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O Tribunal de DEUS imaginado pelos homens

E eis que chegou o dia mais esperado pela igreja e menos desejado pelos mundanos e religiosos. DEUS, soberano Juiz, está assentado sobre o Seu Trono e com ELE, o Seu Filho, JESUS CRISTO, Justo Advogado. O julgamento se inicia. Entra o primeiro da fila:
 
- Furestreco da Silva!, brada o SENHOR com voz firme e poderosa.
- Sou eu, DEUS.
- Vejo que na terra você se considerava filho meu, mas entra na minha presença em segundo casamento o que, segundo a minha lei, é adultério (Livro do Evangelista Lucas, capítulo 16, versículo 18; Epístola de Paulo aos Romanos, Capítulo 7, versículos 2 e 3). O que você tem a me dizer?
- DEUS, é o seguinte: eu era católico romano de nascimento. Depois de algum tempo, me disseram que eu teria que aceitar o Teu Filho como SENHOR e SALVADOR. Assim eu fiz. Levantei as minhas mãos em uma igreja protestante lá no Brasil. Depois de um tempo, minha primeira esposa se envolveu com o diácono dessa igreja...
DEUS o interrompe e diz com dureza:
- Igreja, não! Templo denominacional religioso.
- Ok, SENHOR, templo denominacional. Voltando ao assunto, minha esposa começou a me trair com o dito diácono, que todos o reputavam como homem de bem, convertido ao SENHOR. Eu até a perdoei e lutei até onde pude pelo meu casamento. Mudei de igreja.
Mais uma vez, DEUS o interrompe e o corrige:
- Eu já ensinei a você que isso não era igreja, mas templo, ajuntamento de gente religiosa.
- Tá, DEUS. Me desculpe mais uma vez, retruca o homem meio assustado e parecendo estar engasgado. Posso continuar, SENHOR?
- Prossiga, ordena DEUS.
- Aí mudei de templo e fui frequentar outra igreja, um pouco mais longe de minha casa.
Nessa hora, DEUS o interrompe pela última vez e determina:
- Pelo Amor a mim e pelas barbas dos profetas antigos, Eu já disse a você que frequentar templo não era necessariamente ser igreja minha; e que eu, no tempo da Graça, nunca habitei em templos erguidos por homens. Você nunca leu o que está escrito em Atos 7:48 e 17:24?
Seu Furestreco, todo suado, trêmulo da cabeça aos pés, tenta se defender.
- É que meu pastor da terra me ensinou que o nome de templo era igreja, que igreja era frequentar templo, que era tudo a mesma coisa. (Nesse momento, surge um ar de decepção em Seu Furestreco com os seus pastores da terra. Ele se lembra do Pr. Astrogildo de Jesus, do Pr. Chiquinho do Dedo Curto, do Pr. Teobaldo, mas nenhum está ali para defendê-lo). Mas voltando ao assunto. Fui frequentar outro templo. Chegando lá, minha esposa danou-se a se deitar com outros irmãos, até que nos separamos; e ela foi se deitar com o mundo inteiro...
Nessa hora, descem lágrimas de comoção nos olhos de DEUS. O Juiz desaba em choro.
- Ela fez isso com você? Pergunta DEUS mergulhado em prantos.
- Sim, fez, SENHOR. E teve mais.
O homem então se aproveita da comoção de DEUS para tornar a sua história mais dramática ainda, com o intuito de, quem sabe, escapar da condenação eterna.
- Mais??????????, indaga DEUS, mastigando as últimas unhas dos dedos.
- Ela engravidou de 5 homens diferentes no Brasil. Foi até tema de novela da Rede Globo. Eu passei a maior vergonha da minha vida. E como ainda era jovem, e não queria passar o resto da minha vida sozinho, entendeu, SENHOR? Eis que meu pastor me apresentou uma irmãzinha também divorciada do marido dela, uma crente de verdade, para comigo se casar. Com essa mulher, morri feliz.
DEUS dá um intervalo na audiência para enxugar as suas lágrimas e voltar ao autocontrole da situação. Ao retornar, afirma:
- Seu Furestreco da Silva, é por essa razão que vejo que o senhor morreu em adultério e, dessa forma, não poderá herdar eternamente o meu Reino (1 Coríntios 6:10).
- Mas DEUS... (Nesse instante, o seu Furestreco tem uma crise de choro e começa a pedir piedade a DEUS).
O SENHOR, comovido de íntima compaixão, sentencia-o:
- O seu caso me comoveu muito. Realmente foi um caso que mereceu uma análise diferente, cuidadosa, de minha parte. O seu caso, pelos contornos dramáticos que teve, merece ser arquivado, esquecido. Por isso, o senhor está livre da condenação eterna.
Furestreco saiu aliviado daquela audiência.
- Entra o segundo...
 
Muitos líderes religiosos imaginam o Grande Tribunal de DEUS da forma descrita acima. E mais: tratam os problemas das pessoas de forma individual, caso a caso, como se DEUS, no Grande DIA, fosse se preocupar em ouvir os argumentos de cada um, e, a partir da dramaticidade do caso, inocentar ou condenar o indivíduo. É como se o homem conseguisse persuadir e comover DEUS com os seus argumentos humanos. DEUS olha as transgressões da humanidade de forma geral como pecado. Caracterizar uma transgressão humana como pecado, ou seja, desobediência a DEUS, já é suficiente para mostrar ao homem que ele está separado do SENHOR: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso DEUS; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Isaías 59:2). Quem morre preso ao pecado de ter contado pequenas mentiras não terá um fim diferente daquele que morreu como assassino de muitas vidas. Assim, quem morre escravo do pecado por ter furtado balas de valor insignificante no supermercado terá o mesmo fim dos homens e das mulheres que morrerem escravos do adultério. Segundo a Palavra de DEUS só há um pecado que não conduz o homem à perdição eterna: o pecado que foi confessado e abandonado pelo transgressor através da oração: “Toda iniquidade é pecado, e há pecado que não é para a morte” (1 João 5:17); “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13). Para DEUS, o único motivo real de um homem cometer pecados é o fato de ele não conhecer nem buscar o SENHOR. Qualquer outra minúcia de fatos, circunstâncias e motivos, no máximo, irá interessar à curiosidade humana. DEUS punirá, com a Sua Lei Perfeita, todo homem que não se arrepender verdadeiramente dos seus pecados. Diferentemente de como muitos líderes imaginam, DEUS não se sentará com o pecador em uma mesa e ouvirá dele os seus argumentos por ter morrido daquela forma.
 
Por essa razão, como pastor e conselheiro, não me importo de ouvir o histórico do problema de ninguém. Mas, meu maior objetivo é detectar o problema e orientar a pessoa a um posicionamento agradável à luz da Palavra de DEUS. Não sou Psicólogo para ouvir os detalhes do passado e os argumentos de ninguém. As histórias podem até ser diferentes, mas o fim de toda ela recebe o mesmo nome: pecado, transgressão contra o Espírito de DEUS. Os transgressores precisam aprender dois caminhos, depois de terem cometido pecados ou terem sido vitimados por eles: 1) o caminho do arrependimento; 2) o caminho de uma nova vida com CRISTO JESUS.
 
Essa doutrina do “cada caso é um caso” pode até ser verdadeira e válida para a Psicologia ou para muitos líderes religiosos. Para DEUS, jamais. O que ela tem feito é massagear o EGO de muitos pecadores e deixá-los cada vez mais presos e acomodados ao pecado que cometeram antes. O JUSTO JUIZ não faz nem nunca fará acepção de pecados, nem deixará de condenar uma pessoa que morreu em adultério (segundo casamento de pessoa divorciada) porque ela não foi a causadora da destruição do primeiro casamento. Eu, como homem, posso até entender e me sensibilizar com a situação dessa pessoa, mas, como pastor e conselheiro espiritual jamais poderei analisar a situação fora da realidade que a Palavra de DEUS me apresenta. Segundo casamento de pessoa divorciada é adultério para DEUS, independentemente se a parte que recasou teve ou não culpa na separação com o primeiro cônjuge.
 
O tempo de ajustar a vida conforme os Mandamentos de DEUS é aqui e agora. Hoje é o tempo de conhecer a Palavra, arrepender-se dos pecados, abandoná-los e viver uma vida de santidade e obediência a DEUS. Ou se busca viver em santidade, uma vida de renúncia e obediência à Palavra, ou se está totalmente perdido para DEUS. Não existe meio termo nem um remédio específico a depender do caso e do histórico que se conte dele. O Tribunal de DEUS será sem misericórdia para aqueles que não perdoaram e não buscaram a reconciliação neste mundo (Tiago 2:13).
 
Que o SENHOR DEUS tenha misericórdia de nós!

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Uma lição extraída do filme "Bonequinha de Luxo"

Bonequinha de Luxo (1961) é um filme que marcou a minha vida desde o tempo em que eu ainda não conhecia o SENHOR. Passei a admirá-lo de forma intensa, buscando todas as informações necessárias sobre o mesmo, além de decorar muitas das falas das personagens. Por muito tempo, ele foi tão marcante que muitas pessoas que assistiam ou ouviam falar alguma coisa dele, logo se lembravam de mim...
                                                     
Não à toa, Audrey Hepburn, que fez o papel da personagem principal (Srta. Holly Golightly), tornou-se, em minha opinião, a melhor e mais bonita atriz de todos os tempos. O filme se inicia com ela em Nova York, descendo de um táxi e caminhando pela calçada de uma das mais famosas lojas de artigos de luxo do mundo, a Tiffanys. Daí o nome em sua forma original: Breakfast at Tiffanys (café da manhã na Tiffanys) que, pessimamente, fora traduzido para o português como Bonequinha de Luxo.

O filme conta a história de uma mulher que abandona a família, marido e filhos, no interior dos Estados Unidos (Sra. Lula Mae), para se aventurar em uma vida glamourosa em Nova York, passando adotar um novo nome, que incorporava a realidade do seu novo caráter avarento (Holly, derivação de Hollywood, lugar de magia e glamour). O sonho dessa nova mulher é conquistar o céu que, segundo ela, seria representado pelas vitrines da famosa loja. Apesar de ser classificado como uma comédia romântica, o filme traz em seu bojo uma esfera profunda de filosofia ao levantar o questionamento se os seres humanos pertencem ou não uns aos outros. De acordo com a personagem principal, não. Ela vive uma vida de liberalismo absoluto e totalmente desapegada aos valores morais, espirituais e emocionais, onde a sua única referência de relacionamento humano, fora os seus clientes, é um “pobre gato sem nome”, que vive a perambular pelos móveis de um apartamento completamente desorganizado. O que interessa mesmo para ela é a fama, o glamour, os artigos da Tiffanys, não importando o que tenha que fazer para conquistá-los.

Logo nos primeiros capítulos do filme, aparece um morador novo no prédio onde ela reside. O seu nome? Paul Varjak, um homem simples, sem grandes ambições, espiritualista, sentimental, escritor, humildemente dependente da venda de seus escritos; e também da “ajuda” financeira que uma mulher lhe dá em troca de carinhos e de amor. Assim que Holly e Paul se encontram casualmente, há um despertar da paixão da parte dele. O máximo que Holly vai nutrir por ele é um sentimento fraterno, saudoso, respaldado apenas na lembrança física que Paul tem com o seu irmão Fred, que ela não vê há muito tempo. Daí, o motivo de ter passado a chamá-lo assim.

A problemática inicial apresenta o seguinte questionamento para o público: é possível pessoas, radicalmente diferentes, darem certo em um relacionamento amoroso? Para o escritor do filme “Para Sempre Cinderella”, é possível, sim. Tanto que ele admite a possibilidade de um pássaro chegar a se relacionar com um peixe. O grande problema é saber onde os dois construirão a morada (se no céu ou nas profundezas do mar). Mas para Holly e suas complexidades mentais e emocionais, essa tentativa é completamente inútil e descartável. Melhor mesmo é cobiçar homens ricos e famosos em seus países de origem. Paul serve, no máximo, para aventuras esporádicas nos comércios locais como pequenos furtos. Mas ele não enxerga dessa forma e, pouco a pouco, vai entregando a sua paixão a quem, explicitamente, não o merece. O sofrimento e a desilusão, logo, batem à porta do seu coração. Até que aparece um terceiro elemento nessa história mal resolvida: Doc Golightly, o marido da Lula Mae, a quem ela abandonou no passado. Para se reaproximar dela, ele usa Paul como ponte; o que gera mais sofrimento para o escritor. Diante de muitas tentativas frustradas do seu marido, tentando-a convencer a voltar para casa, Holly, após ouvir de Doc que a amava em um terminal rodoviário, responde: “Eu sei, e é esse o problema. É sempre um engano que comete tentar amar seres selvagens como eu. Você sempre estava levando seres selvagens para casa. Uma vez foi um falcão com asa quebrada, outra vez foi um gato selvagem com pata quebrada. Tem uma coisa: você nunca deveria entregar seu coração para alguém selvagem. Quanto mais der, mais fortes eles ficam; até que fiquem tão fortes para correr ou voar para longe, até a uma árvore mais alta e depois o céu”.

É óbvio que o amor exemplificado nessa passagem é puramente carnal, sentimental, humano, Eros, entre um homem e uma mulher. Não o Amor ensinado por JESUS em Mateus 5:44, por exemplo. O tom profundo da filosofia apregoada faz lembrar uma passagem bíblica escrita pelo apóstolo Paulo em 2 Coríntios 6:14-18: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso, saí do meio deles, e apartai-vos, diz o SENHOR; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai; e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o SENHOR Todo-Poderoso”.

Há muitos maridos e esposas cristãos, em primeiro casamento, sofrendo por causa da incredulidade e opressão maligna na vida dos seus cônjuges. Há muitos jovens, que se dizem crentes em JESUS, namorando pessoas ímpias, na esperança de que, um dia, elas serão convertidas pelo SENHOR, sujando-se espiritualmente com elas. Há muitos maridos e esposas cristãos, depois de enfrentarem o deserto da separação conjugal, aceitam de volta os seus cônjuges ímpios, por mera conveniência humana, sem nenhuma transformação pelo Espírito Santo. Há templos do SENHOR vinculando-se emocionalmente com templos do diabo. E aí reside o grande perigo, a grande armadilha criada por satanás para destruir a vida das pessoas. O vínculo emocional errado é destrutivo, mortal.

DEUS pede que nenhum marido ou esposa desista da restauração de sua família; que acredite e espere pela libertação do seu cônjuge; porém, o mesmo DEUS afirma que não pode haver comunhão entre pessoas de fé e de natureza tão diferentes, ainda que haja uma aliança de casamento. Essa aliança não pode ser maior que o Reino nem estar acima da paz de JESUS e da salvação espiritual de uma pessoa. É isso que o Espírito Santo nos ensina: prudência, sabedoria e zelo pelas coisas celestiais. Não estou afirmando que uma esposa cristã, que convive com o seu marido ímpio, deva rejeitá-lo e abandoná-lo por causa do estado espiritual em que ele se encontra. Mas, se estão separados ou se a pessoa ainda é solteira, que deva se relacionar apenas com aquele ou aquela que verdadeiramente é do SENHOR. É nesse aspecto que as palavras de Holly são verdadeiras e profundas. Amar carnalmente um ser selvagem, bruto, um ignorante espiritual é o mesmo que jogar a cabeça violentamente contra a parede, propor para si mesmo um suicídio espiritual. As pessoas carnais não conseguem discernir as coisas espirituais. E, por melhores que se apresentem, nunca conseguirão manter um relacionamento até a morte, pelo nível de opressão que enfrentam. É melhor se manter distante e deixar que vivam em seu mundo com as pessoas que possuem o mesmo comportamento que elas. Agora é possível entender porque não dá mais certo voltar um relacionamento com aquele ex-namorado (ou namorada)? Dá para entender agora porque muitos amigos se afastaram de você, depois que você se tornou uma pessoa firme no Evangelho de CRISTO? Compreende porque o mundo te vê como alguém intragável e insuportável? Que assim seja para sempre!

Quase no final do filme, Paul, dentro de um táxi com Holly e o gato, a caminho do aeroporto, esgotado de tudo, de todas as inúteis tentativas, pede ao motorista que pare o veículo e, em uma explosão de lucidez, desfere as seguintes verdades para Holly: “Eu te amo! Você me pertence. Eu não quero colocar você em uma gaiola, eu quero amar você. Mas sabe o que está errado em você? Você é covarde, não tem coragem. Tem medo de dizer ‘está bem. A vida é uma realidade’. As pessoas se apaixonam, pertencem, sim, umas às outras. Porque está é a única chance de as pessoas serem felizes de verdade. Você diz que é um ser livre, rebelde. Está aterrorizada porque alguém vai te colocar em uma gaiola, que você mesma construiu. Não está em Tulip, Texas ou Somali, ou seja lá onde for. Porque não importa de onde corra, você sempre estará correndo de você mesma”.

O mundo é uma prisão que aprisiona as pessoas por dentro com seus convites e suas ambições fracassadas. O adultério dos homens não só os destrói por fora, mas principalmente os mata por dentro, moralmente e espiritualmente. Foi também por isso que JESUS afirmou que aquele que quiser ganhar a sua vida, perdê-la-á. “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? (Mateus 16:26).

Que nesse ponto específico Bonequinha de Luxo continue a ensinar e a inspirar milhares, alertando-os de que é preciso plantar bem e corretamente para colher frutos saudáveis e seguros.

No Amor de DEUS,

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

A cruz dos maridos repudiados

Ontem tive o privilégio de sentar para uma orientação particular com mais um de tantos maridos que foram repudiados pelas suas esposas. Você deve se perguntar: o que leva um homem, ainda à flor da idade, a querer lutar pela libertação de sua esposa que até já vive com outro homem? Isso tem um nome: CRUZ.

Cruz é lugar de sacrifícios, de morte, pela vida de quem se tem uma aliança. JESUS foi até ela, mesmo sem pecado algum, para morrer no lugar de pessoas que ainda iriam crer NELE. Seguindo esse exemplo maior e insubstituível, muitos maridos estão morrendo por amor às suas esposas: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5:25-27).

O que o apóstolo Paulo escreveu não vale apenas quando estão juntos, em plena convivência conjugal. Vale, principalmente, quando já estão separados, ou mesmo divorciados; a esposa até já está nos braços de outro homem; e existem até sombras da morte do sentimento. O que a sociedade ímpia e religiosa julga e entende como loucura e alienação, para DEUS isso tem um nome: CRUZ.

Há maridos (ainda poucos, é bem verdade) que não estão nada satisfeitos em verem suas esposas sendo enganadas pelo maligno e a família completamente destruída, com os filhos, muitas vezes, sendo entregues ao cuidado das avós. Há maridos que, pelas madrugadas, estão descendo mais e mais em oração e súplica a DEUS até verem essa realidade transformada. Homens que se esgotam espiritualmente como bagaços de cana-de-açúcar que já passaram várias vezes pelo moedor. O moedor da oração, do jejum e da renúncia própria. Mas isso tem um nome à luz do Evangelho: CRUZ.

Existem alguns maridos repudiados que saíram de sua condição machista, dura, orgulhosa e soberba para se transformarem em crianças por dentro. Taparam os ouvidos para gracejos exteriores, firmaram os passos nas promessas de DEUS e decidiram prosseguir na luta pela busca da restauração familiar. Permaneceram com a aliança de casado firme no dedo durante o deserto, suplantaram o orgulho e não pararam de crer em DEUS. As pegadas nos caminhos solitários são tão fortes quanto à certeza que eles têm de que chegarão à glória esperada. Renunciaram ao quase incontrolável desejo de viverem sem o prazer sexual, tornando-se eunucos por amor à família. Ignoraram flertes de outras mulheres e prosseguiram, assim como Paulo: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13-14). Mas isso, repito, tem um nome bem claro e definido: CRUZ.

Só suporta essa CRUZ e despreza as afrontas públicas quem recebeu o chamado de DEUS. Sem o chamado e a presença do Espírito Santo em suas vidas, tudo o que se faz seria vão, inútil. Nenhum ser consegue atravessar o deserto da humilhação, se o SENHOR não estiver com ele. É preciso ter decidido amar alguém com a própria alma. Quem decide amar vai até o fim, sem olhar para as circunstâncias adversas. Se é muito difícil para uma mulher, que por natureza é mais sensível, imagine para um homem...

Um dia esses homens terão a recompensa por terem suportado tão grande e terrível cruz por muito tempo: verão novamente a mesa posta, os filhos sentados ao redor, a esposa liberta e formosa, a cama preenchida e todo o lar servindo ao SENHOR JESUS. Esses maridos serão exemplo para os seus filhos que os chamarão de pai-herói. Eles entenderão o quanto vale a pena lutar pela reconstrução de uma família que DEUS abençoou.

Enquanto há muitos homens que preferiram trocar o pouco do SENHOR pelo muito de satanás, e abandonaram suas casas, família, esposa e filhos pela cama de uma prostituta; ainda há homens, motivados pelo Espírito de DEUS, que decidiram decantar a beleza e a sublimidade do amor perfeito com suas próprias vidas pelas esposas oprimidas, pela família partida, pelo amor ao chamado de DEUS. Essa obra definitivamente terá uma recompensa: RESTAURAÇÃO.

Que o SENHOR continue a sustentar a todos esses maridos repudiados e que eles jamais abram mão daquilo que lhes fora proposto no coração!

No amor de DEUS,

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Os milagres de DEUS ou o DEUS dos milagres?

Certa vez, quando caminhava para Jerusalém, JESUS passou pelo meio de Samaria, território que os judeus consideravam inimigo. Mas JESUS passou bem pelo meio de Samaria, sem se importar com o que iam pensar DELE.

E, ao entrar em uma aldeia, saíram-LHE dez homens tomados pela lepra, os quais, clamando, disseram: “Mestre, tem misericórdia de nós!” (Lucas 17:13). Há muitos anos convivendo com aquela doença maldita, sem, ao menos, poderem viver em paz na sociedade, eles sabiam que JESUS tinha poder para curá-los.

Como JESUS, à época, já era uma pessoa muito famosa por realizar muitas curas e milagres, aqueles dez leprosos foram à Sua presença. Eles, certamente, ou presenciaram muitos desses milagres ou ouviram falar do Nazareno que realizava grandes prodígios. Era uma oportunidade única de se verem livres da lepra.

Assim, JESUS teve misericórdia e os pediu que fossem mostrar ao sacerdote, a autoridade espiritual deles. E, no caminho, aconteceu que todos foram curados. De repente, dos dez, um teve a brilhante ideia de reconhecimento e de agradecimento e voltou para JESUS glorificando a DEUS. E não só O adorou, não só O glorificou, mas também se atirou em Seus pés, com o rosto em terra. E este era samaritano.

Aquele homem simples quis muito mais que a cura: ele desejou ardentemente a presença de JESUS, o louvor e o agradecimento. Mas onde estavam os nove que não fizeram o mesmo? Essa fora a pergunta feita por JESUS: “Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?” (versículo 17). Então, JESUS respondeu apenas para aquele que O procurou humilhado: “Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou” (versículo 19). Dos dez, apenas um. Uma proporção tristemente mínima. Um só voltou para agradecer verdadeiramente e querer caminhar com o Filho de DEUS. Um percentual que até hoje é assistido e verificado. Conseguiram o milagre? Dão às costas e adeus.

Quantos hoje em dia ainda estão, como os nove da história bíblica, a procura de JESUS porque desejam apenas conquistar algo dos seu interesse? Os templos religiosos estão repletos de pessoas assim; e até quem não frequenta mais templo, mas caminham uma trajetória de muito sacrifício somente para verem o milagre acontecer na sua vida ou no meio da família. Mas JESUS ensinou aos Seus discípulos no Monte que o objetivo da caminhada cristã deveria ser bem diferente dessa: “Buscai em primeiro lugar o Reino de DEUS, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6:33-34). É louvável quando uma pessoa persevera, por exemplo, em busca da restauração familiar, mas o coração dela é amar a DEUS acima de qualquer coisa; o seu desejo é agradar dia após dia o seu Redentor.

Buscar o Reino de DEUS é desejar a salvação eterna; é viver uma vida conforme a vontade de DEUS. E descobrir essa vontade só é possível através do conhecimento da sã doutrina, que constitui a Justiça de DEUS. O Reino de DEUS é muito mais que a manifestação de milagres, de curas. Esse é apenas um dos atributos do caráter de DEUS. Há outro muito mais importante, que é a salvação do espírito, a mudança do nosso caráter. DEUS quer transformação em nós, que sejamos completamente diferentes do que éramos quando vivíamos no mundo. E essa vida radicalmente diferente surge quando nos atiramos aos pés de JESUS e focamos essencialmente em Seu Reino e na Sua justiça.

No tempo em que JESUS andou neste mundo como homem, quantos foram beneficiados com os Seus milagres? Inúmeros. Mas quantos genuinamente receberam o milagre do novo nascimento em CRISTO? Quantos receberam a promessa da salvação eterna? Poucos.

Milagres, obtidos sem nenhuma outra pretensão maior, podem nos afastar de DEUS e podem acomodar alguém espiritualmente em uma realidade longe do Reino. Milagres apenas não são suficientes para quem deseja ter uma vida agradável ao SENHOR. Eles devem ser consequência abençoada de quem teve a vida transformada por DEUS. Vivemos o tempo do apogeu do curandeirismo exagerado. Há muitas denominações religiosas substituindo o sofrer por amor ao Reino pelos milagres somente. Quando não se dá ênfase ao milagre em si, explora-se o dinheiro, a prosperidade material. Ou as duas coisas ao mesmo tempo. Alienam-se as pessoas em cima daquilo que não é essencial para a vida delas; constroem-se casas com a areia do mar e não sobre a Rocha. Esses são os falsos líderes, falsos profetas, bem visíveis em nosso meio.

Homem levantado por DEUS não prioriza as coisas da terra, mas do Céu; ensina as pessoas a sofrerem, a renunciarem por amor ao Reino do PAI. Homem de DEUS não prioriza a felicidade de ninguém, mas a santidade das pessoas e o bom cumprimento da Justiça de DEUS aqui neste mundo. E quem lê e examina diariamente a Palavra bem sabe o que é ensinado por aí: se a doutrina de DEUS ou a doutrina e filosofia de homens.

DEUS não quer que ninguém O busque apenas por interesses pessoais de cura, de restauração ou de qualquer coisa semelhante a essas. DEUS quer que nós O reconheçamos como aquele que salva, que transforma caráter e faz todas as coisas novas em CRISTO JESUS. O mais importante é andarmos na Sua gloriosa presença; pois, o resto vem conforme o Seu tempo e a Sua soberana vontade. Descansemos o nosso coração NELE.

DEUS nos abençoe!!


FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Reconstituindo a asa que foi quebrada

Casamento é uma instituição da terra, da carne, criada por DEUS para que os indivíduos vivam em família e busquem juntos a salvação do lar. Casamento deveria ser um meio pelo qual o Nome do SENHOR deveria ser glorificado, especialmente ante os olhos de uma sociedade ímpia e afastada DELE. Mas, na realidade, sabemos que as coisas não funcionam bem assim.

Mais do que qualquer outra pessoa aqui na terra, creio no casamento como uma instituição criada por DEUS. Creio no Poder de DEUS para restaurar o que antes se perdera pela força do pecado e da desobediência; creio na plena restauração dos casamentos falidos e combatidos pelas forças do inferno. Mas não de qualquer jeito. Há um tempo exato e preciso para que a restauração possa acontecer.

Creio que todo o ser humano, que erra, que transgride os Mandamentos de DEUS e O entristece com suas atitudes, pelo Amor do PAI (nunca por merecimento), pode receber uma segunda chance de regeneração (com exceção quando se blasfema contra o Espírito Santo). Nós, como seres falhos e pecadores, somos o maior exemplo dessa verdade. Sempre que nos arrependemos verdadeiramente, recebemos oportunidades de perdão através do Nosso SENHOR e SALVADOR JESUS CRISTO. Observe que escrevi o substantivo oportunidades no plural. Sim, porque JESUS não nos dá apenas uma segunda chance. ELE nos dá oportunidades múltiplas e infinitas, enquanto estivermos vivos, se o nosso coração diante DELE for de extrema sinceridade. JESUS sempre nos perdoa quando nos arrependemos verdadeiramente. ELE é a porta aberta para a nossa regeneração diária. Mas precisamos nos submeter a DEUS, a Sua Palavra, se quisermos ser plenamente transformados pelo Seu Espírito.

Olhando para as Sagradas Escrituras, não creio em uma restauração familiar sem lágrimas de arrependimento, sem mudança interior profunda e radical. O pecador, que deseja a família restaurada, antes disso ele anseia por uma vida com DEUS. Quem deixa de olhar para o Reino e desejá-lo em detrimento de um interesse sexual com o cônjuge, nunca vai navegar nas gloriosas e infinitas bênçãos que DEUS tem para os Seus filhos e as famílias. Quem deseja voltar para casa simplesmente porque está doente ou falido material e financeiramente, quer, na verdade, fazer do seu cônjuge apenas um trampolim para seu novo erguimento moral e financeiro. Depois que estiver novamente forte, voltará a fazer tudo de novo. O coração de quem se arrepende deve estar completamente voltado para o Reino. Não querer compromisso com esse Reino e, mesmo assim, desejar a volta para casa, é uma ameaça à Paz espiritual de quem tenta caminhar com o SENHOR e ao futuro da família. Sem a presença do SENHOR nos corações dos cônjuges, nenhuma família subsistirá ante as pressões que a carne, o mundo e os demônios exercem. Assim como Deus não dorme, satanás também não. Mas com uma grande diferença: DEUS só entra quando a pessoa O busca e abre a porta do coração para ELE entrar. Satanás invade uma alma sem, sequer, pedir licença. Portanto, a vigilância é por demais necessária.

Como orientei, um cônjuge que estava entregue ao pecado precisa, antes de tudo, buscar a sua regeneração através de vida com DEUS e através de Sua Palavra. É necessário haver uma faxina interior completa. O mundo e o desejo de pecar precisam morrer dentro do homem antes que ele volte para casa. O marido ou a esposa que volta para casa sem que essa etapa seja cumprida plenamente na vida dele ou dela vai gerar novos desgastes familiares, profundos aborrecimentos que resultarão em novo repúdio. O nível de tolerância conjugal é quase zero, especialmente quando se volta para casa, depois de uma separação dolorosa, revestida de muita traição. Por isso, um e outro precisam ser tratados eficazmente, à luz da Palavra de DEUS, e através de um conselheiro ungido e preparado, antes de uma reconciliação. Feridas precisam ser curadas e cicatrizadas totalmente.

O tempo de voltar para casa não é o tempo que ambos consideram adequado e correto. Casais, que estão separados, não dispõem, sozinhos, das ferramentas necessárias para conduzirem o processo da volta. Se tentarem agir com as próprias pernas, sem um acompanhamento eficaz, fracassarão juntos. Essa consciência é muito importante. Casais casados feridos é como um casal de aves que teve uma das asas cortadas e isso os impediu de voar juntos. Uma das aves decidiu seguir um rumo estranho, geralmente o caminho da prostituição (o leito da mulher adúltera ou do homem adúltero). O trabalho de reencontrar o ninho novamente é, geralmente, árduo demais. Primeiro precisa reconstruir a alma, o espírito; depois, a asa quebrada; para, somente assim, haver um retorno ao lar de origem. Depois que se sai do pecado, o desejo de pecar precisa morrer completamente dentro da pessoa. Nunca haverá a plenitude do Espírito enquanto esse desejo não morrer e for sepultado de uma vez. Nunca haverá uma família forte, até que a morte a separe, se não houver esse compromisso de mudança e a busca incessante pelo Reino (eu disse PELO REINO, e não por uma vida religiosa em templos).

Um precisa se sujeitar de um lado; e o outro cônjuge, de outro. Sujeitar-se a uma autoridade ungida e capacitada por DEUS, fora dos templos, que os conduzirá a um processo de cura, de perdão, de limpeza interior. Só a autoridade de um ungido de DEUS poderá saber o momento certo para a volta para casa e o início do recomeço. Não dá para se deitar e ter relação sexual com o coração pesado, amargurado, com a sensação de que aquele homem (ou mulher) se deitara com uma prostituta. As noites serão de tormento e ausência de paz interior. O sexo lícito, para ser prazeroso e saudável, precisa ser gerido pelo perdão e a liberdade do coração e da alma. Além do que, o bom cumprimento dos deveres bíblicos de esposas e maridos dia-a-dia será indispensável para o fôlego de vida no casamento.

Aos poucos, o veterinário-conselheiro soltará às aves para voarem juntas outra vez.

Sei o quanto os testemunhos de restauração familiar publicados em nossos sites edificam, renovam as esperanças de quem está em um deserto espiritual. Mas a finalidade deles acaba aí. Até que ponto essas restaurações atingiram a orientação correta, não sabemos. Muito menos se elas foram conduzidas pelas mãos do SENHOR.

Como sempre digo, a volta para casa nem sempre representa a plena restauração de uma família. O certo é que precisamos ter cautela e uma alegria contida, momentânea, ao lermos e sabermos sobre esses testemunhos de restauração. Ela (a restauração) não é tão simples como parece; e pode parecer mais complexa, se o casal não trilhar o caminho certo. Lembre-se: um segundo desgaste conjugal pode parecer mais danoso e derradeiro do que a intensidade da alegria de quando voltou.

Olhar sempre para o Reino de DEUS e buscar o posicionamento correto aqui na terra serão sempre os ingredientes adequados para quem deseja viver a realização dos sonhos de DEUS.

Que o SENHOR nos abençoe com esta palavra!!


FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Grandissimamente, o Amor!

O amor é a mais nobre atitude que um ser humano pode ter. O amor evita as inimizades, intrigas, guerras e o repúdio em qualquer expressão do relacionamento entre as pessoas.

Quando amamos o nosso próximo, reconhecemo-nos semelhantes a ele; e mais que isso: reconhecemos o Amor de DEUS pela nossa vida.

DEUS nos ama porque ELE é o próprio Amor. Provamos que somos nascidos de DEUS e O conhecemos amplamente quando amamos a todos indistintamente: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus, e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por Ele vivamos. Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas Ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor” (1 João 4:7-12).

Há algumas informações preciosas no texto acima:

1) DEUS amou pecadores, pessoas que O desagradavam deliberadamente, que não queriam saber DELE. O Amor de DEUS pelo mundo gerou esperança de regeneração aos perdidos, aos que viriam a crer nesse amor. Mesmo conhecendo uma humanidade rebelde, desobediente, desde o primeiro pecado, passando por todo o tempo antigo dos patriarcas, reis, profetas, o SENHOR, ainda assim, não desistira de salvar a mim e a você, e a todos quantos cressem no Seu Nome. Nós, em nossa natureza pecaminosa e desobediente, não queríamos ser salvos por ELE nem conhecermos o Seu Amor. Mas, ainda dessa maneira, o SENHOR não desistiu de nenhum de nós. Antes, preferiu e prefere sair da simplicidade óbvia: amar apenas aqueles que declaram amor a ELE.

2) O exercício do Amor de DEUS produziu algo concreto, manifestado através de uma referência visível: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). JESUS saiu da Sua glória eterna e se fez homem entre nós. Todos viram o Filho de DEUS como homem nessa terra. JESUS morreu em uma cruz, sem pecado algum, e todos assistiram àquela cena. Àqueles que já creram e perseveram em Seu caminho, DEUS diz: “Vejam que grande Amor tenho EU por suas vidas. Eu os resgatei do mundo, os remi e os sustento com a minha destra forte”. Àqueles que ainda não creram, ELE também manda um recado: “Meu Amor continua disponível para vocês, que insistem em não serem meus filhos amados. Eu não desistirei da vida de nenhum de vocês”.

3) Se quisermos ser filhos DELE, DEUS ordena que amemos desse mesmo jeito qualquer um ao nosso redor. Por que DEUS exige que amemos o próximo independentemente do ele nos faça? Porque precisamos entender e aceitar que, mesmo possuindo o Espírito de DEUS em nós, continuamos a desagradá-LO, a entristecê-LO, e nem por isso o SENHOR desiste de nos amar. Nós desagradamos a DEUS e, mesmo assim, ELE nos ama. Não somos merecedores desse Amor. Se o próximo nos desagradar, ainda assim devemos amá-lo. O verdadeiro Amor não julga merecimento nem espera reconhecimento. Por isso, devemos amar principalmente aqueles que nos fazem mal, que nos desagradam e frustram as nossas expectativas.

A desistência da vida de quem quer que seja é a maior prova do nosso desamor e de que ainda não somos nascidos de DEUS nem O conhecemos. Leia, agora, uma declaração do apóstolo Paulo acerca desse Amor: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas DEUS prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6-8).

Talvez você até tenha coragem de morrer pelo seu herói aqui na terra; morrer por um amigo-irmão, ou mesmo pelo seu pai, sua mãe, por um filho, ou qualquer outro parente mais achegado. Mas, morrer por alguém que te fere, que te causa dor, ninguém se atreveria. Morrer aqui significa pôr a vida em sacrifício; sacrificar-se por amor a alguém que não mereça. Pois foi isso que Paulo afirmou: que JESUS deu a Sua própria vida por amor de nós, ainda quando éramos escravos do pecado. É exatamente esse Amor que DEUS quer que amemos uns aos outros. Quando amamos dessa forma, geramos esperança de redenção, de restauração, na vida de um perdido, rebelde, desobediente.

Amar assim é muito mais que um dever cristão; é um Mandamento de JESUS para a nossa vida: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15:12) (grifo meu).

Observe: não pode ser de qualquer jeito nem qualquer expressão de amor que consideramos correta. O nosso amor ao próximo deve possuir uma referência clara e exata: o Amor de DEUS por nós.

Há muitas pessoas deixando de amar, de conviver, quando o próximo magoa, fere, entristece a alma. A maior expressão do desamor é a desistência, o repúdio. Se quisermos ser aperfeiçoados no AMOR, precisamos estar preparados para viver situações adversas, negativas. Esse grau de experiência é possível para o ajuste, o crescimento e o fortalecimento do relacionamento. É por essa razão também que muitos casais precisam passar por dificuldades financeiras, crise de identidade, lidar com o aborrecimento e o pecado do outro. E não só como casal dentro de um lar, mas em qualquer nível de relacionamento, especialmente como igreja. Dar às costas, quando percebemos adversidades, não é atitude de quem é nascido de DEUS. E por que comumente estamos a repudiar aqueles a quem reputamos imerecedores do nosso amor? Exatamente porque nos sentimos em um nível de perfeição maior que o do outro. Consideramo-nos tão certinhos e perfeitos que, toda pessoa, que não atingir as nossas expectativas individuais, será digna de ser rejeitada, abandonada por nós. Mas, lembramo-nos: no Amor, nosso nível de tolerância deve ser ilimitado.

Muitas esposas e maridos hoje se encontram em profundo deserto espiritual porque foram abandonadas (os) pelo desamor dos seus cônjuges. Mas, mesmo em um deserto espiritual, tais esposas e maridos estão a julgar o próximo, a repudiá-lo, a estarem apenas em lugares e com pessoas que lhes são convenientes. Isso não é Amor. Até aqueles que foram repudiados pelo desamor ainda não aprenderam a amar o semelhante. A saída de um deserto espiritual representa o conhecimento e a prática do grandioso e perfeito Amor. Quando DEUS percebe que aprendemos a amar verdadeiramente o outro durante a caminhada no deserto, ELE nos tira de lá. Porque quem volta para casa sem o conhecimento do Amor, termina por sair outra vez. E quem volta a conviver com um cônjuge falho, sem também ter experimentado esse conhecimento, tem um nível de tolerância próximo de zero; e as crises e o desejo de repúdio voltam a acontecer.

Vamos relembrar as quatro características do verdadeiro Amor: 1) ELE TUDO SOFRE. 2) ELE TUDO CRÊ. 3) ELE TUDO ESPERA. 4) ELE TUDO SUPORTA (Referência a 1 Coríntios 13:7).

SOFRIMENTO, FÉ, ESPERANÇA E FORÇA são as quatro preciosas virtudes de quem ama.

Foi e é assim que o SENHOR nos ama. ELE não desistiu de nos amar. Continuamos a ser tão falhos, tão pecadores, tão desobedientes a Sua Palavra, mas, ainda assim, ELE nos ama, não desiste de nós e nos aperfeiçoa no Seu Amor. Tem uma música, que gosto muito, de um cantor católico romano, Ricardo Sá, que diz: “O amor é decisão, e eu decidi te amar”. Não espere para amanhã. Decida hoje mesmo amar o perdido, aquele que te faz mal, o que está constantemente a te ferir na face. Ame-o!! Para que o Amor de DEUS seja abundante em sua vida.

Que o SENHOR nos abençoe!


FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

O silêncio e a voz de DEUS

Quem conclui o último versículo do livro do profeta Malaquias e inicia os primeiros do Evangelho de Mateus, não imagina que, entre um livro e outro, ocorreu um período de aproximadamente 400 anos de profundo silêncio de DEUS.

Com o intuito de preencher esse silêncio, muitos livros apócrifos foram escritos nesse período. Esses livros foram incluídos no cânon da Septuaginta e Vulgata Católica Romana e constituem o que hoje chamamos de apócrifos, que significa “livros ocultos, escondidos” não reconhecidos pelos protestantes como sendo inspirados ou legítimos por Deus.

Mas o fato é que DEUS manteve o silêncio absoluto por todo esse tempo. Todas as profecias já haviam sido manifestadas através dos seus profetas. Agora só precisavam ser cumpridas. O silêncio de DEUS externa um tanto o Seu registro de protesto sobre um povo que não aprendera a obedecê-LO, a crer plenamente nEle, a viver emaranhado no pecado e a ouvir homens que não falavam pela boca do SENHOR.

DEUS também se ira, indigna-se e se entristece com o Seu povo. Até quando está em silêncio, a mudez de Suas palavras são respostas, recados para aqueles que ousam não obedecê-lo. Aliás, abrir um parêntese para explicar essa obediência é necessário. Ela não está simplesmente em não mentir, não roubar, não idolatrar nem adulterar; mas principalmente em obedecer aquele a quem DEUS constituiu como canal da Sua boca aqui na terra.

A Bíblia traz muitos registros de DEUS falando diretamente com aqueles que ELE levantou, capacitou e ungiu para cuidar do Seu povo. Mas não traz nenhum registro de DEUS falando audível e diretamente com pessoas comuns e pecadoras. Não que os líderes levantados por ELE sejam melhores, perfeitos e livres da possibilidade de pecar. Não é isso. Todos são iguais perante o SENHOR, porém exercem funções diferentes. DEUS separou alguns homens, capacitou-os para o cumprimento de alguns objetivos: apascentar o seu povo, guiá-lo para o Seu Reino; estabelecimento da hierarquia do Reino aqui na terra e também para ser a boca do SENHOR para todos os demais detentores de Suas promessas.

Êxodo 3:14: “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós”.

Êxodo 14:15: “Então disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem”.

Josué 1:1-2: “E sucedeu depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, que o SENHOR falou a Josué, filho de Num, servo de Moisés, dizendo: Moisés, meu servo, é morto. Levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel”.

Juízes 6:17-18: “E ele disse: Se agora tenho achado graça aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu que falar comigo. Rogo-te que daqui não te apartes, até que eu volte e traga o meu presente, e o ponha perante ti. E disse: Eu esperarei até que voltes”.

1 Samuel 3:11: “E disse o SENHOR a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos”.

2 Samuel 2:1: “E sucedeu que depois disto que Davi consultou ao SENHOR, dizendo: Subirei a alguma das cidades de Judá? E disse-lhe o SENHOR: Sobe. E falou Davi: Para onde subirei? E disse: Para Hebrom”.

Jó 40:1-5: “Respondeu mais o SENHOR a Jó, dizendo: Porventura o contender contra o Todo-Poderoso é sabedoria? Quem argui assim a Deus, responda por isso. Então Jó respondeu ao SENHOR, dizendo: Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho à boca. Uma vez tenho falado, e não replicarei; ou ainda duas vezes, porém não prosseguirei”.

Isaías 7:3-4: “Então disse o SENHOR a Isaías: Agora, tu e teu filho, Sear-Jasube, saiam ao encontro de Acaz, ao fim do canal do tanque superior, no caminho do campo do lavandeiro. E dize-lhe: Acautela-te, e aquieta-te; não temas, nem se desanime o seu coração, por causa destes dois pedaços de tições fumegantes, por causa do ardor da ira de Rezim, e da Síria, e do filho de Remalias”.

Jeremias 1:7: “Mas o SENHOR me disse: Não digas: Eu sou um menino, porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto eu mandar, falarás”.

A partir desses exemplos, vimos que o SENHOR de fato fala, mas apenas, diretamente, com aqueles a quem ELE instituiu como autoridade aqui na terra para ser instrumento de Sua voz. E por que apenas com esse tipo de pessoas? Para que haja fé e obediência da parte do povo; para que todos aprendam a se submeterem e a respeitarem o valor dessa hierarquia.

A cultura do “Deus falou comigo”, “Deus está mandando te dizer”, nada mais é que do que obra da imaginação humana, motivada por sua carnalidade e pelo instinto de desobediência ao PAI. Cuidei de uma ovelha que vivia ouvindo o que os falsos profetas falavam aos seus ouvidos pelo mundo afora. Cada um que lançasse uma “profecia” do seu próprio umbigo. Esse irmão vivia em um desespero só, espírito de confusão em sua mente. Quando descobri esse erro, logo o coloquei no lugar certo: “Você tem pastor, homem de DEUS. Se DEUS quiser falar algo sobre você, falará para o seu pastor”. A partir desse dia, nenhum falso profeta se atreveu a perturbá-lo e a Paz e a confiança reinaram em sua vida.

DEUS quer cada povo com a sua autoridade instituída por ELE aqui nesta terra. Essa é ordem maior do grande Ministério de JESUS. Ao ser enviado pelo PAI, JESUS chamou e capacitou apóstolos, os quais, depois de Sua ressurreição, transferiram essa unção e esse chamado para outros de futura geração até os dias de hoje.

É claro que há muitos espalhados pelo mundo afora usando o Nome de DEUS em vão com a finalidade de enganar e aprisionar uma multidão debaixo dos seus vis interesses. Na época do profeta Jeremias, DEUS alertara sobre a presença de sacerdotes que usavam o Santo Nome DELE em vão, sem que isso fosse verdade: “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam, fazem-vos desvanecer; falam da visão do seu coração; não da boca do SENHOR. Dizem continuamente aos que me desprezam: O SENHOR disse: Paz tereis; e a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração, dizem: Não virá mal sobre vós” (Jeremias 23:16-17).

Ou seja, os sacerdotes e os profetas daquele tempo inspiraram muitos líderes religiosos nos tempos de hoje. Tanto aqueles como estes desejam PAZ e dizem que aqueles que vivem a fazer o mal não terão recompensa alguma. Mas o SENHOR alerta: “Não sou eu quem está falando pela boca deles”.

Os falsos profetas falam apenas para o benefício do seu vil interesse. Aquele que é de DEUS fala para o benefício do Reino. Agora, alguns detalhes muito importantes para você ter discernimento se é realmente DEUS quem está falando com você:

1. A voz de DEUS quase sempre não vai representar aquilo que as pessoas esperam ouvir. DEUS não está interessado em usar a Sua voz para agradar A ou B. Muitas pessoas quando ouvem o que não querem logo se afastam do líder por achar que não é DEUS falando com elas. Ouvir apenas o que nos apraz é uma massagem no nosso EGO, que nos leva a profundas ilusões.

2. A voz de DEUS denota exortação, conselhos muitas vezes duros e estreitos, que nos leva a uma vida de renúncia, obediência e santidade. Mas não se esqueça de que DEUS pode te pedir coisas aparentemente esquisitas como fez com Noé, com Abraão, com Pedro e com tantos outros. Se a voz de DEUS soa como algo esquisito aos seus ouvidos, tendo a certeza de que partiu de um homem de DEUS, não tarde em obedecer. Nada do que DEUS nos pede é fora dos propósitos do Seu Reino.

3. O homem a quem DEUS chamar para ser instrumento de Sua voz tem que ter um testemunho de chamado, de experiências com o SENHOR. Lembre-se: os critérios de DEUS não são como os nossos critérios, nem a Sua Justiça como aquilo que concebemos como certo e justo. Não é o homem que vai se apresentar a você como o mais santo e perfeito. Todos aqueles que DEUS usou como instrumentos de Sua voz foram homens falhos e pecadores. Não se esqueça de que Moisés havia matado um egípcio; que Davi deitara com uma mulher casada; que Pedro havia negado o SENHOR JESUS três vezes. Geralmente, quando olhamos um homem mal vestido, de língua pesada, sem muita expressão e notoriedade, falho, bem humilde, logo concluímos que aquele não pode ter sido chamado e escolhido pelo SENHOR. Ou, por trás de um homem bem vestido, Pastor Presidente de alguma denominação, rico e famoso, que recita versículos decorados, ao ponto de impressionar os nossos olhos, pode se esconder um falso profeta, um homem a quem DEUS nunca usou a sua boca.

4. Há palavras que você já pode deduzir que não são de DEUS. Vou dar um exemplo prático com um assunto que nos é bem familiar. Uma esposa fora abandonada pelo seu marido, que foi para o mundo, entregar-se ao pecado do adultério. Um pastor, dizendo de DEUS, diz que DEUS afirma que ela pode, a partir de um divórcio, unir-se sexualmente a outro homem; que DEUS tem outro melhor para a vida dela. Esse é tipicamente um exemplo de uma fala que não provém do SENHOR, mas da carne, do homem. Embora DEUS não venha a desejar a restauração da união com aquele adúltero, isso, segundo a Palavra, não significa que DEUS a está liberando antecipadamente para os braços de outro homem. Tanto nos casos de restauração como nos de morte, DEUS manda o seu povo ESPERAR. DEUS não nega a Sua própria Palavra e conselhos. A única coisa que desfaz um casamento de pessoas, independentemente de sua religião, é a morte de um dos cônjuges (1 Coríntios 7:39). Um pastor, que orienta uma esposa repudiada a buscar o divórcio e a se casar novamente com outro homem, prova que não tem o Espírito de DEUS e não tem capacitação espiritual alguma de apascentar as ovelhas do SENHOR. Fuja da presença desses!

Por fim, DEUS tem todo interesse de falar com os Seus filhos também nos dias de hoje: através de louvores, da própria Palavra, através dos Seus ungidos; e quando ninguém se dispuser a ser instrumento de Sua voz, através de coisas inanimadas ou até mesmo de animais. Porque ELE é soberano, não depende de ninguém; nós é que dependemos DELE.

Quer ouvir a voz suave e perfeita de DEUS? Entregue-se totalmente a ELE e em obediência ao Seu ungido aqui na terra.

Que DEUS nos abençoe!


FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

DEUS nos chamou para a Paz

O repúdio pode até não ser evitado; mas dores, desespero, depressão, desesperança, vontade de morrer, frustrações futuras, tudo isso pode nem renascer no coração de um repudiado, se ele estiver bem posicionado na batalha espiritual.

O fato da alma de um cônjuge ruir no mundo, no deleite das concupiscências carnais, não significa que a estrutura espiritual de quem ficou também deva desabar. Mas, infelizmente, não é isso que se vê, especialmente, quando ocorre a destruição familiar. Não bastasse a dor do abandono, as pessoas repudiadas frequentemente se desesperam, sentem vontade de morrer, perdem o chão e a esperança de viver. Refiro-me especificamente às esposas e aos maridos repudiados cristãos, que conhecem a doutrina cristã do casamento que afirma que só a morte pode desfazê-lo.

As pessoas, que quase não sentem a dor da destruição familiar, são exatamente aquelas que não têm uma vida dedicada ao Reino de DEUS; apenas frequentam templos, e que já veem como normal as separações conjugais. Logo, estarão nos braços de outros, entregues igualmente ao adultério, refeitas no aspecto emocional.

É possível ter Paz, mesmo depois de ter sido abandonado (a) pelo cônjuge do primeiro casamento? É possível viver de cabeça erguida e de alma em Paz, logo depois de o vendaval ter destruído uma parte importante da estrutura familiar? É possível evitar dores futuras, novas surpresas desagradáveis? A resposta que darei é que não é só possível, mas necessário.

O que causa a dor e o sofrimento na alma é ver o sonho familiar, do casamento, frustrado. É o vínculo emocional, a raiz invisível sentimental que une maridos e esposas. É o olhar para trás e imaginar que toda uma trajetória de sonhos e de ambições fora perdida, desde o primeiro olhar de quando se conheceram, os dias de namoro, noivado, o esperado dia da troca de alianças no altar e a difícil construção do lar.

É preciso ter maturidade e fé para entender que nada está perdido. A presença do inesperado em nossa vida é para que possamos estudá-lo melhor e entendermos o porquê de ele ter acontecido; o que motivou o fracasso na convivência familiar; e um olhar de esperança de restauração no futuro. A Psicologia até faria o mesmo, sem a perspectiva de um novo começo com a mesma pessoa. A Psicologia secular e até algumas lideranças religiosas desavisadas orientam um cônjuge repudiado a se convencer dos seus fracassos, aceitá-los, dar a volta por cima e recomeçar com uma nova pessoa. São orientações de quem não conhece genuinamente a doutrina do Reino de DEUS.

DEUS não manda ninguém aceitar os erros do passado; mas enxergá-los e corrigi-los. Assim como não orienta a nenhum casado em primeiro casamento, mesmo depois de um repúdio e de muitas traições e de um divórcio, dar as costas àquele ou àquela o repudiou. DEUS nos convida a mudarmos de vida, de atitudes, e, principalmente, a lutarmos. Todo o sentido de DEUS aponta para a restauração, seja da alma, seja de uma família. DEUS é Aquele que restaura o que está perdido.

O processo de restauração em um deserto espiritual passa a ser prazeroso e tranquilo quando se tem maturidade espiritual; quando, repito, se está bem posicionado. O que chamo de bom posicionamento no deserto é a consciência de que não se deve tentar atravessá-lo sozinho (a). Também uma vida dedicada aos templos religiosos não significará que uma pessoa não estará sozinha. Há muitos sozinhos, sem cobertura e acompanhamento adequados dentro dos templos denominacionais, tão sozinhos quanto aqueles que não vão. E a depender da grandeza e do tamanho do prédio, aí é que a solidão espiritual se torna maior e a porta de saída do deserto mais distante.

No geral, pastores de templos possuem uma preocupação bem diferente daquelas, por exemplo, em acompanhar de perto uma pessoa que está com a família destruída e que deseja restaurá-la no SENHOR. Tenho dito com insistência que esse é um trabalho apenas para quem, um dia, atravessou o deserto, e fora chamado, ungido e capacitado por DEUS para essa grande missão. É preciso amar as vidas e as famílias (não de boca); mas com atitudes que levem cura, maturidade espiritual e pessoal, doutrinação neotestamentária, esperança aos corações hoje sofridos.

A Paz, a que DEUS nos chamou quando nos tornamos igreja DELE, deve prevalecer na alma, no espírito, mesmo depois de um repúdio. Vejamos três versículos que citam a importância dessa Paz em nós.

“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33);

“Deixo-vos a Paz, a minha Paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27);

“Mas se o descrente se apartar, aparte-se; porque nesse caso o irmão ou a irmã não estará sujeito à servidão; mas Deus nos chamou para a Paz” (1 Coríntios 7:15).

Veja bem: o SENHOR não está dizendo que os Seus filhos não iriam passar por dissabores, mesmo depois que receberam a promessa de herança do Reino. Mas ELE está nos exortando a vivermos inseparavelmente com a Paz que ELE nos deixou como o sustento nas horas mais difíceis. É essa Paz que não vai permitir que a verdadeira esperança desapareça do nosso coração. É a Paz de JESUS que não nos deixará sair do Caminho e, consequentemente, do foco celestial. Observe que no primeiro versículo, JESUS afirma que no mundo sofreremos grandes aflições, dissabores, injustiças. Mas ao final, ELE exorta: mesmo diante de tudo isso, tenham ânimo que, traduzindo, quer dizer vida. No segundo versículo, JESUS faz a diferenciação da Paz, que provém DELE, com a paz do mundo. A verdadeira Paz, aqui transcrita com P maiúsculo, é o ingrediente necessário para os filhos de DEUS superarem os momentos mais difíceis de suas vidas. Ou seja, no meio da dor e do sofrimento, essa Paz sempre existirá; ela estará dentro de nós e nos conduzirá a uma vida de vitórias e plena NELE. A paz do mundo acontece apenas quando tudo está indo muito bem. Se algo aparecer fora do esperado, logo ela vai embora.

O terceiro versículo transcrito traduz uma situação bem específica: a de um momento de repúdio familiar, separação conjugal. O texto escrito pelo apóstolo Paulo traz uma informação importantíssima bem no seu começo: o desejo de repúdio é da natureza de uma pessoa descrente, ímpia, sem temor algum a DEUS. Depois, ele diz que o descrente está livre para seguir o caminho que quiser, do pecado; e que o cônjuge cristão, que fora repudiado por ele, precisa não se opor a esse desejo maligno  para que, no futuro, não venha o cristão a sofrer maus tratos físicos ou morais por ter forçado uma situação de convivência conjugal. E ao final está escrito: “Deus nos chamou para a Paz”.

A Paz de CRISTO não nos habilita a seguirmos um caminho que ELE próprio diz ser do mal e que tanto abomina: um novo relacionamento sexual e a conivência com o divórcio. Há alguns teólogos fracassados e lideranças puramente carnais que insistem em ver nesse chamado uma possibilidade para um novo casamento depois do divórcio. Toda a exegese bíblica, neotestamentária, alerta a igreja de JESUS aqui a terra a permanecer santa, mesmo diante de alguns fracassos. A perseverança pela santidade levará a igreja a seguir o caminho da renúncia do próprio EU, a ser totalmente diferente do mundo. Não existe igreja de JESUS com feições mundanas. Esse é um fato indiscutível. Se ela tiver que se tornar “eunuco” pelo Reino, que se faça. Se ela tiver que arrancar algum membro do corpo, que esteja sendo obstáculo para uma vida em santidade, que também o faça. Quando necessário, a santidade do SENHOR exigirá do seu povo que tome atitudes radicais pela preservação de sua santidade e salvação.

Por fim, é preciso estarmos muito íntimos do SENHOR DEUS, se quisermos receber o selo da vida eterna; e também se quisermos ver os milagres DELE ainda neste mundo. Para isso, temos que nos sujeitar e obedecer à autoridade terrena que ELE ungiu e constituiu para cuidar de nós e nos direcionar a Sua vontade (Hebreus 13:17). DEUS não se agrada de quem insiste em andar sozinho (a), orar sozinho (a), fazer o que acha que está certo. Pessoas assim não crescem, não aprendem, não são transformadas nem mais que vencedoras em CRISTO JESUS; e ainda terminam sendo marionetes do diabo no deserto em que enfrentam...

Que DEUS continue tendo misericórdia de nós!


FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

A compaixão cura mais do que a condenação

O sentimento de condenação traz culpa, vergonha e nos coloca para baixo. Muitas vezes nós fazemos coisas que não devíamos e depois ficamos nos castigando por aquilo, mesmo depois de termos arrependido. Por que fazemos isso? Precisamos aprender a ignorar os sentimentos ruins pelas coisas que aconteceram no passado, pois só assim poderemos viver a vida que Deus tem para nós. Entenda uma coisa: Jesus veio para te levantar, não para te acusar. Você não precisa levar 'chicotadas' de Deus. É certo que se você é filho(a) de Deus, você receberá a disciplina do Pai (Leia: Deus castiga quando nós pecamos?), mas com certeza Ele não te humilhará nem ficará apontando o dedo para as suas falhas. É o diabo quem quer te colocar. Ele traz condenação, mas Jesus oferece o perdão. Ele coloca confusão no seu coração, mas Jesus oferece a paz. Toda vez que pecamos, o Espírito Santo nos convence, mas o diabo tenta nos acusar e condenar, e isso faz com que fiquemos fracos e presos a um ciclo de pecado.

Há alguns anos, eu estava falhando muito como cristão, e isso me deixava muito mal pois eu pensava que ninguém enfrentava as mesmas lutas que eu. E tudo que eu mais queria era ouvir uma pregação ou uma palavra amiga dizendo: "Ei, você que se sente fraco, saiba que você não está sozinho! Eu entendo você! Eu sei que realmente é difícil negar as vontades da carne, mas estarei orando por você e Deus te dará forças!" Mas infelizmente, tudo o que eu via ao meu redor eram pessoas "aparentemente" santas, que se mostravam intocáveis e que diziam que nunca devemos pecar etc.

A mensagem que elas pregavam estava correta, mas por mais que eu tentasse, a 'carne' era mais forte do que eu. Então o que eu fiz? Procurei buscar mais a Deus e fui percebendo que quanto mais eu caía, mais a graça Dele e o Seu amor enchiam meu coração. Não que eu estivesse me apoiando no pecado, como diz em Romanos 6:1,2: "Que diremos pois?Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde em nós? De modo nenhum! Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" Mas o que quero dizer é que a graça de Deus vinha mais forte sobre mim, justamente quando eu estava mais fraco. Acredito que Deus não estava apoiando as minhas atitudes, mas Ele sabia que me condenar por meus erros, não levaria a nada. Deus sabia que eu estava lutando e querendo a libertação. E tudo o que eu precisava era do Seu amor para ter forças e sair daquela situação. Hoje, graças a Deus, eu aprendi que estender a mão a alguém que cometeu erros é muito melhor do que condená-la. Por isso escrevi no título dessa mensagem: "A compaixão cura mais do que a condenação."

Eu não sei como está a sua vida. Talvez você já vem se culpando há muito tempo, mesmo tendo sido perdoado por Deus. Por isso eu quero incentivá-lo a não aceitar mais a condenação! A Bíblia ensina claramente que Jesus já nos libertou da dívida que nós tínhamos, morrendo por nossos pecados e vencendo a morte. E hoje, se crermos Nele de todo o coração e obedecermos Suas palavras, seremos totalmente livres do pecado! Graças a Deus que através de Cristo, podemos ter uma vida cheia de paz e alegria! Essa vida já está disponível para mim e para você, e tudo que precisamos fazer é acreditar e receber!

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito." (Romanos 8:1)


FONTE - PASTOR  ANTÔNIO JÚNIOR

Deus castiga quando nós pecamos?

"Olá, pastor. Sou novo na fé e gostaria de saber se Deus castiga quando cometemos algum pecado."

R: Antes de responder a sua dúvida, precisamos saber a diferença entre castigo (punição) e disciplina. Segundo o dicionário, "punir" significa: castigar, reprimir, infligir castigo etc. Já a palavra "disciplinar" quer dizer: fazer obedecer (pessoas ou coisas), disciplinar as tendências, hábitos; estabelecer determinados princípios etc.

Para aqueles que acreditam em Jesus como único Senhor e Salvador, todos os seus pecados (do passado, presente e futuro) já foram castigados na cruz. Em Isaías 53:5,6 está escrito: "... Ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós".

A humanidade está debaixo de uma condenação, mas, como seguidores de Cristo, nós nunca seremos castigados pelos nossos pecados, pois Jesus já pagou por todos eles com o próprio sangue. A Bíblia diz: "Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus" (2 Coríntios 5:21). Ou seja, por causa desse sacrifício, quando Deus olha para nós, Ele enxerga o que Jesus fez por nós na cruz - Ele nos tornou justos ao olhos Dele. Com isso, devemos acreditar nessa palavra: "Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus" (Romanos 8:1). 

Mas talvez você se pergunte: "O que acontece se eu continuar pecando mesmo depois de ter aceitado Jesus como Salvador?"

A Bíblia diz que você nunca conseguirá ser 100% santo, porque você ainda habita em um corpo contaminado pelo pecado (Rm 7:14-21). Entretanto, se você nasceu de novo, o pecado já não tem domínio sobre você! Ele será apenas um "acidente de percurso", uma falha:

"Todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus permanece nele; ele não pode estar no pecado, porque é nascido de Deus" (1 João 3:9)

A semente de Deus dentro de nós é o Espírito Santo, e é Ele quem nos santifica e nos convence do pecado. Porém, nós temos o livre arbítrio e se permitirmos que o pecado permaneça em nossas vidas, o Senhor irá nos disciplinar! Ele nos disciplina quando sabemos que certa prática é pecaminosa, mas ainda assim, não arrependemos e não abrimos mão dela. Isso não quer dizer que Deus seja mau ou vingativo. Assim como um pai disciplina o seu filho para o seu bem estar, o Pai celestial, com muito amor e cuidado, nos corrige e nos faz voltar para os Seus caminhos. Veja:

"Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Pois, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos! Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados" (Hebreus 12:7-11).

Por isso, a disciplina é usada por Deus para tirar os Seus filhos do pecado e levá-los à obediência. Através dessa disciplina, Deus abre os nossos olhos para que possamos enxergar, de forma mais clara, o que Ele tem para nossas vidas. Como Davi disse no Salmo 32, a disciplina de Deus nos leva a confessar e nos arrepender dos pecados que ainda não foram tratados. Ou seja: a disciplina é como uma “limpeza” em nosso espírito. Ela também nos leva a experimentar “a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). Isso quer dizer que a disciplina é algo muito bom!

Temos que nos lembrar que o pecado estará em nossas vidas enquanto estivermos nesta terra (Romanos 3:10,23). Por isso, não basta apenas lidarmos com a disciplina de Deus. Precisamos também, lidar com as consequências do pecado. Por exemplo: se um cristão furta algo, Deus vai perdoá-lo do pecado, restaurando a comunhão com Ele. No entanto, as consequências do furto podem ser graves, levando até a prisão. Nós não podemos fugir dessas consequências, mas, mesmo que elas aconteçam, Deus trata conosco através delas, aumenta a nossa fé e nos faz voltar ao caminho certo. É por isso que costumamos dizer: "É melhor vir para Deus por amor, do que pela dor".

"... Santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês... É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal" (1 Pedro 3:15,17).


FONTE - PASTOR  ANTÔNIO JÚNIOR

O que é ser feliz?

Você é feliz?  Disse Jesus: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus. (Mateus 5,3)

Alguém pode dizer que ninguém é feliz ou infeliz, o que existe são momentos de maior ou menor felicidade. A questão é que nem sempre alcançamos a felicidade, porque sempre a medimos pelo critério de posse. É claro que a posse: bens materiais e saúde, pode nos proporcionar momentos de felicidade. Entretanto, momentos são passageiros, e o que fica na vida são os outros momentos, cheios de altos e baixos, e que geralmente o dinheiro não pode comprar. 

Jesus apresenta para nós uma escala de valores que pode nos ajudar a sermos felizes!! Primeiro Ele disse: FELIZES OS POBRES. Com certeza essa ideia de felicidade não combina as propostas da sociedade moderna, que vê a felicidade mais no “ter” que no “ser”, medindo segundo as posses, a fama, sucesso e poder. A primeira bem-aventurança de Jesus nos desafia a sermos pobres. Aos olhos da nossa sociedade capitalista, isso não é um valor e sim um desvalor, não é verdade? Agora quem você acha que está mais correto? Eu fico com Jesus! Por outro lado, ser rico, para muitos, significa ter poder, ser honrado e exercer domínio. Aqui é que começa o perigo, porque onde existe poder, riqueza e sentimento de superioridade existe também oprimidos, esmagados e desprezados! 

Tornar-se "pobre de espírito" significa tirar de nós o espírito consumista e acumulativo, abrir mão de atitudes arrogantes, ganância, poder e domínio sobre os outros, dividir o pouco com quem não tem e viver com um coração necessitado de Deus. Às vezes parece que Deus separou um punhado de felicidade para cada um de nós. Sobre cada "punhado", Ele pôs o nome da pessoa a quem estava destinada a felicidade. Mas na hora de nos entregar, Ele embaralhou tudo e nos entregou tudo misturado, para que cada um encontre sua felicidade no outro!

FONTE - PASTOR  ANTÔNIO JÚNIOR

Mudança de vida para hoje!

Você quer mudança de vida hoje? Em todas suas decisões já tomadas e acontecimentos do passado, aprenda as lições e olhe para frente mais rápido do que o tempo que você levou pra ler esta frase. Não perca tempo. Não fique lamentando, resmungando, culpando a si mesmo nem os outros. Veja logo o que tem que ser feito e faça.

Entenda que as nossas energias devem ser focadas no presente, no que ainda podemos mudar, e não no que já está determinado. Quase todos os dias alguém, buscando um conselho, comenta comigo:

. Acho que casei com a pessoa errada. Devo continuar?
. Cometi muitos erros. Como me levantar de novo?
. Minha namorada terminou comigo, mas ainda gosto dela. O que faço?
. Já gastei muito dinheiro neste negócio, mas não está dando certo. Continuo ou fecho e assumo as perdas?

Há decisões que você já tomou ou tomaram por você e não têm mais volta. Por isso, é inútil ficar questionando de tempos em tempos o que já está feito. Você se casou e todas as vezes que tem problemas, fica se questionando se deve continuar neste relacionamento. Investiu o dinheiro no negócio e quando o telefone não toca como esperado, questiona se foi bom ter investido. Pecou e fica revivendo o que aconteceu na cabeça. Perda de tempo. Desperdício de energia. É melhor você usar essa energia buscando soluções, focando o que pode fazer agora para resolver o problema.

Infelizmente a maioria das pessoas gasta a maior parte do tempo se lamentando, questionando, culpando a si e aos outros por sua situação. Não seja parte dessa maioria. A verdadeira questão é: Você quer mudar de vida? Então pense: O que você pode fazer hoje para mudar sua situação? Onde você está, há alguém que possa te ajudar? O que tem em suas mãos? Então esqueça o que passou, olhe para a frente e Deus estará do seu lado!

FONTE - PASTOR  ANTÔNIO JÚNIOR

Cuide bem da sua VIDA

Vivemos numa sociedade cheia de avisos de alerta. De bula de remédios, datas de vencimento em embalagens, a alertas de risco em motosserras. Os avisos de alerta chamam nossa atenção para todos os tipos de riscos. Eu lembro que recebi uma carta com um presente muito especial dentro dela. A pessoa que enviou, colocou no pacote um grande adesivo vermelho com o escrito: Frágil - Manuseie com cuidado. Quando eu penso sobre a vida e o quanto ela também é frágil, eu me pergunto se não deveríamos usar adesivos com essas advertências.

Não é bom vivermos a vida pensando que somos invencíveis e tudo ficará bem, apenas pra descobrirmos que somos muito mais frágeis do que pensávamos. Basta uma ligação do médico dizendo que temos uma doença ou o desvio de um motorista descuidado à nossa frente, para lembrarmos que a vida é totalmente incerta. Não há garantias! Nenhum de nós pode garantir que irá viver até amanhã. Por isso no Salmo 90 encontramos um conselho importante, que também é um tipo de aviso de alerta: 
"Senhor, ensina-nos a contar nossos dias, para que alcancemos um coração sábio." (Salmos 90:12) 

Que eu e você escolhamos viver como se fosse nosso último dia aqui na Terra, valorizando as pessoas ao nosso redor, perdoando e sendo mais compreensivos. Que você possa cuidar da sua vida com responsabilidade e andando nos caminhos de Deus sempre!

FONTE - PASTOR  ANTÔNIO JÚNIOR
 

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