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A cruz dos maridos repudiados

Ontem tive o privilégio de sentar para uma orientação particular com mais um de tantos maridos que foram repudiados pelas suas esposas. Você deve se perguntar: o que leva um homem, ainda à flor da idade, a querer lutar pela libertação de sua esposa que até já vive com outro homem? Isso tem um nome: CRUZ.

Cruz é lugar de sacrifícios, de morte, pela vida de quem se tem uma aliança. JESUS foi até ela, mesmo sem pecado algum, para morrer no lugar de pessoas que ainda iriam crer NELE. Seguindo esse exemplo maior e insubstituível, muitos maridos estão morrendo por amor às suas esposas: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5:25-27).

O que o apóstolo Paulo escreveu não vale apenas quando estão juntos, em plena convivência conjugal. Vale, principalmente, quando já estão separados, ou mesmo divorciados; a esposa até já está nos braços de outro homem; e existem até sombras da morte do sentimento. O que a sociedade ímpia e religiosa julga e entende como loucura e alienação, para DEUS isso tem um nome: CRUZ.

Há maridos (ainda poucos, é bem verdade) que não estão nada satisfeitos em verem suas esposas sendo enganadas pelo maligno e a família completamente destruída, com os filhos, muitas vezes, sendo entregues ao cuidado das avós. Há maridos que, pelas madrugadas, estão descendo mais e mais em oração e súplica a DEUS até verem essa realidade transformada. Homens que se esgotam espiritualmente como bagaços de cana-de-açúcar que já passaram várias vezes pelo moedor. O moedor da oração, do jejum e da renúncia própria. Mas isso tem um nome à luz do Evangelho: CRUZ.

Existem alguns maridos repudiados que saíram de sua condição machista, dura, orgulhosa e soberba para se transformarem em crianças por dentro. Taparam os ouvidos para gracejos exteriores, firmaram os passos nas promessas de DEUS e decidiram prosseguir na luta pela busca da restauração familiar. Permaneceram com a aliança de casado firme no dedo durante o deserto, suplantaram o orgulho e não pararam de crer em DEUS. As pegadas nos caminhos solitários são tão fortes quanto à certeza que eles têm de que chegarão à glória esperada. Renunciaram ao quase incontrolável desejo de viverem sem o prazer sexual, tornando-se eunucos por amor à família. Ignoraram flertes de outras mulheres e prosseguiram, assim como Paulo: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13-14). Mas isso, repito, tem um nome bem claro e definido: CRUZ.

Só suporta essa CRUZ e despreza as afrontas públicas quem recebeu o chamado de DEUS. Sem o chamado e a presença do Espírito Santo em suas vidas, tudo o que se faz seria vão, inútil. Nenhum ser consegue atravessar o deserto da humilhação, se o SENHOR não estiver com ele. É preciso ter decidido amar alguém com a própria alma. Quem decide amar vai até o fim, sem olhar para as circunstâncias adversas. Se é muito difícil para uma mulher, que por natureza é mais sensível, imagine para um homem...

Um dia esses homens terão a recompensa por terem suportado tão grande e terrível cruz por muito tempo: verão novamente a mesa posta, os filhos sentados ao redor, a esposa liberta e formosa, a cama preenchida e todo o lar servindo ao SENHOR JESUS. Esses maridos serão exemplo para os seus filhos que os chamarão de pai-herói. Eles entenderão o quanto vale a pena lutar pela reconstrução de uma família que DEUS abençoou.

Enquanto há muitos homens que preferiram trocar o pouco do SENHOR pelo muito de satanás, e abandonaram suas casas, família, esposa e filhos pela cama de uma prostituta; ainda há homens, motivados pelo Espírito de DEUS, que decidiram decantar a beleza e a sublimidade do amor perfeito com suas próprias vidas pelas esposas oprimidas, pela família partida, pelo amor ao chamado de DEUS. Essa obra definitivamente terá uma recompensa: RESTAURAÇÃO.

Que o SENHOR continue a sustentar a todos esses maridos repudiados e que eles jamais abram mão daquilo que lhes fora proposto no coração!

No amor de DEUS,

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

2 comentários:

  1. Amém!!
    Minha vitória está próxima, em nome de Jesus

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  2. Faço parte desta lista pequena talvez de homens que abraçaram sua cruz para restaurar o casamento, a família.
    Hoje me encontro na situação de separado da minha esposa por decisão dela.
    Somo casados a 15 anos e temos duas bela meninas de 13 e 7 anos.
    Ela disse que não fui atencioso e nem presente como deveria, mas acho que não é só por isso. Acho que ela se deixou levar pelas opiniões do mundo a respeito de casamento.
    Falei com ela que embora não concordasse totalmente com a opinião dela a meu respeito estaria disposto a mudar para preservar a nossa família.
    Sempre a respeitei, nunca houve traição da minha parte, amo muito a minha família. Casei para viver com ela até o fim.
    Somos católicos e esta situação para mim é muita constrangedora.
    Acho que minha esposa vive uma confusão emocional achando que fez a coisa mais certa.
    Ela chegou a dizer que não me vê mais como marido mas como um amigo. Isso para mim é muito dolorido.
    Quero ela como a conheci.
    Hoje luto na oração, no jejum.
    Peço de vocês orientação para este momento difícil que atravesso.
    Deus os abençoe!

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