e protege-la. Por sua vez a mulher deve ser submissa ao seu esposo. " Ajudadora ou auxiliadora idônea. Isto quer dizer que a mulher deve ser maltratada, escravizada, abusada sexualmente? NÃO. Em momento algum deve acontecer isso a mulher, a submissão da mulher é vista para complementar o seu esposo, opinar e mostrar ao seu esposo quando algo não esta a correr bem. Quer dizer que a mulher deve ser igual ao marido em casa. Não, perante Deus ambos são iguais pois são imagem e semelhança de Deus .Entretanto, ambos possuem um papel distinto, cabe o homem tomar as decisões da família , ou dar a ultima palavra e sempre para o bem de sua família e cabe a mulher obedecer o ponto de vista do seu esposo, mas tudo baseado em amor e respeito.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ambos precisam decidir juntos, quem tem chefe é índio, fique como chefe de sua mulher, pois eu tenho um companheiro, igual a mim.

      Excluir
    2. Essa história, iguais, mas diferentes em funções, é conversa para boi dormir, os homens criaram isso, pois, engraçado que o dito "papel" dos bonitos é sempre de honra, de mando, de privilégios, de cadeiras macias em presbitérios e hotéis com ar-condicionado e café da manhã farto. E o papel das pecadoras filhas de Eva é sempre de subserviência, de obediência, de banco duro na igreja, de não falar, de engolir sapos e ficar em casa com banheiros para limpar. Bom isso, não é? Para quem?

      Excluir
  3. Para elogiar põe nomes e para criticar preferem o anonimato? Ora!!

    ResponderExcluir

 

© - 2014. Todos os direitos reservados.Imagens Crédito: Valfré