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Como amar uma pessoa que nos faz muito mal?

Essa é a pergunta que logo surge em nossa mente, quando lemos alguns dos Mandamentos do SENHOR JESUS:

“E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande Mandamento da lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mateus 22:35-40);

“No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo tem consigo a pena, e o medroso não é perfeito em amor. Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dEle temos este Mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão” (1 João 4:18-21);

“Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem: para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:43-44) (grifo meu).

Temos aqui três grandes passagens bíblicas, onde o SENHOR JESUS nos exorta a amarmos o próximo, independentemente se ele é nosso irmão ou nosso inimigo.

Na primeira passagem transcrita, JESUS orienta que o amor ao próximo tem que ser no mesmo grau, na mesma medida, na justa proporção, como amamos a nós mesmos. E como temos nos amado? Será que esse amor conosco existe, é verdadeiro? Nós nos amamos quando antes amamos o SENHOR de todo o nosso coração, alma e pensamento. Exaltamos esse Amor quando reconhecemos precisamente o que somos e como somos diante de DEUS, sem máscara nem hipocrisia. Quando reconhecemos que desagradamos ao PAI, que somos pecadores, falhos, dependentes da Sua Graça, encontramo-nos mais pertos do Trono do Amor. Amamo-nos quando permitimos ser aperfeiçoados por esse Amor. Quem se ama declara a DEUS o quanto é falho e necessitado DELE. E, assim, está mais preparado para amar o seu semelhante, seja ele amigo ou inimigo. Se entendermos como o SENHOR nos ama, mesmo O desagradando muitas vezes, o Amor incondicional, passaremos a amar o outro com mais perfeição. A forma como o SENHOR nos ama deve ser a mesma como deveremos amar o próximo. Quando pecamos, fazemo-nos inimigos de DEUS. Mas o Seu Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Assim, choramos, nos arrependemos e somos envolvidos pela Graça, que é o Amor. O projeto de DEUS não é nos jogarmos fora, desistirmos de nós, quando falhamos e O desagradamos. Mas nos levarmos ao arrependimento para a nossa salvação.

O SENHOR está a todo tempo disponível para aceitar o nosso pedido de perdão e para nos abraçarmos. Essas devem ser as características do nosso amor em relação ao outro. O Espírito Santo se entristece quando O desagradamos. ELE sofre por nossa causa. ELE tudo sofre por nós. Mas também não deixa de acreditar que um dia voltaremos para ELE. Por isso, o Espírito Santo nos espera pacientemente e tudo suporta por Amor a nós: “O amor é sofredor (...). Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13:4 e 7).

Você precisa conhecer e viver AS SEIS LEIS ESPIRITUAIS DO AMOR AO PRÓXIMO.

1. Não atira pedras em hipótese alguma;
2. Não propaga os pecados alheios;
3. Não expõe o outro à ira das demais pessoas;
4. Não paga o mal com a mesma moeda;
5. Está sempre pronto para perdoar;
6. Não desiste nunca.

Atirar pedras é se fazer juiz, merecedor de tudo, sem defeitos, sem pecados. Não propagar os pecados alheios, mas orar, para que o SENHOR exerça a Sua justiça. Expor o outro à ira das demais pessoas é nutrir no coração dos mais próximos sentimentos ruins. Muitas vezes, nossos parentes passam a odiar nosso cônjuge muito mais por aquilo que semeamos em seus corações do que necessariamente pelos pecados que ele cometeu. Não pagar o mal com a mesma moeda: se alguém, algum dia, desistiu de me amar, não farei o mesmo com ele. Assim como DEUS está sempre pronto a nos perdoar, também devemos estar em relação ao nosso semelhante; e como ELE nunca desistiu da minha vida, também não posso desistir da vida de ninguém.

A segunda passagem bíblica citada no princípio diz que só poderemos amar a DEUS, a quem não vemos fisicamente, se amarmos verdadeiramente ao próximo, a que enxergamos e podemos tocá-lo. E a terceira e grande passagem nos ensina que devemos viver esse amor com o nosso semelhante, se quisermos ser filhos de DEUS e um dia sermos moradores de Sua Glória.
Não há amor na desistência! Nem há amor no repúdio! Assim como também não existe amor na traição. O apóstolo Paulo afirma, em Efésios, capítulo 5, que o homem que trai a sua esposa, odeia a sua própria carne.

Nós precisamos amar verdadeiramente uma pessoa que nos faz muito mal, porque também, muitas vezes, fazemos muito mal ao SENHOR. Anulamos a malignidade do outro sobre nós quando o amamos. Porque todo mal espera, de nós, a mesma recompensa: o mal (para que ele seja alimentado cada vez mais).

Dizer ao repudiado “Desista do seu cônjuge porque ele se tornou o seu inimigo” é espalhar a semente do desamor em um coração; é ensinar ao sofrido a não se amar e não amar o SENHOR DEUS.

Só lembrando que você pode falar todas as línguas, dos homens e dos anjos; ser o maior profeta dessa terra; ter todos os conhecimentos das ciências e ter toda a fortuna para o seu sustento e para o sustento dos pobres; se não viver esse AMOR, nada disso te valerá. Pense nisso.

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