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Reconstituindo a asa que foi quebrada

Casamento é uma instituição da terra, da carne, criada por DEUS para que os indivíduos vivam em família e busquem juntos a salvação do lar. Casamento deveria ser um meio pelo qual o Nome do SENHOR deveria ser glorificado, especialmente ante os olhos de uma sociedade ímpia e afastada DELE. Mas, na realidade, sabemos que as coisas não funcionam bem assim.

Mais do que qualquer outra pessoa aqui na terra, creio no casamento como uma instituição criada por DEUS. Creio no Poder de DEUS para restaurar o que antes se perdera pela força do pecado e da desobediência; creio na plena restauração dos casamentos falidos e combatidos pelas forças do inferno. Mas não de qualquer jeito. Há um tempo exato e preciso para que a restauração possa acontecer.

Creio que todo o ser humano, que erra, que transgride os Mandamentos de DEUS e O entristece com suas atitudes, pelo Amor do PAI (nunca por merecimento), pode receber uma segunda chance de regeneração (com exceção quando se blasfema contra o Espírito Santo). Nós, como seres falhos e pecadores, somos o maior exemplo dessa verdade. Sempre que nos arrependemos verdadeiramente, recebemos oportunidades de perdão através do Nosso SENHOR e SALVADOR JESUS CRISTO. Observe que escrevi o substantivo oportunidades no plural. Sim, porque JESUS não nos dá apenas uma segunda chance. ELE nos dá oportunidades múltiplas e infinitas, enquanto estivermos vivos, se o nosso coração diante DELE for de extrema sinceridade. JESUS sempre nos perdoa quando nos arrependemos verdadeiramente. ELE é a porta aberta para a nossa regeneração diária. Mas precisamos nos submeter a DEUS, a Sua Palavra, se quisermos ser plenamente transformados pelo Seu Espírito.

Olhando para as Sagradas Escrituras, não creio em uma restauração familiar sem lágrimas de arrependimento, sem mudança interior profunda e radical. O pecador, que deseja a família restaurada, antes disso ele anseia por uma vida com DEUS. Quem deixa de olhar para o Reino e desejá-lo em detrimento de um interesse sexual com o cônjuge, nunca vai navegar nas gloriosas e infinitas bênçãos que DEUS tem para os Seus filhos e as famílias. Quem deseja voltar para casa simplesmente porque está doente ou falido material e financeiramente, quer, na verdade, fazer do seu cônjuge apenas um trampolim para seu novo erguimento moral e financeiro. Depois que estiver novamente forte, voltará a fazer tudo de novo. O coração de quem se arrepende deve estar completamente voltado para o Reino. Não querer compromisso com esse Reino e, mesmo assim, desejar a volta para casa, é uma ameaça à Paz espiritual de quem tenta caminhar com o SENHOR e ao futuro da família. Sem a presença do SENHOR nos corações dos cônjuges, nenhuma família subsistirá ante as pressões que a carne, o mundo e os demônios exercem. Assim como Deus não dorme, satanás também não. Mas com uma grande diferença: DEUS só entra quando a pessoa O busca e abre a porta do coração para ELE entrar. Satanás invade uma alma sem, sequer, pedir licença. Portanto, a vigilância é por demais necessária.

Como orientei, um cônjuge que estava entregue ao pecado precisa, antes de tudo, buscar a sua regeneração através de vida com DEUS e através de Sua Palavra. É necessário haver uma faxina interior completa. O mundo e o desejo de pecar precisam morrer dentro do homem antes que ele volte para casa. O marido ou a esposa que volta para casa sem que essa etapa seja cumprida plenamente na vida dele ou dela vai gerar novos desgastes familiares, profundos aborrecimentos que resultarão em novo repúdio. O nível de tolerância conjugal é quase zero, especialmente quando se volta para casa, depois de uma separação dolorosa, revestida de muita traição. Por isso, um e outro precisam ser tratados eficazmente, à luz da Palavra de DEUS, e através de um conselheiro ungido e preparado, antes de uma reconciliação. Feridas precisam ser curadas e cicatrizadas totalmente.

O tempo de voltar para casa não é o tempo que ambos consideram adequado e correto. Casais, que estão separados, não dispõem, sozinhos, das ferramentas necessárias para conduzirem o processo da volta. Se tentarem agir com as próprias pernas, sem um acompanhamento eficaz, fracassarão juntos. Essa consciência é muito importante. Casais casados feridos é como um casal de aves que teve uma das asas cortadas e isso os impediu de voar juntos. Uma das aves decidiu seguir um rumo estranho, geralmente o caminho da prostituição (o leito da mulher adúltera ou do homem adúltero). O trabalho de reencontrar o ninho novamente é, geralmente, árduo demais. Primeiro precisa reconstruir a alma, o espírito; depois, a asa quebrada; para, somente assim, haver um retorno ao lar de origem. Depois que se sai do pecado, o desejo de pecar precisa morrer completamente dentro da pessoa. Nunca haverá a plenitude do Espírito enquanto esse desejo não morrer e for sepultado de uma vez. Nunca haverá uma família forte, até que a morte a separe, se não houver esse compromisso de mudança e a busca incessante pelo Reino (eu disse PELO REINO, e não por uma vida religiosa em templos).

Um precisa se sujeitar de um lado; e o outro cônjuge, de outro. Sujeitar-se a uma autoridade ungida e capacitada por DEUS, fora dos templos, que os conduzirá a um processo de cura, de perdão, de limpeza interior. Só a autoridade de um ungido de DEUS poderá saber o momento certo para a volta para casa e o início do recomeço. Não dá para se deitar e ter relação sexual com o coração pesado, amargurado, com a sensação de que aquele homem (ou mulher) se deitara com uma prostituta. As noites serão de tormento e ausência de paz interior. O sexo lícito, para ser prazeroso e saudável, precisa ser gerido pelo perdão e a liberdade do coração e da alma. Além do que, o bom cumprimento dos deveres bíblicos de esposas e maridos dia-a-dia será indispensável para o fôlego de vida no casamento.

Aos poucos, o veterinário-conselheiro soltará às aves para voarem juntas outra vez.

Sei o quanto os testemunhos de restauração familiar publicados em nossos sites edificam, renovam as esperanças de quem está em um deserto espiritual. Mas a finalidade deles acaba aí. Até que ponto essas restaurações atingiram a orientação correta, não sabemos. Muito menos se elas foram conduzidas pelas mãos do SENHOR.

Como sempre digo, a volta para casa nem sempre representa a plena restauração de uma família. O certo é que precisamos ter cautela e uma alegria contida, momentânea, ao lermos e sabermos sobre esses testemunhos de restauração. Ela (a restauração) não é tão simples como parece; e pode parecer mais complexa, se o casal não trilhar o caminho certo. Lembre-se: um segundo desgaste conjugal pode parecer mais danoso e derradeiro do que a intensidade da alegria de quando voltou.

Olhar sempre para o Reino de DEUS e buscar o posicionamento correto aqui na terra serão sempre os ingredientes adequados para quem deseja viver a realização dos sonhos de DEUS.

Que o SENHOR nos abençoe com esta palavra!!


FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

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