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Testemunho de Casamento Restaurado - Zeniely

Irmão amados, venho aqui dar meu testemunho de restauração do meu lar. Deus é tremendo! Ambos estamos no primeiro casamento.

Bem sou casada há quase três anos e, já no primeiro ano, enfrentamos muitas dificuldades, inclusive, financeira, ciúmes etc., o que levou meu esposo a me deixar uma primeira vez em julho de 2013, com apenas 6 meses de casados. Porém, por muita insistência minha e do meu pastor, fomos a um encontro de casais do qual voltamos com 13 dias de separados. Bem voltamos, ele se afastou das amizades antigas e começou a ir novamente a igreja comigo, só que fomos nos afastando, esfriando na fé, até que paramos completamente. A partir daí as portas ficaram abertas para o inimigo agir. Ele voltou a ter amizades antigas de barzinhos, festas etc. e eu ouvindo no meu coração: “ore por seu casamento; fortaleça-se na fé”, mas eu não dava ouvido a voz de Deus.

Afastei-me por completo de Deus e queria fazer com minhas próprias mãos aquilo que só o Pai podia fazer. Eu queria que o meu esposo me amasse como antes, me tratasse como antes, só que as coisas só pioravam.  Até que um dia, após uma briga boba, meu esposo saiu de casa novamente. Logo em seguida, ele se envolveu com outra mulher, só que Deus não permitiu que isso fosse muito longe. Logo a outra mulher foi de viagem e ele foi para a casa da mãe dele no Brasil ( moramos na Bolívia, em Sucre). Eles só conversavam pela Internet. Eu sempre me humilhando, pedindo para ele voltar, escrevendo textos enormes de arrependimento; e ele sempre dizendo que não tinha mais volta, que ele não me amava mais, que só iria ajudar nosso filho para eu não confundir as coisas (nesse período eu estava grávida de 6 meses). Eu orava e intercedia, dizia que não aceitava meu lar destruído, que não iria criar meu filho sem o pai.

Pedi perdão a Deus por todos meus pecados. Reconheci o quanto errei com meu esposo e pedi perdão a Deus. Foi 1 mês e 13 dias exatos de oração incansável, seguida de jejum para Deus restaurar o amor. Pedi para Deus assim que quando ele me visse, depois de todo esse tempo, que no primeiro olhar ele me olhasse diferente com olhos de amor e arrependimento. E assim aconteceu. Fui para o Brasil, para a casa dos meus pais e ele foi conversar comigo a respeito do bebê e do parto. Só que na hora que ele me viu, ele me deu um abraço tão forte e caiu uma lágrima dos olhos dele. Só que ele não disse nada, ficou calado. Eu via nele um olhar diferente. Peguei nosso álbum de casamento (que nós não tínhamos visto juntos ainda), quando eu mostrei para ele, os olhos dele se encheram de lágrimas outra vez. Ele agarrou minha mão com força, mas não disse nada. Depois de um tempo, ele ali em casa, me disse: “vamos a minha casa. Minha mãe quer te ver e você vai dormir lá hoje”. Eu respondi: “está bem”. Fui chegando lá na minha sogra, conversamos bastante, ele se aproximando de mim cada vez mais, até que ele me disse, me contou tudo o que ele tinha feito, me contou da outra mulher, me pediu perdão por tudo e disse que me amava e que sentia no coração dele um desejo de voltar e ter a família dele de volta, que sentia um amor por mim tão grande, como nunca havia sentindo antes; que estava muito feliz por eu estar ali com ele. Mais uma vez me pediu perdão e disse que me mostraria que me ama muito; que iria voltar para a igreja e que jamais deixaria.

Foi tudo muito lindo e perfeito o que DEUS fez. Creio que Deus fará tudo maior do que eu possa imaginar. Deus é tremendo! Não desistam das suas famílias! Separamo-nos no dia 23/12/2013 e voltamos para sempre dia 13/01/2015. Meu coração grita de alegria e de agradecimento a todos que orarão por mim e ao Pastor Fernando por todas as orientações e acompanhamento que me proporcionou. Lia todas as mensagens e testemunhos. Foi isso que me fortaleceu na fé e não me deixou desistir jamais. Amo o meu Deus!!

A origem de toda confusão

“Temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:19-21) (grifo meu).

A Palavra de DEUS, a essência daquilo que DEUS disse e aconselhou, é imutável, inerrante; está além das questões culturais e de conveniência humana; é santa e perfeita. A Palavra de DEUS é a resposta para todas as dúvidas, perguntas e questionamentos. Todas as pessoas, que se dizem cristãs, em tese, devem acreditar nessa verdade. E de uma forma muito teorizada, infelizmente, creem que essa Palavra é manual de fé e prática na vida de todo aquele que crê em DEUS e em Nosso Senhor e Salvador JESUS CRISTO.

A Palavra de DEUS deve estar infinitamente acima das religiões, das placas, daquilo que os homens concebem e entendem como verdade, independentemente dos tempos e das circunstâncias. Ela tem que se sobrepor aos Estatutos das denominações (cristãs ou não cristãs). Enfim, a Palavra de DEUS é suficiente para vivermos uma vida de santidade e obediência até atingirmos o nosso objetivo, que é sermos moradores do Reino de DEUS.

Também sabemos que todo esforço humano de entendimento e compreensão a essa Palavra é vão, se o Espírito Santo não nos convencer dessa Verdade. Por essa razão, oramos para que isso aconteça. E a igreja (não placas nem templos), como povo escolhido, deve ter uma só Fé, um só parecer, dizer e crer em uma mesma coisa, como um clamor de Paulo para os dias atuais (1 Coríntios 1:10 e 2 Coríntios 13:11).

Mas, por qual razão, há tanta confusão doutrinária nos templos, nas religiões, nas placas denominacionais? Católicos romanos acreditam em várias rezas, santos, possuem imagens de esculturas, creem que Maria pode interceder; em purgatório; batizam crianças; creem que o casamento é indissolúvel e que a salvação é por obras e não somente por fé, dentre outros assuntos. No meio protestante, as diferenças entre as denominações são bem mais acentuadas: uns batizam por aspersão, outros por imersão. Há os que não batizam crianças de jeito nenhum; há, porém, os que não veem problema nisso. Uns creem no batismo do Espírito Santo, no falar em línguas estranhas, enquanto que outros não. Há aqueles que creem que quem está salvo, não pode jamais perder a salvação (os mais achegados à doutrina calvinista), diferentemente dos protestantes arminianos que creem que a salvação também é de responsabilidade humana e que o homem pode perdê-la.

 Os adventistas (me parece) que são os únicos desse segmento que guardam o dia do sábado como ordenança do SENHOR. Os demais creem que, na época de CRISTO, não há mais necessidade da guarda do sábado, e que o Dia do Senhor, depois de Sua ressurreição, passou a ser o domingo. A maior parte acredita que o casamento pode ser desfeito por qualquer motivo; outros, apenas em caso de adultério; e uma parte bem menor, dizem que o casamento é dissolúvel apenas na morte, concordando com o que dizem os católicos romanos. Por que tanta confusão doutrinária? Estariam todos perdidos ou todos salvos; ou até mesmo uma maioria perdida dentro dos templos e uma minoria salva? Ou todas essas questões não têm a ver com a salvação do espírito do indivíduo? Fora os espíritas, umbandistas, muçulmanos, xiitas e tantas outras infinidades de crenças e doutrinas várias espalhadas pelo mundo…

Não vou aqui entrar em outras questões doutrinárias, mas me deter apenas no tema casamento, aquele que nós trabalhamos com mais especificidade. Primeiramente, vamos expor os Ensinamentos de DEUS, de JESUS, referendados pelos apóstolos sobre o casamento.

Olhando para os livros de Mateus, Marcos, Lucas e as cartas de Paulo, encontramos uma doutrina clara, indubitavelmente definida sobre casamento. Não é preciso ter feito Teologia nem ter um nível de instrução razoável para entender o que todos Eles disseram acerca do casamento e do recasamento.

Palavras de JESUS: “O que Deus uniu não separe o homem” (Mateus 19:6); “Eu, porém, vos digo que quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação*, e casar com outra comete adultério; e o que casar com a repudiada, adultera também” (Mateus 5:32 e 19:9) (*colocamos o termo presente na tradução bíblica mais fiel ao Texto original, que é a publicação da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil); “Qualquer que repudiar a sua esposa e se casar com outra comete adultério. E se a mulher repudiar a seu marido e , se casar com outro homem também comete adultério” (Marcos 10:11-12); “Qualquer que repudiar a sua esposa e se casar com outra comete adultério; e o que casar com a repudiada pelo marido adultera também” (Lucas 16:18). Agora vamos às Palavras do apóstolo Paulo e, consequentemente, defendida pelos demais apóstolos: “Porque a mulher que está sujeita o marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será chamada adúltera, se for de outro marido” (Romanos 7:2-3); “Todavia, aos casados, mando não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o seu marido. E que o marido não deixe a sua mulher” (1 Coríntios 7:10-11) “Mas, se o(marido ou esposa) descrente se apartar, aparte-se; porque o irmão ou a irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus nos chamou para a paz” (1 Coríntios 7:15)(acréscimo meu, considerando o contexto do versículo); “A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas se falecer o seu marido fica livre para se casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (1 Coríntios 7:39); “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar” (1 Timóteo 3:2).

Pronto. Acima está a essência do que JESUS disse e o pensamento apostólico ratificou sobre a relação de marido e esposa. JESUS diz que a segunda união sexual ilícita, estando os primeiros cônjuges ainda vivos, é chamada de adultério. Paulo confirmou todo esse pensamento do Nosso SENHOR. Não há dúvida alguma na manifestação desse pensamento. Ele é claro e só não quer entender quem é preso ao Estatuto interno da denominação, ou se preocupa com o êxodo de membros ou perda de dízimos dentro dos templos. Pessoas que agem assim têm o seu EU e as suas preocupações, como o seu senhor; e não o SENHOR JESUS.
Para ser do SENHOR JESUS é preciso cumprir o versículo seguinte: “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim; renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mateus 16:24); “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem” (João 10:27).

Paulo confirmou essa verdade sobre a sua vida: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2:20).
Crucificar o próprio EU, parece-me ser uma missão impossível para aqueles que se dizem de CRISTO e, muito especialmente, para as lideranças dos tempos de hoje, que querem mais fama, mais aplausos para si, mais status, mais dinheiro em suas contas bancárias, do que agradar a DEUS. Essa é uma triste realidade, longe de qualquer falácia. E muitas ovelhas, com medo de estarem desagradando a DEUS, submetem-se a qualquer tipo de liderança, e ficam por caminhar por portas largas e escancaradas, completamente mortas espiritualmente.

Adentraremos agora na questão histórica dessa problemática toda do casamento. Após a Era apostólica e do surgimento da igreja cristã primitiva, veio a Era dos homens, chamados Pais da Igreja, a partir do ano 95 depois de Cristo. Alguns se preocuparam em defender à igreja contra os fortes ataques e perseguições. Outros se defendiam contra as heresias que iam aparecendo, e outros, na aplicação da Teologia em áreas científicas e filosóficas. Assim, considerando o mundo oriental e ocidental, tivemos: Clemente de Roma, Inácio, Policarpo, Barnabé, Didaquê, Tertuliano, Justino, Taciano, Teófilo, Irineu, Cipriano, Ambrósio, Agostinho e outros. Essa é chamada da Era Patrística, ou seja, dos Primeiros Pais da Igreja.

Esses líderes foram unânimes no entendimento de CRISTO e dos apóstolos em relação ao tema casamento: se alguém sofresse o repúdio, um novo casamento não era permitido, independentemente do motivo que o levou a acontecer. Para esses, só a morte seria capaz de desfazer o casamento.
Quase 1.500 anos depois, mais precisamente no início do século XVI, houve a chamada Reforma Protestante. No Renascimento, as críticas à igreja católica romana se acentuaram em diversos meios. As obras de Erasmo de Roterdã, Thomas Morus, John Wyclif e João Huss continham severas críticas a heresias apresentadas por essa religião supostamente criada por JESUS CRISTO. Dessa forma, a transformações que se seguiam na Idade Moderna trouxeram à tona a criação de instituições religiosas com uma diferente base doutrinária cristã. Entre essas novas instituições, podemos destacar o Luteranismo (sob a liderança de Martinho Lutero); o Calvinismo (de João Calvino) e o Anglicanismo (entenda-se, John Wyclif, Tomas Morus e Henrique VIII) como exemplos das novas religiões protestantes surgidas no século XVI. Há uma figura, nesse tempo, que merece igual destaque: Erasmo de Roterdã. Erasmo foi um contemporâneo de Lutero, que sustentava que os ensinamentos do Senhor JESUS davam margem a um novo casamento, se o cônjuge sofresse o repúdio e o divórcio. Lutero, há esse tempo, já tinha dado o seu parecer sobre o divórcio: “Ego quidem detestor divortium” (traduzindo: Eu, de minha parte, abomino o divórcio”). Mas, Erasmo de Roterdã insistiu em defender as suas teses, que eram contrárias àquelas defendidas pelo reformadores mais ortodoxos, e que chegaram a contaminar e a influenciar a maioria dos teólogos protestantes modernos, como por exemplo, John Murray. Por ser considerado herético pelos seus contemporâneos, Erasmo terminou sendo desligado deles. O curioso é que o pensamento erasmiano influencia 80% da doutrina protestante atual.

Havia também uma corrente de pensadores religiosos que defendia que a cláusula de exceção, presente em Mateus 5:32 e 19:9, referia-se apenas a pessoas em situação de noivado. Tais argumentos têm seus méritos. Segundo essa corrente, os casais de noivos da época de JESUS se consideravam a si mesmos como marido e mulher, mesmo sem ainda terem se dado ao casamento propriamente dito (a relação sexual). E eles citam o caso de José e Maria. José entendeu que Maria, sua noiva, tivesse engravidado de outro homem, ou seja, o traído, como vemos em Mateus 1:18 em diante. José quis repudiá-la em secreto. Ele sabia que, por ser apenas noivo dela, podia usar dessa prerrogativa judaica do repúdio. Daí, esse grupo entende que a palavra grega pornéia, presente nessa suposta cláusula de exceção, só pode ser conferida ao significado de fornicação (relação sexual ilícita antes do casamento), visto que, já naquele tempo, existia uma palavra grega específica para adultério, no caso, MOICHÉIA. Em síntese, mesmo para os defensores dessa tese, só a morte podia destruir a aliança do casamento.

E uma última corrente de pensadores afirma que o termo presente na suposta cláusula de exceção, pornéia, tem o seu significado definido para os graus proibidos de consanguinidade (pessoas parentes, com o mesmo grau sanguíneo), como está estabelecido em Levítico 18:6-18. Daí um divórcio seria permitido na extraordinária circunstância de se estar casado com um parente próximo. Nesse caso, o casamento seria anulado, ou seja, deixaria de existir para DEUS; ambos seriam solteiros e estariam livres para contraírem um matrimônio lícito aos olhos de DEUS.
Todas as correntes concordam com o seguinte: que o casamento só pode ser validado entre um homem e uma mulher, ou seja, ele é monogâmico; que DEUS detesta o divórcio (embora o pensamento de Erasmo diga que esse detestar é anulado em caso de adultério; e que a vítima estaria livre para contrair novas núpcias).

Quais os maiores argumentos utilizados por Erasmo para defender a sua tese de que o casamento é dissolvido em caso de adultério e que a vítima estaria livre para se casar de novo?
1)      Para ele, a palavra pornéia poderia ter o seu significado ampliado para adultério (embora, repito, existisse já naquele tempo uma palavra grega específica para adultério);
2)      Que nos tempos da Lei, quem fosse pego cometendo adultério, seria penalizado com a morte por apedrejamento (Levítico 20:10). Assim, para Erasmo, o cônjuge adúltero era COMO se estivesse morto aos olhos de DEUS, liberando, assim, o parceiro inocente a procurar, se quiser, um novo casamento. O escritor Ehrlich chama isso de “ficção legal”, uma vez que o adúltero é tratado COMO SE estivesse morrido, ainda que ele esteja respirando ainda.

São nessas argumentações vazias e completamente furadas, de um homem herético, que a maioria das lideranças protestantes, hoje em dia, sustenta a sua defesa pelo recasamento de pessoas divorciadas. A origem de toda confusão doutrinária está aí, em um pensamento de um homem, cujos contemporâneos o refutaram como herético.
Essas lideranças preferem deixar para trás todo o ensinamento duro e radical do SENHOR JESUS e dos apóstolos (porém bom e perfeito para a nossa salvação) a viverem preocupados em encher templos, em terem dízimos altos todo mês, em obedecerem ao Estatuto da denominação, na qual servem ou foram criados, ainda que ele não esteja completamente de acordo com o que diz a Palavra de DEUS.

A Palavra de DEUS sofre forte resistência no coração daqueles que querem servir a DEUS do jeito que lhe apraz, agradando o próprio umbigo ou a situação irregular de uma multidão. Essas pessoas não estão apenas longe da Verdade de CRISTO; estão radicalmente em uma posição oposta à Palavra.
O divórcio e o recasamento de divorciados são doutrina do mundo, da carne, do diabo. Quem é igreja verdadeira precisa estar atenta a essa questão. JESUS e os apóstolos bateram contra isso com veemência. A igreja verdadeira (as pessoas santas, separadas) também precisa rejeitar. JESUS disse: “Quem não é comigo, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha” (Mateus 12:30); “Quem vos ouve a vós a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lucas 10:16).

É bem verdade que o divórcio e o recasamento de divorciados tornaram-se algo muito comum e natural no mundo e que muitas pessoas, advindas desse mundo, adentraram nos templos com a vida arruinada pelo segundo casamento originário de um divórcio. Há pessoas, que estão nos templos, que apenas vivem juntas, mas não são casadas de fato para DEUS (e nunca se casaram antes com ninguém). Há outras, como disse antes, que já vieram do mundo nessa triste situação. Mas há outras, que mesmo se dizendo cristãs, divorciaram-se e se casaram novamente com a anuência de suas lideranças. Em todos os casos apresentados, há o pecado da relação sexual ilícita presente. Esse problema se tornou um câncer no meio das denominações, algo que parece não ter cura, não ter solução. E surgem inúmeros questionamentos de algumas lideranças nos aconselhamentos, especialmente na questão da existência dos filhos envolvidos nesse novo “casamento”. Daí vêm os questionamentos altamente carnais e diabólicos, como do tipo: “como vou destruir essa nova família e separar os pais com filhos já envolvidos?” (tema para um próximo estudo).

Uma coisa sempre digo e repito: não podemos deixar de olhar para a Palavra de DEUS, para os ensinamentos mais genuínos de JESUS e dos apóstolos. Não podemos deixar de cumpri-los, ainda que tenhamos que arrancar um membro do nosso corpo ou até mesmo dar a própria vida por essa Palavra. Para JESUS, um segundo envolvimento sexual, estando os primeiros cônjuges vivos, é adultério. Sendo assim, para ter vida com o SENHOR, é preciso haver o arrependimento e o abandono do pecado (não existe arrependimento sem abandono). Se é pecado, ele precisa ser desfeito. E a única maneira de abandoná-lo é parando de praticá-lo. Outro ponto também merece relevância: a igreja precisa ajudar a uma pessoa, que toma essa atitude para agradar ao SENHOR, a superar todas as consequências originárias do seu pecado, tanto no aspecto espiritual como no emocional e familiar. O único meio de se desfazer o adultério é ouvir a voz do SENHOR JESUS, o que ELE disse àquela mulher que foi pega pelos fariseus em flagrante adultério há muitos anos, ecoando em nossos corações até que ELE venha: “Vai-te e não peques mais” (João 8:11) (grifo meu).

Que DEUS nos conserve santos e irrepreensíveis em sua perfeita doutrina!!

FONTE - PASTOR - FERNANDO CÉSAR

O que Deus não pode fazer

“Pois para Deus nada é impossível” (Lucas 1:37).

Aprendemos e cremos que DEUS cura cegos, aleijados, surdos, mudos, que ELE coloca abaixo qualquer tipo de enfermidade e expulsa todo e qualquer demônio. Cremos que DEUS abre e fecha portas de emprego e que tudo o que o SENHOR faz, o faz para o louvor do Seu Soberano Nome. DEUS não faz nada para o Nome DELE não ser exaltado e glorificado.
A nossa vida é o maior testemunho do poder de DEUS.

Quem, no passado, acreditaria que hoje seríamos servos do SENHOR JESUS? Muitas foram as pessoas que olharam para nós e disseram que não haveria jeito para as nossas vidas, porque elas só olhavam para os nossos pecados. Mesmo sem querermos, JESUS nos salvou, nos deu nova vida com ELE, nos fez herdeiros da glória de DEUS.
Até hoje ouvimos nos púlpitos pastores pregarem sobre a ação poderosa e infalível de DEUS. Eles convidam pessoas a conhecerem o DEUS dos impossíveis.

Mas quando o assunto é restauração familiar, restauração da vida do cônjuge opresso, parece que a opinião de muitos pastores acerca do poder de DEUS muda completamente. “Se ele (o cônjuge) não quiser, Deus nada poderá fazer”. Quando ouço essa afirmação de algum pastor, a primeira coisa que sugiro é que ele pare de pregar, de anunciar a Palavra de salvação, pois, do jeito que DEUS não pode libertar a vida de um cônjuge opresso, não pode restituir uma família que ELE uniu e testemunhou, então não poderá libertar nem salvar a vida de mais ninguém. Aliás, a nossa salvação espiritual foi um grande engano.

Pois é, para muitos pastores há uma coisa que nosso DEUS não pode fazer: salvar a vida do teu cônjuge e restaurar a tua família. Parece muito para DEUS salvar a vida de um miserável, cativo pelos demônios, aprisionado por satanás, apaixonado pelo pecado, coração duro, alimentando-se com os porcos espirituais, adulterando talvez com várias mulheres (ou vários homens)… Coitado (a)! Talvez DEUS não esteja mesmo interessado numa vida tão podre assim… DEUS é Juiz para levar o repudiado ao Céu e para condenar ao fogo eterno, sem chance alguma de perdão, o cônjuge que tomou a iniciativa de repudiar? Esse não é certamente o DEUS das Sagradas Escrituras… Parece até que estou diante das autoridades judaicas do tempo de JESUS, que não criam que ELE era capaz de realizar nada, nem mesmo que era o Messias esperado, o Filho do DEUS vivo. É mais fácil e mais cômodo aconselhar à pessoa repudiada que ela deve buscar a felicidade, que DEUS tem outro homem (ou mulher) para a vida dela. É infinitamente mais cômodo, afinal, é menos trabalho e aborrecimento para a vida tão estressada desse pobre pastor…

Quanta hipocrisia e incoerência ouvimos de muitos pastores!!
Parece até que a liberdade humana que DEUS deu ao homem se tornou maior que o próprio DEUS, maior que os propósitos do PAI, especialmente na área de restauração familiar.
Ora, quase cem por cento dos casos de destituição familiar se dão devido ao adultério de uma das partes. Se vivêssemos em um tempo em que DEUS não aceitasse o perdão de um(a) adúltero(a) e sua volta para casa, todos os adúlteros deveriam ser julgados segundo a impiedade da lei judaica, deveriam mesmo ser apedrejados. Só no Brasil a quantidade de cemitérios deveria ser quadruplicada, pois não haveria lugar para tantos defuntos, visto que o próprio JESUS disse que se torna adúltero quem apenas olhar com intenção impura para outra pessoa que não seja o cônjuge. Aliás, outro dia encontrei, em frente a uma agência bancária em Olinda, um amigo pastor, que não via há muito tempo. Conversa vai, conversa vem, ele me pergunta se eu não olho para nenhuma mulher com intenção impura, desejando-a sexualmente. Sem mentira nem hipocrisia alguma e com voz firme, eu respondi que não. Então ele me retrucou ironicamente: “então você é o próprio JESUS em nossos dias”. Respondi que, para justificar a minha condição humana e limitada, não preciso sair por aí desejando a mulher do outro, como um cão no cio, sem domínio próprio algum. Eu apenas procuro desviar a minha mente para aquilo que minha carne mais deseja, especialmente nessa área. E concluí: hoje, sou homem de apenas uma mulher, a minha esposa.

Qualquer homem ou mulher pode atingir esse nível de espiritualidade, que agrade ao SENHOR. Basta perseverar, ter um coração sincero como Davi, que, de adúltero mais famoso da história, tornou-se o homem com o coração segundo o coração de DEUS.
Quando essas lideranças, verdadeiramente, enxergarem a família com o bem mais precioso do SENHOR, então teremos menos problema de separação e divórcio no meio da igreja. Quando elas decidirem pagar o preço, em oração e aconselhamento, pela vida do casal, para o benefício do Reino de DEUS, os milagres de DEUS vão acontecer entre nós, como têm acontecido em nosso Ministério. Quando elas deixarem a heresia de lado, querendo justificar a validade do divórcio para DEUS, usando o versículo isolado de Mateus 19:9, os que forem de DEUS vão ficar de joelhos, glorificando, orando pela vida dos maridos e esposas opressas. O texto escrito em Mateus 19:9 jamais poderá contradizer todos os outros textos sobre casamento, onde JESUS abomina o repúdio e diz que segundo casamento de divorciado é adultério, independentemente se esta união foi contraída no tempo da ignorância.

Os líderes estão com receio de perder ovelhas, que não estão nem um pouco interessadas em seguir a JESUS. Querem ser bonzinhos demais e terminam sendo pastores de bodes, de lobos, ou coisa parecida. Menos de ovelhas do SENHOR JESUS. São cegos que estão guiando uma infinidade de outros ao abismo. No Grande DIA vão se surpreender. Escrevo, não em mim mesmo, mas pela autoridade que o Espírito Santo me concedeu na área de família e restauração familiar.
Os repudiados não estão precisando de pessoas que alisem as suas cabeças, não; muito menos de terapeutas, psicólogos renomados etc. Eles precisam, sim, da Palavra de DEUS, do temor a essa Palavra, de uma injeção de esperança na alma, de pessoas que paguem o preço da oração e da restauração com eles.

Os repudiados querem que as lideranças os apresentem um DEUS ilimitado, que tudo pode, o Criador de todas as coisas. Não, um DEUS que faz 90% de milagres, mas o milagre da libertação de um cônjuge, a restauração de uma família, que ELE mesmo abençoou, isso DEUS não pode fazer. O problema é que a fé e a visão desses homens são muito limitadas. Eles pensam que um repudiado vai passar a vida inteira em solidão profunda, que DEUS não vai operar o milagre da restauração. Olham para o tempo humano e concluem: “não, não é isso que DEUS quer para você…”
Amados, o tempo é do SENHOR. Nada nem ninguém poderão alterar os ponteiros do relógio de DEUS. Se uma pessoa passar um mês no deserto, DEUS suprirá todas as necessidades dela nesse tempo. Se ela passar um ano, dez anos, DEUS fará o mesmo. Esses homens precisam confiar mais em DEUS, confiar totalmente no agir sobrenatural do PAI.

Igreja do SENHOR JESUS, posicione-se! Centre-se em uma só fé e em uma só esperança. DEUS nunca mudou nem nunca mudará. Não estamos aqui em vão. A cada dia, um propósito do SENHOR se cumpre em nossas vidas, ainda que não vejamos. Guarde essa palavra em seu coração:”O que faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás” (João 13:7).
Para finalizar, se tivéssemos a certeza de que DEUS não teria interesse em restituir aquilo que satanás destruiu, nem deveríamos mais orar pelo cônjuge. O Único que poderia dar jeito, infelizmente, não tem poder de realizar esse milagre específico ou não esteja mesmo interessado mais nas famílias. Afinal, restaurar famílias dá um trabalho imenso para o SENHOR…

Arrumemos então as nossas malas, conversemos com satanás e perguntemos a ele o endereço do inferno, pois daqui a pouco, frustrado na fé no DEUS a quem eu servia e acreditava ser Todo Poderoso, seguirei em destino ao reino das trevas.
O DEUS, que cura, que liberta, que muda o coração em trevas, preso ao pecado, e traz à verdadeira Luz, agora já não tem mais poder suficiente para libertar, salvar e restaurar a vida do seu marido ou da sua esposa. Por que será, hein?
Essa é uma das maiores heresias que ouço nas igrejas. Ninguém prega nem se preocupa com restauração de casamentos. Para muitas doutrinas humanas, um casamento que passa pelo vale da separação e do divórcio não representa mais família para DEUS. É como se DEUS olhasse de cima, sorrisse e nos dissesse: “é, realmente não tem mais jeito, está tudo destruído. Isso aí é demasiadamente difícil para mim”.

Claro que devemos cuidar daqueles que ainda estão casados (vivendo juntos), ensinando-os a alicerçarem o matrimônio na Palavra de DEUS, evitando separações e divórcios futuros. Mas não devemos nos esquecer também dos que já estão separados ou divorciados, e que se casaram legitimamente aos olhos do PAI. Pois essas pessoas, para DEUS, continuam casadas até que o cônjuge vivo esteja. Eu só digo a uma pessoa “pare de lutar! Desista desse propósito!” quando sei que o outro morreu. A morte, sim, é um aviso de DEUS do fim da aliança matrimonial. Mas enquanto ele (ou ela) estiver respirando, ore! Creia! É um aviso de DEUS de que ELE está trabalhando em tua causa, em favor da tua família, e que, muito em breve, ela será de todo restaurada; pois igreja, sem família, simplesmente inexiste.

Que o SENHOR nos abençoe!

FONTE - PASTOR - FERNANDO CÉSAR

Os dois segredos de uma conquista

“E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar e a dizer: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim” (Marcos 10:47).

A Bíblia Sagrada relata a história de um homem que era cego e miserável economicamente. Vivia pelas ruas mendigando, pedindo ajuda e socorro a um e a outro. Nem o seu nome foi nos dado o direito de saber, nem se tinha família, esposa e filhos. Apenas que era cego e mendigo.

A única informação que temos de sua raiz familiar é que ele era filho de um cidadão chamado Timeu. Contam-nos os relatos extraoficiais que Timeu foi um General que prestava serviços a Israel no destacamento de Betel e que, ao se aposentar, tornou-se um dos mais bem sucedidos da região. Quando houve o domínio do Império Romano, seus bens foram confiscados, assim como fora cortado o soldo da sua aposentaria. Assim transformou-se em um homem revoltado em seu tempo, liderando várias sedições com a finalidade de desestabilizar o governo romano. Identificado pelas autoridades como um cidadão perigoso, foi perseguido, preso e morto crucificado. Em seguida, mandaram arrancar os olhos do seu filho para que também não se tornasse um revoltoso como ele.

O filho de Timeu tinha todas as razões humanas para desistir de viver. Sem família e sem recursos, a sua única saída era pedir pelas ruas da região próxima a Jericó. Sua vida era uma completa rotina. Todos os dias, acordava e se dirigia a um local específico para pedir ajuda aos que transitavam por perto. Vivia da esperança de encontrar corações solidários e voluntários, dispostos a ajudá-lo. Alguns dias eram bons. Outros, nem tanto. Mas ele não se cansava de pedir, de viver, na firme esperança de que, algum dia, receberia uma oportunidade de mudar aquela sua triste situação. E ela, finalmente, chegou, depois de muitos anos de espera.

Naquele dia do ano, a cidade registrou uma agitação fora do comum. Era JESUS de Nazaré, o Filho do DEUS vivo, com os seus discípulos, que estava de passagem. Uma multidão O seguia. Cada vida com uma realidade e um objetivo diferentes. Era o último ano do Ministério de JESUS. Daquele dia para frente, restava-LHE apenas alguns dias para ser crucificado no Gólgota. Talvez JESUS nunca mais passasse por lá. E o cego pedinte tinha bem essa consciência. Ou abraçava aquela oportunidade ou viveria condenado àquela situação para sempre. Mas será que ele teria alguma chance de conseguir realizar o seu sonho de voltar a enxergar? Um cego, além disso, mendigo; morador de rua... Quem se atreveria a escutá-lo e a mesmo ouvir o seu clamor? E outra: não era apenas meia dúzia de pessoas que buscava algo de JESUS, mas uma multidão. Ou seja, as circunstâncias eram as piores possíveis.

Mas o cego colocou-as todas de lado, reacendeu a fé e a esperança em seu coração e começou a clamar: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” (Marcos 10:47). Ninguém o respondia. Por sua percepção, JESUS não estava tão próximo assim. Mas ele insistiu: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!”. E o clamor foi se tornando cada vez mais forte e insistente. Até que, alguns seguidores, pediram para que ele calasse, ao que ele não se intimidou e prosseguiu com o seu pedido: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” (versículo 48). Ou era aquela oportunidade ou nunca. E o seu grito se fez ecoar entre a multidão até alcançar o coração do Nosso SENHOR. Foi quando JESUS parou e pediu que levassem até ele aquele pobre e miserável homem. O cego se levantou e foi até JESUS. O Filho de DEUS o perguntou: “O que queres que eu te faça? E o cego lhe disse: Mestre, eu quero voltar a enxergar. E Jesus lhe respondeu: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho” (versículos 51 e 52).

Há duas lições que a igreja de CRISTO nos dias de hoje precisa aprender: 1) A perseverar com fé em um determinado propósito; 2) A enxergar uma boa oportunidade e não deixá-la passar. Há muitas pessoas que estão atravessando grandes problemas na vida, porém com boa saúde. Por exemplo, há pessoas que são saudáveis dos olhos, mas não conseguem enxergar uma oportunidade que lhes aparece. Ficam eternamente clamando, e nunca conseguirão nada, porque o clamor tem que ser acompanhado de fé e de uma oportunidade dada por DEUS. Há outras, que até enxergaram a oportunidade, mas duvidaram, não investiram nela até o fim e desistiram. Estão completamente paradas ou mesmo já fazendo a vontade do diabo. A oportunidade hoje pode não ser JESUS encarnado, mas JESUS espiritualizado em um homem de DEUS, em um Ministério, em um momento de oração, enfim, em uma oportunidade de ter a vida completamente transformada. DEUS está dizendo: “NÃO SE ACOMODE EM SUA SITUAÇÃO ADVERSA. EU SOU DEUS NA SUA VIDA”. Há pessoas que clamaram alguns dias ou alguns meses e pararam, cansaram. Porque foi dada uma oportunidade clara a elas de unir o clamor com a unção, e nenhuma delas soube aproveitar. É preciso ter fé e persistência, mas também é necessário ir ao encontro de um ungido de DEUS. Observe o que JESUS leu sobre ELE mesmo: “E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, pois me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a pregar liberdade aos cativos, e restauração de vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor” (Lucas 4:18-19) (grifo meu).

Eu pergunto: dentre os objetivos da unção do Espírito Santo citados acima, há algum em que o teu problema se encaixe? O do cego do tempo de JESUS, havia (e está negritado no texto). Será que a sua oração de fé não tem por finalidade de curar um coração quebrantado? Ou pregar a liberdade a uma pessoa que esteja presa espiritualmente? Mas se você não achou o seu objetivo, há outra passagem de Lucas que ele certamente se encaixará bem: “Porque para DEUS nada é impossível” (Lucas 1:37).

Pronto. Agora você só precisa de sua fé e de uma oportunidade para se encontrar com um ungido de DEUS dos nossos dias. Não é vida em templos que te dará o seu milagre; mas a fé e a unção de DEUS sobre o ungido DELE. O seu milagre acontecerá. Nosso DEUS não mudou. A unção é a mesma. Você só precisa sair do seu estado de comodidade espiritual, sair do pó, levantar-se, colocar-se de pé diante de DEUS e pedir: “SENHOR, TEM MISERICÓRDIA TAMBÉM DE MIM COMO O SENHOR TEVE DO CEGO NO TEMPO EM QUE O TEU FILHO JESUS ESTEVE NESTE MUNDO”. Todos os milagres na Bíblia vieram através da fé e do aproveitamento de uma oportunidade com um ungido de DEUS. Faça o mesmo, pois DEUS não mudou; ELE permanece o mesmo ontem, hoje e sempre.

DEUS te abençoe!

FONTE - PASTOR - FERNANDO CÉSAR

Valorize quem te ama

Valorize quem te ama de verdade, pois amanhã poderá ser tarde...  (Vale a pena ler até o fim)

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer." Ela se sentou e jantou sem falar uma palavra. Pude ver o sofrimento em seus olhos. De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio e abordei o assunto calmamente. Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou: "Você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais, e sim à Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Sentindo-me muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa. Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás no que disse, pois amava Jane profundamente. Finalmente, ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada à mesa, escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane. Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir. Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos, e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu, então, percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis. Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a ideia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa. Acho melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane, em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então, quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo: "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho: "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio." Eu balancei a cabeça, mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção nessa mulher. Ela certamente havia envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar nesse estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Essa mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim. No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada à Jane, mas ficava cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. "Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício", pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse: "Todos os meus vestidos estão grandes para mim." Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias. A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso. Ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto nesse momento e disse: "Pai, está na hora de você carregar a mamãe." Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento. Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já havia ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo."

Eu não consegui dirigir para o trabalho. Fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia. Subi as escadas e bati na porta do quarto. Jane abriu a porta e eu disse a ela: "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar." Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa: "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciarMeu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa, no dia do nosso casamento, para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe."

Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar. Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe."

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama, morta. Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando havia vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio, e prolongou a nossa vida juntos, proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso...

Sabe, são os pequenos detalhes de nossa vida que realmente contam num relacionamento. Valorize quem te ama. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício à felicidade, mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa; faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento feliz de verdade!

Se você não compartilhar essa mensagem, nada vai te acontecer. Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento. Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir...

Que o Senhor JESUS nos abençoe!

FONTE - PASTOR - ANTÔNIO JÚNIOR

O evangelista cristão e o ateu

Um evangelista contou que certa vez foi pregar o Evangelho no bairro mais perigoso de uma grande cidade. Entre os seus ouvintes estava um ateu bem conhecido na cidade que o desafiou para um debate em público. O desafio foi aceito pelo evangelista sob uma condição. Ele pediu ao ateu que, no dia do debate, levasse um bêbado, que tivesse deixado o vício pela influência do ateísmo, uma prostituta que tivesse mudado de vida pela leitura de livros ateus e um viciado em jogos que tivesse abandonado o jogo por ter abraçado o ateísmo. 

Em seguida o evangelista disse: "Prometo marchar à frente de um pequeno exército de ex-bêbados, ex-prostituas e ex-jogadores que abandonaram seus vícios por terem ouvido a pregação do Evangelho de Jesus Cristo e foram salvos pelo poder de Deus.

Naquele momento o ateu ficou calado e foi embora. O que ele podia dizer diante das "Provas Visíveis"?

Que o Senhor JESUS nos abençoe!

FONTE - PASTOR - ANTÔNIO JÚNIOR

Com vergonha de voltar para casa

Conheci um homem que na sua adolescência se cansou de morar com os pais e decidiu fugir de casa. Tornou-se um marinheiro e por 10 anos trabalhou nos navios, se tornando um homem grosseiro, duro e bruto. Nunca, durante todo este tempo, escreveu uma carta para seus pais, ao menos para informar onde estava. Pensou que não se importariam com ele e que já o consideravam como morto. Até que finalmente seu desejo de voltar ao lar tornou-se tão grande que decidiu partir. 

Entrou no porto, tomou um pequeno barco e remou em direção à casa de seus pais. Veio-lhe a ideia de que talvez todos já estivessem mortos ou mudado de cidade. A vergonha era tanta que não queria ser visto durante o dia, por isso, esperou até à noite. Ao anoitecer, remou para perto da margem, mas viu uma luz e alguém que se movia na praia. Como não queria encontrar estranhos, retirou-se para longe.  Às 10 horas da noite, aquela luz continuava no mesmo lugar. Retirou-se outra vez e esperou até às 11, mas a luz ainda estava ali e alguém andava pela praia. 

Aproximou-se do lugar e para sua surpresa, era o seu pai, de barba branca, olhos melancólicos e coração quebrantado... Noite após noite, durante dez anos, seu pai havia colocado uma lanterna para guiar e receber o seu filho, esperando que um dia ele voltasse. Deus é assim! É um pai, eterno e amoroso, e nenhum filho, jamais será esquecido por Sua mente infinita e por Seu coração que tanto ama.

Que o Senhor JESUS nos abençoe!


ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR - ANTÔNIO JÚNIOR

A lição da máscara e a bíblia

Perto de onde minha esposa e eu moramos tem uma fazenda com muitos cavalos. Em certas épocas do ano, alguns cavalos usam máscaras nos olhos e por muito tempo eu sentia pena por eles não conseguirem ver. Mas, então descobri que eu tinha uma ideia errada sobre aquelas máscaras. As máscaras são feitas de tela e os cavalos conseguem enxergar através delas. Porém, as moscas que causam doenças nos olhos, não conseguem atravessá-las. Por isso, entendi que as máscaras não impedem os cavalos de ver, elas os impedem de ficar cegos!

Frequentemente, as pessoas que não são cristãs, tiram conclusões sobre a Bíblia exatamente como eu pensava sobre aquelas máscaras. Elas vêem a Bíblia como algo que Deus coloca sobre nossos olhos para nos impedir de ver toda a diversão e prazeres que poderíamos ter. Elas sentem pena de nós cristãos por pensarem que Deus nos impede de desfrutar a vida. Quanto engano! O que eu não sabia sobre a máscara dos cavalos, elas também não sabem nada sobre a Bíblia... 

A Bíblia não nos impede de ver tudo que é bom, ela nos impede de sermos infectados por mentiras que causam a cegueira espiritual. Ela não nos impede de desfrutar a vida e sim nos mostra que podemos apreciar o verdadeiro prazer! Ela não nos impede de conhecer a verdade, ela nos impede de acreditar em mentiras.

"Senhor, desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade, e vivifica-me no Teu caminho". (Salmos 119:37)
Que o Senhor JESUS nos abençoe!


ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR - ANTÔNIO JÚNIOR

Como vencer o sentimento de rejeição

Muitas pessoas sofrem porque são rejeitadas ou porque pensam que não tem nenhum valor para Deus. Mas a Bíblia diz exatamente o oposto - "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)
Deus te ama e por isso não há motivos para você pensar que não tem valor. Jesus morreu pelos seus pecados para que você não precisasse sofrer o peso da condenação de Deus. Se você aceitar este presente da salvação, você receberá uma nova vida. Mas, para que você ande nos caminhos de Deus, você deverá abandonar todo sentimento de rejeição e acreditar que Ele te aceita como você é. Se você olhar para a vida de Jesus, você verá que Ele foi muito rejeitado pelas pessoas. No livro de Isaías 53:3 diz: "Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer, e  como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso". Jesus foi rejeitado para que pudéssemos ser aceitos por Deus, e o que nos faz ser aceitos hoje é exatamente o fato dele ter assumido o nosso lugar - a nossa rejeição. A Bíblia mostra que mesmo depois que ele realizava os milagres e sinais, as pessoas o rejeitavam. Veja o que diziam:
"Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele". (Marcos 6:3)

Você já foi zombado por alguém? Já riram ou duvidaram de você? Muitas vezes as pessoas não suportam passar por essas situações ruins, mas Jesus não era assim. Ele foi rejeitado até mesmo pelas pessoas que o conheciam, porém, não se deixou abater. Às vezes, a rejeição faz com que as pessoas sofram uma dor tão grande na alma, que elas acabam desistindo dos seus sonhos. Porém essa não é vontade de Deus. Certa vez Jesus foi apresentado diante da multidão para ser julgado, mesmo sem ter feito nada de errado. Então Pilatos o colocou ao lado de um criminoso chamado Barrabás e perguntou: “Qual queres que vos solte, a Jesus chamado o Cristo ou Barrabás?” (Lucas 23:18) Barrabás era um homem mal, tinha cometido os piores crimes, e do outro lado estava Jesus, um homem que não havia cometido um pecado sequer. Porém todos rejeitaram Jesus. Veja: "Toda a multidão, porém, gritava: Fora com este! Solta-nos Barrabás!” 

Tente imaginar a dor de Jesus. Não pense que por ele ser o Filho de Deus, ele não tinha sentimentos como nós. Jesus habitou em carne e por isso era exatamente como nós. Ele chorava, ria, sentia fome, dor, sono etc. Talvez no meio daquelas pessoas estavam os paralíticos que foram curados, surdos que voltaram a ouvir, mas mesmo assim eles pediram para crucificar Jesus. Quando alguém nos despreza e nos rejeita, qual é a nossa reação? Muitas vezes queremos confrontá-las, não é verdade? Mas Jesus nunca se defendia. Ele sabia que seu Pai Eterno é quem julgava as pessoas. Veja: "Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue, a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia". Por isso nunca devemos julgar as pessoas. Entregue tudo nas mãos de Deus e ore, pedindo para que nenhuma raiz de amargura fique em seu coração. Diga o que o salmista disse: "Porque, se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá" (Salmos 27.10). 

Quando entendemos que Deus nos aceita, nos ama e nos recebe de braços abertos, não precisamos nos sentir rejeitados e com isso, julgar as pessoas. Pelo contrário, Deus coloca em nosso coração a compaixão e conseguimos orar por aqueles que nos perseguem. Entendemos que todos nós somos pecadores, mas assim como Cristo nos alcançou com misericórdia, Ele também pode alcançar as pessoas ruins e pecadoras. 
Meu amado irmão e irmã que está lendo essa mensagem: Deus conhece o seu coração e tem grandes sonhos para sua vida, e por isso, talvez o inimigo tenha usado pessoas para o julgarem. Não desanime da vida por causa disso. Você foi aceito por Deus ali na cruz, por isso aceite o Seu perdão e saiba que Ele nunca te rejeitará. Deus não nos ama como as pessoas, que só nos aceitam quando fazemos o certo. Ele nos ama com um amor perfeito, cheio de misericórdia. Por isso o seu valor não é baseado no que as pessoas pensam sobre você, mas no que Deus pensa a seu respeito.

A Bíblia diz que foi por causa dos nossos pecados que Jesus morreu. Ele nunca pecou, mas sobre ele caiu todo o castigo que merecíamos. E como Deus é 100% santo, Ele não podia mais estar com o Seu Filho naquele momento da cruz. Por isso Jesus clamou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparastes?" Ele foi desamparado ali na cruz para que nunca precisássemos carregar o fardo de uma vida distante do Senhor. Por isso receba hoje esse amor maravilhoso e tenha uma vida vitoriosa!

Que o Senhor JESUS nos abençoe!

ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR - ANTÔNIO JÚNIOR

FELICIDADE NO CASAMENTO

O propósito de Deus para todos aqueles que são casados é a felicidade conjugal. Infelizmente, essa não tem sido a realidade de muitos casais.
Temos visto muitos casamentos burocráticos, superficiais, toleráveis. Imaturidade, disputas, críticas, agressões, falta de carinho e companheirismo tem sido alguns dos problemas conjugais e que tiram o brilho da vida a dois.

É urgente a necessidade da igreja ministrar diretamente aos casais.
Quando pensamos e avaliamos a profundidade do relacionamento conjugal, ‘’...e serão uma só carne’’, expressa em Gênesis 2.24, imaginamos o quanto o plano original de Deus para o casamento tem sido frustrado. Certamente o Senhor tem se entristecido com isso.
Portanto, torna-se um valor inestimável trabalhar para ver casamentos mais felizes, pessoas mais realizadas em seus casamentos.
Concordamos com o interessante pensamento de Paul E. Holdcraft, quando afirma: ‘’há casamentos fracassados, mas tal fato não prova que o matrimonio é um fracasso’’. O casamento é uma invenção de Deus – e Deus sempre tem idéias muito boas.
Permanecer casado e feliz é tarefa que requer trabalho todos os dias. É preciso que os casais saibam disto. E a igreja deve trabalhar para que os casais tenham essa consciência e busquem a tão desejada felicidade conjugal.
Homens e mulheres tem se casado com muitas expectativas irreais e imaginação dos contos de fadas. Casamento é romantismo, relação sexual, palavras de amor; mas também é rotina, filhos, profissão, dinheiro, etc.
Sabiamente, Gary Smalley, em seu livro, “O Amor que Permanece para Sempre”, escreve: “Todo casamento terá seus tempos bons e maus, suas primaveras e verões e outonos e invernos.

O amor que permanece para sempre permite a plenitude de cada estação. Delicia-se com as cores brilhantes e com a calidez dos dias bons. Aceita os dias escuros e chuvosos, o inverno frio e os ventos quentes do verão da discórdia, esperando que alguém diga: ‘Sinto muito. Eu estava errado. Eu amo você. Você me perdoa?’’

A igreja então se insere nesse contexto ajudando os casais a viverem num casamento harmonioso, permanente e que vivam a beleza a dois em todas as fases da vida.

A igreja não tem somente a responsabilidade de levar o Evangelho até os confins da terra. Essa é realmente é uma tarefa muito nobre e bíblica, mas se a igreja não procurar investir e ajudar os casais viverem a felicidade no casamento, felicidade essa que Deus idealizou para cada casal, essa igreja precisa repensar seus propósitos no mundo.

Essa ajuda vai se dar através de um ministério sério, continuo, de pessoas chamadas por Deus e capacitadas para o desempenho de tal tarefa.

Sério porque a igreja deve entender que o ministério com casais é algo tão importante como o ministério de missões e evangelismo.
Contínuo porque não deve ser pontual, que se reduz a um evento.
De pessoas chamadas por Deus porque esse ministério não deve ser entregue ao primeiro que passar em frente ao gabinete pastoral.

De pessoas capacitadas porque esse ministério vai trabalhar com gente, com casais que enfrentam os mais diversos e problemáticos assuntos.

Governo Familiar

“Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado” (Gênesis 18:19).
Há três coisas muito importantes nestas palavras:
1) Que Abraão usou sua autoridade paterna no governo de sua família.
“Que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele”. Ele não considerava suficiente orar por eles, ou ensiná-los, mas usou a autoridade que Deus deu a ele- ele os governou.

2) Que ele cuidava de seus servos tanto quanto de seus filhos. Em Gn. 14:14, nós aprendemos que Abraão tinha 318 servos nascidos em sua casa. Ele viveu no tempo patriarcal, como os árabes do deserto atualmente. Sua família era muito numerosa e mesmo assim ele não diz: “eles não são meus”. Ele ordenou seus filhos e sua casa.

3) Seu sucesso: “para que guardem o caminho do Senhor”. É comum dizer que os filhos de bons homens tornam-se maus. Bem, aqui está um bom homem, e um bom homem cumprindo seu dever para com seus filhos; e aqui está o resultado. Seu filho Isaque era provavelmente um filho de Deus desde sua tenra idade. Existem marcas disto em sua vida. E que deleitosa espécie de crente, piedoso foi o servo Eliezer! (Gn. 24)
É dever de todos os crentes governar bem suas casas.

I – A fonte deste dever.
1) Amor pelas almas. À medida que o homem não cuida de sua própria alma, ele não cuida das almas de outros. Ele pode ver sua mulher e filhos vivendo em pecado, indo para o inferno, e ele não se importará. Ele não se preocupa com missões, não sustenta missionários. Mas no momento que os olhos dele são abertos para o valor de sua própria alma, ele começa a cuidar das almas dos outros. A partir deste momento ele amará a causa missionária. Ele, de boa vontade, separa um pouco para enviar o Evangelho para os judeus e os hindus que perecem. Ele começa a cuidar da Igreja em casa; seus próximos, todos vivendo em pecado. Como o maníaco de Decápolis, ele publicará o nome de Jesus onde ele for. E agora, ele começa a cuidar de sua própria casa. Ele dirige seus filhos e sua casa depois dele. E você? Você governa bem sua própria casa? Você adora a Deus, pela manhã e ao anoitecer, na sua família? Você lida com seus filhos e servos no tocante a conversão deles? Se não, você não ama suas almas. E a razão é que você não ama a sua própria. Você pode fazer qualquer profissão externa que lhe agradar; pode participar dos sacramentos, falar sobre seus sentimentos, mas se você não se empenha para a conversão de seus filhos, tudo isto é mentira. Se você porém, sentisse a preciosidade de Cristo, você não conseguiria olhar suas faces sem um desejo pungente que eles sejam salvos. Como Raabe em Josué 2:13.

2) Desejo de usar seus talentos para Cristo. Quando um homem vem a Cristo, ele sente que não pertence mais a ele mesmo (1 Co. 19). Ele ouve Cristo dizer “Negociai até que eu venha”. Se ele é um homem rico, ele usa tudo para Cristo, como Gaio. Se é um homem letrado, ele usa isto para Cristo, como Paulo. A autoridade paterna é um talento, a autoridade de senhor é outro, pelo uso dos quais os homens serão julgados. Ele os usa para Cristo também. Ele dirige seus filhos e sua casa depois dele. E você? Você usa estes talentos para Cristo? Se não, você nunca se deu a Ele; você não é Dele.

II – Exemplos bíblicos:
1) Abraão. O mais eminente exemplo disto – o pai de todos os crentes. Você é filho de Abraão? Então ande em seus passos sobre este assunto. Onde Abraão esteve, ele construiu um altar para o Senhor.

2) Jó. Em cada aniversário de seus filhos, Jó ofereceu sacrifício, de acordo com o número de todos eles (1:5)

3) Josué. “Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (24:15)

4) Eunice. Desde criança o pequeno Timóteo conheceu as Escrituras; e a razão para isto, você entende quando lê da fé de sua mãe Eunice (2 Tm. 3:15; 1:5). Assim foi na Escócia nos dias de nossos pais; e se quisermos ver a Escócia de novo como um jardim do Senhor, deve ser pelo reavivamento do governo familiar.

III – Como fazê-lo.
1) Adore a Deus na sua família. Se você não adora Deus na sua família, você está vivendo em pecado indiscutível; pode ter certeza que você não está cuidando das almas de sua família. Se você negligencia servir o alimento para seus filhos comerem, não diriam que você não cuida de seus corpos? E se você não guia seus filhos e servos aos pastos verdejantes da Palavra do Senhor, e a buscar a água viva, está claro que você não cuida de suas almas. Faça isto regularmente, pela manhã e a tarde. É mais necessário que o alimento diário; mais necessário do que seu trabalho. Quão vão e tolo parecerão todas suas desculpas, quando olhar para o inferno! Faça isto de maneira séria e comprometida. Algum pedaço dos Salmos, e alguma leitura da Palavra, e assim a adoração a Deus é reduzida a um arremedo. Faça-o de maneira espiritual, viva. Faça-o como se fosse uma fonte para a salvação. Talvez não exista um meio de graça mais abençoado. Que toda sua família esteja presente sem falta; não deixe nenhum de fora.

2) Lidere - use autoridade paterna. Que terrível punição sobreveio a Eli, “por causa da iniqüidade de que ele bem sabia, pois os seus filhos blasfemavam a Deus, e ele não os repreendeu”. Eli foi um bom e santo homem; e freqüentemente falou para seus dois filhos ímpios, mas eles não lhe atenderam. Mas nisto ele falhou; ele não usou sua autoridade paterna; ele não os restringiu. Lembre-se de Eli. Não foi suficiente orar por seus filhos e com seus filhos, ou mesmo avisá-los; você deve restringi-los. Restringi-los com laços de amor. De livros nocivos, companhias prejudiciais, diversões impróprias, do tempo inoportuno, restrinja-os.

3) Lidere servos, assim como filhos. Assim fez Abraão. Lembre-se que você está no lugar de um pai para seus servos. Eles estão debaixo de seu teto; e eles tem direito a suas instruções. Se eles lhe servem no que concerne a coisas materiais, é justo que você os ministre no que concerne a coisas espirituais. Você os tirou da casa de seus pais, é seu dever cuidar que não se percam por isto. Ó! Quantos pecados poderiam ser impedidos, se os patrões cuidassem das almas de seus servos.

4) Lide individualmente sobre a conversão da alma. Conheço muitos queridos pais cristãos que tem sido, singularmente, negligente neste particular. Eles cultuam a Deus em família, oram seriamente em secreto por seus filhos e servos, e apesar disto, não lidam com eles no que concerne a sua conversão. Satanás espalha um tipo de falso pudor entre os pais, de forma que eles não inquirirão de seus pequenos: Você encontrou o Senhor, ou não? Ah! Quão pecaminoso e tolo isto parecerá na eternidade. Se você pudesse ver alguns dos seus filhos ou servos no inferno, tudo porque você não falou com eles em particular, como você olharia? Comece hoje à noite. Leve-os à parte e pergunte: O que Deus tem feito a sua alma?

5) Viva uma vida santa diante deles. Se toda sua religião reside na sua língua, seus filhos e servos logo descobrirão sua hipocrisia.

IV – A benção que advém do cumprimento disto.
1) Você evitará a maldição. Você evitará a maldição que sobreveio a Eli. Ele era filho de Deus e mesmo assim sofreu por causa de sua infidelidade. Ele perdeu seus dois filhos em um só dia. Se você quer evitar isto, evite o pecado de Eli.” Derrama a tua indignação sobre as nações que não te conhecem, e sobre as famílias que não invocam o teu nome “(Jr. 10:25). Se você não cultua a Deus em sua casa, uma maldição está escrita sobre sua porta. Se eu pudesse marcar as moradas nesta cidade onde não existe oração familiar, seriam os lugares onde a maldição de Deus certamente cairia. Estas casas estão sobre o inferno.

2) Seus filhos serão salvos. Assim foi com Abraão. Seu querido filho Isaque foi salvo. Quanto a Ismael eu não sei. Lembro-me somente do seu fervente clamor: “Oxalá que viva Ismael diante de ti!”. Tal é a promessa: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”. Tal é a promessa no batismo. Ah! Quem pode falar da benção de ser um pai salvo de uma família salva? Queridos crentes, sejam sábios. Certamente se alguma coisa pudesse destruir a alegria do céu, isto seria ver seus filhos perdidos por causa da sua negligência. Queridas almas inconversas, se uma aflição pode ser mais dolorosa do que outra no inferno, esta seria ouvir seus filhos dizerem: “pai, mãe, vocês me trouxeram aqui”.

Ora vem, SENHOR JESUS!

Qual é o problema de uma pessoa mundana se casar pela segunda vez?

Leio nos noticiários esta manhã: “A cantora Preta Gil, filha do cantor Gilberto Gil, casa-se pela segunda vez no Rio de Janeiro”. Não vejo escândalo nenhum no título dessa matéria.

Qual é o problema de uma pessoa mundana se casar pela segunda vez ou pela milésima vez na terra dos divórcios? Nenhum. A Lei do Divórcio existe para que as pessoas do mundo se beneficiem dela (e até os que se dizem cristãos podem usufruir desse “benefício” legal), separem-se dos seus cônjuges da mocidade e contraiam novas núpcias com novos cidadãos e cidadãs. Que maravilha!! Reduziram a família de origem a um valor menor que a de um trapo velho de calça e blusa compradas nas feiras da sulanca do Brasil.

Não vejo problema algum, dentro da visão do mundo deles, saber que artistas famosos se casam quantas vezes desejam, com a mesma facilidade com que trocam de roupa nos camarins. A família de origem é tão descartável quanto à fantasia que vestem para interpretar algum personagem. E nessa comparação, a família, para esses artistas (com raríssimas exceções), é um mero teatro, uma fantasia, um contrato que se assina com temporada certa para acabar. Depois, fecham-se as cortinas e acabam-se os casamentos. A Lei do Divórcio foi feita para isso mesmo. Ela existe para o bel prazer e felicidade das pessoas. Quem estiver insatisfeito com os seus casamentos que chutem o “pau da barraca” e busquem a felicidade nos braços de outras pessoas. Há uma Lei que dá respaldo a isso.

Portanto, não há escândalo algum em Preta Gil (ou qualquer outra celebridade – ou até mesmo pessoas desconhecidas) ser divorciada do seu primeiro marido, Carlos Henrique Lima, e ter se “casado” pela segunda vez, desta feita com um cidadão chamado Rodrigo Godoy.  Mas isso é tão comum no mundo em que vivemos! Os casamentos das pessoas do mundo existem para esse fim mesmo: se não dão certo, separam, são destruídos. Elas são cristãs verdadeiramente? Elas conhecem e vivem os conselhos de DEUS? São pessoas nascidas da água e do Espírito de DEUS? Minha única surpresa é saber que essas cerimônias são realizadas em templos católicos romanos, com o consentimento de um padre católico, visto que a doutrina maior dessa religião apregoa que o casamento é dissolúvel somente na morte de um dos cônjuges. Mas pode ser que isso também tenha mudado e eu esteja escrevendo bobagens. Se não mudou: os padres não estão vendo isso (pessoas se divorciando dos seus primeiros cônjuges e buscando casamento com novas pessoas)?

Os cristãos precisam aprender a respeitar o direito daqueles que se sentem no direito de se divorciarem e se casarem quantas vezes quiserem. Essa é uma das máximas do cristianismo: respeito à liberdade do outro. Ninguém deve obrigar quem quer que seja a conviver com quem não deseja mais. Nem os animais suportam uma convivência obrigatória, forçada. Certa vez experimentaram colocar dois bichos de sexo diferente para procriação e manutenção da espécie, que se encontrava raríssima, dentro de um cativeiro. A intenção foi a melhor. Mas nem sempre uma boa intenção resulta em resultados bons. Resumindo: depois de um tempo, um dos bichos (a fêmea) aparecera morto no cativeiro a que fora submetido. Deduzimos que, nesse caso, fora o macho que não quisera copular com ela de jeito nenhum e terminou matando-a. Esse exemplo serve também para os cristãos. Paulo escreveu: “Mas se o descrente se apartar, aparte-se; porque, neste caso, o irmão, ou a irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz” (1 Coríntios 7:15).

Forçar uma convivência com quem não teme a DEUS é pedir para viver em opressão e sofrimento contínuos. Até aqui nenhum problema. No versículo acima, há a presença clara do jugo desigual: um marido ou uma esposa temente a DEUS, cristão de verdade, casado (a) com uma esposa ou marido descrente, que não teme o SENHOR. O descrente, depois de um tempo, anuncia que não quer mais manter a convivência conjugal. O apóstolo aconselha, pelo Espírito de DEUS, que o cristão deve aceitar o pedido de separação do ímpio. A partir da separação é que surge o maior problema: Qual será o posicionamento do cristão repudiado e o que irá fazer o cônjuge ímpio que repudiou? No meu ver, esse, sim, é um grande problema: saber como o cristão, que um dia deseja morar no Céu, irá se posicionar diante de um repúdio (as consequências de uma separação na vida de quem teme a DEUS) para não agir errado e terminar jogando a coroa de salvação, que CRISTO lhe deu, no lixo. Os ímpios, nós já conhecemos o caminho: vai buscar o divórcio, envolver-se com outras pessoas e até contrair novo casamento. Eles se beneficiam da Lei do Divórcio e de tudo mais que o mundo pode e vai lhes oferecer.

Quanto aos verdadeiros cristãos, esses vão atentar para a vontade de DEUS e procurar vivê-la: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; não na paixão da concupiscência, COMO OS GENTIOS, QUE NÃO CONHECEM A DEUS” (1 Tessalonicenses 4:3-5) (grifo meu). Que texto maravilhoso! Só vai conseguir vivê-lo quem tiver a mente de CRISTO e desejar, um dia, morar eternamente com DEUS. Nesse texto, vimos bem a diferença entre os que são de DEUS e os que servem ao mundo. Os primeiros farão do seu corpo o santuário do Espírito Santo, não se prostituindo, não buscando falsas alianças matrimoniais. Os segundos, por não conhecerem a DEUS, vão se beneficiar de tudo o que o mundo lhes possa trazer como resultado de sua felicidade pessoal. Desejam loucamente a felicidade no lugar da santidade! Essas pessoas estão em sua condição normal (da situação espiritual morta em que se encontram), quando buscam a separação, o divórcio e um novo casamento.

Sem crerem e sem considerarem, estão a caminho da morte e do tormento eterno, nos braços de outra mulher, assim diz a Palavra do SENHOR (Provérbios 7:25-27). Muitos deles se declaram simpatizantes da umbanda, mas se utilizam da fama e do prestígio do catolicismo romano (seus templos e suas lideranças) para fazerem seus novos casamentos. Ninguém sabe ao certo qual a religião deles. Talvez nem eles mesmos. Mas isso não nos interessa, não nos diz respeito. Nós não temos religião inventada por homens. Nossa única religião é JESUS e nosso único anseio é obedecermos à vontade de DEUS. Cada qual segue o caminho que quiser, sabendo que, cada um, também prestará contas a DEUS do que fizeram em vida. Ninguém escapará do Juízo de DEUS. ELE virá e julgará o mundo: “O SENHOR julgará a terra; com justiça julgará o mundo, e o povo com equidade” (Salmo 98:9).

Por mais que JESUS e os apóstolos tenham dito que segundo casamento de pessoa divorciada é adultério (e não que o segundo casamento surgido de um adultério é lícito) (Lucas 16:18; Marcos 10:11-12; Romanos 7:2-3); que adúlteros não herdarão o Reino celestial (1 Coríntios 6:9-10); que o perdoar e restituir são exigências essenciais para receber o perdão do PAI (Mateus 6:14-15), só conseguirão seguir e obedecer esses preceitos importantes e indispensáveis aqueles a quem JESUS for o SENHOR de suas vidas. Caso contrário, é como se quiséssemos bater prego em sabão, enxugar gelo, querer, a todo custo, que uma pessoa do mundo tenha um espírito de obediência às coisas do Reino de DEUS. Escandalizar com o quê? Não vejo porque os cristãos se escandalizarem com as atitudes dos ímpios. É por isso que não vejo problema algum em uma pessoa do mundo querer se divorciar e se casar quantas vezes quiser. O problema será quando ela quiser ser igreja do SENHOR JESUS e tiver que desfazer todo o adultério em que vive.

“Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda” (Apocalipse 22:11).

Ora vem, SENHOR JESUS!

ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR - FERNANDO CÉSAR

Aprenda a esperar no Senhor

“Espera no Senhor; sê forte, anima-te, e espera no Senhor”. (Salmos 27:14)
Adelaide (nome fictício) era uma pessoa extremamente feliz. Nasceu e viveu num lar cristão. Ao completar 18 anos, conheceu um homem dentro da igreja que mudaria o rumo de sua vida. E logo se apaixonaram. Antes de iniciarem qualquer relacionamento, passaram alguns dias em oração. Quando não mais aguentaram esperar, decidiram iniciar o namoro. Por um pequeno detalhe, a vida de Adelaide tomou uma direção totalmente diferente. Leia o depoimento dela: “Namoramos, noivamos e tivemos uma celebração matrimonial das mais bonitas. Nessas três fases, esforçamo-nos por viver agradando a DEUS. Até que veio, depois de dois anos, a filha que tanto sonhávamos. Logo comecei a trabalhar para ajudar na renda familiar. A partir daí, as coisas começaram a se tornar estranhas: não nos entendíamos mais, brigávamos e nos agredíamos mutuamente. A nossa vida espiritual passou a ser representada apenas pela presença aos cultos nos domingos. Era agredida tanto moral como fisicamente quase todos os dias pelo homem que um dia o recebi no altar. As piores humilhações faziam parte do meu cotidiano. Até que, em uma certa tarde, uma senhora da igreja que passara em frente a nossa casa, vira meu marido quebrar um pequeno banco de madeira na minha cabeça.

A pessoa que pensava ser a bênção de DEUS para a minha vida tornara-se meu inimigo número um e um monstro. Descoberta toda a farsa, separamo-nos e divorciamo-nos na justiça. O pastor amado que um dia nos casou agora se tornara minha testemunha nos tribunais dos homens. Na segunda audiência, o mesmo pastor, casado, acima dos 60 anos, que era a maior referência de cristão para mim aqui na terra, convidou-me de forma discreta e covarde a me ter como mulher. Era o fim. Tornei-me uma mulher amarga, decepcionada com a igreja e infeliz com tudo. Afastei-me totalmente da casa de DEUS e não queria nem ouvir falar em ‘evangélico’. Preferi o mundo. Até que numa dessas noitadas, conheci um policial militar, tenente, educado, bonito, que me prometera tudo aquilo que não tive no casamento: amor, felicidade e atenção. Esse cidadão passou a cuidar da minha filha como se fosse o pai, e me oferecia flores, presentes e muitos outros cuidados. Não tive dúvidas de que ele era o homem de minha vida, aquele que tanto eu havia buscado na igreja e não havia encontrado. A intimidade entre nós foi crescendo.

Num desses finais de semana, enquanto eu dormia com a minha filha na casa da mãe do meu namorado, a menina acordou bem pela manhã para ir ao banheiro. No caminho percebeu que algo de errado estava acontecendo num quarto ao lado e foi espiar. As crianças são sempre curiosas. De repente, voltou para o quarto onde dormíamos aos soluços e chorando muito: vira o tal policial, meu namorado, e a quem ela já estava chamando de ‘pai’, com o irmão fazendo sexo com a própria mãe, uma senhora de quase 70 anos de idade. A minha vida virou um inferno literalmente falando. Comecei a olhar para o meu passado e várias foram as interrogações que surgiram em minha cabeça. Eu, que um dia fora batizada com o Espírito Santo, vaso precioso de DEUS, passei a ser lixo pisado e desprezado pelos homens. Onde foi que eu errei? O que fiz para merecer tamanha infelicidade? São perguntas que até hoje rodeiam minha mente”.

Conheci Adelaide casualmente num restaurante. Expliquei-lhe que o pequeno detalhe que fizera sua vida passar por tão cruel transformação foi não ter esperado pela voz de DEUS. Mesmo entrando em propósito de oração, os filhos de DEUS têm que esperar pela voz do PAI. Contei-lhe que conheci uma outra mulher que passou 5 anos em propósito de oração com um rapaz muito inquieto. Mas ela só decidiu começar o relacionamento quando DEUS autorizou. Hoje essa mulher é casada e possui uma família extremamente abençoada. Não que ela não esteja sujeita a fracassos e decepções. Pois, qualquer ser humano que não se sujeita ao Senhor JESUS e age pelos próprios impulsos, arrisca-se a proporcionar e a viver profundas e amargas sequelas. Viu o quanto vale a pena esperar pelo tempo do Senhor.

Assim como Adelaide, há muitos cristãos se precipitando e pagando um alto preço por não esperar pelo tempo de DEUS. Concluí minha conversa com “Adelaide” acrescentando algumas informações importantes: 1) Deus, nem nosso relacionamento com ELE, podem ser responsabilizados pelos fracassos pessoais. Ao contrário, quanto maior for a decepção pelos homens, maior também deve ser a nossa busca e dependência do PAI. Nunca vi ninguém clamar pelo diabo em momentos de maior desespero. Mas foi exatamente o que ela fez. Desprezou o PAI e entregou-se ao mundo, que jaz no maligno; 2) Não há motivo algum na Bíblia para que exista o divórcio, embora a lei secular dê esse direito à pessoa. Quando uma relação a dois se torna insustentável, os cônjuges se separam (proibidos estarão de se relacionarem com qualquer outra pessoa, sob o risco de adulterarem), passam um tempo em dedicação exclusiva a DEUS, até que a “poeira baixe” e tudo, enfim, se resolva. Mas, divórcio, nunca!!! DEUS é totalmente contra o divórcio, além de não poder ser culpado pelas nossas más escolhas e decisões. A Graça do PAI e a liberdade que recebemos dEle servem unicamente para obedecê-lO.

Não viver o tempo de DEUS tem causado grandes prejuízos aos cristãos. E você? Tem esperado pela vontade de DEUS na sua vida? A ansiedade é um pecado que tem mudado o rumo da história de muitas pessoas. Temos esse mal em nós: queremos apressar as coisas; que tudo ocorra em nosso tempo e da maneira que planejamos. A pressa de chegar logo, a ansiedade por alcançar logo um determinado objetivo tem atrapalhado o trabalhar de DEUS na vida de muitos escolhidos do PAI. A ansiedade surge como uma necessidade do homem de se preencher interiormente. É como se ele, com suas próprias forças, quisesse ocupar as muitas áreas desérticas.

 O que o homem tenta preencher por si próprio o faz de forma passageira e temporária. Os desertos existem em nossas vidas para o nosso aperfeiçoamento existencial e de nossa comunhão com DEUS. Mas não somos nós que podemos adornar o que está vazio nem no tempo que preestabelecemos. Precisamos aprender a viver com os nossos desertos interiores, ainda que passemos 40 anos sem água e sem comida. O DEUS que nos tirou da escravidão dos faraós providenciará tudo no Seu tempo e na hora devida. Quem ainda não cuidou dessa área emocional e espiritual termina por navegar em mares muito revoltos. A Bíblia Sagrada fala que “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1). Mas como esperar por esse tempo quando a ansiedade ocupa o nosso coração?

Quando nos antecipamos em decidir as coisas, na verdade, estamos imbuídos de uma ansiedade humana que cria uma pequena abertura para a atuação do diabo. E o nosso problema é exatamente esse: reservamos um lugar pequenino em nosso coração para satanás e ele sabe que tem livre acesso ao coração todo. A ansiedade vem a destruir outras áreas na vida de uma pessoa. Por exemplo: ela mexe diretamente com a fé. Quem acha que DEUS está demorando muito para realizar um propósito, de certa maneira condiciona as ações do Espírito Santo em suas vidas. Outro perigo é querer acreditar que DEUS já respondeu as nossas petições sem que isto tenha acontecido verdadeiramente. DEUS responde, como viva voz, ao coração dos seus filhos amados. DEUS fala e confirma. Quem, como filho nascido do Espírito Santo, ainda não tenha ouvido a voz do PAI? A Bíblia afirma “as minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (João 10:27).

O missionário John Hyder ganhou 100.000 indianos para CRISTO porque agia segundo os propósitos do coração de DEUS e ouvia a Sua voz. E até para almoçar pedia permissão ao PAI. DEUS revela os seus propósitos através também de sonhos, de louvores, na igreja (na pregação e através de outros irmãos); enfim, há uma unicidade naquilo que DEUS responde, seja lá de onde venha. O que não devemos é nos precipitarmos a essa voz, sem queixas e sem murmurações. Esperar pela voz do Senhor é a principal virtude da obediência cristã. Foi por isso que o salmista escreveu: “Espera no Senhor; sê forte, anima-te, e espera no Senhor” (27:14). Também os salmos 37:34 acrescentam: “espera no Senhor; e guarda o seu caminho. Ele te exaltará para herdares a terra (…)”. E dos salmos 40 vem a confirmação: “Esperei com paciência pelo Senhor; ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor” (vers.1).

Dessa forma, está mais que provado que, aquele que espera, alcança todas as promessas de DEUS. O Senhor nos dá liberdade de agirmos debaixo de Sua soberania, segundo a Sua Vontade; portanto, podemos arbitrariamente decidir os rumos que queremos para a nossa vida. Cuide em obedecer tão somente. Quanto à ansiedade: “Lançai sobre DEUS toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar” (1Pedro 5:7-8). A ansiedade faz residência na mente, a qual estimula as ações precipitadas. Por isso, eleve seus pensamentos a DEUS. Aprenda a descansar no Senhor. Depois que as ansiedades tiverem saído, o Senhor te dará tudo novo.

Todos os cristãos sabem e creem que DEUS tem o melhor para nós; porém muitos insistem em preferir o que está imediatamente abaixo desse melhor; por exemplo, a direção permissiva de DEUS. A permissão nunca é boa, mas é necessária. Ela é uma forma encontrada por DEUS de fazer com que o homem, impaciente em esperar, descubra-se a si mesmo incapaz de descortinar suas veredas. Como ELE fez com Adelaide. Há muitos crentes se decepcionando, nos templos, até mesmo com pessoas consideradas cristãs. Quase sempre em relacionamentos amorosos. Pecam pela impaciência e por não saber esperar. DEUS quer do homem a sua total entrega, mas ele só deseja de DEUS alguns cuidados especiais como saúde, trabalho, segurança etc.

Na hora de decidir algo, não tem paciência de orar, pedir e esperar. Acha que “está demorando muito” ou “que já está velho demais para esperar”. Assim é no trabalho, na vida sentimental e até na esperança de conversão de muitos. A nossa vida espiritual pode ser destruída por um pequeno detalhe. Olhem para o exemplo de Saul: constituído rei sobre o povo de Israel não teve paciência em esperar 7 dias por Samuel para oferecer holocausto e ofertas pacíficas. Foi orgulhoso, precipitado, mentiroso e dele se afastou o Espírito de DEUS. O seu fim foi um dos mais trágicos das histórias bíblicas.

Enfim, a nossa vida pode ser comparada a planta de um grande edifício, cujo desenho arquitetônico foi planejado por DEUS antes da fundação do mundo, no tempo em que ELE considerou necessário. Quem se atreve a dar um retoque diferente daquele que foi posto por DEUS terá excluído o brilho perfeito da vontade perfeita. Logo a deformidade aparecerá nas paredes. Aquele que já sofreu pela precipitação sabe muito bem do que estou escrevendo. Retire de sua mente todas as expectativas e ouse em apenas sonhar os sonhos de DEUS, ouvindo a Sua voz. Descanse. “Confia no Senhor e faze o bem; habita na terra, e vive tranqüilo. Deleita-te no Senhor, e ele te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e ele tudo fará” (Salmos 37:3-5). Amém, Senhor JESUS!!!

Que DEUS nos abençoe!

ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR - FERNANDO CÉSAR


 

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