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É uma questão de caráter...

Senhor Romeu e dona Adelaide estão comemorando as bodas de diamante, ou seja, 60 anos de casados. Tiveram, ao longo de todos esses anos, muitas lutas assim como muitos filhos. Infelizmente quase todos já se separaram dos seus primeiros cônjuges, assim como os filhos desses filhos. Sim, já existem netos de Romeu e Adelaide que também já enveredaram pelas portas da separação conjugal.

O mais curioso de tudo é que os velhos companheiros ainda não tiveram um encontro genuíno com o SENHOR. Ele bebe e fuma muito, mesmo com a saúde fragilizada e aportando nos 87 anos de idade. Ela é uma inveterada colecionadora de imagens de esculturas. Vez em quando os vizinhos ouvem o som alto, as gritarias, danças, regadas a muita bebida, nas dependências internas do lar do casal.

Mas como pessoas, com essa condição espiritual, resistiram a tanto tempo a um casamento repleto de notícias ruins?

Isso me fez pensar no caráter do casamento. Manter um casamento é, antes de qualquer coisa, uma questão do caráter. Sr. Romeu, no alto de sua experiência, brada: “é preciso ter responsabilidade para chegar até onde chegamos”. Caráter, senso de responsabilidade são palavras-chaves dentro uma relação tão conturbada. Por, pelo menos, duas vezes, o apóstolo Paulo advertiu: “suportem uns aos outros” (Efésios 4:2 e Colossenses 3:13). Estive pensando sobre o valor dos significados do verbo SUPORTAR: “aguentar, sofrer, suster o peso”.

No casamento não deve haver espaço para as expressões “não estou aguentando mais”; “está muito difícil; vou cair fora do barco”. Os mais antigos, cientes da seriedade do casamento, diziam: “Casou? Agora, suporte, vá até o fim”.

Nenhum marido ou esposa encontrou o seu cônjuge nas portas de algum prostíbulo; mas o retirou dentro de uma casa, de um núcleo familiar. E ainda que tivesse achado nos interiores de um bordel, depois de casado, não teria direito algum de devolvê-lo para lá. Abandonar o casamento e voltar à casa dos pais representa desfazer o UM de DEUS para o casal. Ir morar com outra pessoa, que não seja o cônjuge inicial, é fazer-se UM no corpo de uma estranha, meretriz. DEUS não reconhece uma segunda união de divorciados.
Por isso, à luz de um bom caráter, é necessário SUPORTAR, carregar o peso das incompreensões, das chatices e até das infidelidades do outro. Parece simples, mas não é. Porém, quando se tem caráter, compromisso, mesmo não tendo temor do DEUS, o SENHOR, por misericórdia, ajuda-os a suportarem uns aos outros.

Um bom caráter torna o casamento duradouro e eterno até que a morte os separe. Um mau caráter expõe o relacionamento à fragilidade, à quebra, à solidão desértica. Pessoas que respeitam o caráter do casamento, sabendo ou não que ele foi criação de DEUS, não o abandonam jamais.

Se o senhor Romeu e a dona Adelaide não nascerem de novo, se não tiverem um encontro genuíno com o SENHOR, ainda neste mundo, não poderão herdar o Reino de DEUS ainda que tenham mantido o casamento por toda a vida. Porém, é preciso saber que há muitos de mau caráter dentro dos templos: pessoas que, outrora, abandonaram seus lares, juntaram-se a novas pessoas, depois se disseram filhos de DEUS, frequentam templos, mas permanecem cultivando o fruto de um caráter mau. Um primeiro caso e o segundo são inteiramente iguais.

O caráter de DEUS no homem manda-lhe voltar, perdoar, restituir; refazer o que, no tempo da ignorância, foi desfeito. Se ainda não é possível alcançar a plenitude dessa Graça, esperar o tempo e a resposta do SENHOR é imprescindível. Destruir alianças erradas com pessoas estranhas ao projeto inicial de DEUS inevitavelmente desse ser executado. Não se pode querer um DEUS Santo, Santo e Santo, estando ainda preso (ou presa) a um projeto relacional estranho, carnal, humano, diabólico; não reconhecido pelo SENHOR.

O caráter da criatura tem que estar alinhado ao caráter do seu CRIADOR. Esse é um dado indispensável para aqueles que desejam, não só caminharem com o Espírito Santo nesse mundo, como um dia herdarem o Reino do PAI...

FONTE - PASTOR FERNANDO CÉSAR

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