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O que diz a Bíblia sobre o pai cristão?

O maior mandamento na Escritura é este: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5). Retrocedendo ao verso 2, lemos: “Para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados.” Seguindo os versos, mais adiante vemos: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (versos 6 e 7).

A história dos hebreus revela que o pai deveria ser diligente em instruir a seus filhos nos caminhos e palavras do Senhor, para seu próprio desenvolvimento e bem estar espiritual. O pai que era obediente aos mandamentos das Escrituras, fazia justamente isto. A importância primária desta passagem é que os filhos devem ser criados na “disciplina e admoestação do Senhor”, a responsabilidade de um pai na casa. Isto nos traz uma passagem no Livro de Provérbios capítulo 22:6-11; mas principalmente o verso 6, que diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer (quando crescer) não se desviará dele.” Educar indica a primeira instrução que um pai e mãe devem dar a um filho; ou seja, sua primeira educação. A educação tem como objetivo revelar perante a criança como a vida é prevista para ela. Iniciar a educação da criança desta forma é de grande importância, assim como uma árvore segue a inclinação de seus primeiros anos.

Uma passagem do Novo Testamento nos dá uma clara ilustração da instrução do Senhor para um pai em relação à educação de seus filhos. Efésios 6:4 é um resumo da instrução aos pais, colocado de forma negativa e positiva: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Aqui está o que diz a Bíblia sobre a responsabilidade de um pai em criar seus filhos. O aspecto negativo deste verso indica que um pai não deve fomentar maus sentimentos em seus filhos sendo severo, injusto, parcial ou exercitando sua autoridade de forma irracional. Isto só servirá para que o filho alimente rancor em seu coração. O aspecto positivo é expresso em uma instrução compreensiva: ou seja, eduque-o, crie-o, desenvolva sua conduta em todos os aspectos da vida pela instrução e admoestação do Senhor. Este é o treinamento (ser um modelo definitivo como pai) ou educação de uma criança – todo o processo de educar e disciplinar. A palavra “admoestação” carrega consigo a idéia de “colocar na mente da criança”, o que é o ato de lembrar a criança de suas faltas (de forma construtiva) ou responsabilidades (responsabilidades de acordo com seu nível de idade e compreensão).

Não se deve permitir que a criança cresça sem cuidado ou controle. A criança deve ser instruída, disciplinada e admoestada, para que adquira conhecimento, autocontrole e obediência. Todo este processo de educação deve ser em um nível espiritual e cristão (no verdadeiro significado desta palavra). É a “disciplina e admoestação do Senhor” a única forma efetiva de alcançar os objetivos da educação. Qualquer outra substituição ou meio de educar pode resultar em desastroso fracasso. O elemento moral e espiritual de nossa natureza é tão essencial e tão universal quanto o intelectual. Por isso, a espiritualidade é necessária ao desenvolvimento da mente, tanto quanto o conhecimento. Provérbios 1:7 nos diz: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento.”

O pai cristão é realmente o instrumento na mão de Deus na questão da paternidade. Assim como o cristianismo é a única religião verdadeira, e Deus em Cristo é o único Deus verdadeiro, a única forma possível de obter uma educação proveitosa é a disciplina e admoestação do Senhor. Todo o processo de instrução e disciplina deve ser aquele que Ele (Deus) prescreve e administra, para que Sua autoridade possa estar em contato constante e imediato com a mente, coração e consciência da criança. O pai humano não deve jamais se apresentar como autoridade final que determine verdade e dever. Isto simplesmente desenvolve o aspecto humano do “eu”. Somente fazendo com que Deus, Deus em Cristo, seja o mestre e governante, sob cuja autoridade tudo deve ser crido e obedecido e sob cuja vontade tudo deve ser feito, é possível alcançar os objetivos da educação.

As instruções das Escrituras aos pais são sempre o ideal de Deus. Às vezes temos a tendência em “baixar” estes ideais ao nível de nossos ideais e experiências humanas. Sua pergunta, entretanto, é o que a Bíblia diz a respeito de ser um pai. Tentei responder adequadamente. Descobri, por experiência de ser pai de três filhos, o quanto falhei no ideal bíblico. Isto, entretanto, não desvirtua a Escritura e a verdade e sabedoria de Deus, para dizer que “a Escritura simplesmente não funciona”.

Façamos um resumo do que foi dito. A palavra “provocar” significa irritar, exasperar, mostrar de forma errada, incitar, etc. Isto resulta de um espírito e métodos equivocados, ou seja, severidade, irracionalidade, autoritarismo, dureza, exigências cruéis, restrições desnecessárias e insistência egoísta em relação à autoridade. Tais provocações resultarão em reações adversas, murchando o afeto, criando obstáculos ao desejo por santidade e fazendo o filho sentir que não pode, de modo algum, agradar a seus pais (eu sei, pois já passei por isso). Um pai (ou mãe) sábio (quisera eu ter sido mais sábio) busca fazer com que a obediência seja algo desejável e alcançável mediante amor e gentileza. Os pais não devem ser tiranos impiedosos.

Martinho Lutero dizia: “Deixe a maçã ao lado da vara e dê a seu filho quando fizer o certo”. A disciplina na educação geral e cultura deve ser exercitada com cuidadosa vigilância e constante ensino, com muita oração. O castigar, disciplinar e aconselhar pela Palavra de Deus, proporcionando tanto reprimendas como encorajamento, segundo a necessidade, é indicativo de “admoestação”. A instrução dada vem do Senhor, é aprendida na escola da experiência cristã e é administrada pelos pais (o pai). A disciplina cristã é necessária para impedir que a criança cresça sem a reverência a Deus, respeito pela autoridade dos pais, conhecimento dos padrões cristãos e hábitos de autocontrole. 

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem (ou mulher) de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Timóteo 3:16-17). Isto é o que diz a Bíblia sobre ser um bom pai. Os meios e métodos que os pais podem usar a fim de ensinar a verdade de Deus irão necessariamente variar. Mas estas verdades sempre deverão estar disponíveis para serem aplicadas em qualquer objetivo de vida, no viver e no estilo de vida. Assim como o pai é fiel em seu papel de modelo para os filhos, o que a criança aprende sobre Deus permanecerá através de toda a sua vida, não importando o que faça ou onde possa ir. Os filhos aprenderão a “amar a Deus de todo o coração, alma e força”, e terão o desejo de servir a Deus em tudo o que fizerem.


Não deixe que o dinheiro acabe com o seu casamento

Em primeiro lugar, eu louvo a Deus pelo fato de você ao menos perceber que tem esse problema de descontrole. Infelizmente, muitas vezes os problemas financeiros dentro de um casamento são tão graves que, quando o casal se dá conta do que está acontecendo, o marido e a esposa já estão à beira do divórcio.
O dinheiro em si não é mal, mas poucas coisas causam tão mal às pessoas do que o dinheiro. O grande problema que envolve o dinheiro é, na verdade, o tamanho da importância que damos a ele. E Deus nos faz um alerta importante sobre isso: "Se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração" (Salmos 62:10). A falta de sabedoria e discernimento em relação a isso pode causar consequências muito ruins, inclusive no casamento.
Uma vez eu li uma pesquisa feita por uma universidade no Estados Unidos no qual apontava as finanças como principal motivo para divórcios; à frente das traições, filhos, ciúmes, humilhações e até agressões físicas. Mas Deus tem uma solução diferente! Basta que você siga algumas orientações:
Em primeiro lugar, entregue sua vida a Jesus Cristo, pedindo-Lhe para te perdoar e te ajudar a restaurar seu casamento. Através da oração, você receberá força e domínio próprio para vencer as tentações que surgirem. Peça a Ele também para ajudá-la a ver o seu dinheiro como um presente que Deus está confiando a você, e não como algo para ser usado de forma egoísta ou imprudente.
Em seguida, faça uma reflexão: "Por que eu tenho gastado tanto sem ter necessidade? Existe algum vazio em minha alma que estou querendo preencher com coisas?" Então, busque lembrar do quanto você tem sofrido por tomar decisões precipitadas.
Por fim, converse com o seu marido e, juntos, conversem sobre quais medidas práticas podem ser tomadas para que vocês possam se livrar de vez desse problema. Façam um orçamento familiar e o cumpram à risca. Evitem novas dívidas e, acima de tudo, sigam a ordem da Bíblia: "Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei"(Hebreus 13:5).

Jesus Cristo: Perfeitamente homem!

Confundam-se os soberbos, pois me trataram duma maneira perversa, sem causa; mas eu meditarei nos teus preceitos (Sl 119 : 78)”.
A verdade com respeito à Pessoa do Senhor Jesus, Filho de Deus, é simples e profunda.
Ela se encontra revelada na Palavra de Deus, e podemos conhecê-la mediante a revelação que nos é dada pelo Espírito Santo.
Há que se considerar que esta revelação sobrepuja a inteligência humana; a fé, contudo, se apropria das declarações da Sagrada Escritura, e adora.
CRISTO NA ETERNIDADE, ANTES DO TEMPO
 O Deus eterno:
– “No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1:1).
– “…pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus” (Fp 2:6).
Desde a eternidade, antes do tempo, Deus o Filho já existia (ou “era”). Ele, portanto, é sem início, existe eternamente, e é tão elevado e digno de honra como Deus o Pai e Deus o Espírito Santo.
-“Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (Jo 1:18).
-“Tu és o cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16:16).
-“. . .me amaste antes da fundação do mundo” (Jo 17:24).
Cristo é Filho desde toda a eternidade.
Mas o fato dEle ser Filho não implica um começo nem uma posição inferior à do Pai. Ele é, como já foi dito, igual a Deus e de uma existência eterna.
Desde a eternidade Ele era o objeto do amor do Pai – É o “Filho do seu amor” (Cl 1:13).
CRISTO NO TEMPO SOBRE A TERRA, E AGORA NO CÉU
O Filho eterno de Deus:
“Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo” (1 Jo 4:9).
-“A si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo” (Fp 2:7).
-“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1:14).
-“Mas acerca do Filho [diz]: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre” (Hb 1:8).
Quando o Filho de Deus se tornou homem, ocultou a glória de Sua divindade. A si mesmo se esvaziou; do contrário, o homem não teria suportado Sua presença (Êx 33:20).
Apesar disso, permaneceu sempre como o Filho eterno de Deus. Como tal, é eternamente onipresente (Jo 1:18), onisciente (Jo 18:4) e onipotente (Jo 18:6).
Ele permanece Deus depois de Sua ressurreição e ascensão, e por toda a eternidade.
O Filho de Deus, gerado pelo Espírito Santo:
-“Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei” (Sl 2:7)
-“Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1:35).
O fato de que o Senhor Jesus tenha sido gerado por Deus o Espírito Santo é também uma razão para que seja chamado Filho de Deus.
Tal como havia sido anunciado no Antigo Testamento, Maria assim O recebeu (Lc 1:35), Natanael O reconheceu (Jo 1:49), o cego de nascimento O adorou (Jo 9:35-38), e Tomé dirigiu-se a ele depois de Sua ressurreição (Jo 20:28).
JESUS, PERFEITAMENTE HOMEM:
1)  Um homem que nasceu e viveu aqui na terra
-“Ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura”   (Lc 2:7).
-“O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10).
Há 2000 anos, o Filho de Deus veio a ser de fato homem em Belém. Tinha um espírito humano (Jo 13:21), uma alma humana (Jo 12:27) e um corpo humano (Jo 2:21).
Teve fome (Mt 21:18), esteve cansado (Jo 4:6). Como homem, tinha que andar de um lugar para outro (Jo 4:4) por mais que, como Deus, fosse sempre onipresente.
Em Marcos 13:32 está escrito que nem os anjos, nem mesmo o Filho conhecem o dia e a hora da vinda do Filho do homem. Ele disse isso como homem na posição de Servo e de Profeta. Como Deus, contudo, é onisciente.
Estas coisas vão além de nosso entendimento humano, mas a fé O considera como sendo perfeitamente homem, sem esquecer jamais que é, ao mesmo tempo, eternamente Deus.
2)  Um homem semelhante a nós, mas sem pecado
-‘Nele não existe pecado” (1 Jo 3:5).
Exteriormente, o Senhor Jesus não se distinguia dos demais homens, nos quais habita o pecado (Rm 8:3). Contudo, nEle não existe pecado. Não podia pecar nem cometeu pecado algum.
Por isso, o céu se abriu duas vezes sobre Ele, no princípio e no final de seu ministério como homem aqui na terra. “Foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo (Mc 1:11; veja também Mc 9:7).
3)  Um homem que morreu e ressuscitou
-“Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir” (Jo 10:17).
Jesus foi até o Gólgota e, como homem, deixou Sua vida. Sabemos porquê! Ali cumpriu a obra da redenção a fim de que pudéssemos ser salvos. Realmente morreu.
Quanto a Seu espírito e alma, entrou no paraíso (Lc 23:43); quanto a Seu corpo, foi colocado na sepultura (Jo 19:42). Depois de três dias, ressuscitou corporalmente.
Como homem ressuscitado, foi visto por Cefas, logo pelos doze, e depois por mais quinhentos irmãos de uma só vez (1 Co 15:5-6).
4) Um homem no céu por toda a eternidade
-“Sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem” (Ap 14:14).
-“Então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” (1Co 15:28).
Depois de Sua ressurreição, Jesus subiu ao céu. Agora está ali assentado, como homem glorificado, no lugar mais elevado, à destra de Deus.
Como homem, voltará para levar Consigo os Seus e introduzi-los na casa do Pai. Logo aparecera ao mundo em glória.
Como homem, exercerá o juízo (Ap 14:14) e, segundo 1Co 15:28, vemos claramente que permanecerá homem eternamente. Como homem, o Filho se sujeitará a Deus por toda a eternidade.
Podemos dizer que deixou Sua vida como homem pelo poder de Deus. Também pelo mesmo poder divino ressuscitou como homem.
Por último, pelo poder de Deus subiu ao céu (Ef 4:10). E agora está assentado à direita da Majestade, como homem glorificado, nas alturas (Hb 1:3).
RESUMO
O Senhor Jesus é Deus eternamente, sem princípio, tão elevado como Deus o Pai.
Era e é o Filho eterno, em comunhão de amor com o Pai.
Tornou-Se verdadeiro homem como nós, mas era sem pecado; não cometeu pecado nenhum.
Está fora de todo alcance do pecado, porque é santo. Permanece eternamente homem.
Estas são verdades fundamentais das Sagradas Escrituras. Não somente algumas passagens confirmam isso, mas toda a Palavra de Deus. Tal é a doutrina de Cristo. (2 Jo 7-11). (Autor Max Billeter).
Meu resumo:
Esquentou-se-me o coração dentro de mim; enquanto eu meditava se acendeu um fogo; então falei com a minha língua:”  (Sl 39 : 3)
“A minha boca falará de sabedoria, e a meditação do meu coração será de entendimento.” (Sl 49:3)
“Quando me lembrar de ti na minha cama, e meditar em ti nas vigílias da noite.”(Sl 63:6)
“Meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos.” (Sl 77:12)
“A minha meditação acerca dele será suave; eu me alegrarei no SENHOR.” (Sl 104:34)
“Meditarei nos teus preceitos, e terei respeito aos teus caminhos.” (Sl 119:15)
“Também levantarei as minhas mãos para os teus mandamentos, que amei, e meditarei nos teus estatutos.”  (Sl 119:48)

Filhos amados, “Medita estas coisas; ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.”  (I Tm 4:15), porque, como vimos é necessário meditar na PALAVRA (Js 1:8; Sl 1:2; Sl 19:14), é um mandamento de DEUS, sob pena de enganarmos a nós mesmos.
Quantos “cristãos” que supostamente nascerm em “berço evangélico” e “NÃO SABEM DISSO”.
 Talvez porque apenas o “berço” era evangélico. Cuidado!
  1.  Medite sempre!
  2. Ore sem cessar!
  3. Jejue!
  4. Não apague, não entristeça e não extinga o Espírito!

Salve Seu Casamento

Restaurar o casamento, recomeçar, voltar ao primeiro amor. Há pessoas dispostas a dar tudo que tem para ver seu casamento nascer de novo. Há pessoas sofrendo terrivelmente com a dor de ver uma história de amor morrendo. Mas o Senhor tem um milagre pra realizar; Ele quer fazer vinho novo, no final da festa, quando tudo parece ter acabado.

Antes de tudo importa saber que a cada dia estamos mais longe da árvore da vida e, por isso, certamente, temos adoecido. Nossa alma, nossa mente, nossos sentimentos então doentes… o amor de muitos de nós está frio. Não é de nos admirarmos que alguém que prometeu amar para sempre deixe de amar de repente. Toda cabeça está enferma, todos estão carentes do milagre, do resgate.

Resgate exige plano, estratégia, sacrifício, conhecimento, esforço em nome da vida. E a palavra de Deus nos diz que para o resgate de Deus há um só caminho que devemos seguir o caminho da porta estreita.

“porque larga é aporta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mateus 7:13-14).

O caminho da porta estreita é o caminho que também é estreito, apertado, difícil…
Poucos irão andar por ele, poucos estão dispostos a viver esse sacrifício, mesmo sabendo que ao final dele há a recompensa. A vida moderna tem nos ensinado que nós não podemos nos permitir sofrer, que importa o que eu quero, o que eu penso, o que eu sinto, o que eu sou… tudo eu!

Mas essa forma de viver baseado no eu não me permite enxergar que esse eu precisa seguir a voz que diz: “Esse é o caminho andai por ele.”

Que caminho?
O caminho da porta estreita. O caminho da dificuldade, da prova, da renúncia do eu.

Isso é uma decisão racional. Escolher o caminho a seguir. Aliás escolher é a prova mais dificil que o Senhor nos oferece por que Ele nos deixa livres. E essa nossa liberdade nos prende mais do que liberta. Ela nos prende a nossos desejos mais humanos e isso significa dizer que são eles que nos distanciam da experiência divina de escolher o que é correto muito mais do que escolher o que fácil.

A proposta do Senhor é:

“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho
proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à Sua voz, e achegando-te a Ele; pois Ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias…” (Deuteronômio 30:19-20).

Escolher viver é escolher obedecer. Deus propõe bênção e maldição e parece impossível que alguém escolha a maldição, mas escolhe. Há milhares e milhares de pessoas escolhendo a maldição. Já pensou nisso? Escolhe a maldição quando escolhe desobedecer a Deus, quando escolhe fazer a própria vontade, quando escolhe ouvir os desejos da carne em vez de ouvir a voz do Espírito. Escolhe maldição quando escolhe abandonar a fé no Deus do impossível, a família, o casamento, o amor que prometera ser eterno.

Mas Deus é grande em misericórdia. As misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã e duram para sempre. E para você que está vivendo um tempo de sombra em seu casamento lembre-se que o Bom Pastor anda no vale da sombra da morte para dar alento a ovelha cansada. Enquanto atravessa esse vale não tenha medo, não pense em desistir, não creia na derrota, mas creia na palavra que diz:

“Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus e que são chamados segundo o Seu propósito.” (Romanos 8:28).

É necessário amar a Deus para que tudo coopere para seu bem. A questão que estamos interessados que tudo coopere para me fazer bem, mas não me dou conta que essa promessa é para os que amam a Deus.

Quero te perguntar: Você ama a Deus e anda conforme o chamado dEle para sua vida? Há devoção pessoal? Há busca do poder de Deus? Você teme ao Senhor e obedece a Sua palavra? Há busca pelo poder do Espírito Santo?

Sim. Na hora da provação, seja ela qual for: no casamento, na igreja, no trabalho, na família… o que importa é se achegar ao Senhor.

Seu casamento está ruindo? Busque ao Senhor. Seu marido não lhe dá o afeto que você precisa? Apegue-se ao Senhor. Ele é Deus forte e suficiente para suprir tuas necessidades e cooperar para o teu bem.

Aconteça o que acontecer, se você ama ao Senhor, a tua aflição será para o teu bem.
Não pergunte como. Apenas viva a experiência do deserto e espere atravessar o mar sob o comando poderoso do Senhor.

Se Deus, no Egito, houvesse perguntado a Moisés se ele queria ir ao deserto para viver 40 anos se preparando para aprender a conviver naquele ambiente inóspito com a missão de depois retornar ficar mais outros 40 anos acompanhando o povo hebreu, é certo que ele diria: não Senhor. Não posso. Não tenho condições de suportar…

Mas, Moisés conseguiu viver no deserto, aprender a viver sob circunstancias difíceis, e adquiriu experiência para ser o chefe, o líder na libertação do povo.

As provas nos tornam experientes, nos tornam fortes, quando enfrentadas e vencidas nos fazem melhores.

Esse deserto é, também, a sua aflição. É o seu casamento sem vida, sem água, sem amor.

O sábio Salomão diz que “com a tristeza no rosto se faz melhor o coração.”

“Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo
fogo, se ache em louvor, e honra, e glória” (1 Pedro 1:6-7).

Casamento é coisa séria e sagrada. É plano de Deus. Projeto que saiu das mãos do Criador.

“Deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne”. Assim não são mais dois, mas uma só carne.

“E Jesus confirma o que foi dito no principio e acrescenta: Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:5-6).

E enquanto muitos casam crendo que se não der certo separa e está tudo certo a palavra declara o contrário:

“Porque o Senhor, o Deus de Israel, diz que odeia o divórcio, (…) portanto guardai-vos em vosso espírito e não sejais desleais” (Malaquias 2:16).

Há alguém interessado em que seu casamento acabe no cartório. Ele é o Diabo, Satanás. É ele quem planta a discórdia. É ele quem insinua que assim como está não dá, que é melhor separar, que não tem jeito, não tem amor que resista…

Ele é “o ladrão que vem para roubar, matar, e destruir. Já o Senhor Jesus veio para dar vida com abundância” (João 10:10).

Seu casamento foi feito na presença de Deus, com testemunhas, com festa, com aliança… não permita que as flechas inflamadas do diabo queime seus sonhos.
Não permita que ele roube os sonhos dos seus filhos, da sua família, dos seus amigos… que ele envergonhe a aliança que fora feita com Deus.

“Resisti ao Diabo e ele fugirá de vós.”

Temos nos esquecido que o Senhor nos deu a chave da vitória sobre as ciladas do mal: resistir. Resistir e não desistir. Crer no impossível.

Parece impossível que seu casamento mude. Parece, mas em nome de Jesus tudo é possível para o que crê.

O mais difícil é que você pode estar tentando sozinho (a), só você quer recomeçar, só você quer tentar novamente e restaurar seu casamento. Sim é difícil, mas creia:

Deus é o Deus do impossível.

Esta é a vitória que vence o mundo – nossa fé” (1 João 5:4)“Quanto ao Senhor, Seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com Ele.” (2 Crônicas 16:9).

Ou seja, a proposta é: Para resgatar meu casamento vou buscar a Deus de corpo e alma. Vou confiar que Ele tem a restauração, a transformação, o vinho novo. Não vou desistir de fazer valer na minha vida o poder de JEsus. Eu sei que Ele pode. Tudo se trasforma quando Jesus é chamado para ser a prioridade em nossa vida. Ele é quem nos ensina a amar e perdoar. Ele nos conduz em um relacionamento saudável ou nos orienta quanto a possibilidade de deixarmos um relacionamento doentio.

Os casamentos estão acabando por que está faltando o temor do Senhor.Homens que ferem e traem a esposa. Mulheres que também traem e não vivem o poder do amor.Pessoas frias tornam a vida do outro uma dor sem fim… onde iremos parar? a minha proposta é que pare aos pés de Jesus e encontre aos pés do Salvador a saída. Ele nos propõe perdão, nos propõe crer no recomeço. Ele nos diz para crer nEle e renovar as forças. Ele nos diz que pode fazer ressuscitar o que já está morto e fazer seu casamento ter novo sentido.

Há pessoas que já leram esse artigo esperando encontrar uma receitam mas aqui está apenas a indicação de que sofrer não é o fim e que o que resiste às lutas recebe o mérito da vitória.Isso não significa que as vítimas devem continuar vítimas, mas que as vítimas podem recorrer ao Senhor para sentir o rio da graça e da água da vida banhando sua história de poder e transformação.

“Pedi e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis…” (Mateus 7:7).

Peça e busque. Reclame o cumpriemnto dessa promessa na sua vida. Deus nunca falha!

A família edificada sobre CRISTO

Certa vez, uma esposa repudiada e mãe me falou: “Pastor Fernando, o Espírito Santo já me convenceu de que frequentar templo religioso não agrada a DEUS. Mas eu tenho filhos pequenos e preciso levá-los para ouvirem a Palavra de DEUS”.

Tem um ditado muito antigo que reza: “O QUE NÃO SERVE PARA MIM, NÃO DESEJO PARA NINGUÉM”. Essa é uma premissa coerente, que todos deveriam segui-la. Se alguma coisa é nociva a minha conduta espiritual, eu não a desejo para ninguém, nem serei conivente com a prática dela. E se o outro é o meu filho, é que não desejarei de forma alguma.

Um dos conselhos do sábio Salomão para o povo de DEUS se dirigiu especificamente aos pais, responsáveis pela educação dos filhos: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6).

Trazendo o conselho para os tempos da igreja cristã, o tipo de educação a que se refere Salomão é a espiritual. O caminho não é o do templo, mas o SENHOR (“Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida” – João 14:6). Uma vez, o apóstolo Pedro questionou a CRISTO: “Para QUEM iremos nós, se só Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6:68). Observemos: Pedro não disse “Para ONDE iremos nós”, mas “Para Quem iremos nós”; e ele estava se referindo Àquele único que pode salvar o espírito de alguém: JESUS CRISTO.

Educar os filhos é um dever, uma ordem dada por DEUS tão somente aos pais. Eles não podem transferir jamais essa responsabilidade para um templo, ou uma sala de aula dentro dele. A vontade de DEUS é que os lares se transformem em locais de culto; que a família seja o principal alicerce da igreja na casa. Uma casa, que se transforma em um local de culto racional a DEUS, está protegida das ações do inimigo e livre de separações e divórcios (veremos isso um pouco mais adiante). Um marido, que é sacerdote do lar, toma a frente e chama a responsabilidade para si para louvar e estudar a Palavra do SENHOR. A esposa e os filhos e até amigos estarão ali, ao redor deles. Um marido-sacerdote, por meio do culto diário na casa, na busca ao SENHOR, é muito fortalecido pelo Espírito Santo, e jamais cairá na armadilha da traição na rua. Uma esposa, que é ajudadora do marido em casa e que participa dos cultos diários, aprende o quanto deve ser submissa a ele. E ambos, juntos, unidos, com a ajuda do SENHOR, educam os filhos no temor a DEUS. Essa, sim, é a verdadeira raiz da salvação, da edificação de um lar: maridos, esposas e filhos que buscam juntos a presença de DEUS.

Maridos, esposas e filhos, que são entregues à dependência de uma vida religiosa em templo, continuam como uma janela aberta para a atuação do inimigo. Não fosse assim, muitos pastores, líderes no geral, maridos e esposas, que antes eram tidos como exemplos no templo, não teriam já entrado na armadilha do inimigo na área da destruição familiar.

Eu, por exemplo, como pastor, não só cuido das esposas e maridos repudiados em diversas partes do Brasil e até alguns países do exterior, mas dos filhos também. Ensino aos pais como eles devem educá-los: lendo histórias bíblicas, ouvindo louvores, assistindo a filmes bíblicos, brincando com jogos bíblicos etc. (tudo o que edifica); além de orar muito por eles. Tenho visto a edificação do SENHOR sobre a família de uma maneira maravilhosa. Há diversas formas de se educar um filho no caminho, que é o SENHOR JESUS. Mas, principalmente, afastando-os dos jogos perversos, dos programas de TV destrutivos etc.

É simplesmente impossível uma criança, ao crescer, desviar-se do SENHOR (e não do templo), se seus pais cumpriram bem o dever de educá-la na Palavra quando menores. Do templo, todos até podem e devem se desviar; mas o que não podem nem devem é sair da santa presença DAQUELE que é capaz de salvar não só os filhos, mas os maridos, as esposas, assim como toda a família.

Vida religiosa não edifica família alguma nem traz segurança alguma para ela. A família de DEUS existe para ser edificada sobre JESUS CRISTO, a Rocha eterna; e não sobre práticas religiosas. O mundo está repleto de sistemas religiosos e com inúmeras famílias destruídas. Se os costumes religiosos resolvessem, não haveria um número tão alto e tão triste de destruição familiar. Vejamos o que JESUS falou: “Nem todo o que me diz SENHOR, SENHOR, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: SENHOR, SENHOR, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci! Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa (FAMÍLIA) sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram contra aquele casa, E ELA NÃO CAIU, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa (FAMÍLIA) sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram contra aquela casa, E ELA CAIU, e foi grande a sua queda” (Mateus 7:21-27).

Quem traz para si o cumprimento dos deveres cristãos suporta, em CRISTO, a todas as tempestades, permanece de pé (a raiz da família tem que ser JESUS e não a denominação religiosa) e é muito abençoado por DEUS; mas quem transfere isso para o templo, além de não resistir as grandes tempestades, não sai de uma mera vida religiosa...

Que o Espírito Santo te edifique nessa Palavra!

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

Contratos invisíveis

“E também houve entre o povo falsos profetas, como ENTRE VÓS HAVERÁ TAMBÉM FALSOS DOUTORES, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E POR AVAREZA FARÃO DE VÓS NEGÓCIO COM PALAVRAS FINGIDAS; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, E A SUA PERDIÇÃO NÃO DORMITA” (2 Pedro 2:1-3).

Servir a DEUS para muitos virou um negócio. Dentro de templos ou mesmo fora deles, há muitos, que se dizem pastores e líderes, estabelecendo contratos invisíveis com pessoas sofridas e não conhecedoras da Palavra, enganando e aprisionando uma multidão; usando palavras lisonjeiras, dizendo o que essa mesma multidão quer ouvir, depois de ter aceito a teoria do “toma-lá-dá-cá” desses homens corrompidos.

A relação de JESUS com a Sua igreja NUNCA foi nem NUNCA será mercadológica, comercial, movida por interesses financeiros. Igreja (pessoas) não é produto, onde se oferece algo a ela em troca de recebimento de dinheiro. JESUS foi para uma cruz mesmo sabendo que todos não se renderiam a ELE. JESUS foi por AMOR, verdadeiro e sublime AMOR. JESUS CRISTO não nos cobrou dinheiro algum para ser Nosso SENHOR e SALVADOR. Porque onde existe negócio, dinheiro, não pode existir AMOR.

AMOR e dinheiro são dois termos que não se juntam, não se unem, não se completam. Até hoje, na mais antiga profissão do mundo, as mulheres do mundo se prostituem em troca de dinheiro, porque lhes falta o AMOR. Elas não amam aqueles que deitam com elas, porque elas os veem como seus clientes. Assim, está acontecendo na relação de muitos pastores com as suas ovelhas. Eles as veem como negócio, diga-se de passagem, muito rentável. Elas aceitam se deitar com eles em troca de dinheiro. Essa é uma relação mercadológica, financeira, onde o Espírito Santo não habita.

Quer saber se realmente o pastor te ama? Pare de dar dinheiro a ele; e veja qual será a reação dele com o passar do tempo...

A relação entre irmãos em CRISTO é bem diferente de uma relação comercial, contratual. O dinheiro e o vil interesse devem passar longe desse relacionamento para que o AMOR seja pleno e haja manifestação do Espírito Santo.

Infelizmente, nos tempos perdidos atuais, muitos pastores têm estabelecido contratos invisíveis para muitas pessoas; que, por sua vez, têm sido escravas dessa vitimização perversa, maligna, diabólica. E como se dá a feitura desses contratos invisíveis? Simples: "EU SOU SEU PASTOR, EU TE AJUDO EM SEU DESERTO, SE, EM TROCA, VOCÊ ME DEVOLVER SEUS DÍZIMOS". Será que as pessoas não conseguem enxergar nessa atitude a mais completa falta de AMOR (ausência do Espírito Santo) desses pastores por elas mesmas?

Há alguns meses, levei um carro antigo que tenho para uma oficina. Há algum tempo, ele vem apresentando muitos problemas. O chefe da oficina me trouxe o orçamento, os valores financeiros que eu iria gastar para ter o problema resolvido. Até aí tudo normal. Esse exemplo se trata de uma relação de trabalho comercial. Muito diferente do que deve ser na relação entre pastores e ovelhas.

O problema está em conceber o exercício de pastor como uma profissão. Quem entende o exercício de pastorear como uma profissão (muitos até têm carteira assinada), sempre verá o outro como um cliente. Pastor, no sentido bíblico do termo, NUNCA foi uma profissão, mas uma função delegada e capacitada por DEUS para alguns homens aqui na terra: a função de pastorear, apascentar, guiar para o Reino, doutrinar, disciplinar diariamente. E tudo é feito por AMOR, sem interesse algum no dinheiro de ninguém, ainda que o dinheiro seja necessário para a sobrevivência diária do pastor (muitos, na verdade, nem precisam, mas mesmo assim extorquem).

Paulo, o grande líder e doutrinador da igreja cristã primitiva, era um homem necessitado, que precisava comer e se vestir. Já havia moeda corrente na época. Mas, em nenhum momento, vimos Paulo chantagear algum membro do Corpo de CRISTO por dinheiro (tipo: EU SEREI SEU PASTOR E DOUTRINADOR, SE VOCÊ ME DER DEZ POR CENTO DO SEU SALÁRIO EM TROCA). É de nosso conhecimento hoje que os irmãos em Filipo ajudavam o apóstolo em sua sobrevivência diária. Como também é de nosso conhecimento que nenhum fora constrangido a dar dinheiro ao apóstolo; nem mesmo que Paulo tenha feito algum contrato invisível com aqueles irmãos, nem com igreja alguma. Os que davam, ofertavam, faziam por AMOR, pela ação do Espírito Santo. E DEUS operava grandes maravilhas naquele meio.

Até hoje as palavras do apóstolo Paulo me incentivam a seguir o seu exemplo: “Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade. Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” (Filipenses 4:10-13)ONDE EXISTE AMOR, EXISTE A PRESENÇA DO ESPÍRITO SANTO E A AUSÊNCIA DE INTERESSES FINANCEIROS.

É pura mentira de satanás dizer que o Espírito Santo atuou em uma relação de pastor e ovelha em que houve interesse financeiro envolvido. JESUS CRISTO foi e é o maior fazedor de milagres, mas ELE nunca cobrou um centavo de dinheiro a ninguém; nem nunca cobrará. JESUS pede que sejamos obedientes, façamos a vontade do PAI, ajudemos uns aos outros EM AMOR. E nessa relação se conhece quem é de DEUS e quem não é: todo pastor ou qualquer outra liderança que faz algo em troca de dinheiro possui a natureza avarenta e perdida de Judas Iscariotes; é instrumento de satanás, e não de DEUS.

E por qual porta a avareza desses falsos doutores tem entrado e feito morada? Na porta da necessidade e do desespero alheio. O desespero em querer algo de todo jeito leva as pessoas a se tornarem presas fáceis desses lobos avarentos. O curioso é que eles falam a linguagem que as pessoas querem ouvir; prometem céu e terra (curas físicas, restauração de casamentos etc.), em troca de elas serem fiéis em seus dízimos e ofertas. Isso é barganha, obra de satanás, um caminho no qual, por não conhecerem nem terem o Espírito de DEUS, muitos têm adentrado.

Não foram poucas as pessoas que me procuraram, nas últimas semanas, para dizer, dentre outras coisas, que são acompanhadas por líderes avarentos. “Mas, Pastor Fernando, o que meu pastor diz é o mesmo o que o senhor ensina sobre casamento e restauração familiar”, disse-me uma pessoa; ou seja, aquilo que é dito de certa forma tem fundamentação bíblica. Satanás agora tem aplicado a Verdade aos corações desesperados, mas com o sujo intuito de arrancar dinheiro dessas pessoas e se enriquecer. Porém, precisamos entender que o mal alojado nem sempre está nos conselhos ministrados, mas no interesse financeiro que está impregnado no coração do conselheiro.

Quem não se sentiria feliz em ouvir de um pastor: “Não desista do seu casamento! DEUS vai restaurá-lo”? Qual pessoa não teria o ego massageado, ao ouvir de um pastor: “Fique comigo e te garanto 100% que DEUS vai restaurar o seu casamento”? São frases que, qualquer pessoa desesperada, que se encontra em um deserto espiritual, em busca da restauração da família, gostaria de ouvir. Sim ou não?

O mal, no entanto, não está apenas na execução de tais frases (embora ninguém possa garantir 100% que DEUS fará algo, sem que ELE tenha dito claramente que irá fazer. Até porque, na Bíblia, há o caminho da restauração como também há o caminho da morte). O mal está no que vem depois: o pastor lê alguns versículos isolados sobre dízimos e ofertas (se quiser aprender a verdade sobre dízimos e ofertas, procure em nosso site ou na Internet o estudo bíblico: DÍZIMOS E OFERTAS NO TEMPO DA GRAÇA); e, categoricamente, diz a pessoa que vai acompanhá-la: “AGORA VOCÊ PRECISA SER OBEDIENTE A DEUS EM TUDO, INCLUSIVE, DEPOSITANDO TODO MÊS, EM NOSSA CONTA BANCÁRIA, DEZ POR CENTO DE TUDO O QUE RECEBER”. Repito: ISSO NUNCA FOI NEM NUNCA SERÁ AMOR POR UMA VIDA. NEM PELA DA PESSOA DESESPERADA, NEM PELA DO CÔNJUGE DELA, NEM PELA SUA FAMÍLIA.

Vamos reler os princípios do AMOR verdadeiro ensinados pelo apóstolo Paulo à igreja cristã. Eles, na verdade, são muito conhecidos, mas parecem sumir da mente e do coração de uma pessoa desesperada, que quer a solução do seu problema a todo custo:

“O AMOR É SOFREDOR, É BENIGNO; O AMOR NÃO É INVEJOSO; O AMOR NÃO TRATA COM LEVIANDADE, NÃO SE ENSOBERBECE. NÃO SE PORTA COM INDECÊNCIA, NÃO BUSCA OS SEUS PRÓPRIOS INTERESSES, NÃO SE IRRITA, NÃO SUSPEITA MAL; NÃO FOLGA COM A INJUSTIÇA, MAS FOLGA COM A VERDADE; TUDO SOFRE, TUDO CRÊ, TUDO ESPERA, TUDO SUPORTA” (1 CORÍNTIOS 13:4-7).

JESUS, A GRAÇA DE DEUS, DEU A VIDA GRATUITAMENTE POR NÓS, SEM NOS EXIGIR NENHUM DINHEIRO EM TROCA DISSO. JESUS CRISTO, em sua época, poderia ser o homem mais rico do mundo (financeiramente falando), ter nascido em uma gruta, em volta de animais; e morrido, assassinado dentro de um palácio impregnado de ouro maciço. Mas JESUS foi humilde como Homem, se fez servo, esvaziou-se de tudo e foi obediente até o fim, morrendo injustamente e publicamente em uma cruz. E os homens, que se dizem de DEUS, seguidores de CRISTO, nos tempos de hoje, agindo com avareza, exigindo dinheiro das pessoas em troca de alguma obra em benefício delas.

Meu irmão e minha irmã em CRISTO, vocês só se permitem ser mercadoria na mão desses homens, se quiserem. Mas saibam: NENHUMA AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO OCORRERÁ EM SUAS VIDAS, ENQUANTO NÃO HOUVER UMA RELAÇÃO DE AMOR PURO, VERDADEIRO; ENQUANTO O PASTOR TE EXIGIR E VOCÊ ACEITAR DAR O DINHEIRO EM TROCA.

Amém? Você não é produto, negócio, mas representa uma vida, uma alma, que precisa ser amada, cuidada, curada, liberta, doutrinada, sem nenhum outro interesse que não seja o AMOR.

Em CRISTO,

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

 

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