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Qual o problema de um pastor ser divorciado?

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); não neófito, para que ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo” (1 Timóteo 3:2-7).

Sobre a pergunta acima que dá título ao texto, alguns (talvez a maioria) responderiam que não é possível, biblicamente, um pastor não ser casado, ou ser divorciado pela lei dos homens. Outros (minoria) diriam exatamente o contrário. A resposta dependerá de como uns e outros interpretam os versículos de abertura, fazendo a conexão (certa ou errada) com outros textos bíblicos, que iremos transcrever aqui.

A pergunta acima é bem específica: Biblicamente, pode um homem divorciado ser pastor, cuidar da igreja de JESUS? Responderei sem titubear e apresentando todos os argumentos bíblicos para a aceitação do Ministério pastoral de um homem divorciado de sua mulher.

O divórcio (como instrumento civil que permite a uma pessoa separada do seu cônjuge casar-se novamente com uma nova pessoa), como explicamos em outros estudos, NUNCA existiu nas Sagradas Escrituras. Ele surgiu a partir da Reforma Protestante (início do século XVI), ganhando força no mundo ocidental na Revolução Francesa (meados do século XVIII). O que se lê, nas versões bíblicas, como divórcio nada mais é uma falsa tradução da palavra repúdio que, para os judeus ortodoxos, poderia ser acompanhado de um libelo, escrito a mão, dado pelo marido judeu desejoso em não mais conviver com a sua esposa. Tal libelo (ou carta, como enxergam alguns) foi uma permissão dada por Moisés aos judeus, como forma de proteger a mulher de uma possível retaliação social (ainda que ela não tivesse culpa pelo abandono) e por causa da dureza do coração deles. Tal concessão não pode ser atribuída à igreja de JESUS como Mandamento ou parte da sã doutrina. Ela é humana, dada como permissão, e contrária à vontade de DEUS. Aos cristãos, DEUS pede que nenhum busque a separação conjugal (ou o divórcio nos dias atuais) (Mateus 19:6; 1 Coríntios 7:10-11).

Mas o fato de um marido ou uma esposa cristã ser orientado a não desejar, em seu coração, o repúdio e, consequentemente, um divórcio, não significa que ele ou ela não possa a ser vitimado por esse mal (Veja 1 Coríntios 7:15). Para ser divorciado (a), não é preciso ter querido, buscado ou desejado o divórcio. Basta que um dos cônjuges queira e deseje, e o busque na esfera Judicial, para o divórcio bater à porta de um lar cristão (Hoje, Juízes assinam o divórcio mesmo sem a presença e a assinatura de uma das partes).

A questão primordial, então, não é o estado civil de divorciado em si, mas o posicionamento do cristão após ser vitimado pelo divórcio. A Bíblia é clara que qualquer conjunção carnal, fora do primeiro casamento (estando ou não dentro da convivência conjugal) constitui-se em adultério: “Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido, adultera também” (Lucas 16:18). Observe que o versículo se inicia com a partículaQUALQUER, podendo ser aplicada a qualquer indivíduo, independentemente do sexo, da religião, da nacionalidade, se tem cargos na igreja ou não. Ele serve até para os que não são cristãos ainda. Portanto, um homem, que está separado da sua esposa (ou porque quis ou porque não quis), não deveria JAMAIS desejar um novo casamento com outra pessoa, mas buscar a restauração da própria vida, da vida da sua esposa e do seu casamento.

Outro ponto merece ser considerado: o fato de uma esposa não querer mais a convivência conjugal com o seu marido, não significa que este tenha sido ruim, mau companheiro, traidor, espancador, violento. Se um marido é verdadeiramente de DEUS, ele não terá, em seu caráter, essas características ruins. Uma esposa pode ser má, sem que, necessariamente, seu marido o seja. Um marido pode ser mau, sem que, necessariamente, a sua esposa também seja. Há maridos e esposas que são preciosos filhos de DEUS, mas seus cônjuges são ímpios, imorais, beberrões, mentirosos, amigos do mundo. Nesse caso específico, a convivência conjugal se torna insuportável, pois entra na questão do jugo desigual. Ainda que uma esposa abandone o seu marido e busque o divórcio com o mesmo, por ele ter sido mau; mas se ele, posteriormente, vier a se arrepender verdadeiramente, receberá a Graça de DEUS e se tornará templo do Espírito Santo (se não se envolveu sexualmente com uma nova mulher; ou se se envolveu e deixou). O que é impossível, aos olhos de DEUS, é um suposto arrependimento, suposta entrega a JESUS, sem ser acompanhada de abandono do pecado do adultério: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas aquele que confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13); “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” (Romanos 6:1-2).

Ser divorciado, contra a própria vontade, não é pecado aos olhos de DEUS. Pecado é ser divorciado da primeira esposa e buscar satisfação sexual no corpo de outra mulher. Essa orientação também é válida para as mulheres.

Assim, um homem divorciado, contra a própria vontade, se é uma pessoa exemplar no comportamento, e se recebeu o chamado de DEUS para o ministério pastoral, pode, sim, exercê-lo tranquilamente, desde que a sua vida esteja em conformidade com a sã doutrina no que se refere à santidade.

O que Paulo aconselhou a Timóteo (ambos eram solteiros) foi que a conveniência, o padrão cristão para os homens que desejam o episcopado é que estes, se casados, sejam maridos de uma só mulher, que tenham filhos debaixo da sujeição e que governem bem as suas próprias casas. É claro que haveria aqueles que, sequer, seriam casados, mas que se dedicariam integralmente ao Ministério, como fez, por exemplo, o apóstolo Paulo. Se a atribuição ao governo da Igreja exigisse apenas que os homens fossem casados, então a credibilidade do chamado de JESUS àqueles que fizeram parte do Seu Ministério apostólico seria desfeita automaticamente. Na ocasião, apenas Pedro era casado; mas, mesmo assim, sabe-se que chegou a ficar viúvo sem buscar um novo casamento. Quando JESUS os ensinou sobre a importância do casamento, a conclusão de todos foi uma só: “(...) Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar” (Mateus 19:10). Então JESUS lhes respondeu: “(...) Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da sua mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o” (versículos 11 e 12).

Por fim, usar 1 Coríntios 9:5, de forma descontextualizada, para justificar que os demais apóstolos eram casados, é uma maneira irresponsável e herege de usar a Palavra de DEUS. Nesse texto, Paulo se referiu àqueles que o condenavam e o proibiam de se casar (os mesmos que ignoravam o chamado apostólico dele). Aliás, não proibiam somente ele, mas também ao irmão Sóstenes, que dividiu a autoria da Carta com o apóstolo (releia o primeiro versículo dessa Epístola). No capítulo 9, versículo 5, Paulo fala em defesa dele mesmo e de Sóstenes: “Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?” (1 Coríntios 9:5). Paulo apenas cobrava o direito ao casamento àqueles que o impediam a isso. Na Primeira Carta que escreveu a Timóteo, capítulo 4, Paulo se referiu de forma contundente a esses que proibiam o casamento, chamando-os de espíritos enganadores: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças” (1 Timóteo 4:1-3).

O problema não está em não querer casar ou ser divorciado pela lei dos homens. A questão principal é se tem uma conduta em conformidade com o padrão de santidade que DEUS exige para a igreja no geral, e para, especificamente, àqueles que ELE chamou para o Ministério pastoral. Assim, não desconfie jamais dos pastores divorciados, e que vivem uma vida reta e santa aos olhos de DEUS; mas desconfie daqueles que se dizem pastores e, sequer, têm condições de discernir perfeitamente as questões espirituais mais elementares da sã doutrina. Desconfie, aconselhe-os a largar o falso chamado e vender pipoca nas praias e se aparte desses!

Em CRISTO,

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Pela maioria ou pela Verdade?

É muito normal as pessoas se basearem naquilo que é comum; no modo de viver da maioria religiosa; para ditarem os seus comportamentos. Por exemplo: se a maioria, que se diz cristã, vive de determinada maneira, é comum que muitas outras pessoas queiram viver também dentro desse padrão, especialmente se essa tradição já rompeu várias gerações.

Os poucos, que optaram por viverem fora desse padrão comum, são rotulados como errados e equivocados por causa de suas posições diferentes. Mas será que os poucos não podem estar corretos e a maioria errada segundo os princípios bíblicos?

O novo e o diferente chegam mesmo a assustar. Abstrair o novo e o diferente, ainda que sejam corretos para DEUS, é um desafio ainda longe de ser atingido. O cômodo e o menos arriscado é viver de acordo com a maioria, do padrão comum. O apóstolo Pedro preferiu se arriscar no mais difícil, no diferente, quando, por JESUS, foi desafiado a andar sobre as águas de um mar revolto: “(...) Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. E Ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus” (Mateus 14:28-29). O desafio, para o apóstolo, tornara-se mais espinhoso à medida que, nunca antes na história da humanidade, nenhum outro homem tivera realizado o mesmo. Era um desafio novo; por si só muito difícil. Mas depois de Pedro e até os dias de hoje, poucos foram os seres humanos que se impulsionaram ao desafio de andar sobre as águas, ainda que o SENHOR os tenha chamado e ainda que as águas não sejam necessariamente águas. A estrondosa maioria tem mesmo é preferido caminhar em terra firme, fazendo o que é padrão, o que é comum, acomodada nas tradições ensinadas.

Fico a imaginar por que muitas mulheres, que se dizem cristãs (e assim são vistas pelos frequentadores de templos) ainda se aventuram no caminho da insubmissão e da desobediência, ainda que este as afaste de DEUS. O grande universo de mulheres, as quais estão inseridas, e a realidade em que vivem, atestam não ter consequência espiritual alguma viver dessa forma; também porque muitas outras mulheres que já se foram, rotuladas como mulheres de DEUS, foram-se com a graça do reconhecimento humano de que morreram salvas em CRISTO JESUS. Então, “por que nos tornarmos submissas e obedientes?”, essa é a pergunta que muitas fazem.

O troféu da obediência está exatamente em fazer o que fez Abraão, quando, em certo dia, fora desafiado pelo SENHOR a imolar o único filho, a quem tanta amava, e entregá-lo em sacrifício a DEUS. Entregar-se ao novo e ao diferente pode fazê-lo (a) entrar nas páginas da história como verdadeiro herói; muito mais, ter lugar de honra no coração do PAI. Viver pelo senso comum jamais tornaria o Patriarca como exemplo maior de fé e de obediência.

Hoje os lugares comuns estão repletos de adeptos, acomodados em seus assentos e em suas convicções humanas. Estar nos templos tornou-se atividade semanal comum. Os que fogem a esse padrão são taxados de “desigrejados”, “rebeldes”, ainda que o Espírito Santo continue a ensinar que ELE não habita nesses lugares (veja Atos 7:48 e 17:24). Fechar os olhos e tapar os ouvidos para essa Verdade parece cômodo, visto que a maioria, considerada cristã, vive dessa maneira e com a ideia de salvação incutida em suas mentes. Quase todos, por conta de uma tradição cultural religiosa, que já rompeu várias gerações e fronteiras, foram educados e ensinados sobre a necessidade de se tornarem seres religiosos, a frequentarem algum templo, aderirem a um sistema religioso fechado em círculo. Mas a origem da igreja cristã remonta para o dever de estar longe desses lugares, porque cada um, pela ação do Espírito Santo, iria ser transformado em Seu templo, por meio do corpo, e em verdadeiro adorador, por meio do espírito; assim como ensinou JESUS à Samaritana: “(...) Mulher, crê-me que a hora vem, em que NEM NESTE MONTE (lugar de adoração dos samaritanos) NEM EM JERUSALÉM (lugar de adoração dos judeus) adorareis o Pai. (...) Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4: 21 e 23) (acréscimos meus). A verdade é que o grande e precioso ensino de não frequentar templos erguidos por homens ainda encontra grande resistência no coração dos que, um dia, foram ensinados de maneira diferente pelos seus antepassados, e insistem em viver de acordo com o senso comum e conforme a maioria vive.

Certa vez quase fui agredido fisicamente por um senhor pastor protestante, dentro do seu gabinete, Zona Leste de São Paulo, por ele ouvir de mim, por meio da sã doutrina, que o recasamento de pessoa divorciada é adultério. O senso comum religioso diz que não é; e por isso muitos que se dizem cristãos estão dentro dos templos em segundo, terceiro casamento, com a conivência das lideranças. Elas não acreditam que JESUS conduzirá uma multidão ao inferno, que morreu em adultério, simplesmente, porque ela passou toda a vida dentro de um templo protestante, cumprindo todas as obrigações religiosas e chamando a CRISTO de SENHOR. Certamente elas não levaram a sério o que JESUS alertou emMateus 7:21-23 e Lucas 6:46. Elas se esquecem de que o DEUS, a quem dizem amar, exterminou uma humanidade inteira com as águas do dilúvio no tempo de Noé, exatamente por ela ter se omitido a ouvir e a obedecer a voz do SENHOR; salvando apenas os da família do velho Patriarca e algumas espécies de animais.

Esquecem-se de que esse mesmo DEUS, que hoje é cultuado em seus templos, fez uma multidão, considerada Seus filhos, se transformar em um mar de cadáver no deserto porque também ela não deu importância a Sua voz e preferiu o caminho da murmuração; que esse DEUS, sem a menor misericórdia, abateu a todos os moradores de Sodoma e Gomorra, escapando apenas a família de Ló (porque Abraão orava por ele), e nem a sua esposa poupou, quando a mesma olhou para trás para ver o que se sucedia e se transformou em uma estátua de sal. JESUS, em algumas ocasiões, alertou que o Céu não será para os muitos chamados, mas para os poucos escolhidos; e que muitos quererão entrar no Grande Dia e não conseguirão. É preciso termos um coração sensível para entendermos que DEUS não busca quantidade nem se deixa impressionar por aquilo que a maioria faz e vive. DEUS não é manipulável nem persuasível. ELE é DEUS e é Juiz; e, por natureza, santo e imutável; e quem quiser é que procure conhecê-LO e alinhar a vida conforme os Seus Mandamentos (ainda que a maioria, que se diga cristã, prefira o padrão comum). Mais tarde, descobri que aquele senhor pastor protestante de São Paulo tentou me agredir e me intimidar porque a mãe dele, uma mulher que era referência dentro do templo, morreu em segundo casamento oriundo de um divórcio; e que a irmã dele, a quem tanto amava, estava no mesmo caminho.

Não é pela quantidade, por aquilo que a maioria pensa e crê e vive; mas pela qualidade (se são santos, justos, fiéis e obedientes à Palavra).

Lembro-me bem do desespero de um homem cristão, conhecedor da Palavra e cheio do Espírito Santo, dentro de um hospital público, para doutrinar uma mulher que ele tanto amava, nas últimas horas de vida dela. Ela estava morrendo em segundo casamento vindo de um divórcio, crendo que se tratava de uma união lícita aos olhos de DEUS. Aquele homem passou horas e dias ao lado da cama hospitalar, suplicando que ela pedisse perdão e misericórdia a DEUS, pelo mal que havia cometido contra o SENHOR, contra a ela mesma e contra outro homem. Ela estava muito reticente para aceitar as orientações daquele pobre homem. O motivo? A mãe dela, que era tida como uma exemplar mulher de DEUS pelos frequentadores do templo que frequentava, morreu em segundo casamento vindo de um divórcio. Na hora de sua morte, todos do templo se rasgavam em elogios àquela senhora e que ela estava indo morar no Céu. A mulher enferma, a quem o homem tentava doutriná-la, via nela o mesmo destino da mãe, assegurado pelos elogios dos “irmãos”. Poucas horas depois, fechou os olhos para nunca mais abrir. O homem saiu dali com uma tristeza profunda na alma, desolado, por entender, à luz da Palavra de DEUS, que aquela mulher não morrera salva em CRISTO JESUS (1 Coríntios 6:9-10).

Enquanto fazermos o termômetro de nossa fé aquilo que a maioria, que se intitula cristã, diz e faz, estaremos completamente perdidos. Enquanto acharmos que os nossos pecados, não confessados e abandonados, não são grandes demais para nos conduzir ao tormento eterno, estaremos enganando a nós mesmos e tentando induzir a DEUS pelos nossos achismos, pontos de vista e fé errada.

É tempo de paramos para meditar se a nossa vida está de acordo com a Palavra, os conselhos e Mandamentos de DEUS, independentemente se a maioria não esteja fazendo. Não devemos nos apoiar no todo, na multidão, no senso e no padrão comum, porque é infinitamente provável que ela esteja errada. Mas devemos nos apoiar na Verdade, na Palavra que foi escrita para ser a bússola de todo cristão; e não simplesmente naquilo que os homens dizem e fazem. O termômetro de todo cristão deve ser a presença do Espírito Santo em sua vida.

No Amor de DEUS,

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Crescendo filhos abençoados

“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe – que é o primeiro mandamento com promessa – para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra”. (Efésios 6:1-3)
Alguém certo dia já escreveu que há uma grande diferença entre procriar e educar; que uma longa distância separa essas duas ações. A elas eu acrescentaria mais uma: salvar. Educar um filho, em qualquer tempo, nunca foi fácil. Nos dias atuais, então, torna-se uma missão árdua e muito penosa. É comum encontrarmos pais desesperados, vendo seus filhos enveredarem no caminho do erro, alguns até assistirem seus filhos serem presos e até mesmo mortos. Sentem-se de mãos atadas por não saberem mais o que fazer. O que fica provado é que religiosidade não tem livra os filhos dos caminhos da perdição. Filhos tementes à Palavra de DEUS, sim, são frutos obedientes aos pais.
A procriação é uma dádiva dada por DEUS para os pais depois do casamento. É um presente especial que fecha o ciclo da unidade familiar, iniciada com o marido e a esposa:“Conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e teve a Caim, e disse: alcancei do Senhor um homem. Tornou a dar à luz, e teve a Abel, seu irmão. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra” (Gênesis 4:1-2). Os filhos devem significar a continuidade da promessa de DEUS e da extensão de uma geração anterior, de um povo separado e escolhido, que constituirá o futuro da Igreja. É um sinal de que a geração dos pais, iniciada a partir da ramificação familiar, não deve se acabar. DEUS orientou a humanidade que há um tempo determinado para a concepção dos filhos, e que esse tempo é após o matrimônio, quando os pais já passaram pelos estágios necessários do amadurecimento pessoal, espiritual e familiar.
O segundo passo certamente é o mais difícil: a educação. Educar é construir a estrutura de alguém a partir de um conjunto de normas, costumes, idéias e preceitos; é influenciar o outro dentro de um contexto social. Os pais são espelhos imediatos dessa influência. Educar é preparar os filhos para enfrentar o mundo.
A terceira ação, acrescentada por mim, é, sem dúvida, a mais importante: a salvação da alma dos filhos. Parece estranho, mas uma educação exclusivamente voltada para as boas ações pode contribuir para que o filho não atinja o degrau da salvação. Explico: há pais que ensinam bons fundamentos de vida aos seus filhos como não roubar, respeitar os mais velhos, não matar, não mentir, ajudar ao próximo etc. (tudo isso é agradável a DEUS), porém não desenvolvem nas crianças e nos adolescentes a fé na obediência à Palavra de DEUS. É por isso que há ótimos filhos, moças e rapazes bem educados, inteligentes, com ótimas atitudes e boa fama, religiosos, mas que não são seguidores do Evangelho de CRISTO. Os pais podem e devem construir uma educação não só voltada para as boas ações, como principalmente no desenvolvimento de uma fé que os façam conhecer a Verdade e a Vontade do PAI Supremo: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6) “Deus olha dos céus para os filhos dos homens, para ver se há algum que tem entendimento e busca a Deus” (Salmos 53:2). Nessa reflexão, você irá descobrir porque tantos pais se frustram com os filhos depois que esses atingem uma certa dependência na escala social e se tornam rebeldes e muitas vezes agressivos. Ao mesmo tempo, procurarei analisar cada uma das ações acima referidas (procriação, educação e salvação), orientando os pais principalmente na responsabilidade de conduzir bem os seus filhos e encontrar neles amigos abençoados.
1.    Procriar
Por que DEUS estabeleceu um tempo específico de gerar filhos? Quais as conseqüências de quem se antecipa ao tempo determinado por DEUS? O livro de Eclesiastes mostra que “há tempo de nascer (…)” (3:2) e que o mesmo é regulamentado pelos ponteiros do relógio do Céu. DEUS nos ensina que o homem deve aprender a conhecer esse tempo e a se guiar por ele, mas não obriga o ser humano, por exemplo, a viver sempre debaixo do Seu tempo. O homem pode, sim, transgredir o tempo de DEUS, e isso é o que facilmente vimos no mundo atual. O tempo de gerar um filho precede a fases indispensáveis ao amadurecimento do pai e da mãe: namoro, noivado e casamento. Por trás dessas etapas de vida existe ainda a consolidação emocional, psicológica e financeira do casal. Observe que quando um filho nasce fora desse planejamento há uma profunda insegurança por parte de quem os gerou. Esse notório desequilíbrio é refletido não só no semblante do casal, mas na relação que ele mantém com os filhos: não saberá preencher lacunas nos filhos com aquilo que não fora preenchido antes neles (genitores).
 A transgressão do tempo de DEUS gera pais e filhos problemáticos em suas relações: “Nós pecamos, como os nossos pais; cometemos iniqüidade, andamos perversamente” (Salmos 106:6). Em algumas vezes o trauma por não ter conseguido nos filhos o desejo esperado vai criando, com o passar do tempo, consequências tristes tanto nos pais como nos filhos: desentendimentos, acusações, brigas, perda de autoridade entre o casal, que geralmente culminam com separação e divórcio; nos filhos, comportamento agressivo, tendência a vícios, prejuízos no processo de ensino-aprendizagem, indisciplina no universo escolar, dificuldade na relação social etc. Ao contrário, pais que souberam vivenciar todos os estágios debaixo do temor a DEUS tendem a manifestar todas as boas características para que venham a ter filhos felizes e abençoados.
2.    Educar
O marido e a esposa não devem educar seus filhos simplesmente com a educação que receberam dos seus pais. Por qual razão? O conjunto de nossas experiências compreende aquilo que apreendemos através dos nossos pais, do que vivenciamos (com as nossas próprias forças e descobertas) e, em alguns casos, também em cima do que lemos, considerando a evolução das épocas. Nenhum desses estágios tratado isoladamente provoca um efeito satisfatório no processo educacional de uma pessoa. Antes, todos agrupados devem ser revestidos dos ensinamentos de DEUS para a vida do homem. Pais cristãos devem ter muito cuidado para não educar seus filhos dentro de um sistema religioso alienante como também, por outro lado, ficar muito vigilantes quanto em conhecer a vida social dos filhos: escola, amizades, programas televisivos, Internet etc. O mundo está aí como uma força poderosa e contrária a tudo aquilo que ensina a Palavra de DEUS. Os filhos têm que ser ensinados a aprender, em cada fase da vida, a perceber o que lhe é útil e a descartar o que for prejudicial para a estrutura espiritual. Outro detalhe importante: a Bíblia orienta aos pais em disciplinar os filhos também com “varas”, mas só quando houver necessidade para isso: “O que retém a vara odeia a seu filho, mas o que ama a seu tempo o disciplina” (Provérbios 13:24).
Por exemplo: filhos que não obedecem mais através do diálogo e que comumente vivem a superar os limites estabelecidos. O pai ou a mãe que, nesse caso, nega bater no filho, está contribuindo para o seu mal: “Não retires a disciplina da criança; porque, se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno” (Provérbios 23:13-14). Uma boa educação depende de uma estrutura familiar consolidada e uma disciplina sábia. Reuniões familiares, passeios, refeições; ser um pouco criança, compreender as etapas de vida, expressar-se com zelo, carinho e amor e, sobretudo, estar sempre juntos na Casa de DEUS são requisitos indispensáveis a uma excelente estrutura educacional. Oscar Wilde, irlandês e um dos maiores escritores do século XIX, certa vez escreveu: “O melhor meio de fazer com que os filhos sejam bons é fazê-los felizes”. Esse certamente é o maior desafio que lanço aos pais para que, no futuro, vejam frutos maduros e coloridos florescerem.
3.   Salvar
Depois da alegria de ser pai ou mãe e depois da satisfação de ver seus filhos bem encaminhados na vida, resta agora a alegria maior: a consciência tranqüila de que o bom zelo e a boa disciplina contribuíram para que os mesmos tenham suas almas salvas pelo Espírito Santo de DEUS. Um conselho importante é que todos os filhos, desde cedo, sejam educados no conhecimento e no temor a Bíblia Sagrada e na Santa Casa de DEUS. Ensiná-los, por exemplo, a ter uma vida diária dedicada a orações; em buscar primeiramente o reino de DEUS, colocando, inclusive, o Criador acima de quaisquer outras instituições. Fazer-se família de CRISTO na terra somente pelo caminho do arrependimento dos pecados, da confissão de JESUS como Senhor e Salvador exclusivo de suas vidas. Os filhos de DEUS das famílias no mundo têm procedimentos diferentes que os filhos do mundo, bem explicitado por JESUS em forma de parábola: “O campo é o mundo, e a boa semente são os filhos do reino. O joio são os filhos do maligno” (Mateus 13:38).
Creia nas promessas de DEUS para sua casa e para os seus filhos. Você que é pai ou mãe ore incessantemente pelos seus filhos. A oração é a chave da proteção e da bênção. Saiba que os anjos do diabo estão em alerta para destruir inicialmente todas as famílias da terra, a começar pelos filhos, porque sua desobediência contribui para a desestrutura de qualquer matrimônio, entregando o futuro da humanidade à desolação eterna. A promessa do Senhor é esta: “que os nossos filhos sejam como plantas, bem desenvolvidos na sua mocidade, e as nossas filhas sejam como pedras angulares, lavradas como colunas de um palácio” (Salmos 144:12). Amém, Senhor JESUS!!
FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Saul e Davi: um estudo de dois casos

“(…) Não há distinção, pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:22-24).
Parece-nos que a doutrina bíblica do pecado ainda é um grande mistério para boa parte dos cristãos. De um lado, irmãos que vivem aterrorizados com a possibilidade de perderem a salvação se caírem no pecado. Do outro, alguns pensam que têm perfeita compreensão do assunto, mas mostram ignorância ao insistirem que é possível atingir a perfeição sem cometer pecado nesta vida. Ambas as posições, além de erradas, são perigosas. Se a Palavra de DEUS afirma que “se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1 João 1:8), isso significa que a nossa preocupação maior não deva ser com o exercício do pecado, mas como responderemos a ele. Daí, eu ter escolhido a trajetória de duas grandes personalidades bíblicas, Saul e Davi, para nos direcionar à perfeita santidade em JESUS CRISTO.
Tanto Saul como Davi foram escolhidos para serem reis sobre o povo de Israel. Ambos começaram reinando bem. Ambos também pecaram. A diferença foi como eles reagiram quando confrontados com as transgressões que haviam cometido. O reinado de Saul, primeiro de Israel, encerra o período governamental dos juízes. Samuel foi o último desses. Quando Saul chegou ao poder, o povo encontrava-se num estado lamentável; pois havia rejeitado a DEUS e agora exigiam um rei terreno. DEUS nunca pretendeu que Israel tivesse outro rei senão ELE mesmo. Mas Israel, pelos seus pecados, queria um rei igual às outras nações pagãs que estavam ao seu redor. DEUS concedeu-lhe o pedido. Saul fora o escolhido. Ele era formoso de aparência, alto, filho de uma família militar e, em princípio, humilde. Começou esplendidamente seu reinado, revelando-se um chefe muito capaz, de uma audácia invejável. Derrotou todos os inimigos: filisteus, amalequitas e amonitas. À medida que as vitórias iam acontecendo, a sua autoconfiança ia crescendo, fazendo-lhe perder o espírito humilde; enquanto que a confiança no Senhor diminuía. 
No confronto com os filisteus, Samuel determinara a Saul que este descesse a Gilgal para oferecer holocaustos e ofertas pacíficas, e que sete dias deveria esperar, até que Samuel dissesse o que ele deveria fazer. Porém, Saul procedeu nesciamente ao não cumprir a ordem de Samuel, oferecendo holocausto sem a presença do profeta. Adiante, quando DEUS o ordenou que eliminassem todos os amalequitas, sem que nada fosse poupado (“vai agora e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver. Nada lhe poupes; matarás a homens e mulheres, meninos e crianças do peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos” 1 Samuel 15:3), Saul separou os melhores animais: “Mas Saul e o povo pouparam a Agague e o melhor das ovelhas e bois, e os animais gordos e os cordeiros e o melhor que havia, e não quiseram destruir totalmente (…)” (1 Samuel 15:9). Por essas desobediências, vimos DEUS arrepender-se por ter constituído Saul como rei. Saul pouco a pouco construiu um estado de grandeza dentro de si, que fez com que o Espírito de DEUS se afastasse dele. 
Nenhum outro homem teve a oportunidade maior que Saul e nenhum outro homem se revelou um fracasso maior. Em Lucas está escrito: “(…) a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou muito mais se lhe pedirá” (12:48). Quando Saul foi confrontado em seu pecado, defendeu-se dizendo que poupara os animais para sacrificar ao Senhor. Era muito mais uma desculpa, por não aceitar a responsabilidade pelos seus próprios atos. Vimos aqui um homem totalmente tomado pelo orgulho interior. Ele ainda insistiu que a culpa não era sua, mas do povo que poupara os animais. A consciência de Saul era impenetrável. Mais tarde, recitaria a palavra “pequei”, mas só porque queria que Samuel voltasse e o honrasse no meio do povo. Como resultado do seu coração impenitente, DEUS afastou o Seu Espírito de Saul e um espírito maligno se apoderou dele. De agora em diante, assistimos à trajetória infeliz de um homem que amanhecera sob a luz de um radioso sol e que anoitecera repleto de nuvens negras: ergueu um monumento para si, procurou matar Davi, seu sucessor, eliminou os sacerdotes de Nobe, consultou médium e suicidou-se no Monte Gilboa.
Davi, oitavo filho de Jessé, bisneto de Rute e Boaz, nasceu em Belém, o mesmo lugarejo de JESUS CRISTO. De simples pastor de ovelhas logo chegou a ser rei. Era um harpista e um salmista formidável. Por muitas vezes, enfrentou o ódio e a inveja de Saul e viu a morte em sua frente. Aqueles dias tristes eram um treinamento para que, mais tarde, tornasse um homem independente e corajoso. Vivia exclusivamente para fazer a vontade do Senhor; por isso logo foi chamado de homem “(…) segundo o coração de DEUS (…)” (Atos 13:22). Mas como todo homem falho, pecou gravemente. Cobiçou a mulher de Urias, o heteu; e com ela se deitou. Quando a mulher o avisou que estava grávida, Davi embebedou Urias e depois mandou matá-lo: “Escreveu na carta: ponde a Urias na frente da maior força da peleja. Então retirai-vos de detrás dele para que seja ferido e morra” (2 Samuel 11:15). Além de adulterar, Davi tornou-se homicida. Sobre o pecado da carne, bem explicou o apóstolo Paulo: “Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum. Com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. (…) Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7: 18,19 e 24)
Davi se tornara miserável pelo pecado que cometera. Mas DEUS foi fiel em adverti-lo do mal que fizera, assim também como tinha feito a Saul. Sendo que o enviado dessa vez foi o profeta Natã. Quando confrontado com o seu pecado, Davi não hesitou em se humilhar a DEUS de todo o seu coração: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo o teu constante amor; segundo a tua grande compaixão, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos, de modo que és justificado quando falas, e puro quando julgas. Certamente em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe. (…) Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.” (Salmos 51: 1 ao 5; 10 ao 12).  Os destinos de Davi tornaram-se agradáveis a DEUS. De sua descendência na terra saiu JESUS, o Filho de DEUS. 
Da vida humilde e desconhecida na pobre Belém, DEUS o exaltou sobremaneira, tornando o seu nome como o segundo mais conhecido no mundo, depois do Nome de JESUS CRISTO. JESUS é a chave e a raiz de Davi. Do tabernáculo de Davi, arruinado pelos homens, virá a salvação dos homens que buscarão o Senhor. Até no momento de sua morte, o Espírito de DEUS esteve presente. Veja as últimas palavras que ele proferiu: “O Espírito do Senhor fala por mim, e a sua palavra está na minha boca. Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: quando um justo governa sobre os homens, quando governa no temor de Deus, é como a luz da manhã ao sair do sol de uma manhã sem nuvens, como o esplendor depois da chuva que faz brotar da terra a erva. Não está assim com Deus a minha casa? Não estabeleceu ele comigo uma aliança eterna, em tudo bem ordenada e segura? Não fará ele prosperar toda a minha salvação e todo o meu desejo? Porém os filhos de belial serão todos lançados fora como os espinhos, pois não se pode tocar neles. Mas todo aquele que os tocar deve usar uma ferramenta de ferro ou a haste de uma lança; a fogo serão totalmente queimados no mesmo lugar” (2 Samuel 23:2-7).
Amados, está claro que se houvesse um medidor de pecados, Davi teria cometido um pecado muito mais grave do que o pecado de Saul. Para DEUS, quem é maior pecador? Aquele que ingere bebida alcoólica? Ou o que fuma? Ou o que se prostitui? Ou o que mente? Ou mais ainda aquele que mata? Maior pecador é aquele que não se arrepende de tê-lo cometido. De sorte que para DEUS todo pecado, quando não justificado no Sangue de JESUS, conduz à morte. A diferença, entre os que seguem a JESUS e os que não seguem, não está em seus pecados; mas em como reagem diante do erro. 
DEUS nos adotou como Seus filhos para termos um coração como o de Davi; porém, muitas vezes agimos com os pensamentos de Saul, com desculpas mil. A chave em receber o perdão de DEUS é o arrependimento sincero; assim como a chave da salvação consiste em perseverarmos na santidade.  Até o último respirar de nossa existência nesse mundo seremos tentados para a queda. Mas o importante é não perdermos o alvo, que é JESUS. DEUS sabe, do alto de Sua Soberana Majestade, que somos filhos sujeitos ao pecado, dependentes da Graça e do Seu Amor. Observe o que está escrito em Provérbios: “pois sete vezes cairá o justo e se levantará, mas os ímpios são derramados pela calamidade” (24:16). Nunca perca a esperança que o fez separado do mundo e regenerado dos pecados. Diga o que disse Paulo em sua carta aos Filipenses: “Irmãos, não julgo que o haja alcançado. Mas uma coisa faço, e  é que, esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (3:13-14). Quanto a mim, queridos amigos, “prossigo” e espero encontrá-los na reta final…
FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Tenho medo de tudo nessa vida

"Oi, pastor. Eu acho que sou a pessoa mais medrosa de todas, porque eu tenho medo de tudo nessa vida. Mas por que eu não deveria ter medo? Nesse mundo só acontecem tragédias e sinto que a qualquer momento, alguma coisa pode dar errado. Meu marido diz que eu não devo ficar me preocupando demais e que esse é um defeito muito grave. Mas eu não acho que isso seja um defeito, e sim algo que faz parte da minha personalidade. Será que estou errada?"
R: Cada um de nós tem uma personalidade única e, pelo que entendi ao ler a sua pergunta, realmente você deve ser um pouco mais medrosa do que a maioria das pessoas. Porém, minha irmã, isso não quer dizer que você não possa fazer nada a respeito disso! Na verdade, você tem que fazer algo, porque Deus não quer que sejamos prisioneiros dos nossos medos.
Alguns medos são normais, é óbvio; devemos ter medo de uma cobra venenosa, de um motorista bêbado, de algum estranho que ronda a nossa casa de madrugada, e por isso devemos tomar medidas para nos prevenir do mal. Devemos também ter medo de que alguns pecados dominem as nossas vidas, pois sabemos que eles vão nos destruir. A Bíblia diz para fugirmos de todo mal e buscarmos a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão (1 Timóteo 6:11). Já alguns medos, no entanto, não são nada bons - ou seja, eles não têm fundamento nenhum; são apenas pensamentos negativos em sua mente, e você precisa reavaliá-los.
Mas, independente se os seus medos têm fundamento ou não, você precisa saber que o segredo para vencer essa situação é aprender a confiar em Deus!  Você sabia Davi, um dos homens mais corajosos da Bíblia, também tinha seus medos? É verdade! Ele tinha medo da maldade dos homens, medo do que poderia acontecer com ele, e até medo de perder a presença de Deus em sua vida. E sabe o que ele fazia ao passar por situações parecidas com a sua? Ele confiava no amor e na proteção do Senhor. Veja o que ele escreveu: "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei temor? O Senhor é o meu forte refúgio; de quem terei medo?" (Salmos 27:1).
Então, minha irmã, o melhor que você tem a fazer é entregar a sua vida a Jesus. Quando os medos vierem te atormentar, concentre-se em Cristo e no Seu poder, e logo os seus medos começarão a desaparecer, um após o outro. Lembre-se sempre dessa promessa: "Não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa" (Isaías 41:10).
O medo distorce o nosso pensamento, nos atormenta emocionalmente e faz com que tomemos decisões sem pensar. Por isso é tempo de você dizer não ao medo e seguir firme em direção aos planos que Deus tem para a sua vida.
"Deus não deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio" (Timóteo 1:7).
Fonte: Pastor Antônio Junior 

 

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