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Qual é o problema de uma pessoa mundana se casar pela segunda vez?

Leio nos noticiários esta manhã: “A cantora Preta Gil, filha do cantor Gilberto Gil, casa-se pela segunda vez no Rio de Janeiro”. Não vejo escândalo nenhum no título dessa matéria.

Qual é o problema de uma pessoa mundana se casar pela segunda vez ou pela milésima vez na terra dos divórcios? Nenhum. A Lei do Divórcio existe para que as pessoas do mundo se beneficiem dela (e até os que se dizem cristãos podem usufruir desse “benefício” legal), separem-se dos seus cônjuges da mocidade e contraiam novas núpcias com novos cidadãos e cidadãs. Que maravilha!! Reduziram a família de origem a um valor menor que a de um trapo velho de calça e blusa compradas nas feiras da sulanca do Brasil.

Não vejo problema algum, dentro da visão do mundo deles, saber que artistas famosos se casam quantas vezes desejam, com a mesma facilidade com que trocam de roupa nos camarins. A família de origem é tão descartável quanto à fantasia que vestem para interpretar algum personagem. E nessa comparação, a família, para esses artistas (com raríssimas exceções), é um mero teatro, uma fantasia, um contrato que se assina com temporada certa para acabar. Depois, fecham-se as cortinas e acabam-se os casamentos. A Lei do Divórcio foi feita para isso mesmo. Ela existe para o bel prazer e felicidade das pessoas. Quem estiver insatisfeito com os seus casamentos que chutem o “pau da barraca” e busquem a felicidade nos braços de outras pessoas. Há uma Lei que dá respaldo a isso.

Portanto, não há escândalo algum em Preta Gil (ou qualquer outra celebridade – ou até mesmo pessoas desconhecidas) ser divorciada do seu primeiro marido, Carlos Henrique Lima, e ter se “casado” pela segunda vez, desta feita com um cidadão chamado Rodrigo Godoy.  Mas isso é tão comum no mundo em que vivemos! Os casamentos das pessoas do mundo existem para esse fim mesmo: se não dão certo, separam, são destruídos. Elas são cristãs verdadeiramente? Elas conhecem e vivem os conselhos de DEUS? São pessoas nascidas da água e do Espírito de DEUS? Minha única surpresa é saber que essas cerimônias são realizadas em templos católicos romanos, com o consentimento de um padre católico, visto que a doutrina maior dessa religião apregoa que o casamento é dissolúvel somente na morte de um dos cônjuges. Mas pode ser que isso também tenha mudado e eu esteja escrevendo bobagens. Se não mudou: os padres não estão vendo isso (pessoas se divorciando dos seus primeiros cônjuges e buscando casamento com novas pessoas)?

Os cristãos precisam aprender a respeitar o direito daqueles que se sentem no direito de se divorciarem e se casarem quantas vezes quiserem. Essa é uma das máximas do cristianismo: respeito à liberdade do outro. Ninguém deve obrigar quem quer que seja a conviver com quem não deseja mais. Nem os animais suportam uma convivência obrigatória, forçada. Certa vez experimentaram colocar dois bichos de sexo diferente para procriação e manutenção da espécie, que se encontrava raríssima, dentro de um cativeiro. A intenção foi a melhor. Mas nem sempre uma boa intenção resulta em resultados bons. Resumindo: depois de um tempo, um dos bichos (a fêmea) aparecera morto no cativeiro a que fora submetido. Deduzimos que, nesse caso, fora o macho que não quisera copular com ela de jeito nenhum e terminou matando-a. Esse exemplo serve também para os cristãos. Paulo escreveu: “Mas se o descrente se apartar, aparte-se; porque, neste caso, o irmão, ou a irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz” (1 Coríntios 7:15).

Forçar uma convivência com quem não teme a DEUS é pedir para viver em opressão e sofrimento contínuos. Até aqui nenhum problema. No versículo acima, há a presença clara do jugo desigual: um marido ou uma esposa temente a DEUS, cristão de verdade, casado (a) com uma esposa ou marido descrente, que não teme o SENHOR. O descrente, depois de um tempo, anuncia que não quer mais manter a convivência conjugal. O apóstolo aconselha, pelo Espírito de DEUS, que o cristão deve aceitar o pedido de separação do ímpio. A partir da separação é que surge o maior problema: Qual será o posicionamento do cristão repudiado e o que irá fazer o cônjuge ímpio que repudiou? No meu ver, esse, sim, é um grande problema: saber como o cristão, que um dia deseja morar no Céu, irá se posicionar diante de um repúdio (as consequências de uma separação na vida de quem teme a DEUS) para não agir errado e terminar jogando a coroa de salvação, que CRISTO lhe deu, no lixo. Os ímpios, nós já conhecemos o caminho: vai buscar o divórcio, envolver-se com outras pessoas e até contrair novo casamento. Eles se beneficiam da Lei do Divórcio e de tudo mais que o mundo pode e vai lhes oferecer.

Quanto aos verdadeiros cristãos, esses vão atentar para a vontade de DEUS e procurar vivê-la: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; não na paixão da concupiscência, COMO OS GENTIOS, QUE NÃO CONHECEM A DEUS” (1 Tessalonicenses 4:3-5) (grifo meu). Que texto maravilhoso! Só vai conseguir vivê-lo quem tiver a mente de CRISTO e desejar, um dia, morar eternamente com DEUS. Nesse texto, vimos bem a diferença entre os que são de DEUS e os que servem ao mundo. Os primeiros farão do seu corpo o santuário do Espírito Santo, não se prostituindo, não buscando falsas alianças matrimoniais. Os segundos, por não conhecerem a DEUS, vão se beneficiar de tudo o que o mundo lhes possa trazer como resultado de sua felicidade pessoal. Desejam loucamente a felicidade no lugar da santidade! Essas pessoas estão em sua condição normal (da situação espiritual morta em que se encontram), quando buscam a separação, o divórcio e um novo casamento.

Sem crerem e sem considerarem, estão a caminho da morte e do tormento eterno, nos braços de outra mulher, assim diz a Palavra do SENHOR (Provérbios 7:25-27). Muitos deles se declaram simpatizantes da umbanda, mas se utilizam da fama e do prestígio do catolicismo romano (seus templos e suas lideranças) para fazerem seus novos casamentos. Ninguém sabe ao certo qual a religião deles. Talvez nem eles mesmos. Mas isso não nos interessa, não nos diz respeito. Nós não temos religião inventada por homens. Nossa única religião é JESUS e nosso único anseio é obedecermos à vontade de DEUS. Cada qual segue o caminho que quiser, sabendo que, cada um, também prestará contas a DEUS do que fizeram em vida. Ninguém escapará do Juízo de DEUS. ELE virá e julgará o mundo: “O SENHOR julgará a terra; com justiça julgará o mundo, e o povo com equidade” (Salmo 98:9).

Por mais que JESUS e os apóstolos tenham dito que segundo casamento de pessoa divorciada é adultério (e não que o segundo casamento surgido de um adultério é lícito) (Lucas 16:18; Marcos 10:11-12; Romanos 7:2-3); que adúlteros não herdarão o Reino celestial (1 Coríntios 6:9-10); que o perdoar e restituir são exigências essenciais para receber o perdão do PAI (Mateus 6:14-15), só conseguirão seguir e obedecer esses preceitos importantes e indispensáveis aqueles a quem JESUS for o SENHOR de suas vidas. Caso contrário, é como se quiséssemos bater prego em sabão, enxugar gelo, querer, a todo custo, que uma pessoa do mundo tenha um espírito de obediência às coisas do Reino de DEUS. Escandalizar com o quê? Não vejo porque os cristãos se escandalizarem com as atitudes dos ímpios. É por isso que não vejo problema algum em uma pessoa do mundo querer se divorciar e se casar quantas vezes quiser. O problema será quando ela quiser ser igreja do SENHOR JESUS e tiver que desfazer todo o adultério em que vive.

“Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda” (Apocalipse 22:11).

Ora vem, SENHOR JESUS!

ESTUDO ELABORADO PELO  PASTOR - FERNANDO CÉSAR

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