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Igreja Virtual de Nosso SENHOR JESUS CRISTO

A tal modernidade acabou de fundar a “Igreja Virtual do Nosso SENHOR JESUS CRISTO” (Igreja Virtual do NSJC). O endereço dela é universal: Facebooks, grupos de WhatsApp, Instagram e outras redes sociais que ainda desconheço.

Só nos primeiros anos de vida, atraiu milhares (ou quem sabe bilhares) de fiéis seguidores. Tem uma aparência esplendorosa, apesar de não ter templo físico, de concreto. O seu templo, como o próprio nome diz, é virtual, onde cada um o molda a seu jeito. Também não há padres nem pastores cantando, pregando, preparando o povo para o fatídico momento da cobrança dos dízimos e das ofertas, com um discurso e um fundo musical, que fazem até defunto se emocionar. A ajuda ao necessitado vem somente através de imagens postadas nas páginas ou grupos. A maior expressão de amor também é publicar imagens lindas de amor, com versículos que falam de amor. É tanto amor de um verdadeiro AMOR tão distante...

Quando, de repente, aparece um padre ou um pastor pregando, é em uma das ministrações que foram gravadas pelos pobres remanescentes frequentadores de templos, que ainda guardam no coração a esperança de verem os “cristãos virtuais” de volta aos lugares deles. Ou, aqueles pregadores que aparecem repentinamente diante das câmeras, ao vivo, vestidos elegantemente e com um perfume que só eles conseguem sentir.

Na Igreja Virtual do NSJC ninguém se abraça calorosamente, ninguém se cumprimenta com ósculo santo, ninguém visita as portas, nem as dores, nem os sofrimentos do outro. Não há o colo quente, nem a divisão do pão, das propriedades; muito menos o momento de oração diária onde todos se abraçam. São pessoas que se encontram todos os dias sem se veem. Comunicam-se sem o exercício oral da língua. Tudo é feito por imagens, códigos, mensagens decifradas, digitadas e imagens previamente criadas sabe-se lá por quem. Na Igreja Virtual do NSJC todos se cumprimentam com a frieza de um cadáver, apesar das flores coloridas que estampam as imagens de bom dia, boa tarde e boa noite.

Os irmãos na fé mal sabem o endereço exato dos outros. E a Paz de CRISTO muitas vezes é ofuscada por publicações desenfreadas de rostinhos bonitinhos, seios, bumbuns, músculos, corpos quase perfeitos a espera de elogios para massagear o EGO e, quem sabe, diminuir as dores de uma realidade tão difícil de suportar. O envolvimento com essa “igreja” é tanta que muitas vezes se esquece de preparar a comida dos filhos, a arrumação da casa e tirar a poeira da Bíblia de papel, aberta incansavelmente no Salmo 23 sobre a cabeceira.

Na Igreja Virtual do NSJC, aos olhos de cada um, todos são santos, puros, anjos, e quase perto do céu. Padre e pastor não pecam porque se apresentam com suas imagens digitadas de verdadeiros super-heróis. Ninguém nunca sentiu desejo sexual avassalador pelo seu semelhante; nem mentiu, nem traiu; muito menos pensou algo impróprio sobre ele. E, se isso ou qualquer outro tipo de pecado tivesse ocorrido e sido descoberto pelos irmãos virtuais, logo o pecador seria vituperado, escarnecido, maltratado, motivo de zombaria, fofocas, apedrejado, deletado, excluído e coisa parecida. Basta uma teclada e está resolvido o problema desse “irmão”. Porque a Igreja Virtual de NSJC quando quer, é Graça de DEUS, mas também quando quer, vive na lei, no “olho por olho, dente por dente”. Nesse aspecto ela é igualzinha à igreja-templo físico. Tudo vai depender de como está a temperatura do coração e do computador.

Por ser perfeita aos seus próprios olhos, ninguém vê os defeitos dela, assim como não pode desfrutar do momento único e ímpar de cair e poder se levantar com o semelhante (momento este que só o verdadeiro relacionamento produz); de contemplar as lágrimas de arrependimento no rosto daquele a quem se chama de irmão; de amadurecer como pessoa e espiritualmente.

Na Igreja Virtual do NSJC ninguém se relaciona verdadeiramente (como cabe a quem é irmão na fé de verdade). E nisto, ela e a igreja-templo físico são iguais: guardam a marca da frieza e do distanciamento (Porque se ver e se abraçar uma, duas ou três vezes na semana não é se relacionar como DEUS quer). E se DEUS não habita em templos reais, físicos, de concreto, feitos por mãos de homens, como disseram os escritores bíblicos (Atos 7:48 e 17:24), quanto mais em templos virtuais....

A Igreja de Nosso SENHOR JESUS CRISTO precisa muito mais de abraços físicos uma ou duas vezes por semana. Ela precisa de abraços diários na alma, de lágrimas que escorrem em um rosto e vão se alojar no coração alheio. Essa Igreja não precisa de debates doutrinários, recheados de filosofias e teologias, que em nada acrescentam. Ela só precisa do Espírito Santo de DEUS, que vai ajudá-la a discernir o que é do Céu e o que não é.

A Igreja Virtual de NSJC usa tanto o Nome de DEUS que, se isso fosse verdade em suas vidas, estariam todos já no Céu.

Se pararmos para analisar friamente, a Igreja Virtual do NSJC é a maior destruidora da verdadeira IGREJA, porque rouba o tempo desta de estar em comunhão diária com o Seu Salvador e os seus irmãos.

Ah, como sinto inveja dos irmãos da igreja de Atos, e dos demais residentes em Roma, Corinto, Galácia, Éfeso, Filipo, Colosso e Tessalônica, quando leio sobre eles no Novo Testamento! A completa falta do virtualismo tecnológico e dos templos físicos os tornavam irmãos na essência e na acepção da palavra. E mesmo com os seus defeitos, rugas e descontentamentos, nenhum desistia do outro e se aprendia a amar na pureza e na simplicidade de como JESUS os ensinara.

Que o SENHOR DEUS tenha misericórdia de mim e me ajude a caminhar para o Reino de Sua Glória!

No AMOR DE DEUS,

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.

É errado que um casal tenha relações sexuais apenas por prazer?

Quase um livro inteiro do Antigo Testamento é dedicado ao tema da paixão e do sexo por prazer. Cantares de Salomão é tão detalhado em sua intenção do prazer sexual no casamento que alegorias foram utilizadas para amenizá-lo, e os meninos hebreus não podiam lê-lo até completarem 12 anos, quando se tornavam homens. Deus claramente teve a intenção de que o sexo no casamento fosse prazeroso. Primeiro Coríntios 7:3-5 fala sobre não se abster do sexo no casamento: "O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência." 

Os sentimentos de desejos sexuais e prazer durante o sexo foram criados por Deus e o casamento foi criado, em parte, para satisfazê-los. O que Paulo está dizendo é que devemos direcionar esses sentimentos apenas ao nosso cônjuge, no nosso próprio casamento, e a ninguém mais. Note que Paulo diz que se um dos parceiros não estiver satisfazendo as expectativas do seu cônjuge, seja por prazer ou tempo, então ambos precisam trazer esse problema diante de Deus para que um não tente encontrar satisfação fora desse relacionamento conjugal. Devido à existência da pornografia e à perversão do sexo ao longo dos anos, muitas pessoas (especialmente os cristãos) passam a ter a ideia de que o sexo prazeroso é errado. Às vezes, nós nos esquecemos de que Deus nos formou para o sexo e criou as suas emoções; o prazer foi a Sua intenção. Não devemos permitir que Satanás e suas mentiras nos impeçam de desfrutar os nossos cônjuges, e não devemos cair na falsificação do prazer sexual que o mundo oferece. O prazer de Deus é real e satisfatório; o de Satanás é falsificado e vazio.

O que significa estar em jugo desigual?

A frase "jugo desigual" vem de 2 Coríntios 6:14: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?"

Um jugo é uma barra de madeira que une dois bois um ao outro e à carga que puxam. Uma junta em "jugo desigual" tem um boi mais forte e um mais fraco, ou um mais alto e um mais baixo. O boi mais fraco ou mais baixo anda mais lentamente do que o mais alto ou mais forte, fazendo com que a carga se mova em círculos. Quando os bois estão em jugo desigual, eles não podem executar a tarefa que está diante deles. Em vez de trabalhar juntos, estão em desacordo um com o outro.

A admoestação de Paulo em 2 Coríntios 6:14 faz parte de um discurso maior à igreja de Corinto sobre a vida cristã. Ele desencorajou-os de estar em uma parceria desigual com os infiéis porque os crentes e descrentes são opostos, assim como a luz e as trevas são opostos. Eles simplesmente não têm nada em comum, assim como Cristo não tem nada em comum com o "Maligno", uma palavra hebraica que significa "inutilidade" (v. 15). Aqui Paulo a usa para se referir a Satanás. A ideia é que o mundo pagão, mau e descrente é regido pelos princípios de Satanás, e que os cristãos devem se separar desse mundo perverso, assim como Cristo era separado de todos os métodos, objetivos e planos de Satanás. Ele não teve nenhuma participação neles e nem formou nenhuma união com eles – assim deve ser com os seguidores de um em relação aos seguidores do outro. A tentativa de viver uma vida cristã com um não-cristão como um amigo e aliado próximo só nos fará andar em círculos.

O "jugo desigual" é muitas vezes aplicado a relações comerciais. Para um cristão entrar em uma parceria com um incrédulo é cortejar o desastre. Eles têm cosmovisões e morais opostas, e as decisões de negócios que devem ser feitas diariamente vão refletir um ou o outro. Para a relação funcionar, um ou outro tem de abandonar o seu centro moral e avançar em direção ao do outro. Mais frequentemente do que não, é o crente que se vê pressionado a deixar os seus princípios cristãos para trás por causa do lucro e do crescimento do negócio.

É claro que a aliança mais próxima que uma pessoa pode ter com outra é encontrada no casamento, e é assim que a passagem é geralmente interpretada. O plano de Deus é para que um homem e uma mulher se tornem "uma só carne" (Gênesis 2:24) - uma relação tão íntima que um literal e figurativamente se torna parte do outro. Unir um crente com um incrédulo é, em sua essência, unir opostos, o que contribui para uma relação muito difícil.

O que a Bíblia diz sobre o casamento gay/homossexual?

Embora a Bíblia se refira à homossexualidade, ela não menciona explicitamente o casamento gay/homossexual. É claro, porém, que a Bíblia condena a homossexualidade como um pecado imoral e antinatural. Levítico 18:22 identifica o sexo homossexual como uma abominação, um pecado detestável. Romanos 1:26-27 condena os desejos e ações homossexuais como sendo vergonhosos, não naturais, lascivos e indecentes. Primeiro Coríntios 6:9 afirma que os homossexuais são iníquos e não herdarão o reino de Deus. Já que ambos os desejos e ações homossexuais são condenados na Bíblia, é evidente que os homossexuais "se casando" não é a vontade de Deus, e seria, de fato, pecaminoso.

Sempre que a Bíblia menciona o casamento, é entre um homem e uma mulher. A primeira menção de casamento, Gênesis 2:24, descreve-o como um homem deixando seus pais e se unindo à sua mulher. Em passagens que contêm instruções sobre o matrimônio, como 1 Coríntios 7: 2-16 e Efésios 5:23-33, a Bíblia identifica claramente o casamento como sendo entre um homem e uma mulher. Biblicamente falando, o casamento é a união de um homem e uma mulher por toda a vida, primeiramente para o propósito de construir uma família e proporcionar-lhe um ambiente estável.

A Bíblia, no entanto, não é o único argumento a favor dessa compreensão do casamento. O ponto de vista bíblico do matrimônio tem sido o entendimento universal em cada civilização humana na história mundial. A história argumenta contra o casamento gay. A psicologia secular moderna reconhece que homens e mulheres são psicologicamente e emocionalmente concebidos para complementar um ao outro. Em relação à família, os psicólogos afirmam que uma união entre um homem e uma mulher em que ambos os cônjuges servem como bons modelos de gênero é o melhor ambiente para se criar filhos bem ajustados. A psicologia argumenta contra o casamento gay. Na natureza, quer dizer, fisicamente falando, os homens e mulheres foram claramente projetados para se "encaixarem" sexualmente. Com o objetivo "natural" da relação sexual sendo a procriação, é óbvio que apenas uma relação sexual entre um homem e uma mulher pode cumprir esta finalidade. A natureza argumenta contra o casamento gay.

Assim, se a Bíblia, a história, a psicologia e a natureza juntamente defendem o casamento sendo entre um homem e uma mulher, por que há uma tão grande controvérsia hoje? Por que aqueles que se opõem ao casamento gay/entre o mesmo sexo são rotulados como odiosos e fanáticos intolerantes, independentemente do quão respeitosamente a sua oposição seja apresentada? Por que é que o movimento pelos direitos dos homossexuais estão tão agressivamente forçando o casamento gay quando a maioria das pessoas, religiosos e não-religiosos, apoiam, ou pelo menos não se opõem, os casais gays tendo todos os mesmos direitos legais que os casais com alguma forma de união civil?

A resposta, de acordo com a Bíblia, é que todos inerentemente sabem que a homossexualidade é imoral e antinatural, e a única maneira de suprimir este conhecimento inerente é através da normalização da homossexualidade e do ataque a toda e qualquer oposição. A melhor maneira de normalizar a homossexualidade é colocando-a no mesmo patamar que o casamento entre um homem e uma mulher. Romanos 1: 18-32 ilustra isso. A verdade é conhecida porque Deus a tornou clara. A verdade é rejeitada e substituída por uma mentira. A mentira é então promovida, suprimida e atacada. A veemência e raiva demonstradas por muitos no movimento dos direitos dos homossexuais a qualquer um que se oponha a eles são, de fato, uma indicação de que sabem que a sua posição é indefensável. Tentar superar uma posição fraca aumentando a sua voz é o truque mais velho no livro de debate. Talvez não haja uma descrição mais precisa da agenda moderna dos direitos dos homossexuais do que Romanos 1:31: "são insensatos, desleais, sem amor pela família, implacáveis."

Sancionar o casamento gay/entre o mesmo sexo seria dar aprovação ao estilo de vida homossexual, o que a Bíblia claramente e consistentemente condena como um pecado. Os cristãos devem manter-se firmes contra a ideia do casamento gay/homossexual. Além disso, há fortes argumentos lógicos contra o casamento gay que podem ser tirados de contextos completamente separados da Bíblia. Uma pessoa não tem que ser um cristão evangélico para reconhecer que o casamento é entre um homem e uma mulher.

Segundo a Bíblia, o casamento foi instituído por Deus para ser entre um homem e uma mulher (Gênesis 2: 21-24; Mateus 19: 4-6). O casamento gay é uma perversão dessa instituição sagrada do casamento e uma ofensa ao Deus que o criou. Como cristãos, não devemos tolerar ou ignorar o pecado. Ao contrário, devemos compartilhar o amor de Deus e o perdão dos pecados que está disponível para todos, inclusive os homossexuais, por meio de Jesus Cristo. Devemos falar a verdade em amor (Efésios 4:15) e lutar pela verdade com "mansidão e respeito" (1 Pedro 3:16). Como cristãos, quando defendemos a verdade e isso resulta em ataques pessoais, insultos e perseguição, devemos nos lembrar das palavras de Jesus: "Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes me odiou. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia" (João 15:18-19).

Quem é Jesus Cristo?

Bem poucas pessoas perguntam se Jesus Cristo existiu ou não. Geralmente se aceita que Jesus foi de fato um homem que andou na terra, em Israel, há quase 2000 anos. O debate começa quando se analisa o assunto da completa identidade de Jesus. Quase todas as grandes religiões ensinam que Jesus foi um profeta, um bom mestre ou um homem piedoso. O problema é que a Bíblia nos diz que Jesus foi infinitamente mais do que um profeta, bom mestre ou homem piedoso.

C.S. Lewis, em seu livro Mero Cristianismo, escreve o seguinte: “Tento aqui impedir que alguém diga a grande tolice que sempre dizem sobre Ele [Jesus Cristo]: ‘Estou pronto a aceitar Jesus como um grande mestre em moral, mas não aceito sua afirmação em ser Deus.’ Isto é exatamente a única coisa que não devemos dizer. Um homem que foi simplesmente homem, dizendo o tipo de coisa que Jesus disse, não seria um grande mestre em moral. Poderia ser um lunático, no mesmo nível de um que afirma ser um ovo pochê, ou mais, poderia ser o próprio Demônio dos Infernos. Você decide. Ou este homem foi, e é, o Filho de Deus, ou é então um louco, ou coisa pior... Você pode achar que ele é tolo, pode cuspir nele ou matá-lo como um demônio; ou você pode cair a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não vamos vir com aquela bobagem de que ele foi um grande mestre aqui na terra. Ele não nos deixou esta opção em aberto. Ele não teve esta intenção.”

Então, quem Jesus afirmou ser? Segundo a Bíblia, quem foi? Primeiramente, vamos examinar as palavras de Jesus em João 10:30: “Eu e o Pai somos um.” Em um primeiro momento, pode não parecer uma afirmação em ser Deus. Entretanto, veja a reação dos judeus perante Sua afirmação: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10:33). Os judeus compreenderam o que Jesus havia dito como uma afirmação em ser Deus. Nos versículos seguintes, Jesus jamais corrige os judeus dizendo: “Não afirmei ser Deus”. Isto indica que Jesus realmente estava dizendo que era Deus ao declarar: "Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Outro exemplo é João 8:58, onde Jesus declarou: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” Mais uma vez, em resposta, os judeus tomaram pedras para atirar em Jesus (João 8:59). Ao anunciar Sua identidade como “Eu sou”, Jesus fez uma aplicação direta do nome de Deus no Velho Testamento (Êxodo 3:14). Por que os judeus, mais uma vez, se levantariam para apedrejar Jesus se Ele não tivesse dito algo que creram ser uma blasfêmia, ou seja, uma auto-afirmação em ser Deus?

João 1:1 diz que “o Verbo era Deus”. João 1:14 diz que “o Verbo se fez carne”. Isto mostra claramente que Jesus é Deus em carne. Tomé, o discípulo, declarou a Jesus: “Senhor meu, e Deus meu! (João 20:28). Jesus não o corrige. O Apóstolo Paulo O descreve como: “...grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tito 2:13). O Apóstolo Pedro diz o mesmo: “...nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (II Pedro 1:1). Deus o Pai também é testemunha da completa identidade de Jesus: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1:8). No Velho Testamento, as profecias a respeito de Cristo anunciam sua divindade: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).

Então, como argumentou C.S. Lewis, crer que Jesus foi um bom mestre não é opção. Jesus claramente e inegavelmente se auto-afirma Deus. Se Ele não é Deus, então mente, conseqüentemente não sendo também profeta, bom mestre ou homem piedoso. Tentando explicar as palavras de Jesus, “estudiosos” modernos afirmam que o “Jesus verdadeiramente histórico” não disse muitas das coisas a Ele atribuídas pela Bíblia. Quem somos nós para mergulharmos em discussões com a Palavra de Deus no tocante ao que Jesus disse ou não disse? Como pode um “estudioso” que está 2000 anos afastado de Jesus ter a percepção do que Jesus disse ou não, melhor do que aqueles que com o próprio Jesus viveram, serviram e aprenderam (João 14:26)?

Por que se faz tão importante a questão sobre a identidade verdadeira de Jesus? Por que importa se Jesus é ou não Deus? O motivo mais importante para que Jesus seja Deus é que se Ele não é Deus, Sua morte não teria sido suficiente para pagar a pena pelos pecados do mundo inteiro (I João 2:2). Somente Deus poderia pagar tamanho preço (Romanos 5:8; II Coríntios 5:21). Jesus tinha que ser Deus para que pudesse pagar nossa dívida. Jesus tinha que ser homem para que pudesse morrer. A Salvação está disponível somente através da fé em Jesus Cristo! A natureza divina de Jesus é o motivo pelo qual Ele é o único caminho para salvação. A divindade de Jesus é o porquê de ter proclamado: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6).

Por que eu não devo cometer suicídio?

O meu coração compreende aqueles que têm pensamentos de terminar com suas próprias vidas através do suicídio. Se isto ocorre com você agora, deve haver muitas emoções, como sentimentos de desesperança e desespero. Você pode ter a sensação de estar no mais fundo dos poços, e duvida que haja algum raio de esperança de que as coisas possam melhorar. Ninguém parece se importar ou entender o que está acontecendo. A vida simplesmente não vale a pena ser vivida... ou será que vale?

Muitos, uma hora ou outra, experimentam emoções debilitantes. As perguntas que vinham à minha mente quando eu estava em um poço emocional eram: “De alguma forma, há a chance de isso ser da vontade de Deus, que me criou?” “Será que Deus é pequeno demais para poder me ajudar?” “ Será que meus problemas são grandes demais para Ele?” 

Fico feliz em dizer que se você deixar que Deus verdadeiramente seja Deus em sua vida agora, Ele provará o quão grande realmente é! “Porque para Deus nada é impossível” (Lucas 1:37). Talvez cicatrizes de sofrimentos passados tenham causado um ameaçador senso de rejeição ou abandono. Isto pode levar à auto-piedade, raiva, amargura, pensamentos ou caminhos de vingança, medos doentios, etc., que vêm causando problemas em alguns de seus mais importantes relacionamentos. Entretanto, o suicídio apenas serviria para trazer devastação aos que você ama e nunca teve a intenção de ferir. Essa devastação causaria feridas emocionais com as quais teriam de lidar pelo resto de suas vidas.

Por que você não deve cometer suicídio? Amigo, não importa quão más as coisas possam estar em sua vida, há um Deus de amor que está esperando que você o deixe guiá-lo através de seu túnel de desespero, e saindo dele, indo em direção a Sua maravilhosa luz. Ele é sua esperança certa. Seu nome é Jesus.

Este Jesus, o Filho de Deus, sem pecado, se identifica com você nos seus momentos de rejeição e humilhação. De Jesus escreveu o profeta Isaías: “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras (chicotadas) fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Isaías 53:2-6). 

Amigo, tudo isto Jesus Cristo suportou para que você pudesse ter todos os seus pecados perdoados! Qualquer que seja o peso de culpa que você vem carregando, saiba que Ele perdoará se você humildemente se arrepender (se voltar para Deus, abandonando seus pecados). “E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Salmos 50:15). Nada do que você possa algum dia ter feito é tão ruim que Jesus não perdoe. Alguns de Seus servos mais seletos da Bíblia cometeram pecados horrendos, como assassinato (Moisés), adultério (Rei Davi), e abuso físico e emocional (o apóstolo Paulo). Ainda assim, encontraram perdão e uma vida nova e abundante no Senhor. “Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado” (Salmos 51:2). “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17).

Por que você não deve cometer suicídio? Amigo, Deus está pronto para consertar o que está “quebrado”... especificamente, a vida que você tem agora, à qual você quer dar um fim através do suicídio. O profeta Isaías escreveu: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos (...) a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes (...) que se lhes dê glória (coroa de beleza) em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado” (Isaías 61:1-3).

Venha a Jesus, e deixe que Ele restaure sua alegria e valor enquanto confia nele para começar uma nova obra em sua vida. “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário. Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor. Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Salmos 51:12, 15-17).

Você quer aceitar o Senhor como seu Salvador e Pastor? Ele guiará seus pensamentos e passos, um dia de cada vez, através de Sua Palavra, a Bíblia. “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos” (Salmos 32:8). “E haverá estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; e o temor do Senhor será o seu tesouro” (Isaías 33:6). Mesmo estando em Cristo, lutas existirão, mas você, agora, terá ESPERANÇA. Ele é “um Amigo mais chegado que um irmão” (Provérbios 18:24). Que a graça do Senhor Jesus esteja com você em sua hora de decisão.

Se você deseja confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, diga estas palavras a Deus, em seu coração. “Deus, eu preciso de Ti em minha vida. Por favor, perdoa-me por tudo o que eu fiz. Eu coloco minha fé em Jesus Cristo e creio que Ele é meu Salvador. Por favor, limpa-me, cura-me, e restaura minha alegria de viver. Agradeço por Seu amor por mim e pela morte de Jesus em meu lugar.”

Se um casal engravida antes do casamento, eles têm que se casar?

O sexo antes do casamento tornou-se tão comum em nossa sociedade, até mesmo ao ponto de ser esperado, que muitos cristãos professos não mais o consideram um pecado. Nossa cultura supõe que as pessoas não possuem a quantidade de auto-controle necessária para se abster até o casamento, então a ideia tornou-se irrealista. A Palavra de Deus não muda, no entanto, e a Bíblia nos diz que o sexo fora do casamento é imoral (Mateus 15:19, 1 Coríntios 6:9, 6:13, 7:2, 2 Coríntios 12:21, Gálatas 5:19, Efésios 5:3).
Qualquer pessoa que tenha se tornado um cristão nascido de novo ao colocar a sua fé e confiança em Cristo já não pertence a si mesma. I Coríntios 6:18-20 diz: "Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo."

Desconsiderar o plano de Deus para o casamento, sexo e família sempre resulta nestes tipos de consequências espirituais ou físicas: entristecer o Espírito Santo (Efésios 4:30), culpa, vergonha, arrependimento, perda de respeito por si e pelos outros, divisão em famílias e entre os crentes, pobres exemplos, dor para futuros cônjuges, gravidez indesejada, aborto e doenças sexualmente transmissíveis. Deus quer que o sexo seja uma expressão íntima de amor e compromisso e deve ser compartilhado apenas entre marido e mulher. Sexo só pelo seu prazer físico danifica a nossa espiritualidade e nos afasta da comunhão com Deus.

Qualquer um que tenha cometido o erro de ter relações sexuais fora do casamento pode ser perdoado, mesmo se o erro resultar em uma gravidez não planejada. Primeira João 1:9 diz: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." Isso não quer dizer que Ele vai apagar as consequências das nossas ações, mas podemos ser restaurados espiritualmente se confessarmos e nos arrepender dos nossos pecados. Isto significa afastar-nos dos nossos pecados e fazer o compromisso de amar e servir a Cristo.

Há alguns casos em que se casar antes de o bebê nascer seria sábio. Se um casal comprometido que já estava planejando se casar comete fornicação que resulta em gravidez, casar-se antes do nascimento provavelmente seria mais fácil para a família e para a criança. Entretanto, se um casal não comprometido cometer o mesmo pecado, casar-se não vai corrigir o erro aos olhos de Deus. Em tal situação, casar-se só irá colocá-los rumo ao fracasso conjugal. A Bíblia não instrui as pessoas a respeito de se devem ou não se casar sob estas circunstâncias, embora ambos os pais ainda sejam obrigados a apoiar a criança emocional, espiritual e financeiramente.

Nenhum de nós é justificado diante de Deus por meio de obras. Somos salvos pela fé, confiando em Jesus Cristo para nos salvar dos nossos pecados. A Bíblia diz: "porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 6:23). Deus não quer que tentemos consertar os nossos erros nós mesmos; Ele quer que entreguemos a Ele o nosso coração. Ao abrir mão de nossa própria vontade e submeter-nos à soberania de Deus, podemos ter a certeza de uma vida plena na terra e um lugar no céu por toda a eternidade. 

Os três tipos de casamento e o divórcio

Quando se fala na palavra divórcio, automaticamente vem à tona a ideia de que um casamento fora desfeito. De fato, esse é o sentido onde o termo está mais associado e é mais empregado. Mas, é óbvio que uma pessoa pode se divorciar de uma roupa, de um carro ou até mesmo de um sentimento ruim. Em todos esses exemplos, a palavra é utilizada no sentido de se separar, de não querer mais, de quebra de vínculo com alguém ou alguma coisa.

Divórcio, nos tempos remotos da Bíblia, era um termo usado no mesmo sentido de repúdio, ou seja, de separação apenas. Daí, muitos tradutores do Livro Sagrada dos cristãos misturarem uma e outra palavra quando na transcrição do famoso versículo de Malaquias 2:16“Porque o SENHOR, o DEUS de Israel diz que odeia (ou abomina) o... REPÚDIO.

Divórcio, como instituto do Direito Civil, que promove a abertura do fim do casamento civil e a consequente possibilidade de um cônjuge divorciado vir a se casar de novo, só surgiu em meados do século XVIII, ou seja, a partir de 1789, com a Revolução Francesa, com os seus ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Antes, em meados do século XVI, essa ideia de recasamento de pessoa divorciada só fora trazida à discussão, em primeira ordem, pelo humanista católico Erasmo de Rotterdam, que deu toda sustentação ao tema e influenciou os reformadores protestantes. Erasmo de Rotterdam é, digamos assim, o pai do recasamento de pessoa divorciada; e todos os demais protestantes compraram e venderam essa ideia nos quatro cantos do mundo. Antes, o universo dos cristãos só conhecera o ensinamento da indissolubilidade do casamento, ou do fim deste só por meio da morte, que antes de ser adotado pela religião católica romana, é bíblico (Romanos 7:2-3 e 1 Coríntios 7:39).

No Brasil, um político abraçou a ideia do divórcio e do novo casamento e passou mais de duas décadas para que a mesma fosse aprovada no Congresso e virasse lei. Trata-se do Senador Nelson Carneiro que, também por razões pessoais (era viúvo e queria se casar com uma divorciada peruana), promoveu um verdadeiro enfrentamento à igreja católica romana, mesmo explicando para os seus opositores da época que a Lei do Divórcio (6.515/77) não atingiria o sacramento do casamento religioso, que este permaneceria intacto.

Hoje, em 2017, lá se vão 40 anos da aprovação de uma lei que causou o maior rebuliço na sociedade brasileira, mudando o perfil das famílias. De 1977 para cá, muitas adaptações já foram realizadas, especialmente no sentido de facilitar o trâmite para as pessoas interessadas.

Mas, existem aqueles que são radicalmente contra esse instituto civil, que o veem como um câncer nas famílias e um grande mal para a sociedade como um todo, como esse humilde escritor que lhes escreve estas páginas.

Os verdadeiros cristãos, discípulos do SENHOR JESUS, são contra o divórcio, e nem poderia ser diferente; embora muitos ainda se sintam desesperados e perdidos quando são obrigados a enfrentarem e a aceitarem o “fim” do casamento (o maior problema que observo não é com o divórcio em si no meio cristão, mas na falta de orientações corretas a partir dele).

Uma verdade precisa ser estabelecida definitivamente no coração dos cristãos que enfrentaram e estão a enfrentar o divórcio contra as suas vontades: DEUS IGNORA COMPLETAMENTE O DIVÓRCIO. PARA DEUS, O DIVÓRCIO NÃO EXISTE; NÃO AFETA O CASAMENTO LÍCITO UNIDO E TESTEMUNHADO POR ELE (QUANDO É REALIZADO ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER QUE NUNCA FORAM CASADOS ANTES, OU VIÚVOS; QUANDO SE DECLARAM PUBLICAMENTE E ESPONTANEAMENTE UM PARA O OUTRO; QUANDO HÁ TESTEMUNHAS – NÃO NECESSARIAMENTE UM SACERDOTE -; QUANDO HÁ, POR FIM, A CONJUNÇÃO CARNAL), ainda que os homens da lei e muitos religiosos tentem dar uma compreensão diferente.

E se DEUS ignora o divórcio, você também precisa ignorá-lo. Porque o controle da existência de um casamento lícito aos olhos de DEUS (o primeiro de ambos) não está ao alcance de homem nenhum, mas do SENHOR. Em linhas gerais, o casamento está ligado a duas vidas, de sexo oposto, que se unem com a finalidade de terem relação sexual. Usando de uma redundância para se entender melhor: enquanto uma dessas vidas estiver viva, o casamento estará de pé. O homem natural só tem controle sobre aquilo que ele cria. Por exemplo: um artista passou horas construindo um castelo com a areia da praia. Mediu todo o espaço e fez da forma que queria. O enorme castelo de areia logo despertou a atenção de muitos. Saiu lindo e majestoso. Porém, em determinado momento, cansado da obra que tinha feito e que tinha controle absoluto sobre ela, o artista decidiu destruí-la. Mas com o casamento é bem diferente. Não foi o homem quem o criou. Não está no poder de suas mãos nem de sua vontade a capacidade de desfazer (a não ser que ele cometa suicídio, liberando a vida do outro). Porque antes do nível físico, visível, material e social, o verdadeiro casamento é uma instituição espiritual, testemunhada por um SER espiritual. No máximo, as pessoas se tornam apenas peças importantes, elementos fundamentais do casamento, mas sem o poder de desfazê-lo.

Já li muitos livros que falam sobre anulações de um casamento católico, por exemplo. Ora, se a liderança católica entende que um casamento, realizado por um padre católico, pode ser anulado (consideremos um casamento lícito para DEUS), isso nos leva ao entendimento que este casamento não pertenceu ao plano de DEUS; que ela, a instituição religiosa, tem soberania total sobre o evento que fora apenas realizado por ela, o que não é verdade. É claro que estou considerando um casamento que fora lícito aos olhos de DEUS e que passou por problemas adiante.

Os casamentos protestantes são os mais possíveis de serem destruídos, porque a raiz doutrinária do tema casamento é errada, mal elaborada, antibíblica; e também porque as pessoas recebem o aval de suas lideranças para um novo casamento, quando ocorrem, por exemplo, o adultério de um dos cônjuges, a deserção familiar ou mesmo quando os dois dizem não querer mais a vida de casados. Daí também o número de pessoas divorciadas e recasadas nos templos protestantes ser gigantesco.

Por último, a visão equivocada do casamento civil, que é visto como um mero contrato, um mero estabelecimento de obrigações civis. Se é civil, é totalmente controlado pelo homem da lei, e é puramente do mundo. Foi esse homem quem fez e o estabeleceu; ele se sente soberano sobre a coisa criada. E se uma das peças do casamento quiser e motivar a Justiça pelo fim desse contrato, existe um instituto, também criado pelo homem, que dá respaldo, chamado DIVÓRCIO. O divórcio nada mais é que um instituto civil, que põe fim ao casamento enquanto contrato. Mas, ainda que o casamento tenha sido realizado só no Civil, sob a égide de um Juiz de Paz, se estiver dentro das exigências de um casamento feitas por DEUS, nem a lei nem homem nenhum poderão desfazer, porque a principal testemunha dele foi DEUS, e não o homem. Uma pessoa pode estar divorciada para a lei civil, para a sociedade, mas casada para DEUS. E é geralmente isso que acontece.

O maior erro, portanto, está nas três visões equivocadas que os doutrinadores da lei e as lideranças religiosas lançam sobre o casamento. A grande pergunta que deveria ser pensada e feita antes de qualquer casamento a ser realizado é: ESSE CASAMENTO É OU NÃO LÍCITO AOS OLHOS DE DEUS? Se a resposta for SIM, esqueça automaticamente o instituto civil do divórcio; ele simplesmente inexistirá para esse casamento enquanto os cônjuges viverem.

O grave problema que vejo em um divórcio se estabelece no seguinte aspecto: se uma pessoa, que o busca pelo fim do seu casamento (seja esse casamento católico, protestante ou simplesmente civil, se esse casamento for lícito aos olhos de DEUS), desconhecer essa verdade sobre o casamento dela, facilmente ela incorrerá em um novo casamento, ou seja, um adultério continuado aos olhos de DEUS, porque, para o SENHOR, o único motivo que pode pôr fim a um casamento testemunhado por ELE é a morte (porque na morte cessa a total possibilidade e esperança de os cônjuges terem conjunção carnal entre si).

Muitas pessoas cristãs se aterrorizam mais com a simples pronúncia da palavra divórcio do que necessariamente com o suposto fim do casamento. A palavra divórcio se torna um fantasma que acompanha a pessoa durante as 24 horas do seu dia, impedindo-a de comer, de dormir e de viver.

Na verdade, até a ideia de que um casamento lícito para DEUS fora desfeito é totalmente vazia, não tendo respaldo bíblico nem a anuência do SENHOR DEUS. O problema das pessoas repudiadas, especialmente as mais jovens e as verdadeiramente cristãs, é o medo da possibilidade de passarem o resto da vida sozinhas. Mas até esse medo deixa de fazer sentido, quando se está com a vida no controle de DEUS.

Quem crer em DEUS não pode incutir na cabeça que a separação física e o divórcio são o fim de um casamento. Cremos em um DEUS que, quando lançamos a fé verdadeira NELE, imbuídos da verdadeira doutrina e conhecimento em nosso coração, nos tornamos testemunhas dos Seus gigantescos milagres. A vida e consequentemente o casamento estão apenas sob o controle absoluto de DEUS. O fim deles só ELE pode dizer e estabelecer. Não há lei nem homens que possam fazer diferente. Graças a DEUS por isso!

No Amor de JESUS,

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.
 

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