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Pela maioria ou pela Verdade?

É muito normal as pessoas se basearem naquilo que é comum; no modo de viver da maioria religiosa; para ditarem os seus comportamentos. Por exemplo: se a maioria, que se diz cristã, vive de determinada maneira, é comum que muitas outras pessoas queiram viver também dentro desse padrão, especialmente se essa tradição já rompeu várias gerações.

Os poucos, que optaram por viverem fora desse padrão comum, são rotulados como errados e equivocados por causa de suas posições diferentes. Mas será que os poucos não podem estar corretos e a maioria errada segundo os princípios bíblicos?

O novo e o diferente chegam mesmo a assustar. Abstrair o novo e o diferente, ainda que sejam corretos para DEUS, é um desafio ainda longe de ser atingido. O cômodo e o menos arriscado é viver de acordo com a maioria, do padrão comum. O apóstolo Pedro preferiu se arriscar no mais difícil, no diferente, quando, por JESUS, foi desafiado a andar sobre as águas de um mar revolto: “(...) Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. E Ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus” (Mateus 14:28-29). O desafio, para o apóstolo, tornara-se mais espinhoso à medida que, nunca antes na história da humanidade, nenhum outro homem tivera realizado o mesmo. Era um desafio novo; por si só muito difícil. Mas depois de Pedro e até os dias de hoje, poucos foram os seres humanos que se impulsionaram ao desafio de andar sobre as águas, ainda que o SENHOR os tenha chamado e ainda que as águas não sejam necessariamente águas. A estrondosa maioria tem mesmo é preferido caminhar em terra firme, fazendo o que é padrão, o que é comum, acomodada nas tradições ensinadas.

Fico a imaginar por que muitas mulheres, que se dizem cristãs (e assim são vistas pelos frequentadores de templos) ainda se aventuram no caminho da insubmissão e da desobediência, ainda que este as afaste de DEUS. O grande universo de mulheres, as quais estão inseridas, e a realidade em que vivem, atestam não ter consequência espiritual alguma viver dessa forma; também porque muitas outras mulheres que já se foram, rotuladas como mulheres de DEUS, foram-se com a graça do reconhecimento humano de que morreram salvas em CRISTO JESUS. Então, “por que nos tornarmos submissas e obedientes?”, essa é a pergunta que muitas fazem.

O troféu da obediência está exatamente em fazer o que fez Abraão, quando, em certo dia, fora desafiado pelo SENHOR a imolar o único filho, a quem tanta amava, e entregá-lo em sacrifício a DEUS. Entregar-se ao novo e ao diferente pode fazê-lo (a) entrar nas páginas da história como verdadeiro herói; muito mais, ter lugar de honra no coração do PAI. Viver pelo senso comum jamais tornaria o Patriarca como exemplo maior de fé e de obediência.

Hoje os lugares comuns estão repletos de adeptos, acomodados em seus assentos e em suas convicções humanas. Estar nos templos tornou-se atividade semanal comum. Os que fogem a esse padrão são taxados de “desigrejados”, “rebeldes”, ainda que o Espírito Santo continue a ensinar que ELE não habita nesses lugares (veja Atos 7:48 e 17:24). Fechar os olhos e tapar os ouvidos para essa Verdade parece cômodo, visto que a maioria, considerada cristã, vive dessa maneira e com a ideia de salvação incutida em suas mentes. Quase todos, por conta de uma tradição cultural religiosa, que já rompeu várias gerações e fronteiras, foram educados e ensinados sobre a necessidade de se tornarem seres religiosos, a frequentarem algum templo, aderirem a um sistema religioso fechado em círculo. Mas a origem da igreja cristã remonta para o dever de estar longe desses lugares, porque cada um, pela ação do Espírito Santo, iria ser transformado em Seu templo, por meio do corpo, e em verdadeiro adorador, por meio do espírito; assim como ensinou JESUS à Samaritana: “(...) Mulher, crê-me que a hora vem, em que NEM NESTE MONTE (lugar de adoração dos samaritanos) NEM EM JERUSALÉM (lugar de adoração dos judeus) adorareis o Pai. (...) Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4: 21 e 23) (acréscimos meus). A verdade é que o grande e precioso ensino de não frequentar templos erguidos por homens ainda encontra grande resistência no coração dos que, um dia, foram ensinados de maneira diferente pelos seus antepassados, e insistem em viver de acordo com o senso comum e conforme a maioria vive.

Certa vez quase fui agredido fisicamente por um senhor pastor protestante, dentro do seu gabinete, Zona Leste de São Paulo, por ele ouvir de mim, por meio da sã doutrina, que o recasamento de pessoa divorciada é adultério. O senso comum religioso diz que não é; e por isso muitos que se dizem cristãos estão dentro dos templos em segundo, terceiro casamento, com a conivência das lideranças. Elas não acreditam que JESUS conduzirá uma multidão ao inferno, que morreu em adultério, simplesmente, porque ela passou toda a vida dentro de um templo protestante, cumprindo todas as obrigações religiosas e chamando a CRISTO de SENHOR. Certamente elas não levaram a sério o que JESUS alertou emMateus 7:21-23 e Lucas 6:46. Elas se esquecem de que o DEUS, a quem dizem amar, exterminou uma humanidade inteira com as águas do dilúvio no tempo de Noé, exatamente por ela ter se omitido a ouvir e a obedecer a voz do SENHOR; salvando apenas os da família do velho Patriarca e algumas espécies de animais.

Esquecem-se de que esse mesmo DEUS, que hoje é cultuado em seus templos, fez uma multidão, considerada Seus filhos, se transformar em um mar de cadáver no deserto porque também ela não deu importância a Sua voz e preferiu o caminho da murmuração; que esse DEUS, sem a menor misericórdia, abateu a todos os moradores de Sodoma e Gomorra, escapando apenas a família de Ló (porque Abraão orava por ele), e nem a sua esposa poupou, quando a mesma olhou para trás para ver o que se sucedia e se transformou em uma estátua de sal. JESUS, em algumas ocasiões, alertou que o Céu não será para os muitos chamados, mas para os poucos escolhidos; e que muitos quererão entrar no Grande Dia e não conseguirão. É preciso termos um coração sensível para entendermos que DEUS não busca quantidade nem se deixa impressionar por aquilo que a maioria faz e vive. DEUS não é manipulável nem persuasível. ELE é DEUS e é Juiz; e, por natureza, santo e imutável; e quem quiser é que procure conhecê-LO e alinhar a vida conforme os Seus Mandamentos (ainda que a maioria, que se diga cristã, prefira o padrão comum). Mais tarde, descobri que aquele senhor pastor protestante de São Paulo tentou me agredir e me intimidar porque a mãe dele, uma mulher que era referência dentro do templo, morreu em segundo casamento oriundo de um divórcio; e que a irmã dele, a quem tanto amava, estava no mesmo caminho.

Não é pela quantidade, por aquilo que a maioria pensa e crê e vive; mas pela qualidade (se são santos, justos, fiéis e obedientes à Palavra).

Lembro-me bem do desespero de um homem cristão, conhecedor da Palavra e cheio do Espírito Santo, dentro de um hospital público, para doutrinar uma mulher que ele tanto amava, nas últimas horas de vida dela. Ela estava morrendo em segundo casamento vindo de um divórcio, crendo que se tratava de uma união lícita aos olhos de DEUS. Aquele homem passou horas e dias ao lado da cama hospitalar, suplicando que ela pedisse perdão e misericórdia a DEUS, pelo mal que havia cometido contra o SENHOR, contra a ela mesma e contra outro homem. Ela estava muito reticente para aceitar as orientações daquele pobre homem. O motivo? A mãe dela, que era tida como uma exemplar mulher de DEUS pelos frequentadores do templo que frequentava, morreu em segundo casamento vindo de um divórcio. Na hora de sua morte, todos do templo se rasgavam em elogios àquela senhora e que ela estava indo morar no Céu. A mulher enferma, a quem o homem tentava doutriná-la, via nela o mesmo destino da mãe, assegurado pelos elogios dos “irmãos”. Poucas horas depois, fechou os olhos para nunca mais abrir. O homem saiu dali com uma tristeza profunda na alma, desolado, por entender, à luz da Palavra de DEUS, que aquela mulher não morrera salva em CRISTO JESUS (1 Coríntios 6:9-10).

Enquanto fazermos o termômetro de nossa fé aquilo que a maioria, que se intitula cristã, diz e faz, estaremos completamente perdidos. Enquanto acharmos que os nossos pecados, não confessados e abandonados, não são grandes demais para nos conduzir ao tormento eterno, estaremos enganando a nós mesmos e tentando induzir a DEUS pelos nossos achismos, pontos de vista e fé errada.

É tempo de paramos para meditar se a nossa vida está de acordo com a Palavra, os conselhos e Mandamentos de DEUS, independentemente se a maioria não esteja fazendo. Não devemos nos apoiar no todo, na multidão, no senso e no padrão comum, porque é infinitamente provável que ela esteja errada. Mas devemos nos apoiar na Verdade, na Palavra que foi escrita para ser a bússola de todo cristão; e não simplesmente naquilo que os homens dizem e fazem. O termômetro de todo cristão deve ser a presença do Espírito Santo em sua vida.

No Amor de DEUS,

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

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