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Como administrar separações conjugais no meio da igreja?

Nos dias difíceis em que vivemos, é natural que existam muitas separações de casais casados em primeiro casamento no meio da igreja. De repente, um pastor olhará ao seu redor e verá quantas famílias estão enfrentando o veneno da destruição do lar.

Fora isso, outras dezenas de pessoas, que estão chegando para ser igreja, já separadas há muito tempo dos seus primeiros cônjuges e até em segunda e terceira união. Os líderes precisam ficar muito atentos a essa triste realidade para não serem coniventes com tais situações, mesmo que não tenham essa intenção.

O DEUS da criação é o mesmo DEUS a que servimos nos dias de hoje. A extrema santidade do SENHOR, tanto em Sua pessoa como na Sua doutrina, sempre permanecerá, independentemente da época. Por isso, precisamos sempre enxergar o DEUS inadaptável a nada que se processa no mundo exterior.

É uma tarefa gratificante apascentar (guiar, conduzir) e aproximar as ovelhas à santidade do SENHOR. Aliás, essa é a missão maior de todos os que receberam o chamado de DEUS para apascentar ovelhas aqui na terra. O Nome do SENHOR e a Sua doutrina estão blindados de qualquer interferência, modismo, realidade exterior, secular. E embora, DEUS se lembre de que somos pó e imperfeitos (referência ao Salmo 103:14), quer que andemos cada vez mais próximos a ELE, em santidade, em verdade, em justiça e em amor: “Sede santos porque eu sou santo” (1 Pedro 1:16).

Os pastores precisam blindar as pessoas, ao máximo, daquilo que é normal, comum, daquilo que acontece fora da santidade de DEUS. Se nos envolvermos com o caráter natural do mundo e desejarmos servir a DEUS nesse estado, seremos o pior dos fariseus modernos e hipócritas religiosos. E seremos reprovados no Grande DIA.

É claro que como seres humanos imperfeitos, pecadores, viventes nesse mundo difícil, iremos sentir fome, sede, dores; e até sermos vítimas de possíveis separações conjugais. O sol e a chuva estão para todos, justos e injustos. A questão maior não é essa; mas sabermos reagir face às circunstâncias adversas que nos são apresentadas, mesmo quando não as esperamos.

Um marido, de repente, resolve, com o coração contaminado pelo pecado, abandonar a sua esposa cristã; abandonar a casa, os filhos, enfim, toda a família. O diabo já colocou em seu coração que não existe mais prazer, amor; que o casamento acabou e que ele precisa recomeçar a jornada com uma nova pessoa. São situações que o cristão não tem como evitar. Mas, ele pode, a partir da boa e perfeita orientação, segundo o parâmetro da santidade doutrinária do SENHOR, alcançar o estágio de uma vida abundante em CRISTO, mesmo estando em sua situação adversa em termos de família. Depende de quem o orienta e como orienta. Um líder puramente carnal, religioso, vai orientá-lo pela desistência e de um novo relacionamento. Um pastor comprometido com a santidade do Reino vai ter a disposição de cuidar de sua ovelha, sem contaminá-la com nada que seja contrário à vontade de DEUS.

Após uma oração, esse pastor precisa mostrar, na Palavra, que o repúdio, a separação e um novo “casamento” nunca fizeram parte dos conselhos do SENHOR para a santidade do Seu povo. Embora a Bíblia mostre e aponte muitos casos de separação e de adultério, especialmente no Antigo Testamento, envolvendo grandes homens de DEUS; isso não significa que o SENHOR os tenha aprovado, mudado o Seu pensamento ou se tornado conivente. Também é preciso observar que nenhum grande homem de DEUS morrera na prática do adultério (nem mesmo Davi, que cometera coisas abomináveis aos olhos de DEUS na área sexual). O Salmo 51 é uma declaração de arrependimento e de abandono do pecado do Rei e o seu novo começo. No Novo Testamento, JESUS tornou a questão mais estreita ainda. Em Lucas, o Filho de DEUS afirmou: “Qualquer que deixa a sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido, adultera também” (16:18). O apóstolo Paulo escreveu que “a mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (1 Coríntios 7:39). Essa é uma questão definida e indiscutível para os salvos em CRISTO JESUS, inclusive, na compreensão do que está em Mateus 5:32 e 19:9 como uma adulteração feita por tradutores das bíblias atuais (sugiro a leitura desses textos em uma Bíblia cuja linguagem seja Fiel ao Texto Original). A palavra grega correta presente na suposta cláusula de exceção nesses dois versículos é FORNICAÇÃO. A igreja precisa ter a mente de CRISTO e o caráter do nosso DEUS para não se deixar enganar: uma mente e um caráter santos, incontamináveis.

A partir de uma boa orientação doutrinária; é preciso mobilizar a igreja, líderes capacitados, para cuidar e acompanhar a pessoa que fora repudiada pelo seu cônjuge. Essa pessoa precisa receber apoio emocional, que a levará a cura; espiritual, humano e como igreja. É momento de a igreja se mobilizar, com cuidado e com carinho, em torno da causa do repudiado e não olhá-lo com olhos estranhos. Os três ou os seis primeiros meses são de fundamental importância. Muita atenção, zelo e cuidado com todos os passos de uma pessoa que acabara de sofrer o repúdio. O isolamento social pode ser a alternativa mais viável a ser encontrado por ela, o que não é nada recomendável. É preciso saber cuidar de uma ovelha doente, ferida emocionalmente e com a família destruída. Além dos recursos bíblicos, espirituais necessários; é preciso amá-la como alguém de dentro de nossa casa, ampará-la, socorrê-la, blindá-la de quaisquer reações que sejam contrárias à Palavra e à Santidade do Nosso DEUS. É claro que uma igreja só conseguirá tal feito se tiver experiência, maturidade, familiaridade com o assunto em questão.

Nenhuma decisão deve ser fruto de achismo, da carne, de precipitação humana, mesmo quando as circunstâncias pareçam muito difíceis e impossíveis aos olhos humanos (a oficialização do divórcio e até um novo casamento civil do marido da irmã com outra mulher). O pastor não pode estabelecer limites para o seu cuidado e para o cuidado da igreja. Se ela serve a um DEUS do impossível, que essa FÉ seja colocada em prática, especialmente nos momentos mais difíceis e espinhosos. A FÉ EM JESUS NOS MOSTRA QUE, QUANTO MAIS DIFICULDADE E IMPOSSIBILIDADE, MAIS FÉ TEREMOS; E ELA ABRIRÁ AS PORTAS DA VITÓRIA PARA O POVO DE DEUS.

A maior prova de AMOR é quando a igreja, de joelhos, clama pela vida de um marido ou de uma esposa, que está perdido (a) no pecado do adultério. O AMOR de CRISTO vai crescendo e se desenvolvendo em cada coração quando a igreja ora e nunca desiste da vida de ninguém.

A igreja precisa ser um meio precioso e eficaz para uma pessoa atravessar o deserto de sua vida e da sua família; e não um canal de maldição, de pecado e de desistência sobre a vida do outro.

Felizmente, DEUS não se deixará enganar pelas justificativas de ninguém no Grande DIA, tipo: “O Senhor soube de tudo...”; “O Senhor viu que tentei o máximo e que aguentei até quando pude...”. O SENHOR SOUBE E O SENHOR VIU serão meramente redundâncias, que em nada mudarão a forma de DEUS realmente ver e julgar as pessoas, conforme a Sua sã doutrina.

No mundo, as separações, os divórcios e os adultérios (recasamento de pessoa divorciada) se tornarão cada dia mais frequentes e normais. Mas a igreja verdadeira, mesmo quando for vitimada por esses males, precisa saber se posicionar de acordo com a santidade do nosso SENHOR. Esse é o nosso diferencial...

Que DEUS nos abençoe!!


FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

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