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Ou o correto ou o comum

“E sereis odiados por todos por amor do meu Nome; mas quem perseverar até o fim, esse será salvo” (Marcos 13:13); “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9).

O tempo, citado por JESUS no Evangelho de Marcos, é chegado diante de nossos olhos. Tempo de profundas contradições, paradoxos, inversão de valores, que tendem a contaminar aqueles que não estiverem enraizados na Palavra de DEUS.

O mal tem crescido em nosso meio de forma aceleradíssima. A sociedade, no geral, é a produtora desse mal mortal, que tem atingido a ela própria e a todos os que se encontram envolvidos nela; e rejeitado o correto, o bem, a Justiça e a Verdade de DEUS. É preciso deixar bem claro que o conceito abordado aqui sobre Justiça e Verdade, ou bem comum, estão respaldados no pensamento de DEUS, e que, fora desse pensamento, elas simplesmente não existem.

A ideia de que cada um concebe o seu próprio juízo do que é verdadeiro e justo (no plano relativista) pode até encontrar guarida na Filosofia, mas não na fé cristã. DEUS Pai e Criador, Grande Juiz, é quem estabelece o que é Verdade e Justiça para os Seus filhos; e não cada um constrói o seu próprio conceito.

O mal criado pela sociedade ímpia se tornou comum; e os princípios corretos à luz da Palavra de DEUS, que um dia foram muito bem aceitos, estão cada vez mais incomuns e rejeitados. Então a tendência é que o mal comum cresça, agigante-se e tente influenciar a camada social “menor”, formada pelos verdadeiros cristãos (entenda-se por cristão aquele ou aquele que procura alinhar a vida ao pensamento de DEUS; e não simplesmente aquele que se diz).

A tendência é que o mal social impunha influência sobre o caráter daqueles remidos pelo Sangue de JESUS, e que estes sejam sufocados por defenderem e creem em princípios que caíram em completo desuso.

Por exemplo: antigamente e desde a origem, a única e verdadeira família era formada por um homem, a sua mulher e os descendentes que iam nascendo como frutos desse casamento. Atualmente, a família também recebeu o nome de entidade familiar, como justificativa da união de um homem com um homem, uma mulher com uma mulher; um homem e uma mulher divorciados e novos parceiros. Chegará o tempo (e faço questão de deixar isso bem claro neste texto) em que se tornará lei a união de um ser humano com um animal; e vão chamar isso também de casamento, de família ou entidade familiar. A partir do momento em que doutrinadores do Direito entenderam que o simples vínculo afetivo e emocional são suficientes para a construção da entidade familiar, dando prerrogativas legais aos envolvidos; o “avanço” para legalizar o relacionamento entre humanos e animais será apenas uma questão de tempo.

O certo é que a sociedade, que deu e dá as costas para DEUS, involuiu. O que era comum antigamente já não é mais comum hoje. E o que é comum hoje seria um profundo escândalo em tempos passados. O mais preocupante é que esses supostos avanços e mudanças têm contaminado a fé religiosa de muitos sistemas religiosos denominacionais; ou seja, o mundanismo já adentrou na doutrina apregoada nos templos religiosos. Por isso, a grande dificuldade de saber quem é e quem não é cristão. Hoje, os que se dizem cristãos e os que verdadeiramente são andam misturados. Só teremos a separação do joio com o trigo nos ares, por meio do SENHOR JESUS. Até lá essa mistura será inevitável.

Para comprovar a veracidade da tese acima, partamos da pergunta: “É comum ou não, nos tempos atuais, pessoas separadas e divorciadas do seu primeiro cônjuge se casarem de novo com novas pessoas? Sim ou não?”. Todos dirão que SIM. E essa prática era comum, por exemplo, no Brasil, há 50 ou 100 anos? NÃO. Não apenas porque a Lei do Divórcio inexistia, mas também porque os relacionamentos tidos como clandestinos (extraconjugais) não eram tão comuns. A aprovação dessa Lei em 1977 terminou por incentivar a sociedade a buscar a separação e o divórcio, quando, por qualquer motivo, a luz do descontentamento no casamento aparecesse para um ou para o outro. E essa prática de intolerância e de repúdio foi se tornando comum, até que hoje é difícil encontrar pessoas casadas em primeiro casamento. Também o alto índice de filhos nascidos no adultério (segundo casamento de pessoa divorciada aos olhos de DEUS) comprova essa triste realidade. Filhos que nascem e crescem vitimados pela separação e divórcio dos seus pais tendem a abstrair como normal essa condição; e, adiante, se tornarem igualmente agentes intolerantes em seus casamentos.

Já escrevi, em outra oportunidade, que até o século XVI, nenhum doutrinador, filósofo, religioso defendia o recasamento de pessoa divorciada (essa ideia e essa discussão no meio religioso começou com Erasmo de Rotterdam. Ele pode ser considerado o “pai do recasamento a partir do divórcio” no mundo). No tempo de CRISTO, JESUS e os apóstolos lutavam contra as separações conjugais lícitas e afirmavam que qualquer outro relacionamento sexual, a partir do repúdio, era adultério. Os casais casados, em todo tempo e época, sempre enfrentaram sérios problemas no casamento e até se separavam, mas não buscavam um novo casamento, porque não havia respaldo legal para esse tipo de pecado. Casar-se novamente, para os primeiros cristãos, era algo completamente inimaginável. Já para a sociedade pecaminosa, longe de DEUS, o envolvimento extraconjugal ocorria clandestinamente, especialmente por parte dos homens.

Na tentativa de acabar com essa clandestinidade e de tornar legal o pecado que a sociedade ímpia cometia foi que surgiu a Lei do Divórcio pelo mundo. Quem muito contribuiu para a propagação desse mal foi o filósofo humanista e religioso, Erasmo de Rotterdam, como disse anteriormente. Ele, com os seus escritos sobre casamento no início do século XVI, difundiu uma interpretação herética de Levítico 20:10, que logo veio a contaminar os Reformadores Protestantes. E a ideia do divórcio legal logo se espalhou pelo mundo até chegar à mesa dos doutrinadores do Direito e dos legisladores. E até que ganhasse corpo real, virasse Lei. A prática do recasamento legal se tornou tão comum como o pão e o café nossos de cada dia. Casam-se pela segunda e terceira vez como quem respira ou troca-se de roupa. A verdadeira família foi completamente esfacelada, destruída, pelo império das trevas. O domínio do mal rompeu as paredes dos palácios dos seus príncipes e atingiu a mente, o coração e o caráter dos cristãos desprotegidos pelo Evangelho nos templos, especialmente, os protestantes. Muitos e muitos desses “cristãos” já estão envolvidos nessa mentira e caminhando para o inferno.

Defender a honra do primeiro casamento apenas, a família lícita aos olhos de DEUS, virou um desafio incalculável para os poucos que restaram. É quase como oferecer a cabeça à guilhotina e ser apedrejado em praça pública até a morte. Ou se adapta ao sistema mundano comum ou a cabeça vai à prêmio.

Mas JESUS e seus raros e verdadeiros seguidores ensinaram aos cristãos de hoje e do futuro, com a vida deles, qual escolha deveriam fazer: JESUS foi a uma cruz e seus apóstolos foram perseguidos até experimentarem uma morte terrível. Eu já fiz a minha: preferi que todos me odeiem, que todos me abandonem, que todos me chamem de louco e me apedrejem (inclusive aqueles que se dizem meus irmãos na fé, mas andam na contramão do Evangelho), a me misturar com os débeis dessa sociedade completamente perdida. Eu preferi o correto raríssimo à mentira comum (PORQUE FAÇO PARTE DA GERAÇÃO INCONTAMINÁVEL CHAMADA IGREJA DO SENHOR JESUS, LEVANTADA PARA ANUNCIAR AS VIRTUDES DELE); ainda que façam comigo o que fizeram com João, o batista. A marca dessa geração é a perseverança pela santidade. E você, de qual lado está?

No Amor de DEUS,

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

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